sábado, 15 de setembro de 2012

Santander - O Brasil é uma Mãe!

“Capitalismo SEM RISCO”

Mauro Dias é um bom analista dos resultados dos bancos, além de saber “decodificar os números”, Mauro gosta de “apimentar a leitura”, isto é, mostrar o quanto isto significa politica e socialmente falando.

Recebi a última análise dos resultados do Banco Santander no Brasil, neste primeiro semestre de 2012, e fiquei tão assustado que pedi ajuda aos economistas do DIEESE, para confirmarem os números do texto de Mauro. Estavam absolutamente certos!

Será que Guido Mantega também conhece estes números? O Banco Central brasileiro conhece esta leitura que Mauro Dias faz? Eu acho que ainda não mostraram a Dilma, nossa presidenta.

Além das taxas de juros abusivas, estou vendo que “há mais mistérios entre o Céu e a Terra”, isto é, entre o capitalismo brasileiro e o capitalismo internacional, do que a nossa vã filosofia e os comentaristas econômicos.

O Santander “comprou o Banespa na época de FHC por uma pechincha”, agora queria “outra pechincha” no Banco Cruzeiro do Sul, e os números mostram que para o Santander, O BRASIL É UMA MÃE!

Vejam o texto (revisado) que Mauro Dias enviou para os dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Agora eu divulgo estes números para o mundo.

Mauro Dias com a palavra:

O Brasil tem se constituído como a grande “tábua de salvação” do Banco Santander.

O banco que possui a maior rede de agências do mundo. Sabemos também que, neste 1º semestre de 2012, o Santander Brasil contribuiu com 26% do resultado global do banco, enquanto TODA a Europa Continental produziu apenas 27%.

Ou seja, neste período a Espanha gerou 14%, a Alemanha, 5%, Portugal 2%, Polônia 4% e o restante da região 2%.

Mas existem dois fatores objetivos que ajudam a explicitar
a excepcional contribuição brasileira:


1) O índice de Eficiência do banco aqui no país, em euros, ficou em 34%.

O que significa dizer que, para cada 100 euros obtidos como receita, o Santander tem um custo (despesa de pessoal, propaganda, luz, água, aluguéis etc) de € 34,00.

Esse custo no México ficou em €37,50 e no Chile €39,00. O custo médio na América Latina foi de €36,60.

Na região da Europa Continental o custo médio ficou em €44,00 a cada €100,00 obtidos como receita.

Já no Reino Unido e nos EUA esse custo ficou em €51,20 e €42,60, respectivamente.

O Brasil apresenta o menor custo de operação entre todos os principais países e regiões onde o banco opera. Obviamente, esta é uma fonte interessantíssima de lucro.

2) A Rentabilidade
aqui no país nos indica que a cada €100,00 de Patrimônio Líquido, ou seja, capital próprio investido, o retorno médio foi de €18,17.

Ou seja, a rentabilidade patrimonial, em euros, foi de 18,17%.

Bem acima, portanto, da rentabilidade global que ficou em 7,64%.
Na Europa continental a rentabilidade média foi de 7,71% e no Reino Unido 8,61%.

A América Latina, olhada como um todo, com seus 19,47% de rentabilidade média mostra como a região continua sendo uma fonte inesgotável de recursos financeiros.

O que ocorre por aqui é uma verdadeira "drenagem".


Um comentário:

  1. Tudo isso a base de muita pressão por vendas, competição individual (super rankings) e reuniões diárias. Ok, agora é a hora de fazermos os devidos ajudes nesta campanha salarial. Mas a choradeira é grande... Abs fraterno.

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