segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dois jornais incompletos

Velho e bom, moderno e chato

Tem hora que, mesmo assinando dois jornais, voce fica com a sensação que não tem nenhum.

Com a campanha eleitoral fica muito difícil ler a Folha por se transformar num “Boletim de Campanha tipo baixaria”, já o Estadão, faz campanha para o mesmo candidato da Folha, mas faz de forma menos grosseira que a Folha.

Mas, o problema é que em São Paulo não existe jornal diário além destes dois. O jornal Valor é para “homens de negócios” e os outros jornais são muito fracos. Assim, ficamos entre a direita tradicional, séria e que preserva a imagem do jornal – O Estado de São Paulo – e a direita cínica, que transforma tudo em “fast food”, jornal para sala de dentistas e de médicos.

Eleições que deveriam servir para educar os eleitores
, acabam virando algo insuportável para a população. Os candidatos viram “religiosos”, as siglas dos partidos desaparecem, a imprensa vai em busca de “erros” na vida dos candidatos para ridicularizar os candidatos que a imprensa não gosta e endeusar os seus candidatos. Quem é realmente o novo?

Afinal, para que serve a imprensa?
Como dizia o Chacrinha, “para confundir”. Mas é importante que ela exista. É melhor com ela, do que sem imprensa nenhuma. Eleições , imprensa, sindicatos, partidos, religiões, enfim, são todos necessários. São como filhos...

Mas tem uma coisa em que a Folha ganha de lavada do Estadão. É o acesso à internet.
Eu assino os dois jornais. Sempre que preciso de algo da Folha na internet, é a maior facilidade. Mas quando preciso do Estadão, é sempre um desafio. O índice da Folha na uol é dez! O índice no Estadão no site do Estadão é zero!

Por exemplo, tentei “n” vezes abrir no site a boa matéria “O Último Beat”, com entrevista de Jotabê Medeiros com Lawrence Ferlinghetti e tentei meia hora e não consegui. Se fosse na Folha seria questão de segundos. Como tenho outras coisas para fazer, não apresentarei a matéria sobre o livro “Time of useful consciousness”, ou Tempo de Consciência Útil, que está muito bem abordada no Caderno 2, do Estadão.

Estes dois jornais, podiam fazer como o Valor Econômico, que é uma parceria de dois jornais – Folha e Globo – ou como eles já fazem com a entrega, também poderiam melhorar na informática. Afinal, se o Bradesco e o Itaú vivem se imitando, por que os dois jornais não podem copiar o que o outro tem de melhor? Nós, os assinantes, agradeceríamos muito.

Ainda bem que a população pode escolher seus candidatos, mesmo aparentemente errando. Mas, mesmo errando, tem um momento de mostrar que as pessoas não estão satisfeitas com a situação.Precisamos aprender juntos. Com os erros e com os acertos. Vamos somar esforços por um Brasil melhor? E uma São Paulo mais humana e menos ranheta, topa?

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