quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pesquisas Eleitorais e Confusão em SP

Pesquisa da Folha e análise do Valor Econômico

Quem está mentindo? Quem está falando a verdade?
Quem está manipulando informações?

Historicamente as pesquisas começam fazendo propaganda de quem paga, depois, no final da campanha começam a ter que se aproximar da realidade. Já houve casos de teimosias até o dia das eleições e alguns institutos de pesquisas pagaram caro pela manipulação. Mas não se corrigem. São iguais empresas de assessoria de marketing.

Leiam esta matéria do jornal Valor e depois leiam a pesquisa da Folha e seus respectivos comentários. É mais fácil entender de aplicações na Bolsa de Valores do que entender o que “os especialistas” estão dizendo.

O povo de São Paulo está dando um baile em todo mundo.


Pelo pouco que conheço, a impressão é que está acontecendo com Serra o que aconteceu com Alckmin na eleição passada. Alckmin está pagando com a mesma moeda. Moendo o Serra politicamente e com a maior frieza. Mas há outros tucanos que não escondem a alegria. Como eu sinto falta de Mario Covas! Era bronco, mas era transparente!

Estaremos todos juntos com Fernando Haddad no segundo turno
,
mas não deixem alguns petistas entrarem na campanha xingando o Serra.
Este já está morrendo sozinho.

Agora teremos a participação especial de Dilma.
Sem medo de ser feliz!
Haddad e a Campanha estão indo bem.
Respeitando a todos os eleitores de São Paulo.
Vamos dar Vida Nova a São Paulo!


Serra e Haddad acirram disputa pelo 2º lugar

Eleições Monitoramento diário dos candidatos, trackings registram diferença de até 5 pontos nos índices
Cristian Klein e Vandson Lima – Valor - 05 de setembro de 2012

Ás vésperas da divulgação de nova pesquisa hoje pelo Datafolha, as equipes de dois dos principais candidatos à Prefeitura de São Paulo apontaram números divergentes sobre a preferência do eleitorado. Levantamentos internos das campanhas de José Serra (PSDB) e de Fernando Haddad (PT) registram uma diferença de até 5 pontos percentuais nos índices dos três primeiros colocados, medidos por meio de tracking.

Por este método, as campanhas monitoram diariamente as intenções de voto e tiram uma média, em geral, dos últimos quatro dias. Os resultados são compostos pela renovação do estoque de entrevistas mais antigas pelas mais recentes. De acordo com os tucanos, o líder Celso Russomanno (PRB), entre o último levantamento e o mais atual, feito anteontem, teria caído de 30% para 28%, enquanto Serra teria se mantido com 22% e Haddad teria subido de 10% para 11%.

No tracking do PT, no entanto, seu candidato estaria com 16%, o tucano registraria 17% e Russomanno contaria com 32%. Estes números são mais próximos da pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Ibope, na qual Serra, com 20%, e Haddad, com 16%, apareceram em empate técnico. O instituto apontou Russomanno com 31%.

Os levantamentos das campanhas não aferem ainda o impacto do debate realizado pela Folha de S.Paulo e RedeTV!, na segunda-feira à noite. O encontro teve momentos de tensão, como a discussão na qual Serra e Gabriel Chalita (PMDB) acusaram um ao outro de ser mentiroso, mas não propiciou um embate entre os três principais candidatos, que se evitaram.

A campanha de José Serra (PSDB) contratou um grupo para acompanhar o debate. Na avaliação destes, Serra e Russomanno se saíram bem e Haddad esteve apagado.
Fato novo dos últimos dias, a declaração firme de Serra de que não abandonará novamente a prefeitura, levada anteontem ao horário eleitoral, era assunto evitado pelos tucanos, até que as pesquisas começaram a mostrar a relação entre a queda da intenção de voto em Serra e a desconfiança do eleitores. Parte dos eleitores estava insegura. Essa informação veio com uma força incrível, brutal. [A permanência] mostrou-se um tema relevante, afirma o deputado federal Walter Feldman (PSDB), que diz acreditar na volta de eleitores que migraram para Russomanno.

Ontem, em evento para cerca de mil mulheres, Serra voltou à questão. Do jeito que as coisas estavam, o PT ia levar o governo do Estado e ia arrebentar o Estado como já tinha arrebentado a prefeitura, por isso eu fui candidato, justificou-se. A fala coincidiu com a estreia na TV de inserção petista que criticou o tucano. Sabe aquele candidato que abandonou a prefeitura no meio do mandato? Que deixou um vice para tomar conta da cidade? E que tem costume de pular de galho em galho? Tá aí mais uma vez, aponta a peça.

Uma explicação oferecida por um integrante da campanha, que prefere o anonimato, para as sucessivas quedas de Serra nas pesquisas é curiosa: com o julgamento da ação penal do mensalão ganhando destaque diariamente no noticiário, a eleição teria demorado a engrenar e, por consequência, o eleitor estaria com o voto ainda em aberto. Serra, defensor da atual gestão e lembrado por deixar a prefeitura em 2006, estaria então sendo vitimado por um eleitorado ainda desinformado, em vez de se beneficiar com os eventuais resultados de um julgamento que envolve líderes petistas.

A campanha de Haddad não contratou um grupo para acompanhar o debate, considerado de pouco impacto para o eleitor devido à exibição no fim da noite. Dentro da equipe petista, o desempenho do candidato foi considerado dentro do esperado: apresentou propostas como o Bilhete Único Mensal e a rede Hora Certa, que são os carros-chefe da candidatura e defendeu-se dos ataques.

A manutenção de Russomanno na casa dos 30% é para petistas resultado da sangria de Serra. Ao mesmo tempo em que perdeu votos para Haddad depois de iniciada a propaganda televisiva, o candidato do PRB teria tomado votos do tucano na periferia paulistana - uma parte menor, localizada na região central, teria migrado para Gabriel Chalita (PMDB), alegam.

Intrigam bastante o grupo petista duas questões. A primeira é que, embora tenha aumentado muito o conhecimento geral sobre a candidatura Haddad, ainda são poucos - aproximadamente 15%, menos do que o esperado a essa altura da disputa - os que dizem conhecer o petista muito bem. Não à toa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escalado para apresentar nas inserções televisivas as realizações do candidato à frente do Ministério da Educação.

A segunda é que, nos grupos contratados para avaliar a propaganda eleitoral, o programa de Haddad é considerado o melhor por 23%. É o único candidato cuja avaliação do programa é melhor do que sua intenção de votos.

Na campanha de Russomanno, o desempenho do candidato no debate de segunda-feira foi considerado surpreendente. Quanto aos adversários, a avaliação é que Haddad mostrou-se frio, embora não tenha feito feio, e Serra saiu meio derrotado porque não se defrontou com os concorrentes e teria agido como um galo fujão de briga.

Sobre o vídeo em que Russomanno aparece empolgado num baile de Carnaval dos anos 90, encostando as mãos no seio de uma entrevistada, o sociólogo Fábio Gomes, do instituto Informa, contratado pelo candidato, diz se tratar de uma bobagem. Soa a baixaria. Mas é preciso saber onde está esta garota hoje. Quem sabe não foi o toque de Midas?, minimiza.

Um comentário:

  1. Eu não embarco nas teorias conspiratórias contra as pesquisas eleitorais. Já houve casos de manipulação, claro. Mas não é a regra.

    Hoje em dia, com os candidatos fazendo "tracking" direto, fica mais difícil manipular. Os comitês de campanha deixam vazar os resultados das pesquisas internas. É só comparar.

    Em SP, os "trackings" do PT e do PSDB são consistentes com as pesquisas oficiais. Não esquecer que o "tracking" é menos preciso, mas capta os movimentos do eleitorado primeiro.

    O Russomano vai sustentar a posição? É difícil dizer. Ele tem menos tempo de TV. Já era conhecido, muito mais que o Haddad, antes da campanha. Talvez já tenha chegado no topo.

    Por outro lado, o eleitorado anti-PT, que não é pequeno, pode migrar do Serra para o Russomano. A grande imprensa já começou esse movimento. A notícia de hoje era o empate técnico Serra-Haddad. A FSP destacou a vantagem do Russomano.

    Pesquisas podem ser um valioso instrumento para entender o momento da campanha. Mas não basta olhar o que a imprensa destaca. É preciso um certo esforço de análise. Não precisa ser especialista, embora um certo conhecimento das técnicas ajude.

    ResponderExcluir