sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bancos jogam na confusão

Metalúrgicos fazem acordo com 8%

Os banqueiros estão retaliando o governo Dilma
em função da pressão para baixar as taxas de juros.

As empresas metalúrgicas do ABC já fecharam acordo salarial a partir de 1º. de setembro, com aumento real de 2,5%, totalizando 8% de reajuste.

Já os banqueiros ofereceram APENAS 6%, incluindo aí o aumento real. Isto é pura provocação!

Todo mundo está vendo que o setor industrial brasileiro está perdendo competitividade internacional. Já os bancos no Brasil, NUNCA ganharam tanto dinheiro como estão ganhando nos governos Lula e Dilma.

O Itaú, por exemplo, ganha mais de um bilhão de reais por mês.
Isto mesmo! Mais de um bilhão de reais por mês de lucro. E como é que querem pagar menos do que os metalúrgicos ou os químicos?

As coisas estão fora da ordem.

Os bancários estão em greve em todo Brasil
, hoje o Comando Nacional está reunido em São Paulo e, se os bancos tiverem bom senso, podem negociar de hoje até domingo, construindo um acordo razoável e possibilitando que os bancos voltem à normalidade na próxima semana.

Bem que Mantega poderia dar uma mão e mandar os cinco maiores bancos fecharem logo o acordo. Afinal Itaú, Bradesco, Santander, BB e CEF representam mais de 80% de tudo no sistema financeiro. É só uma questão de vontade.

Vejam a matéria no Valor sobre o acordo salarial dos metalúrgicos.

Metalúrgicos fecham acordo de 8% com 92 empresas

Valor - Carlos Giffoni de São Paulo – 20/09/2012

Em mais um dia de paralisações dos metalúrgicos no Estado de São Paulo, o número de empresas que fecharam acordo diretamente com os sindicatos aumentou. No ABC, 92 empresas em que trabalham 28,6 mil metalúrgicos garantiram aos seus funcionários o reajuste salarial de 8%, reivindicado pela categoria - até terça-feira, 76 empresas tinham fechado acordos.

Até as 18h de ontem os acordos contemplavam 40,9% dos metalúrgicos em campanha no ABC.

O índice de reajuste pedido representa um ganho real de cerca de 2,5%, sobre uma inflação acumulada de 5,39% para a data-base da categoria, que é em 1o de setembro.
De acordo com a Federação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEMCUT), muitas empresas têm procurado os 14 sindicatos de sua base no Estado para negociar diretamente, à revelia da negociação travada pela FEM com os setores patronais. O movimento de empresas em busca de acordos acelerou- se nesta semana, quando foram intensificadas as paralisações e atrasos nos turnos promovidos pelos metalúrgicos.

A FEM representa 250 mil metalúrgicos no Estado, mas cerca de 50 mil, que trabalham em montadoras, não entraram na campanha salarial deste ano. Esses trabalhadores fecharam, em 2011, um acordo válido por dois anos, que já garantia um ganho real de 5% acumulado no biênio.

Apesar dos acordos que estão sendo firmados, só o grupo de Fundição garantiu o pedido dos metalúrgicos, de 8%. Ontem, o setor patronal do Grupo 3, que reúne, entre outros, os trabalhadores de autopeças, apresentou uma nova proposta de reajuste salarial, de 7%, que deve ser rejeitada.


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