segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Russomano, Serra e Haddad

São Paulo na Encruzilhada

Não subestimem os Evangélicos!
Eles são muitos, são mobilizados, estão em todos os bairros, sempre foram ativos na defesa de sua comunidade.

Não adianta setores da classe mais rica falarem que são os novos “consumidores” que estão se identificando com Russomano e com o malufismo.

Esta “nova classe média” merece ser ouvida, respeitada e atendida em suas demandas. Esta nova classe média é o Novo Brasil. Ela precisa ter voz e voto.

A verdade é que Serra está perdendo o voto malufista, e Haddad está deixando de ganhar o voto da “periferia”, dos bairros distantes e mal atendidos pela prefeitura. Boa parte dos Evangélicos sempre votou no PT. Agora, parte significativa dos malufistas e dos evangélicos está ficando com Russomano.

Como reverter esta situação?
Em primeiro lugar, indo para o segundo turno.

Serra já está fazendo a campanha do “voto útil”.
Mas a Folha já optou por Russomano.

Haddad, e seus apoiadores, precisam conversar mais com os moradores da periferia, dos bairros distantes, mas, precisam conversar com os segmentos com mais escolaridade e moradores dos bairros do grande centro.

Devemos andar para frente ou ficar como está?
São Paulo não se acabou com Maluf, nem com Pita, nem com Kassab. Deixou de progredir.

São Paulo pode ser uma cidade bem melhor do que é hoje.
O transporte poderia estar muito mais amplo e ágil do que está.
O sistema de saúde poderia ser menos demorado. Os doentes não podem esperar tanto tempo para serem atendidos.
E as escolas públicas não precisam ser precárias e em pouca quantidade. Sem falar nas Creches.

Quem pode garantir mais benefícios para o povo de São Paulo?
Eu acho que Haddad tem mais propostas e condições de melhorar a situação da cidade, sem entrar na briga política entre os partidos. Acho que Haddad pode fazer uma boa administração, como Dilma está fazendo.

Democracia se aprende praticando.
Não devemos transformar esta eleição numa decisão entre o Bem e o Mal, entre Deus e o Diabo. Se o PSDB tivesse outro candidato, talvez o clima estivesse melhor. Serra não vai se acabar com esta eleição, mas também não contribuiu com a renovação em São Paulo.

Haddad é o novo, embora esteja sofrendo a guerra daqueles que não gostam do PT. Mas, se formos colocar “São Paulo em primeiro lugar”, realmente, considero que devemos dar uma oportunidade a Haddad. Ele até poderia fazer “uma carta compromisso com o povo de São Paulo”. Eu acho que ajudaria...

Minha intuição é que, aos poucos, vamos mostrando que podemos ajudar nossa cidade, sem ódio e sem rancor. Que aos poucos as pessoas de bom senso podem se juntar e compartilhar uma nova primavera para São Paulo.


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