quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Banco Cruzeiro do Sul virou "MICO"

Comprar o banco, só sem risco.

É a mesma história de sempre, não tomam conta direito dos bancos, os rombos vão aumentando até o Banco Central ter que intervir e depois vender ou liquidar o banco sob intervenção.

E quem fica com o rombo? O povo é claro. Direta ou indiretamente, no Brasil é sempre o povo que paga a conta. O curioso é que o povo não se rebela, aceita passivamente. Até quando?

FGC faz esforço por Banco Cruzeiro do Sul


Valor – 12/09/2012 - Vanessa Adachi, Carolina Mandi

Faltando poucas horas para expirar o prazo final para se evitar a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul e sem nenhuma proposta de compra do banco em mãos, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tentava ontem oferecer vantagens adicionais a potenciais interessados para trazer algum banco para a mesa de negociação.
O FGC administra o Cruzeiro desde que o Banco Central decretou a intervenção no banco, em 4 de junho e, em busca de uma saída para evitar sua quebra, fixou como data-limite o dia de hoje.

Duas coisas precisam acontecer, segundo as regras desenhadas pelo Fundo: credores de 90% das dívidas têm que aceitar vender seus créditos com desconto médio de 49,3%, e um banco tem que assumir o controle acionário.

Até ontem, nenhum dos dois pré-requisitos havia sido preenchido. Segundo o Valor ouviu de dois banqueiros, o FGC procurou os seis bancos que tiveram acesso ao “data room” do Cruzeiro para que os mesmos indicassem se havia alguma vantagem adicional que pudesse ser oferecida a um potencial comprador para tornar a operação atrativa.

Ontem à noite, as conversas não pareciam ter evoluído, o que promete tornar o dia de hoje ainda mais tenso. Em meio ao cenário nebuloso, as ações preferenciais do Cruzeiro do Sul dispararam ontem na Bovespa. Fecharam em R$ 1,93, com valorização de 20,6%.

Segundo um executivo, uma vez que o modelo de negócio do Cruzeiro é insustentável, a operação de resgate do banco teria que oferecer alguma vantagem financeira para atrair um novo controlador.

O difícil é encontrar uma equação em que o ganho financeiro compense os riscos envolvidos na transação. Uma das vantagens que os interessados gostariam que o FGC oferecesse é o compromisso de que o Fundo assumiria as contingências futuras encontradas no Cruzeiro.

Essa foi uma condição que o BTG Pactual tentou impor ao FGC em suas negociações para ficar com o Cruzeiro antes que a intervenção fosse decretada. Lá atrás, o conselho de administração do Fundo, formado pelos maiores bancos do país, rejeitou a proposta. Resta saber, já na prorrogação do jogo, se a regra pode mudar.

Um comentário:

  1. Prefiro acreditar que esta situacao seja resolvida o mais brevemente possivel.
    Trazendo a todos os colaboradores uma tranquilidade.
    De certo os familiares de quem trabalha neste Banco esta sentindo os momentos tensos dos bastidores e com a esperanca de que tudo se resolva da melhora maneira.

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