terça-feira, 9 de outubro de 2012

Violência em SP elege Vereadores

Quem não aprende no amor, aprende na dor

Este blog fala mais de flores, música e qualidade de vida do que de Segurança. Mas sempre estou mostrando casos de violência urbana em São Paulo. Arrastões em restaurantes e prédios, roubos e sequestros nas residências, roubos de carros e a pouca eficiência da polícia. Sem contar a omissão do governador.

Neste domingo, enquanto estava na fila do Supermercado Pão de Açúcar da Praça Panamericana, duas senhoras atrás de mim comentavam: Uma que morou 25 anos na região mas que tinha mudado depois de vários assaltos à sua casa.

O pior foi que se mudou para um prédio perto do filho e o prédio sofreu “arrastão”. Daí ele estar pensando em mudar para o interior, mas o interior também está ficando perigoso. A outra senhora respondeu que sua casa, apesar de ter segurança na rua, também já foi invadida por ladrões.

A Segurança é a coisa mais importante na vida de uma pessoa.

Mesmo sendo dever do Estado e não do município, mas quando o estado não funciona, a comunidade deve se articular para organizar sua própria defesa. Daí que surgem as milícias, formadas por militares, pessoas indefesas ou por bandidos... E nós pagamos três ou quatro vezes por um serviço que não funciona.

Haddad precisa fazer propostas sobre a Segurança.

Vejam parte da matéria que saiu no Estadão de hoje:

Apelo à segurança elege cinco na Câmara

Entre novos vereadores estão dois ex-integrantes da Rota que, juntos, somam 77 mortes durante suas carreiras como policiais militares.

09/10/2012 - Diego Zanchetta e Artur Rodrigues - O Estado de S.Paulo

A bancada de vereadores eleita com a bandeira da segurança pública conta com dois ex-integrantes da Rota que somam, juntos, 77 mortes ao longo de suas carreiras. Tem ainda um coronel que defende a Polícia Militar na gestão da Prefeitura e duas vítimas da violência urbana.

Paulo Adriano Telhada (PSDB), Álvaro Camilo (PSD), Conte Lopes (PTB), Ari Friedebach (PPS) e Masataka Ota (PSB) estreiam na Câmara Municipal a partir de 2013 com a tarefa de tratar de um tema que, na teoria, só pode ser decidido pelo Estado ou pela União.

Os cinco eleitos para combater a violência dentro do Legislativo somam-se ao delegado Celso Jatene (PTB), que obteve um quarto mandato. A bancada da segurança, com seis integrantes, só perde para a dos evangélicos, com oito parlamentares.
Quinto vereador mais votado de São Paulo, o coronel Telhada foi eleito com o lema "bandido bom é bandido morto".

Telhada afirma que tentará criar a operação delegada - uma espécie de bico oficial da PM pago pela Prefeitura - para a Guarda Civil Metropolitana. Ao longo de três décadas de corporação, matou 36 suspeitos em supostos confrontos com marginais. Ele garante que todos os mortos "eram bandidos".

O ex-deputado Conte Lopes, tenente do jovem Telhada em início de carreira, também vai para o Palácio Anchieta com a missão de "fortalecer a GCM". Ele credita sua eleição como vereador à sensação de insegurança da sociedade. Com 41 mortes nas costas entre as décadas de 70 e 80, quando esteve na Rota, Lopes afirma ter agido "legalmente" em todos os casos. "O problema é que você, na função de comando, vai à frente (para ajudar os demais)", afirma o capitão reformado da PM.

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