terça-feira, 11 de setembro de 2012

Washington Olivetto é sempre uma boa notícia

Um bom comercial de TV

Zapeando ontem na televisão, vi Washington Olivetto conversando com Paulo Henrique Amorim. O som estava quase no máximo, mas mesmo assim eu não conseguia ouvir quase nada. Fiquei olhando os dois darem risadas sem entender as piadas.

Hoje, acessei o blog de Amorim para ver se havia alguma informação nova sobre pesquisas eleitorais. Não achei nada sobre as eleições, mas achei o texto abaixo sobre a entrevista de Washington Olivetto.

Acompanhar o trabalho e a vida de Olivetto é como acompanhar a vida da publicidade brasileira. Um, sem o outro, seria sem graça. Seria igual o Santos sem Pelé ou o São Paulo sem Telê.

Para os jovens, é sempre uma aula;
para os velhos é sempre uma boa lembrança.

Leiam o resumo da entrevista na TV.

Olivetto dá um show !
BRA ! De BRAvo !


Conversa Afiada – Paulo Henrique Amorim – 11/09/12

Sem texto, você pode fazer o comercial mais bonito, mais cheio de truques, que, se não tiver texto, não cola, não comunica.
Um daqueles momentos óbvios memoráveis

O programa Entrevista Record Atualidade desta segunda feira, às 22h15, na Record News, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, oferece uma aula do Mestre Washington Olivetto.

Ele trata da campanha que fez para o Bradesco e associou, desde as Olimpíadas de Londres, o BRA de Brasil, que aparece na braçadeira dos atletas, ao BRA de BRAdesco.

Ele próprio considera que essa é uma das melhores campanhas que já concebeu.
E olha que Washington conquistou mais de mil prêmios, 50 Leões de Cannes – o Oscar da publicidade mundial – e dois de seus comerciais estão entre os cem maiores comerciais do mundo.

O BRA de Brasil e BRAdesco é um daqueles óbvios memoráveis que acontecem de vez em quando na História da publicidade – é a avaliação do próprio Washington.

Ele expõe as diversas aplicações desse tema “Agora é BRA !” ao cliente – o Bradesco – e seus diferentes produtos.
E como o esporte olímpico se adapta a um banco: a ideia de equipe, de superação, de excelência.
O melhor comercial do Bradesco, diz Washington, é o gerente do Bradesco.

Ele já trabalhou com o Casal Unibanco, na sua agencia, a W/Brasil, com o Itaú, quando era da agencia DPZ e, agora, na WMcCann, o Bradesco seria o ponto alto dessa trajetória.

A entrevista é enriquecida por comerciais que fizeram a história de Washington e da publicidade brasileira: “o primeiro sutiã nunca se esquece”, para a Valisère; e a campanha da Bombril, com o ator Carlos Moreno, um fenômeno: está há 16 anos no ar e já produziu 340 filmes.

Ele conta que o “primeiro sutiã” tem um minuto e meio de duração e foge ao padrão de comerciais de 30 segundos.

Ele ligou para o Boni, na TV Globo, explicou do que se tratava.
Boni viu o comercial e autorizou abrir um espaço três vezes mais longo que o normal.
O “primeiro sutiã” praticamente não tem texto.

E Washington diz que Publicidade – como Televisão – é texto.
Sem texto, você pode fazer o comercial mais bonito, mais cheio de truques, que, se não tiver texto, não cola, não comunica.

Tevê é a mesma coisa, ele acha.
Quem sabe disso, diz ele, é o Boni.

(Nesse ponto, Washington concordou com tese do ansioso blogueiro: Boni é e sempre foi um publicitário, que fez uma televisão que estivesse à altura dos comerciais. Bingo!)

Uma boa campanha publicitária, diz ele, é a que dura.

A que pode ficar cem anos no ar.

Ele admite que a publicidade mundial, depois do auge dos anos 80, vive uma crise de criatividade; mas isso vai passar.
Ele não tem medo da internet.

Um bom comercial, ou uma boa mensagem comercial se aplica a qualquer mídia.
Um bom comercial é o que fala com “a galera”, quando entra na linguagem do povão.
E ele, modestamente, acredita que tem esse atributo.

Por fim, como era inevitável, Washington tratou do Corinthians.
Ele reconhece que o Corinthians não é um Barcelona,
mas está feliz por ir à final com o Chelsea.

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