terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nova pesquisa embola tudo

Aguardem as próximas

As pesquisas vão reforçar que os três podem chegar embolados no final de domingo, dia 7. Quem tiver mais trabalho de base, mais militância para motivar os eleitores nesta reta final pode garantir a ida para o segundo turno.

Resolveram derrubar Russomano. Como diz o pessoal militante: “Está ficando russo, Mano!” Agora, com a vinda de Dilma, Haddad tende a continuar crescendo e o pessoal que apoia Serra vai jogar tudo para forçar a ida dele para o segundo turno.

Leiam esta matéria da Agência Estado:

Queda de Russomanno embola disputa, diz analista

02 de outubro de 2012 | 20h 13 - Guilherme Waltenberg - Agência Estado

SÃO PAULO - Com a queda de sete pontos porcentuais na pesquisa Ibope divulgada nesta terça, 2, quando passou de 34% para 27% das intenções de votos para a Prefeitura de São Paulo, o candidato do PRB, Celso Russomanno, deve fechar este primeiro turno muito próximo dos adversários do PSDB, José Serra, e do PT, Fernando Haddad.

"É provável que os três cheguem embolados nesta reta final de primeiro turno", avalia o especialista em marketing político e pesquisa eleitoral Sidney Kuntz. "A tendência do Russomanno é de queda enquanto Serra e Haddad estão consolidados há algumas semanas", disse. Na mostra divulgada nesta terça, Serra tem 19% e Haddad 18%.
Kuntz ressalta que a diferença entre Serra e Haddad, empatados tecnicamente na segunda posição, para o líder Russomanno, beira o empate técnico.

"A pesquisa acende o sinal amarelo bem forte na campanha do Russomanno. Se a tendência se mantiver até a reta final, a queda não vai precisar ser grande para se tornar um empate técnico", afirmou, destacando que basta Russomanno cair mais dois pontos porcentuais para estar tecnicamente empatado com Serra.

Para Kuntz, a queda de Russomanno é consequência de ele não ter sido capaz de desconstruir as críticas feitas pelos seus adversários. "Ele não está conseguindo desconstruir o que estão falando dele, que é o novo (ex-presidente da República, Fernando) Collor, que não tem planos para a cidade, que ele e seu partido não vão ter estrutura para governar São Paulo", disse.

O especialista ressalta ainda o embate ocorrido entre Russomanno e a Igreja Católica e sua consequente recusa de ir ao debate promovido pela Igreja (no dia 20 de setembro) como alvo de desgaste de sua candidatura.

A proximidade do pleito, que ocorre neste domingo (07), também deixa Russomanno sem muitas opções para barrar o declínio. "O que ele vai fazer sobrando apenas um dia de programa (eleitoral) de rádio e televisão?", questionou.

Essa queda acentuada, avalia Kuntz, também tem um efeito psicológico na campanha e nos eleitores de Russomanno. "Isso abate a campanha inteira. Tem muitos candidatos a vereador (que reforçam a campanha) que querem estar do lado do candidato com mais chances.

Além disso, essas pesquisas começam a fazer o eleitor recuar. Tanto aquele do PT que escolheu no Russomanno para barrar o Serra quanto aquele do Serra que escolheu o Russomanno para barrar o PT. Esses podem trazer o voto novamente para o candidato que eles queriam originalmente", diz.

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