terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eleições: Mentira tem perna curta

Saúde, Educação, Transporte e Segurança

Todos falam a mesma coisa durante as campanhas eleitorais, depois tudo volta ao normal, isto é, tudo continua ruim. Esta história se repete há anos no Brasil, com a cumplicidade da Imprensa, dos Partidos e da Justiça.

Esta confusão eleitoral, ano sim outro não, precisa acabar.

A Ditadura Militar brasileira, apoiada por muita gente que hoje fala em democracia, privatizou as políticas públicas. Privatizou o ensino, privatizou a saúde, privatizou o transporte, privatizou a segurança, privatizou tanto que, qualquer administrador público que queira servir bem à população, estará pondo em risco as finanças públicas.

Como fazer esta transição?
Não é tão simples e precisa ser bem discutida com todos os segmentos da sociedade, sem terrorismo, sem revanchismo e com bastante transparência.

Cada vez que converso com qualquer pessoa que usa ou que trabalha com a saúde pública de São Paulo, fico bem assustado. É uma carência e uma incerteza que dá medo. E olha que tenho um monte de médicos e dentistas na família! É preciso achar uma solução imediata para a saúde pública.

Falar em educação é a mesma coisa.
Tenho irmãos e cunhados que são professores nos diversos níveis educacionais. Cada depoimento é pior do que o outro. Ainda no governo Fleury tivemos uma das maiores greves dos professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, e a palavra de ordem era: “Arroz, Feijão, Saúde e Educação”.

Hoje o povo tem mais emprego e mais renda, mas a saúde e a educação públicas continuam ruins. Se não há condições de se fazer Céu’s para todos, pelo menos deveria se garantir escolas qualificadas em todos os bairros, além de incluir a participação e valorização dos professores e funcionários das escolas, e dos moradores.

Já o transporte sempre me entristece.

Em 1970 tive o maior orgulho quando cheguei em São Paulo e, para ir para o Colégio Roosevelt na Liberdade, tinha que andar no barro que a obra do metrô fazia durante as obras do metrô liberdade. Comprei casa na Vila Sônia esperando o Metrô e até hoje o metrô não chegou lá. É uma lerdeza só...

Mas nada piorou tanto como a segurança.
Por mais que digam que segurança é um problema do Estado e do governador, eu não me convenço. Segurança é um problema de todo mundo. Precisamos articular as comunidades por rua, por bairro, por região, por cidade, por estado e o país. Não podemos ficar reféns de traficantes, ladrões armados e políciais fragilizados.

Não gostaria de ver promessas mirabolantes, só gostaria de ver compromissos com a população, mais humildade por parte de quem se propõe a administrar nossa cidade.

Menos xingamentos e mais respeito com as pessoas.

Independente da religião de cada um, independente da origem social e do bairro que mora, precisamos nos unir por São Paulo. Nossa cidade merece respeito.

Eu gostaria muito que pudéssemos experimentar algo novo.
Que se comprometesse mais com as pessoas e menos com a demagogia.
Que olhasse para frente, aprendendo com as carências pendentes, somando esforços com todos e construindo uma nova cidade, com flores, música e muita harmonia.

Uma nova São Paulo é possível.

Uma cidade que todos possam contribuir, cada um do seu jeito.
Dilma tem sido um bom exemplo para o Brasil

E parece que o novo
também está chegando para nossa cidade.


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