terça-feira, 23 de outubro de 2012

Bancos Itaú e Cruzeiro do Sul

São dois escândalos!

O Banco Itaú lucra mais de um bilhão de reais por mês e o banco demite milhares de funcionários; já o presidente do Banco Cruzeiro do Sul, depois de ver seu banco liquidado, agora é preso pela Polícia Federal.

Qual é o conceito de honestidade e compromisso social?
Como fica o processo de oligopolização do sistema financeiro,
quando apenas cinco bancos controlam mais de 80% de tudo?
O quê faz a história dos bancos ser tão instável?
Com a quebra de apenas oito bancos médios ou pequenos,
os prejuízos passaram de nove bilhões. Quem paga a conta?

Só prender na Polícia Federal não resolve,
sempre existe um juiz para libertar os banqueiros e anular a ação da Polícia Federal. Não será a primeira nem a última vez que isto vai acontecer.

Nunca na história deste país,
os banqueiros ganharam tanto dinheiro!
O Brasil precisa de uma nova Constituição.

Leiam estas duas matérias publicadas no jornal Valor de hoje. São dois escândalos!

Primeira Matéria:

Lucro do Itaú Unibanco cai para R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre


Por Daniela Machado e Carolina Mandl | Valor – 22/10/12- Atualizado às 7h55

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 13% sobre o mesmo período do ano passado e de 4,8% em relação ao segundo trimestre de 2012. O lucro líquido contábil, considerado no cálculo de pagamento de dividendos, foi de R$ 3,372 bilhões, o que representou redução de 11% frente a 2011.

No balanço divulgado nesta terça-feira, o banco citou os efeitos da redução da margem financeira em decorrência dos cortes da taxa Selic, entre outros fatores.
A carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, avançou 1% de junho a setembro deste ano, somando R$ 417,6 bilhões. Em 12 meses, a expansão foi de 9,3%.

No trimestre, as únicas carteiras que cresceram foram as de financiamento imobiliário (6%) e crédito a grandes empresas (3,7%). Veículos (-4,5%), cartão de crédito (-0,2%), crédito pessoal (0%) e micro, pequenas e médias empresas (-2,4%) observaram retração ou estabilidade.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, a carteira que mais cresceu também foi a de financiamento imobiliário, que teve alta de 32,4%, seguida por crédito pessoal (14,9%) e grandes empresas (16,4%).

A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,1% no trimestre, mostrando leve queda em relação ao índice de 5,2% visto no trimestre imediatamente anterior, mas ainda acima dos 4,7% do mesmo período do ano passado.

O retorno recorrente anualizado alcançou 17,7% no terceiro trimestre, abaixo dos 23,5% vistos em igual intervalo de 2011. No segundo trimestre deste ano, esse indicador estava em 19,4%.

O Itaú Unibanco é o segundo a divulgar seus números referentes ao período de julho a setembro. Ontem, o Bradesco abriu a safra de balanços mostrando lucro líquido de R$ 2,86 bilhões, valor 1,7% superior àquele registrado em igual trimestre do ano passado. Apesar do resultado mais gordo, o retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 19,9%, com uma queda de 2,5 pontos percentuais na comparação com 2011 e de 0,7 ponto percentual ante o trimestre anterior.
Ainda nesta semana, na quinta-feira, o Santander apresenta seu resultado.

Segunda Matéria:

Polícia Federal prende Luis Octávio Indio da Costa,
do Banco Cruzeiro do Sul


Por Agência O Globo – Jornal Valor – 22/10/2012

SÃO PAULO - O ex-presidente e um dos controladores do Banco Cruzeiro do Sul, Luis Octávio Indio da Costa, foi preso por policiais federais, na tarde desta segunda-feira, em São Paulo. Ele foi levado à sede da Polícia Federal.

O advogado do banqueiro, o criminalista Roberto Podval, disse que ainda não teve acesso à decisão do juiz que decretou a prisão e por isso ainda não definiu a estratégia de defesa.

O Cruzeiro do Sul tem um rombo de mais de R$ 3 bilhões, que pode ser ainda maior, segundo especialistas. O Banco Central decretou a liquidição na instituição financeira no último dia 14 de setembro, depois de ter passado três meses em Regime de Administração Especial Temporária (Raet).

No dia 17 de outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de Índio da Costa para desbloquear bens pessoais dele que foram congelados pela decisão que liquidou o banco.


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