quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dia de Arte no CCBB

Visita monitorada ao Impressionismo

Sonhar, admirar o belo, reencontrar amigos antigos e novos, tudo isto fica muito agradável quando, em função da exposição no CCBB sobre Paris e a Modernidade, resolvemos fazer uma visita programada às 7:30h da manhã.

No início achei que pouca gente fosse se interessar em função do horário. Reservei 35 lugares, morrendo de medo de passar vergonha por não conseguir todas as vagas. Os jornalistas atuais, os antigos, os assessores, os dirigentes sindicais, de repente todos queriam também participar da visita monitorada que eu tinha reservado para este dia 05 de setembro.

Fizemos uma lista com 50 nomes, alguns foram abrindo mão para outros, mas acabamos ficando com 45 nomes oficiais. Hoje cedo, desde às 7:00h da manhã, já havia uma concentração de pessoas em frente ao CCBB, na Rua Álvares Penteado, no Velho Centro de São Paulo. Cada um que chegava era uma alegria, gente que não se via há anos.

A arte aproximando as pessoas e os países.

No final, recebemos alguns exemplares de um “Caderno de Mediação” para ajudar os “aprendizes de arte” a entenderem as pinturas e o contexto.

Vejam o que diz sobre esta pintura tão famosa de Manet – Le Fifre




"A Arte pela Arte

Lembra todas aquelas normas da Academia?
Os impressionistas romperam com elas.
Como? Recusando-se a seguir o modelo de "belo", com pinceladas mais soltas, uma pintura inacabada e temas corriqueiros.

As obras de Edouard Manet chocaram a sociedade parisiense em 1863.
Participante do Salão dos Recusados, chamou a atenção dos jovens pintores, insatisfeitos com a situação das Artes daquela época.

Manet abriu as portas para experimentações na pintura, como no estudo sobre a luz natural, que produz contrastes e altera a visão que temos das cores.

O artista também já pintava ao ar livre e muitos impressionistas, como Claude Monet e Auguste Renoir, pegaram carona na ousadia de Manet e passaram a considerar a pintura como um campo de pesquisa, livre e cheio de novas possibilidades.

O Impressionismo estava a caminho..."


Se você ainda não viu a exposição, ainda tem tempo de vê-la.
Até o dia 07 de Outubro, um domingo, você pode vir com sua família, seus colegas de trabalho, seus colegas de escola. E não precisa pagar nada! É patrocinada pelo Banco do Brasil, o nosso banco de todos os brasileiros. Ainda bem que ele não foi privatizado...

Outra coisa, as atendentes e monitoras são bem educadas e prestativas.
Se quiser fazer uma visita monitorada é só telefonar para (11) 3113-3649.

São Paulo já teve muito de Paris, é só você visitar a Pinacoteca, a Estação Ferroviária, a Sala São Paulo, o Teatro Municipal e o Jardim da Luz.
Você fecha os olhos, abre lentamente e vai sentir saudade da Velha Paris e da Velha Luz.

São Paulo, uma cidade que não dorme.
Vamos humanizar nossa cidade?
Pense nisto!
Isto é possível.


8 comentários:

  1. Prezado Gilmar Carneiro !

    Faço uso desse espaço democrático para elucubrar (no sentido da especulação mental) sobre a triste realidade da Grécia, em razão de notícia de mais exigências dos credores ao povo grego.

    E o farei em postagens a seguir.

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  2. ESCRAVAGISMO

    - Ideologia dos adeptos da escravatura; - Sistema social que tem como base a escravatura;


    ESCRAVAGISTA

    - Referência a ou próprio do escravagismo; - Aquele que é adepto desse sistema;


    ESCRAVATURA

    - Instituição socioeconômica em que determinadas pessoas são escravas e propriedade de outras, sendo obrigadas a trabalhar para estas; - Qualquer situação de extremo constrangimento e obrigatoriedade;

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  3. ESCRAVIDÃO

    - Condição de quem é escravo; CATIVEIRO; ESCRAVATURA; SERVIDÃO; - Sistema econômico e social baseado na escravização de pessoas e na exploração do trabalho de escravos;

    A escravidão, sistema e condição social baseados na idéia de que um ser humano pode ser propriedade de outro para servir-lhe, fazer trabalhos pesados sem remuneração, ser por ele totalmente dominado (sendo, assim, privado de ter vontade própria, direitos ou dignidade), foi durante séculos aceita e praticada, mesmo em civilizações consideradas de alto nível cultural e humanístico. Surgiu, com a sedentarização do homem, nas atividades agrícolas e pastorais, que exigiam trabalho pesado, extenso e continuado.

    Eram arrebanhados como escravos os prisioneiros de guerra, estrangeiros conquistados, devedores insolventes e suas famílias etc. A escravidão foi praticada entre sumérios, assírios, egípcios, gregos e romanos, indianos, chineses e muitos outros.

    Estendeu-se por toda a Idade Média e início da era mercantilista, quando o comércio de escravos recrudesceu como atividade econômica. O descobrimento e a colonização da América pelos europeus teve na escravidão sua sustentação econômica.

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  4. GRÉCIA ANTIGA


    É o berço de nascimento da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da Literatura ocidental e da historiografia, bem como da ciência política, e dos mais importantes princípios matemáticos, e também o berço de nascimento do teatro ocidental, incluindo os gêneros do drama, tragédia e o da comédia.

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  5. GRÉCIA HOJE

    A Comissão Européia, o Banco Central Europeu e o FMI, credores da Grécia, recomendam que se reduza o fim de semana.

    Gregos passariam a trabalhar seis dias na semana, teriam horas de trabalho flexibilizadas e o tempo de descanso se reduziria a 11 horas diárias, em carta que detalha plano de resgate
    A reforma radical do mercado de trabalho na Grécia envolve aumento no número de horas trabalhadas, horários flexíveis e salários menores.

    As instruções contidas na carta mantêm o foco nas reformas do mercado de trabalho, exigindo que a inspetoria nacional de trabalho seja radicalmente reformada e colocada sob supervisão européia.

    "É preciso haver um 'piso salarial instituído por decreto' permanente, para incentivar as pessoas a trabalhar em um país onde o desemprego ronda os 30%.

    O governo grego está elaborando políticas para cortar cerca de 11,6 bilhões de euros em custos, para assegurar o recebimento da próxima parcela de 30 bilhões de euros dos credores da Comissão Européia.

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  6. TUDO PARECIDO, NADA IGUAL

    A democracia, a filosofia, a literatura, a historiografia, a ciência política, a matemática se transformam em comédia na Grécia atual, para quem a domina de longe.

    Para os gregos, no teatro da vida, sobraram os gêneros do drama e da tragédia.

    Em tudo parecido com a ideologia do escravagismo, embora nada igual à escravidão imposta pelos mesmos europeus aos povos africanos.

    Entre os dois momentos tem um salário reduzido a diferir os custos, nada igual ao que recebiam os escravos, embora tudo parecido à ausência de liberdade e autonomia daqueles.

    Injustamente na terra em que a filosofia e a democracia deram seus primeiros passos.

    Mais alguns "avanços" do mercado e os gregos vão amanhecer acorrentados.

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  7. Belo texto.
    Que ironia. O berço da democracia se vê ameaçada a voltar aos tempos de escravidão.
    É triste.
    Parabéns Sérgio Vianna

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  8. Se a Grécia de hoje pode nos parecer distante, física e politicamente, em tempos de eleição para prefeitos está a nos mostrar uma fotografia que poderia ser o nosso reflexo.

    Em 2002, após três quebradeiras impostas aos brasileiros pelo governo tucano e suas equivocadas políticas, o FMI comandava a gestão governamental nos visitando todos os meses e nos apresentando novas exigências.

    Naquele ano e nos anteriores oito anos de terrorismo político e econômico, vivíamos a época de reajuste zero, corte nos salários, corte no emprego, estímulo à economia informal, terceirização, precarização do trabalho, privatização em regime de doação, desmonte do serviço público e do Estado, transferência de bens públicos a parceiros e amigos do governo, internacionalização da economia interna, dominação dos PCC’s e Comandos Vermelhos sobre a ação da segurança pública e muitas outras cominações restritivas na saúde e na educação, por exemplo.

    Essa lógica perversa e que nos era vendida como globalização inevitável e permanente somente foi rompida por um governo que enxergava no povo a alternativa para seus próprios problemas. Chamada a participar de um novo tempo a população construiu um novo país em poucos anos, permitindo-nos hoje ser referência para outros povos do mundo da mesma forma em que a América do Sul nos acompanhou nessa jornada.

    Claro está hoje que as elites que governavam o país nunca enxergaram no povo a primazia para escolher seu destino. Antes disso, preferiam nos impor a escravidão miscigenada de novos tempos globais como único destino a ser cumprido. Em favor daquelas elites, governamentais e econômicas.

    Ou a Grécia rompe com os paradigmas impostos pelo FMI e Comunidade européia ou vai reescrever sua história pelo capítulo da tragédia social.

    Os brasileiros e brasileiras precisam refletir sobre o significado das eleições de 2012, não apenas para consolidar os avanços obtidos, mas para não permitir a volta de políticos que nos impuseram aqueles tempos medievais. Políticos e suas políticas com caras modernosas e conteúdo atrasado, seus discursos vazios sobre ética e práticas avançadas na corrupção dos valores de seu povo.

    O preço a liberdade é a eterna vigilância. Não nos esqueçamos.

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