sábado, 22 de setembro de 2012

Lula e Dilma ajudam os Negros a chegar à Classe Média

80% da Nova Classe Média são Negros.

Quando cheguei aqui em São Paulo em janeiro de 1970, oriundo da Bahia, sempre perguntava aos colegas onde estavam os negros de São Paulo. Aos poucos fui descobrindo-os nas tinturarias, nas oficinas mecânicas, nos subsolos dos bancos, na construção civil e nos serviços públicos.

Atualmente, temos a presença de negros em praticamente todos os segmentos da sociedade. Poderia estar melhor.

Embora haja cota para mulheres nos partidos e nas centrais sindicais, mas não há cota para negros nestas instituições. Sendo que há muito mais mulheres brancas ricas e de classe média do que negros e negras.

Precisou ter Lula e Dilma na presidência da república, com apenas dez anos de governo e muito compromisso com a inclusão social e a redistribuição de renda, para os negros melhorarem efetivamente de vida em todo o Brasil.

Garantir condições de acesso aos negros, índios e pobres é imprescindível para que tenhamos um país mais desenvolvido e com equidade social.

Vejam esta boa matéria do jornal Valor.

Negros são quase 80% da nova classe média,
mostra estudo do governo

Valor – 20/09/2012 - Por Daniela Martins e Bruno Peres

BRASÍLIA - A parcela da população pertencente à classe média brasileira deverá crescer de forma mais moderada nos próximos dez anos.

Depois de dar um salto de 38% para 53% da população entre 2002 e 2012, a fatia deverá avançar apenas quatro pontos percentuais até 2022, para 57%, segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

Para o secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, esse crescimento nos próximos dez anos se dará caso seja mantida a tendência de queda da desigualdade verificada na última década.

Segundo Barros, “quase 80% dos novos membros da classe média são negros”, uma indicação do aumento da igualdade racial no país.

“Vamos permanentemente garantir políticas para ampliar a classe média, lhe garantir sustentabilidade e, evidentemente, diminuir o número de pobres e de muito pobres. Com isso a velocidade de crescimento da classe media tenderá a diminuir, porque a base de pessoas de menor renda será menor”, ponderou o ministro da SAE, Moreira Franco.

Na divulgação do estudo “Vozes da Classe Média”, no Palácio do Planalto, o secretário Ricardo Paes de Barros destacou ainda a importância das ações de redução da desigualdade como responsável pelo avanço da classe média do Brasil na última década e a entrada de 35 milhões de pessoas nessa classe social entre 2002 e 2012.

“Se tivéssemos tido o mesmo crescimento sem redução da desigualdade nossa classe média teria crescido apenas cinco pontos percentuais”, afirmou o secretário.
O levantamento aponta que se o grau de desigualdade deixar de cair o tamanho da classe média permanecerá estável nos atuais 53% nos próximos dez anos.

“Esse fato pode ser explicado porque o crescimento balanceado [com todas as classes de renda crescendo às mesmas taxas] leva a uma redução no tamanho da classe baixa e a um aumento no tamanho da classe alta de magnitude similar”, observa o estudo.

Do total de 35 milhões de novos brasileiros na classe média, oito milhões são resultado do que o estudo classifica como crescimento natural da população brasileira e 29 milhões se devem à entrada de pessoas nesse patamar social.

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