domingo, 30 de setembro de 2012

Fragmentação da Espanha

Depois do Leste Europeu

A implosão da União Soviética foi uma vitória do Ocidente contra a Rússia.
Agora, com a crise do capitalismo europeu, pode acontecer a fragmentação de países como a Espanha, Bélgica entre outros. O futuro fica mais incerto...

Vejam esta boa matéria do Estadão deste domingo.

Movimentos nacionalistas pressionam governo espanhol

30 de setembro de 2012
AE - Agência Estado – Andrei Neto – Correspondente em Paris

Depois de 50 anos de unificação, a Europa corre o risco de assistir um processo inverso: o da fragmentação.


Não bastasse a crise da zona do euro, que ameaça dividir o bloco entre os países que souberam administrar suas finanças e os que fracassaram na adoção da moeda única, agora os nacionalismos regionais ganham novo impulso em razão da crise econômica.
O exemplo mais forte desse fenômeno é a Catalunha, uma região onde o sentimento independentista, já poderoso, agora é turbinado pela sensação de que a Espanha está afundando.

Um passo significativo no debate pela independência foi dado na quinta-feira, quando o Parlamento da região aprovou por 84 votos a favor - de um total de 131 - uma resolução em favor de um plebiscito sobre a soberania dos catalães. A decisão foi anunciada dois dias depois de o presidente da Generalidat (governo autônomo), Artur Mas, convocar eleições regionais antecipadas para 25 de novembro.

O objetivo da medida é aproveitar a crise e o reforço da onda nacionalista para levar ao legislativo catalão o maior número possível de parlamentares independentistas, o que por sua vez reforçaria o presidente regional. Para Mas, trata-se de encarar a luta pela "autodeterminação", que define como "uma missão histórica", "a mais completa e transcendente dos últimos 300 anos".

Embora a causa independentista seja secular na Catalunha, o discurso é agora reforçado pela crise econômica da Espanha. A turbulência espanhola pode ser resumida em 25% de desemprego, déficit público de 9% em 2011, sistema financeiro carente de ? 60 bilhões em liquidez e uma romaria de comunidades autônomas pedindo bilhões em socorro financeiro ao primeiro-ministro Mariano Rajoy - por sua vez, também prestes a solicitar um plano de resgate à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Atingida em cheio pela crise, a Catalunha é a região mais endividada das 17 comunidades autônomas que compõem a Espanha. Sua dívida chega a ? 44 bilhões - um montante impagável nas atuais circunstâncias. Prova disso é que, há um mês, Mas bateu à porta do Tesouro de Madri para pedir ? 5 bilhões para honrar o pagamento de suas dívidas.

Mas a questão é mais complexa do que parece. Ao contrário da imagem que o discurso independentista vende, a Catalunha perderia com a eventual independência. Isso porque o país signatário da União Europeia é a Espanha.

Para ingressar no bloco, o eventual novo país precisaria da aprovação dos 27 membros atuais - e Madri não aceitaria. Sem o euro, sem integrar a área de livre comércio e sem a livre circulação de pessoas, a economia sofreria um baque.

Um estudo feito pelo economista Mikel Buesa, da Universidade Complutense de Madrid, indicou que o PIB da Catalunha cairia 23,4% com a independência, perdendo ? 50,5 bilhões. As importações explodiriam, enquanto as exportações minguariam, abrindo um déficit de 15,3% do PIB. "De região mais rica da Espanha, a Catalunha se tornaria uma nação mais pobre."

Por isso, alguns analistas espanhóis julgam que a pressão independentista é, na realidade, um jogo de cena para obter mais vantagens de Madri. O objetivo seria arrancar do governo de Rajoy a criação de um Fisco catalão, que arrecadaria e gerenciaria os impostos, enviando ao Tesouro uma cota em retribuição pelos serviços prestados pelo governo central.

Em resposta, Rajoy recusou-se a negociar novas concessões e usou um discurso conciliador. "Tenho a convicção de que a gravíssima crise atual será superada pela corresponsabilidade e pela coesão, e não pela divisão ou pela instabilidade constitucional", afirmou em nota.

Enfraquecido pela crise, porém, Rajoy terá de enfrentar uma longa batalha - e não apenas com os catalães. No País Basco, o clamor por soberania também vem ganhando mais força.



sábado, 29 de setembro de 2012

Greve solidária com Crianças

Enquanto faz greve, pensa nas crianças

Os tempos mudaram também para os sindicalistas e bancários.
Durante a greve dos bancários de São Paulo na semana passada, na Praça Patriarca, enquanto o diretor do sindicato e funcionário do Itaú-Unibanco fazia piquete e conversava com os funcionários do banco, teve a ideia de solicitar doações de brinquedos para o Dia das Crianças. Foi um sucesso!

Em vez de pregar o ódio e a violência, Julio e seus colegas do Itaú deram uma grande aula de como lutar para si e para o próximo, principalmente quando o próximo são crianças pobres.

Se eu fosse a direção do Itaú eu fazia uma grande reportagem para a Revista do Banco e também divulgaria nas propagandas da Globo e nos Jornais. O Brasil precisa de gente como Julio e seus colegas do Itaú. Parabéns!

Vejam a história:

Bancários do Itaú Patriarca em ação social

Trabalhadores doam centenas de brinquedos que serão distribuídos no Dia das Crianças
O funcionário do Itaú Unibanco e diretor do Sindicato Júlio César Silva Santos conta que a ideia surgiu quando conversava com os bancários sobre as conquistas Campanha Nacional e convocava os trabalhadores para assembleia que aprovou o fim da greve.

“Fiz o pedido para os bancários e a resposta foi imediata com muitas doações. É muito importante observar a disposição dos funcionários do Patriarca em fazer o bem para quem precisa. Além disso, conseguimos 50 bancários que se dispuseram a trabalhar como voluntário no dia da festa. Continuamos recebendo doações.

Na terça-feira (dia 2) estaremos novamente no Patriarca recolhendo mais brinquedos. Quem quiser participar pode entrar contato no telefone 3104-5930 na regional centro”, afirma o dirigente sindical.


É a greve ganha-ganha!

Os funcionários do Itaú do prédio do Patriarca responderam ao apelo de contribuir para uma ação social visando o Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e doaram centenas de brinquedos para serem distribuídos a crianças carentes na zona leste de São Paulo. No primeiro dia de arrecadação foram cerca de 800 doações entre bonecas, carrinhos e outros brinquedos.

Carlos Fernandes - 28/9/2012- site do Sindicato dos Bancários de SP.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Folha, Datafolha e o Fanatismo

Torcedor fanático não é racional

Uma vida para construir credibilidade. Uma eleição para destruir. A Folha, como proprietária do Datafolha, depois de comprometer a imagem do jornal, agora está correndo o risco de comprometer a imagem do Datafolha.

O Datafolha com o passar do tempo conquistou credibilidade. Mesmo quando vários institutos davam números diferentes, o Datafolha mantinha sua margem de erro e, no final das eleições, os números se aproximavam mais do Datafolha do que dos outros.

Com a redemocratização do Brasil, todos desejamos que se consolidem as instituições, as empresas, os sindicatos, igrejas e ongs, todos com seriedade e transparência. A democracia pressupõe a diversidade, a pluralidade e as disputas eleitorais.

Nestas eleições de São Paulo, a Folha, através do Datafolha, já derrubou os números de Haddad, ajudou a inchar os números de Russomano, puxou Serra para cima na pesquisa anterior, e agora nesta pesquisa publicada hoje, resolveu derrubar cinco pontos de Russomano.

Tudo isto para reconhecer o crescimento de Haddad, mas manter Serra em segundo lugar, “devidamente dentro do desvio padrão”. Isto é, pode manipular, desde que não comprometa a margem de segurança, que é aceitável estatisticamente, mas moralmente não recomendado.

A Folha atua nas eleições como “torcedor fanático”, não reconhece os dados racionais, apenas justifica suas posições e sua torcida. Depois, justifica novamente que “torcer é assim mesmo”.

Mas usar empresas como a Folha ou o Datafolha como torcedores fanáticos, pode comprometer a imagem da empresa e assim comprometer a sobrevivência do próprio negócio.

Como diria um ministro da época de FHC: “O Datafolha está atuando no limite da ilegalidade”. Isto é, a Folha está jogando suas últimas fichas para ver se Serra vai para o segundo turno, mesmo que, para isto, comprometa a boa imagem do Datafolha.

Da mesma forma que teve coragem de “derrubar cinco pontos de Russomano”, se precisar, “sacrificará os números de Serra”, para adequar os números ao dia 7 de outubro, quando os eleitores, silenciosamente, mostrarão seus números definitivos.

Pode ser que dê certo para a Folha, mas, tudo está indicando que Haddad vai para o segundo turno e que terá chances efetivas para ganhar as eleições.

Podemos torcer para times, podemos ter religião, podemos gostar mais de um modelo econômico do que outro. Enfim, podemos ser diferentes. Mas não devemos ser fanáticos. Devemos respeitar a vontade do povo.

Para o bem de São Paulo.



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Implosão da Espanha

Individual e Coletivamente

Quando reproduzi a matéria do Estadão sobre a pobreza que toma conta da Espanha, refletia sobre o sofrimento das pessoas, dos jovens e dos velhos especialmente.

A tarde, quando li esta matéria do jornal Valor sobre a possibilidade efetiva de Barcelona e a Região Basca deixarem de fazer parte da Espanha, minhas preocupações aumentaram mais ainda.

É a fome com a vontade de comer. As pessoas passam fome e busca sua identidade étnica e regional para superar o sofrimento individual. Aquilo que era individual transforma-se em causa coletiva. Os desdobramentos são imprevisíveis.

Leiam a matéria do Valor. A crise multiplica-se rapidamente. Não podemos assistir passivamente.

Crise coloca em discussão a identidade espanhola

Valor – 27/09/2012

A Espanha ingressou numa crise constitucional. A decisão do governo nacionalista da Catalunha de convocar eleições antecipadas em novembro - que, na prática, equivalerão a um referendo sobre a independência - abriu caminho para a secessão da mais importante região espanhola.

Essa decisão, por sua vez, pode dar um impulso aos separatistas bascos, que agora estão empatados com os nacionalistas tradicionais nas eleições para o governo regional marcadas para o mês que vem, após conquistar o maior número de assentos no País Basco, no ano passado, nas eleições locais e gerais.

Num momento em que uma Espanha enredada na crise da zona do euro tenta combater uma violenta recessão, o país precisa agora contemplar a real possibilidade de que seu Estado plurinacional, que substituiu a sufocante ditadura centralizadora de Franco por um governo regional altamente descentralizado, pode se dissolver.

A crise da zona do euro, que derrubou governos em toda a periferia da União Europeia (UE), agora ameaça a sobrevivência de um Estado-nação. As fissuras norte-sul dentro da UE estão começando a se abrir no interior dos países-membros.

Quando a União Soviética e alguns de seus Estados-tampão se dissolveram, no fim da Guerra Fria, os líderes da UE como um todo encararam esse exercício do direito democrático à autodeterminação como uma coisa boa.

Mas a ideia de que o separatismo poderia se infiltrar nas estruturas consolidadas da Europa ocidental lhes era totalmente estranha, apesar das frequentes tensões interregionais. Essas tensões são uma característica comum da queda de braço vigente, por exemplo, na Itália e na Bélgica, entre um norte mais próspero e um sul relativamente menos rico.

Na Espanha, onde, por uma combinação de motivos de ordem econômica, histórica e cultural a Revolução Industrial se implantou primeiro entre os bascos e os catalães - povos com um profundo senso de nacionalidade e de identidade linguística - a "questão nacional" esteve sempre viva.

A transição pós-Franco para a democracia solucionou isso por meio do restabelecimento dos direitos antigos dos grupos que o neologismo constitucional denomina "nacionalidades históricas" - essencialmente os bascos e catalães. No entanto, disfarçou essa medida ao conceder governo autônomo a regiões que nunca buscaram autonomia.

A crise econômica expôs, impiedosamente, a incontinência financeira de alguns desses feudos baroniais, como Valência, controlada pelo governista Partido Popular (PP), do premiê espanhol Mariano Rajoy. A Catalunha, que responde por 20% da produção da economia espanhola, também está altamente endividada.

O governo nacionalista tradicional da Catalunha, encabeçado por Artur Mas, foi eleito para garantir os mesmos direitos que os exercidos pelos bascos, que arrecadam seus próprios impostos.

Rajoy, cujo PP, de centro-direita, parece querer usar a crise para voltar a centralizar a Espanha, recusou isso na semana passada.
A maioria dos catalães acha que Madri fica com uma parte demasiado grande da renda local, para redistribuí-la em outros lugares. O clamor pela independência tornou-se predominante.

Esse sentimento ganhou força quando a Corte Constitucional em Madri - agindo sob solicitação do PP, de Rajoy - derrubou aprimoramentos do governo autônomo catalão aprovados democraticamente. Não se trata apenas de dinheiro. Mas a austeridade é politicamente tóxica e intrinsecamente centrífuga.

Isso tampouco é, como argumentam alguns observadores, um exemplo clássico de como a integração da UE dissolve a coesão nacional em Estados não tão homogêneos. A causa mais próxima para as identidades na Espanha foi a tentativa implacável de Franco de acabar com as identidades catalã e basca. A entrada na UE, em contraste, disseminou riqueza por toda a Espanha, embora de forma desigual, pela primeira vez na história - e a descentralização foi parte do motivo.

Esse modelo, porém, parece estar chegando ao fim; e Rajoy e Mas se encurralaram em cantos irreconciliáveis. Haverá uma saída?

Felipe González, ex-primeiro-ministro socialista e figura emblemática (embora um pouco maculada) da transição democrática, disse na semana passada que a Constituição precisa ser reformulada sob uma ótica mais federalista. O rei Juan Carlos, cuja imagem também foi abalada por polêmicas, relembrou na semana passada o espírito da transição, invocando tacitamente o pacto nacional que tornou a democracia possível.

Um avanço viável seria combinar essas ideias:

Um novo pacto entre todas as partes, incluindo bascos e catalães, para confrontar a emergência econômica, e uma reforma da Constituição levando em conta uma linha mais federal.

O federalismo, no entanto, envolve tentar disseminar a prosperidade e aplainar as desigualdades regionais. Não está claro se todos os atores no atual drama compreendem isso.


Para onde vai a Espanha?

A Grécia, Itália, Portugal...

- Ver famílias pegar comidas e restos nas latas de lixo,
- ver um pai dizer ao filho universitário que deve viajar para outro país para procurar emprego,
- ver os jovens desempregados e sem perspectiva,
- ver os aposentados passando fome.

Tudo isto dói muito.

Tudo isto também serve como embrião do fascismo.
Todos estes países citados acima já passaram pelo fascismo.

Com a criação da União Europeia, estes países voltaram à democracia, progrediram.
E agora, depois da irresponsabilidade dos bancos e dos governos, voltaram à pobreza e à mendicância.

É preciso acabar com esta tristeza, é preciso achar um novo caminho, é preciso respeitar as pessoas.

Vejam este depoimento publicado no Estadão:

Na Espanha, cadeados nas latas de lixo


Com cada vez mais pessoas vivendo de restos,
prefeitura tranca as latas como medida de saúde pública

27 de setembro de 2012 | 3h 07
SUZANNE, DALEY, THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo

Numa noite recente, uma jovem vasculhava uma pilha de caixas do lado de fora de um mercado de frutas e legumes no bairro operário de Vallecas.
À primeira vista, parecia uma empregada do mercado. Mas não. Ela procurava restos de frutas e legumes jogados no lixo para sua refeição.
Separou algumas batatas que achou boas para comer e colocou-as no carrinho parado ao lado.

"Quando você não tem dinheiro, é isso que há", disse ela.

A jovem de 33 anos disse que trabalhava numa agência dos Correios, mas que o prazo de recebimento do salário-desemprego esgotou e ela agora vivia com 400 por mês. Estava morando num imóvel ocupado com alguns amigos, onde ainda havia água e eletricidade, enquanto recolhia "um pouco de tudo" do lixo depois de as lojas fecharem e as ruas ficarem desertas.

Essa tática de sobrevivência é cada vez mais comum em Madri, que tem uma taxa de desemprego de mais de 50% entre os jovens e cada vez mais famílias com adultos desempregados. Esse ato de vasculhar as latas de lixo se tornou tão difundido que uma cidade espanhola decidiu instalar cadeados nas latas de lixo dos supermercados, como medida de saúde pública.

Relatório da entidade católica Cáritas informou que quase 1 milhão de espanhóis em 2010 recebeu ajuda, duas vezes mais do que em 2007. Em 2011, mais 65 mil pessoas foram incluídas na lista.

O governo, recentemente, aumentou o imposto sobre valor agregado em 3% sobre muitos produtos e em 2% no caso de muitos alimentos, tornando a vida ainda mais difícil para as pessoas já em dificuldade. E não há nada em vista que possa aliviar a situação, uma vez que os governos regionais do país, enfrentando crises no seu próprio orçamento, vêm reduzindo gradativamente uma série de serviços anteriormente oferecidos gratuitamente, incluindo almoços nas escolas para alunos de famílias de baixa renda.

Sobrevivência.

Para um número cada vez maior de espanhóis,
o alimento encontrado nas latas de lixo é a sua sobrevivência.

Num enorme mercado de frutas e legumes nos arredores da cidade, operários carregavam o lixo para caminhões. Mas basicamente em cada plataforma de carga homens e mulheres apanhavam o que caía nas canaletas.
"É contra a dignidade dessas pessoas sair em busca de comida dessa maneira", disse Eduardo Berloso, da prefeitura de Girona, cidade que colocou cadeados nas latas de lixo dos supermercados.

Berloso propôs a medida no mês passado, depois de ser informado por assistentes sociais e ver diretamente "o gesto de uma mãe com os filhos olhando em volta antes de vasculhar as latas de lixo".
O relatório da Cáritas também informou que 22% das famílias espanholas vivem na pobreza e que 600.000 não possuem nenhuma renda. E esses números devem aumentar nos próximos meses.

Cerca de um terço daqueles que procuram ajuda, segundo o relatório, nunca frequentaram locais que servem comida de graça antes da crise. Para muitos, pedir ajuda é profundamente vergonhoso. Em alguns casos, as famílias vão a esses locais em cidades vizinhas para que amigos e parentes não os vejam.

Em Madri, recentemente, quando um supermercado se preparava para fechar, no distrito de Vallecas, uma pequena multidão reunida, pronta para saltar sobre as latas de lixo, logo depois ficou um tanto descontrolada. Muitos reagiram furiosamente à presença de jornalistas.
No final, alguns conseguiram tirar alguma coisa antes de os caminhões partirem com o lixo.

Mas pela manhã, no ponto de ônibus na frente do mercado, homens e mulheres de todas as idades aguardavam, carregando o que conseguiram recolher. Alguns insistiram que haviam comprado comida, embora aquele fosse um mercado atacadista que não vende para pessoas físicas.

Outros admitiram ter vasculhado o lixo. Victor Victorio, 67 anos, imigrante do Peru, afirmou que vinha regularmente ali para procurar frutas e legumes no lixo. Victor, que perdeu seu emprego no setor da construção em 2008, morava com sua filha e disse que levava o que encontrasse, - e nesse dia conseguira pimentões, tomates e cenouras - para a casa.

"É a minha pensão", afirmou.
Para os atacadistas, ver as pessoas vasculhando o lixo é duro.
"Não é bom ver o que ocorre com estas pessoas", disse Manu Gallego, gerente da Canniad Fruit. "Não devia ser assim."

Saúde.
Em Girona, Berloso disse que, ao colocar cadeados nas latas de lixo, seu objetivo foi preservar a saúde das pessoas e forçá-las a procurar locais que servem comida gratuitamente. Com os cadeados colocados nas latas de lixo, a cidade agora está enviando agentes civis com cupons instruindo as pessoas a se registrarem para obter ajuda alimentar e serviços sociais.

Ele disse que entre 80 e 100 pessoas regularmente vasculhavam o lixo até a adoção das medidas, mas é muito provável que muitos mais estão vivendo da comida jogada fora. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO


A São Paulo de Washington Olivetto

Também é a Nossa Cidade

Perguntado “Em qual São Paulo ele gostaria de viver nos próximos quatro anos”, Washington Olivetto respondeu:

“Em uma São Paulo com mais segurança e menos violência,

Mais verde e menos poluição,

Mais silêncio e menos buzinas,

Mais sossego e menos atropelos,

Mais vias livres e menos vias engarrafadas,

Mais cuidados e menos acidentes,

Mais ética e menos pouca vergonha,

Mais solidariedade e menos individualismo,

Mais civilização e menos barbárie.

Numa cidade que consiga fazer com que seus habitantes voltem a ser seus fãs.”

Nós também queremos uma São Paulo igual a de Olivetto,
por isto estamos votando em Fernando Haddad para prefeito de São Paulo.

Nós somos fãs de Washington Olivetto, fãs de São Paulo e a forma como Haddad está fazendo a campanha está fazendo com que mais pessoas sejam fãs de Haddad, de Olivetto e de São Paulo.

Este Washington Olivetto faz muito bem a São Paulo!


Vamos convidá-lo para ajudar Haddad a governar bem nossa São Paulo.

Como dizia Jorge Benjor: “Nós gostamos de você!”



Obs.: A declaração de Washington Olivetto saiu publicada no jornal Estadão de 26/09/2012, página 10.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Alegria Continua

Dilma e Haddad fazendo História

Hoje, quando desci para ver os jornais, a alegria foi imensa.
Ver as fotos de Dilma com Obama, falando sobre Democracia Internacional,
e os gráficos com a pesquisa do Ibope/TV Globo com os novos números para São Paulo.

Haddad em segundo lugar com 18%

e Serra em terceiro lugar com 17%.

A capa do Estadão ficou muito boa, pena que não sei reproduzi-la no blog.

Mas vejam a foto de Dilma com Obama.
"Yes, we can."


Até a chuva, que há dois meses não molhava nossas plantas, hoje cedo chovia e fazia frio. As plantas estavam verdes e bonitas, como se também comemorassem as notícias dos jornais. Vejam que beleza.

Lágrimas de cristo renascendo.


Logo, logo teremos muitas flores e muitas alegrias.

Para completar, parece que os bancários vão fazer acordo com os banqueiros e encerrarem a greve. Os comerciantes, os aposentados e todos que precisam dos bancos agradecem o bom senso dos bancários e dos banqueiros.

E quando cheguei ao estacionamento no Centro de São Paulo, o manobrista comentou que, agora que Haddad vai para o segundo turno, também terá o voto dele. As pessoas estão voltando a ter esperança, independente da religião, do time ou do partido político.

Todos queremos que nossa cidade melhore e seja boa para seus moradores.

Só espero que o pessoal que faz campanha para Haddad mantenha a serenidade, continue mostrando as propostas, dialogando com todos os segmentos da nossa cidade. Garantindo que vai melhorar o trânsito, a saúde, a educação e a segurança. Além de plantar árvores e flores em nossa cidade.

As Esperanças estão voltando.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espanha - Povo se manifesta nas ruas

Crepúsculo dos Políticos

Hoje a Espanha viveu um dia de grandes manifestações. Aos poucos a quantidade de gente nas ruas vai aumentando e exigindo um basta ao desemprego e à recessão.

Os políticos, sejam do PSOE (esquerda), sejam do PP (direita), não conseguiram conter a crise. O povo foi às ruas contra o governo de Zapatero, PSOE, facilitando a eleição da direita atual. Este governo está enganando o povo. E o povo deve derrubá-lo novamente.

Eles precisam aprender com Lula e Dilma.

O mundo precisa voltar a priorizar o povo e não os bancos. Democracia é para servir ao povo e não para proteger o sistema financeiro especulativo.

Ou os políticos mudam a economia ou darão razão a Clovis Rossi, inclusive no Brasil.

O crepúsculo dos políticos

Folha – Clovis Rossi – 25/09/2012

Está convocada para esta terça uma revolução na Espanha, a partir de 18h30 (13h30 em Brasília).

Estranho fazer uma revolução com dia, hora e local previamente marcados? Concordo. Mas leia o programa e a agenda da concentração de hoje e diga se não é uma proposta revolucionária: "Cercar o Congresso indefinidamente, exigir sua dissolução, provocar a demissão do governo e do chefe de Estado [o rei], abrir um período constituinte e convocar novas eleições".

A agenda é de um segmento do 15M (15 de março de 2011, a data em que começaram as manifestações dos que se diziam "indignados").

Duvido que a moçada alcance seus objetivos, mas, pelas dúvidas, o governo destacou um forte contigente policial, formado por 1.350 homens, para proteger o Congresso, além de ter estabelecido cordões de isolamento que, em tese, impedirão que os manifestantes abracem o prédio como pretendem.

Além disso, reservou para o que os manifestantes chamam de "assembleia geral" (prevista para durar cinco dias) a praça de Cibeles, 700 metros ladeira abaixo do "Palácio de las Cortes", o neoclássico edifício que abriga o Congresso de Deputados da Espanha.

A "assembleia geral" na Espanha é apenas um dos incontáveis sintomas de que os políticos convencionais estão vivendo seu crepúsculo.

Na semana passada, em Portugal, colossal manifestação da mesma índole não chegou a derrubar o governo, mas derrubou, sim, mais um corte, na forma de um aumento de 7% na contribuição dos assalariados para a Previdência Social, o que, como é óbvio, talharia os salários na mesma proporção.

Mais informações sobre o crepúsculo:

1 - Pedro Passos Coelho, eleito primeiro-ministro de Portugal em junho de 2001, é um ano depois o último colocado entre os políticos locais, em termos de aprovação (nota 6,3 de 20 possíveis), conforme pesquisa do jornal "Diário de Notícias".

2 - Mariano Rajoy, seu colega espanhol, eleito mais recentemente (novembro), tem seu prazo de validade já vencido: pesquisa de "El País" do dia 9 mostra que 84% dos espanhóis têm pouca ou nenhuma confiança nele.

3 - Pesquisa divulgada domingo na França informa que apenas 43% dos franceses estão satisfeitos com o presidente socialista François Hollande, 11 pontos percentuais menos do que quando assumiu, em maio, faz apenas quatro meses.

É bom lembrar que 14 governos europeus foram "derrubados" nas urnas
desde que a crise se reinstalou, em 2010. Onde governava a esquerda, ganhou a direita e vice-versa.

Portugal, Espanha e França se incluem nesse troca-troca. O desgaste de seus novos governantes explica os ensaios de revolução convocados por fatias mobilizadas da sociedade, como ocorre hoje na Espanha.

É razoável supor que Mariano Rajoy sobreviverá, mas não é razoável imaginar que possa durar muito tempo (tem, em tese, mais 3,5 anos de mandato) ante tamanha desconfiança do público, seja do que vai ao encontro marcado pela revolução, seja dos que preferem curtir em casa sua desconfiança.

Pequenas Alegrias de Hoje

Esta terça-feira está cheia de novidades.

1 - Negociação Salarial - Os bancários continuam sua greve sabendo que os banqueiros resolveram retomar as negociações e a perspectiva de diálogo sinaliza que a greve deve acabar nesta semana.

2 - A campanha de Haddad ganha forte estímulo com a divulgação desta nova pesquisa. Nesta nova avaliação da Vox Populi, Russomano ficou nos 34%, e Haddad e Serra estão com 17%. Sendo que Serra caindo e Haddad subindo.

Neste ritmo até o dia 7 Haddad estará na frente de Serra. O segundo turno é outra eleição.

3 – Acordei às 5:00h e, enquanto tomava banho, ouvia o sabiá cantando. Tudo escuro e o sabiá já faz a sua festa. Ao abrir a garagem vi que as flores da primavera continuam se abrindo e ficando cada vez mais bonitas. Bom sinal!



4 – Quando vinha para o Centro, ouvi na Rádio USP uma música que já coloquei no blog várias vezes, tanto com Milton como com Elis. Mas a versão com Elis lembra-me mais o final do curso de graduação na GV. Ouvir Elis cantando Maria, Maria é sempre arrepiante.

Elis Regina - A Imortal - cantando Maria, Maria





5 – E ver as fotos de Dilma na ONU, então?

Depois de ouvir “Maria, Maria”, ver Dilma defendendo o emprego e a inclusão social como alternativas às políticas monetaristas dos governos conservadores da Europa, só aumentam as esperanças e a fé neste Brasil.



6 – Outra coisa interessante.

Várias pessoas que leram o texto de ontem sobre as eleições de São Paulo, principalmente Evangélicos, me procuraram para agradecer por que eu os defendi. Tudo que eu escrevi ontem corresponde ao que sempre senti. Não sou candidato e não escrevi em função das eleições. É minha forma de ver a democracia e nossa cidade. Precisamos aprender a conviver com respeito às pessoas e as suas ideias.

Com diz Elis: É preciso ter sonhos e fé na vida.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Russomano, Serra e Haddad

São Paulo na Encruzilhada

Não subestimem os Evangélicos!
Eles são muitos, são mobilizados, estão em todos os bairros, sempre foram ativos na defesa de sua comunidade.

Não adianta setores da classe mais rica falarem que são os novos “consumidores” que estão se identificando com Russomano e com o malufismo.

Esta “nova classe média” merece ser ouvida, respeitada e atendida em suas demandas. Esta nova classe média é o Novo Brasil. Ela precisa ter voz e voto.

A verdade é que Serra está perdendo o voto malufista, e Haddad está deixando de ganhar o voto da “periferia”, dos bairros distantes e mal atendidos pela prefeitura. Boa parte dos Evangélicos sempre votou no PT. Agora, parte significativa dos malufistas e dos evangélicos está ficando com Russomano.

Como reverter esta situação?
Em primeiro lugar, indo para o segundo turno.

Serra já está fazendo a campanha do “voto útil”.
Mas a Folha já optou por Russomano.

Haddad, e seus apoiadores, precisam conversar mais com os moradores da periferia, dos bairros distantes, mas, precisam conversar com os segmentos com mais escolaridade e moradores dos bairros do grande centro.

Devemos andar para frente ou ficar como está?
São Paulo não se acabou com Maluf, nem com Pita, nem com Kassab. Deixou de progredir.

São Paulo pode ser uma cidade bem melhor do que é hoje.
O transporte poderia estar muito mais amplo e ágil do que está.
O sistema de saúde poderia ser menos demorado. Os doentes não podem esperar tanto tempo para serem atendidos.
E as escolas públicas não precisam ser precárias e em pouca quantidade. Sem falar nas Creches.

Quem pode garantir mais benefícios para o povo de São Paulo?
Eu acho que Haddad tem mais propostas e condições de melhorar a situação da cidade, sem entrar na briga política entre os partidos. Acho que Haddad pode fazer uma boa administração, como Dilma está fazendo.

Democracia se aprende praticando.
Não devemos transformar esta eleição numa decisão entre o Bem e o Mal, entre Deus e o Diabo. Se o PSDB tivesse outro candidato, talvez o clima estivesse melhor. Serra não vai se acabar com esta eleição, mas também não contribuiu com a renovação em São Paulo.

Haddad é o novo, embora esteja sofrendo a guerra daqueles que não gostam do PT. Mas, se formos colocar “São Paulo em primeiro lugar”, realmente, considero que devemos dar uma oportunidade a Haddad. Ele até poderia fazer “uma carta compromisso com o povo de São Paulo”. Eu acho que ajudaria...

Minha intuição é que, aos poucos, vamos mostrando que podemos ajudar nossa cidade, sem ódio e sem rancor. Que aos poucos as pessoas de bom senso podem se juntar e compartilhar uma nova primavera para São Paulo.


Brasil Competitivo e Inclusivo

Não se salva o capital sem salvar os trabalhadores

Da mesma forma que Fernando Henrique Cardoso enganou-se pensando que Dilma abandonaria o Povo para ficar com os neoliberais, a grande imprensa sempre acha que Dilma pode ser mais uma “gerente” do que uma “gestora”.

A diferença é que a gerente executa decisões dos outros, enquanto a gestora administra seu planejamento e suas decisões.

Como nós dizíamos na época das lutas contra a ditadura, precisamos defender um Brasil democrático, pluralista, competitivo internacionalmente e, principalmente, inclusivo de todos os brasileiros.

O povo deve ser o maior beneficiário da Democracia e da Liberdade.


Dilma, com seu jeito de governar com poucas palavras e muitas ações, está mudando a História do Brasil. Podemos ser aliados dos Estados Unidos, mas não devemos ser subservientes. Dilma, mais uma vez, estará dando seu recado na abertura da Assembléia Geral da ONU de hoje.

Dilma sabe o que faz...

Competitividade, Câmbio Flutuante, Metas de Inflação, Política Fiscal e Inclusão Social. Além de Infraestrutura funcionando com agilidade. Chega de burocracia e incompetência!

Veja a matéria do Estadão.

Competitividade vira bandeira política de Dilma

Estadão – 23/09/2012

Regras mais flexíveis no mercado de trabalho eram a grande ausência na agenda de mudanças estruturais da presidente Dilma Rousseff, na avaliação do setor produtivo.

Na lista de providências, que começou com pesados investimentos em logística, passa pela redução do custo da energia elétrica e vai enveredar pela reforma tributária, faltava a reforma trabalhista.

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) há duas semanas mostra que 92% das empresas afirmaram perder na competição com os estrangeiros por causa do excesso de burocracia. Para 73%, a legislação trabalhista deveria ser prioridade no combate ao excesso de obrigações formais.

A mudança na relação entre empregados e patrões ganhou força depois que Dilma agregou a palavra competitividade ao tripé da política econômica formada por câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e política fiscal rigorosa.

Em seu discurso para o Dia da Independência, ela apresentou a palavra ao povo brasileiro e informou: "Uma forma simples de definir competitividade é dizer que ela significa baixar custos de produção e baixar preços de produtos para gerar emprego e gerar renda".

Dilma está convencida de que prepara a economia brasileira para um salto no desenvolvimento.

A agenda a favor das empresas tem um olho na melhoria das taxas de crescimento do País - que este ano deverá ficar em modestos 2% - e no futuro.
Segundo um conselheiro político de Dilma, uma eventual campanha dela à reeleição não se pautará pela distribuição de renda, como foi a de Luiz Inácio Lula da Silva, ou o combate à miséria, como foi a de 2010.

"Vai ser em cima da inovação, da modernização da economia." "Certamente há uma mudança, e na direção que julgamos correta", diz o gerente executivo do Núcleo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Bom Senso na Política e na Vida

Vejam que ponderação...

As mulheres andam mais sábias do que os homens.
Vejam que bom diálogo entre duas boas profissionais.
O Estadão continua “mais jornal”.
Até o final do dia 7 de Outubro teremos mais novidades...

'Relacionar Fernando ao mensalão é muito injusto'

Professora da USP, mulher de Haddad afirma que propaganda de Serra incomoda e que subida de Russomanno foi surpresa

23 de setembro de 2012 | 3h 04 - VERA ROSA - O Estado de S.Paulo

Discreta e sorridente, a dentista Ana Estela sempre está ao lado do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Professora da USP, casada com ele há 24 anos, Estela, como é mais conhecida, divide até compromissos de campanha com o marido.

Caloura nas atividades da política, ela tem energia para cruzar a cidade, como fez nos últimos dias, quando distribuiu panfletos na Casa Verde e visitou um hospital em Itaquera, mas se abate com a vinculação do nome de Haddad aos réus do mensalão.

A vinculação que José Serra tenta fazer, associando o nome de seu marido aos réus do mensalão, incomoda muito a sra.?

É uma coisa profundamente incômoda, desconfortável e muito injusta. O Fernando tem uma história na vida pública, nunca pesou sobre ele nenhuma questão que colocasse em dúvida sua seriedade. Acho que esse tipo de atuação do Serra nivela muito por baixo a campanha.

Gostaria muito que a gente estivesse discutindo, como o Fernando tem tentado fazer, o projeto que queremos para nossa cidade. Quando você procura denegrir a imagem de alguém injustamente, em vez de fazer uma discussão sobre a cidade, não está contribuindo para o bem comum.

A questão religiosa tem sido muito explorada na disputa. Isso traz votos?

Eu acho totalmente inadequado tratar desse assunto na campanha. Religião é uma questão de foro íntimo. O Estado é laico. A mistura de religião e política não combina.

A subida de Russomanno surpreendeu ou a certo momento já era esperada?

Foi uma surpresa. Antes de começar a campanha, acho que se entendia que uma maior intenção de voto talvez ficasse com o PSDB, uma coisa histórica em São Paulo. O que fica claro é que a população cansou disso.


sábado, 22 de setembro de 2012

Lula e Dilma ajudam os Negros a chegar à Classe Média

80% da Nova Classe Média são Negros.

Quando cheguei aqui em São Paulo em janeiro de 1970, oriundo da Bahia, sempre perguntava aos colegas onde estavam os negros de São Paulo. Aos poucos fui descobrindo-os nas tinturarias, nas oficinas mecânicas, nos subsolos dos bancos, na construção civil e nos serviços públicos.

Atualmente, temos a presença de negros em praticamente todos os segmentos da sociedade. Poderia estar melhor.

Embora haja cota para mulheres nos partidos e nas centrais sindicais, mas não há cota para negros nestas instituições. Sendo que há muito mais mulheres brancas ricas e de classe média do que negros e negras.

Precisou ter Lula e Dilma na presidência da república, com apenas dez anos de governo e muito compromisso com a inclusão social e a redistribuição de renda, para os negros melhorarem efetivamente de vida em todo o Brasil.

Garantir condições de acesso aos negros, índios e pobres é imprescindível para que tenhamos um país mais desenvolvido e com equidade social.

Vejam esta boa matéria do jornal Valor.

Negros são quase 80% da nova classe média,
mostra estudo do governo

Valor – 20/09/2012 - Por Daniela Martins e Bruno Peres

BRASÍLIA - A parcela da população pertencente à classe média brasileira deverá crescer de forma mais moderada nos próximos dez anos.

Depois de dar um salto de 38% para 53% da população entre 2002 e 2012, a fatia deverá avançar apenas quatro pontos percentuais até 2022, para 57%, segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

Para o secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, esse crescimento nos próximos dez anos se dará caso seja mantida a tendência de queda da desigualdade verificada na última década.

Segundo Barros, “quase 80% dos novos membros da classe média são negros”, uma indicação do aumento da igualdade racial no país.

“Vamos permanentemente garantir políticas para ampliar a classe média, lhe garantir sustentabilidade e, evidentemente, diminuir o número de pobres e de muito pobres. Com isso a velocidade de crescimento da classe media tenderá a diminuir, porque a base de pessoas de menor renda será menor”, ponderou o ministro da SAE, Moreira Franco.

Na divulgação do estudo “Vozes da Classe Média”, no Palácio do Planalto, o secretário Ricardo Paes de Barros destacou ainda a importância das ações de redução da desigualdade como responsável pelo avanço da classe média do Brasil na última década e a entrada de 35 milhões de pessoas nessa classe social entre 2002 e 2012.

“Se tivéssemos tido o mesmo crescimento sem redução da desigualdade nossa classe média teria crescido apenas cinco pontos percentuais”, afirmou o secretário.
O levantamento aponta que se o grau de desigualdade deixar de cair o tamanho da classe média permanecerá estável nos atuais 53% nos próximos dez anos.

“Esse fato pode ser explicado porque o crescimento balanceado [com todas as classes de renda crescendo às mesmas taxas] leva a uma redução no tamanho da classe baixa e a um aumento no tamanho da classe alta de magnitude similar”, observa o estudo.

Do total de 35 milhões de novos brasileiros na classe média, oito milhões são resultado do que o estudo classifica como crescimento natural da população brasileira e 29 milhões se devem à entrada de pessoas nesse patamar social.

Flores, Arte e Política: São Compatíveis?

Deveriam ser...

No Brasil, futebol, religião e política são incompatíveis.
Como são incompatíveis falar de lisura de juízes, competência de professores e honestidade de policiais. São tabus e sabedorias populares.
É melhor não tocar no assunto, assim sobrevivemos.

Por que estou abordando estes assuntos?


Por que algumas amigas me pediram para falar mais de flores do que de política. Acontece que estamos em clima eleitoral e os jornais, rádios e canais de televisão todos estão fazendo campanha eleitoral. Até o TSE está fazendo campanha eleitoral. Além do STJ, é claro.

Mas, eu ganhei fotos dos ipês amarelos floridos de Brasília.
Fotos tiradas no último dia 14 de Setembro. Bem que poderiam ser do dia 7 de Setembro, assim coincidiria com a data da Independência do Brasil. Independência de que e de quem?

Vejam que fotos bonitas.

Olhem esta primeira, um ipê garboso.



Agora esta segunda foto.




Acabei de voltar da feira e no caminho observei que os pés de ipê amarelos do nosso bairro estão quase todos com folhas verdes e bonitas, as flores já estão acabando. A seca diminuiu a florada e a política diminuiu nossa alegria.

Mas eu passei em frente a uma casa do bairro que tem oito pés de ipê amarelo plantados no jardim e na calçada. Sabe de quem é a casa? É de uma família japonesa. Ainda bem que temos os japoneses para plantarem flores e árvores. E as famílias portuguesas para plantarem rosas. As rosas da Vila Madalena.

E esta foto também muito emblemática, são os pés de ipê da casa dos japoneses, em São Paulo.



E quem me mandou as fotos dos ipês de Brasília é uma artista plástica e professora de artes. Ainda bem que temos as flores e as artes para alegrar nosso Brasil. Já os políticos e a imprensa, parece que estes não gostam nem de flores nem de arte.

Mas eu tenho certeza que DILMA gosta de artes, de flores e de crianças.
Ainda bem que temos pessoas como Dilma e esta professora de Arte.
E espero que minha amiga tenha gostado de eu voltar a falar de flores.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bancos, Juízes e Governo contra os Trabalhadores

A palhaçada se repete

Nesta sexta-feira, 21, a Assessoria Jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo transmitiu mensagem para a diretoria, onde comunicava que tinha recebido INTIMAÇÃO referente a Ação de Interdito Proibitório do Banco do Brasil.

Interdito Proibitório é uma palhaçada inventada por advogados fascistas, viúvos da ditadura militar e assessores dos banqueiros, para Impedir o Exercício da Greve nos Bancos.

A Ditadura Militar era mais coerente e usou o Decreto Lei 1632
, proibindo greve em bancos e setores essenciais. Com a redemocratização os patrões precisam domesticar o Judiciário para que, em nome de qualquer lei espúria, seja impedida a manifestação democrática dos trabalhadores.

O curioso é que estamos num governo de esquerda e o instrumento é usado por um banco estatal. Usam e repetem os mesmos instrumentos dos fascistas e covardes.

Vejam a matéria que publiquei neste blog no dia 28 de setembro de 2011, há exatamente um ano.

Além de serem ruins em negociação, usam instrumentos fascistas contra os trabalhadores. Depois não sabem por que parte da população fica indiferente com as eleições.

Se quiserem comprovar é só acessar:
“gilmarcarneiro.com” em 28 de setembro de 2011

“Governo e BB contra os Trabalhadores

Uma verdadeira palhaçada

Na hora que precisam ser eleitos, tanto o pessoal da esquerda como o pessoal da direita, gostam de visitar Sindicatos e Igrejas pedindo apoio político, financeiro e material. Depois de eleitos ou nomeados, quando chega a Campanha Salarial, a maioria dos governantes se volta contra os trabalhadores, sindicalistas e religiosos que os ajudaram a ser eleitos ou nomeados. Esta cultura oportunista e desrespeitosa precisa acabar.

No Brasil, depois que acabou a Ditadura Militar, os banqueiros inventaram um recurso jurídico chamado Interdito Proibitório, que nem a ditadura usou, para dificultar e impedir as greves durante as Campanhas Salariais. O pior é que existem juízes que topam fazer o "serviço sujo". E governadores que mandam as polícias para porta dos bancos. Vamos chamar Cazuza! Que país é este?

Neste ano, as montadoras fizeram acordos salariais com mais de 10% de reajustes SEM GREVE! Os banqueiros, incluindo os bancos federais, apresentaram a proposta de somente 8% de reajuste e ainda são liderados pelo Banco do Brasil para impetrarem Interditos Proibitórios. É uma verdadeira palhaçada! É uma vergonha!

Vejam abaixo a matéria da Folha Bancária de hoje:

Sindicato contra interdito proibitório preventivo do BB

Antes da greve direção da empresa já tinha acionado Justiça
para impedir direito da categoria

São Paulo - O Sindicato está tomando uma série de medidas contra o interdito proibitório preventivo utilizado pelo Banco do Brasil. De forma inédita, antes mesmo do início da greve dos bancários, a direção da instituição federal acionou o instrumento jurídico por meio do qual tenta forçar os bancários a voltar ao trabalho, desrespeitando o legítimo direito de manifestação dos trabalhadores.

“Estamos enviando uma petição, com foco no BB, à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – onde o Sindicato mantém denúncias contra os interditos”, relata a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. Também foram apresentados, na Justiça do Trabalho, um pedido de reconsideração desse interdito e um mandado de segurança com o objetivo de anular os efeitos da liminar.

Práticas antissindicais – O Sindicato vai solicitar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a fiscalização de práticas irregulares cometidas pelo BB, como os contingenciamentos e a utilização da intranet da empresa para pressionar os bancários a não aderir ao movimento grevista. Uma ação civil pública contra essas práticas também está sendo ingressada na Justiça do Trabalho.

“A direção do BB não respeitou a mesa de negociação, não apresentou propostas específicas, ameaçou com retirada de direitos e agora quer impedir seus funcionários de fazer greve. Não vamos permitir”, completa a presidenta do Sindicato.”


Lula, Mino Carta e a Imprensa

“Cabra marcado para morrer”

Há várias formas de se matar uma pessoa.
A mais comum é matar fisicamente, dar um tiro, cortar a garganta, envenená-la ou provocar um “acidente misterioso”.
Outra forma é tentar denegrir a imagem pública desta pessoa. Chamá-la de “bêbado”, alcóolatra, analfabeto, grosseiro, corintiano, nordestino, etc.
Outra forma é cassando o mandato político e até proibir de viver no país, exilando-a.

Atualmente, nossa imprensa usa a forma de denegrir a imagem de Lula, talvez, se soubessem que ele chegaria tão longe, teria usado a primeira forma: o teriam matado ainda na época da ditadura. Era fácil, pegava-o nas madrugadas de porta de fábrica, forjava um assalto com morte e pronto.

O Brasil seria bem diferente de hoje.
Os pobres continuariam pobres e os ricos não teriam que conviver com esta “classe média” de 53% andando de carro, de avião, viajando para Argentina, Paris e Miami. E ainda seria fácil encontrar empregadas domésticas e serviçais. Tudo por um prato de comida e um salário de 80 dólares mensais.

Deixaram o homem solto e vivo e agora, tudo é diferente.
Deram asa a cobra.

Pobre faz faculdade, pobre vai trabalhar de carro, pobre viaja de avião e ganha bem, tem pleno emprego e até os trabalhadores rurais se aposentam ganhando salário mínimo de mais de seiscentos reais.

E ainda aparece este tal de Mino Carta, italiano ilustre, culto, mas “traidor” da classe dominante brasileira. Veio para o Brasil, trabalhou com os ricos nos melhores jornais e revistas e agora resolveu ser amigo de Lula e defensor do governo de Lula e de Dilma. É só o que faltava! Estes estrangeiros não conhecem o Brasil verdadeiro.

Vejam o que Mino Carta fala da Imprensa Brasileira e de Lula.

A obsessão da mídia contra Lula

Mino Carta – Carta Capital – 21/09/2012

Por que Lula se tornou a obsessão da mídia nativa?
Por que tanta raiva armada contra o ex-presidente?
Primeiro é o ódio de classe, cevado há décadas, excitado pelo operário metido a sebo, tanto mais no país da casa-grande e da senzala.

Onde já se viu topete tamanho?
Se me permitem, Lula é personagem de Émile Zola, assim como José Serra está nas páginas de Honoré de Balzac. O sequioso da emergência que chegou lá.
Dez anos depois. No fim de setembro de 2002, jornalões e revistões enxergavam Lula como se vê acima. E o operário ganhou as eleições…

Depois vem a verdade factual, a popularidade de Lula, avassaladora. E vem o confronto com os tempos de Presidência tucana, e o triste fim de Fernando Henrique Cardoso, o esquecido, no Brasil e no mundo. Assim respondem os meus meditativos botões às perguntas acima. E as respostas geram outra pergunta.

Por que a mídia nativa, intérprete da casa-grande, goza ainda de prestígio até junto a quem ataca diária e obsessivamente se seus candidatos perdem os embates eleitorais decisivos? Memento 2002, 2006, 2010. Mesmo agora, véspera dos pleitos municipais, as coisas não estão bem paradas para os preferidos de jornalões e revistões.

Será que o jornalismo brasileiro dos dias de hoje faz apostas erradas? Defende o indefensável?
Na semana passada publiquei os números da verba publicitária governista distribuída entre as empresas midiáticas. Mais de 50 milhões para a Globo. Para nós, pouco mais de 100 mil reais. E sempre há quem apareça para nos definir como “chapa-branca”…

E a Editora Abril, então? Na compra de livros didáticos, fica com a parte do leão em um negócio imponente que em 2012 já lhe assegurou a entrada de 300 milhões. Pode-se imaginar o que seus livros ensinam. Enquanto isso, a Petrobras acaba de cancelar um contrato de 11 milhões que estava para ser fechado com a casa do Murdoch brasileiro. Vem a calhar, a confirmar-lhe tradições e intentos, a última capa da sua querida Veja, ponta de lança na estratégia da guerra contra Lula.

A revista de Policarpo Jr., parceiro de Carlinhos Cachoeira em algumas empreitadas, produz esta semana mais uma obra-prima de antijornalismo. Formula acusações gravíssimas contra Lula sem esclarecer quem as faz (Marcos Valério ou seus pretensos apaniguados?), mas nome algum é citado, e o advogado do publicitário mineiro desmente a publicação murdoquiana. Ricardo Noblat (porta-voz de Veja?) informa no seu blog que a Abril vai divulgar o áudio de uma entrevista com Valério, e horas depois comunica que Policarpo Jr. convenceu a direção da Abril a deixar para lá, ao menos por ora.

Quanta ponderação, por parte de Policarpo… Suas relações com Cachoeira CartaCapital provou com documentos tão irrefutáveis quanto inúteis: a CPI não vai convocá-lo para depor, como seria digno de um país democrático, porque o solerte presidente-executivo abriliano foi ter com o vice-presidente da República para lembrá-lo de que se Veja for julgada, todos os demais da mídia nativa entram na dança.

Este específico enredo prova as dificuldades de governar o país da casa-grande e da senzala. É preciso recorrer a alianças que funcionam como a bola de ferro atada aos pés do convicto e padecer como vice o representante de um partido pronto a ceder diante das pressões da Abril. E da Globo, como CartaCapital relatou ao longo da cobertura da CPI do Cachoeira. Resta o fato: a mídia nativa é bem menos poderosa do que os graúdos supõem, inclusive os do próprio governo.

Uma exceção talvez seja São Paulo, com sua capital dos shoppings milionários, da maior frota de helicópteros do mundo depois de Nova York, de favelas monstruosas a rodear os bairros endinheirados, de mil homicídios anuais (5 mil no estado).
Refiro-me à cidade e ao estado mais reacionários do Brasil. Aqui tudo pode acontecer.

De todo modo, os senhores, de um lado e do outro, caem na mesma esparrela dos jornalistas que os apoiam ou os denigrem. Os jornalistas e seus patrões, na certeza da ignorância da plateia, acabaram por assumir o nível mental que atribuem a seus leitores, ouvintes e assistentes. Os graúdos apoiados agarram-se em fio desencapado, os ofendidos temem um poder em vias de extinção.

E não percebem que a tentativa de demonizar Lula consegue é endeusá-lo.

Bancos jogam na confusão

Metalúrgicos fazem acordo com 8%

Os banqueiros estão retaliando o governo Dilma
em função da pressão para baixar as taxas de juros.

As empresas metalúrgicas do ABC já fecharam acordo salarial a partir de 1º. de setembro, com aumento real de 2,5%, totalizando 8% de reajuste.

Já os banqueiros ofereceram APENAS 6%, incluindo aí o aumento real. Isto é pura provocação!

Todo mundo está vendo que o setor industrial brasileiro está perdendo competitividade internacional. Já os bancos no Brasil, NUNCA ganharam tanto dinheiro como estão ganhando nos governos Lula e Dilma.

O Itaú, por exemplo, ganha mais de um bilhão de reais por mês.
Isto mesmo! Mais de um bilhão de reais por mês de lucro. E como é que querem pagar menos do que os metalúrgicos ou os químicos?

As coisas estão fora da ordem.

Os bancários estão em greve em todo Brasil
, hoje o Comando Nacional está reunido em São Paulo e, se os bancos tiverem bom senso, podem negociar de hoje até domingo, construindo um acordo razoável e possibilitando que os bancos voltem à normalidade na próxima semana.

Bem que Mantega poderia dar uma mão e mandar os cinco maiores bancos fecharem logo o acordo. Afinal Itaú, Bradesco, Santander, BB e CEF representam mais de 80% de tudo no sistema financeiro. É só uma questão de vontade.

Vejam a matéria no Valor sobre o acordo salarial dos metalúrgicos.

Metalúrgicos fecham acordo de 8% com 92 empresas

Valor - Carlos Giffoni de São Paulo – 20/09/2012

Em mais um dia de paralisações dos metalúrgicos no Estado de São Paulo, o número de empresas que fecharam acordo diretamente com os sindicatos aumentou. No ABC, 92 empresas em que trabalham 28,6 mil metalúrgicos garantiram aos seus funcionários o reajuste salarial de 8%, reivindicado pela categoria - até terça-feira, 76 empresas tinham fechado acordos.

Até as 18h de ontem os acordos contemplavam 40,9% dos metalúrgicos em campanha no ABC.

O índice de reajuste pedido representa um ganho real de cerca de 2,5%, sobre uma inflação acumulada de 5,39% para a data-base da categoria, que é em 1o de setembro.
De acordo com a Federação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEMCUT), muitas empresas têm procurado os 14 sindicatos de sua base no Estado para negociar diretamente, à revelia da negociação travada pela FEM com os setores patronais. O movimento de empresas em busca de acordos acelerou- se nesta semana, quando foram intensificadas as paralisações e atrasos nos turnos promovidos pelos metalúrgicos.

A FEM representa 250 mil metalúrgicos no Estado, mas cerca de 50 mil, que trabalham em montadoras, não entraram na campanha salarial deste ano. Esses trabalhadores fecharam, em 2011, um acordo válido por dois anos, que já garantia um ganho real de 5% acumulado no biênio.

Apesar dos acordos que estão sendo firmados, só o grupo de Fundição garantiu o pedido dos metalúrgicos, de 8%. Ontem, o setor patronal do Grupo 3, que reúne, entre outros, os trabalhadores de autopeças, apresentou uma nova proposta de reajuste salarial, de 7%, que deve ser rejeitada.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Folha prefere Russomano

O ódio contra o novo

Os petistas estão indignados por que a Folha anda “manipulando” o desvio padrão. O famoso 3% de margem de erro. O que deveria ser uma medida de segurança contra possíveis erros, transformou-se em instrumento de manipulação de números para ajudar determinados candidatos.

Legalmente a Folha e seu Datafolha podem trabalhar na margem de erro.
Moralmente, forçar a barra na forma de Edição de Manchetes e Matérias, é questionável. Isto é, pode ser visto como imoral. Mas não é ilegal.

A Folha já viu que Serra não ganha a eleição de São Paulo.
Qualquer que seja o oponente.
Logo, a Folha teve que escolher entre Russomano ou Haddad.

No início, a Folha até vinha “pegando leve” com Haddad, mas, quando percebeu que Haddad tem chance efetiva de ir para o segundo turno e que pode atrair uma parcela significativa do eleitorado tucano progressista, a Folha entrou em desespero e resolveu apoiar os dois candidatos conservadores e imprevisíveis.

Haddad é uma boa pessoa, mas, a Folha acha que se Haddad ganhar, Lula fica muito fortalecido. Logo, é preferível conviver com Russomano na prefeitura, do que ter que conviver com Lula fazendo campanha contra Alckmin.

E a Folha optou por Russomano.

É importante lembrar que o “padrinho” de Russomano é Campos Machado, que é deputado estadual e grande amigo e parceiro de Alckmin. Logo, Alckmin e a Folha estão atuando de forma articulada.

Sendo que, além de impedir a vitória do PT, Serra também terá seu “troco” por ter apoiado Kassab contra Alckmin, que foi candidato a prefeito e Serra boicotou.

Podemos virar o jogo e ganhar?

Podemos, este é um grande desafio!

Em nome de brigas pessoais e partidárias,
São Paulo teve que engolir Kassab por oito anos.
Agora pode ter que engolir novamente um candidato imponderável e imprevisível. Um novo Collor.
Tudo isto em função de ser contra o PT?

Mas o PT indicou um candidato light, uma pessoa agradabilíssima!
Por que Haddad não pode ser prefeito?
Só por que a Folha não gosta de Lula?

Eu acho que devemos pensar bem sobre isto.
Afinal, nossa cidade é mais importante do que esta briga toda.

Não é por acaso que tenho encontrado tanta gente dizendo que vai anular o voto. E aí? Anula o voto e se submete a Russomano?

É isto que queremos para São Paulo?

Humildemente, eu continuo assinando a Folha, mas, prefiro dar uma chance ao novo. Eu vou votar no Haddad.

Dilma também foi uma novidade.
E o Brasil está sendo bem administrado.

Mas do que políticos profissionais,
nossa cidade precisa de um bom administrador.



Genoíno: Tenho Sonhos, Ideias e Causas

As únicas coisas que tenho na vida

Hoje o Estadão publica uma boa matéria de Vera Rosa. É por isto que o “Estadão é mais jornal”. O Estadão sofreu a censura da ditadura militar, mas não abriu mão de seus princípios. No Brasil de hoje, faltam princípios...

Se quiserem ler a matéria do Estadão é só copiar, eu não sei fazer link:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,eu-nunca-joguei-a-toalha-na-minha-vida-afirma-jose-genoino,932994,0.htm

Genoíno foi importante para derrubar a ditadura militar, foi um herói da resistência e da redemocratização, e agora está sendo condenado por elementos revanchistas e medíocres.

Nunca gostei da palavra de ordem “Não passarão”. Eu prefiro àquela que diz: “Passarão o Céu e a Terra, mas minhas palavras não passarão”.

Genoíno, na sua simplicidade diz, “as únicas coisas que tenho na vida são sonhos, ideias e causas”. E nós complementamos: Você também tem uma boa família e milhões de amigos que estão solidários com Genoíno.

Realmente o Brasil precisa de uma nova constituição e uma nova história.
Nosso passado nos envergonha e nosso presente está numa encruzilhada.

Vindo para o trabalho, coloquei no som do carro um disco de um músico chinês-canadense, tocando músicas de um argentino para sentir as emoções deste Brasil tão confuso. O internacionalismo nos ajuda a manter os sentimentos e os princípios.

O violoncelo de Yo Yo Ma tocava as músicas de Piazzolla e uma delas falava da liberdade. Era "Libertango".




E enquanto ouvia o som do violoncelo, dirigia e prestava atenção nos pequenos pés de ipê amarelo floridos, desde minha rua até o Anhangabaú. Contei vinte e sete pés de Ipê floridos. O amarelo das flores do Ipê podem nos ajudar a lembrar que temos um país para construir, um Brasil para cuidar. Uma História de dignidade para ser construída.

Vejam as flores de Ipê Amarelo caídas:


Depois eu mostro mais fotos de árvores floridas da nossa cidade. Por enquanto, estou sofrendo e solidário com Genoíno. Um grande guerreiro. Um heroi da nossa geração.

Genoíno diz que “nunca jogou a toalha”.
Boa Genoíno! Mantenha a dignidade.
Assim, no futuro, nossos filhos e netos saberão
quem defendeu a liberdade e quem defendeu a ditadura.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pão de Açúcar e a Profecia

Orai e Vigiai, sempre...

O Pão de Açúcar está sendo lentamente gerido pelo “novo dono” e a convivência entre o “novo majoritário” e o “novo minoritário” vai ficando cada vez mais difícil.

O Brasil não tem tradição de vida plural. Aqui as pessoas preferem ser donas de padarias a serem sócias de multinacionais. É uma herança católica e lusitana. O próprio direito brasileiro é arcaico, aristocrático e lerdo, beneficiando os advogados e a cultura da protelação.

Abílio, que se fez na vida como “grande estrategista”, está perdendo a sua criação por uma operação subestimada na época. Saiu caríssima esta subestimação. Valeu uma vida, que pode ser reconquistada numa outra empreitada. Nesta, já está perdida. Agora, é vender caro sua retirada.

Vejam a matéria do jornal Valor:

Abilio tenta manter poder no conselho

Valor - 18/09/2012 às 00h00

A profecia está se realizando. A briga de forças para definir quem domina a negociação pelo grupo Pão de Açúcar está tornando a convivência entre a rede francesa Casino e Abilio Diniz, da família fundadora, cada dia mais difícil.
Ontem, Abilio encaminhou uma carta a Jean-Charles Naouri, presidente e dono do Casino, na qual se recusa a convocar uma reunião do conselho de administração - e, posteriormente, uma assembleia de acionistas do Pão de Açúcar - para tratar de uma possível reforma de estatuto da companhia proposta pelo grupo francês. Ele fará apenas uma convocação resumida, para uma das matérias propostas, que trata do plano de opções de ações para executivos.

Abilio alega que as sugestões são tentativas do Casino de, aos poucos, reduzir seu poder como presidente do conselho de administração da empresa, o que feriria o acordo de acionistas que existe entre ambos desde 2006.

Desde junho do ano passado não há mais confiança entre os sócios. Na época, Abilio propôs ao Casino uma combinação com o Carrefour que, na prática, além de ampliar o grupo, anularia o acordo feito há seis anos. Nesse acordo, o filho do fundador, Valentim dos Santos Diniz, aceitou entregar o controle da rede neste ano, tornando-se um minoritário relevante, com alguns vetos. A transição de poder ocorreu em 22 de junho.

De lá para cá, inúmeras tentativas de se desfazer essa sociedade já estiveram na mesa, mas nada avançou, especialmente, por falta de consenso a respeito de preço e sobre o que Abilio Diniz poderá ou não fazer no setor de varejo caso venda sua posição no grupo Pão de Açúcar.

Por trás desse episódio de ontem, está o desejo do Casino e de Abilio de mostrarem sua força sobre a empresa e, com isso, obter vantagem numa negociação.

De um lado, o Casino sugeriu que pretende adotar várias medidas para preparar, gradualmente, a companhia para uma migração para o Novo Mercado. Entre elas, a criação de um comitê de auditoria, um comitê de governança corporativa e a criação de um cargo de vice-presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar.
Do outro, Abilio alega que as medidas visam, no fundo, reduzir seu papel de presidente do conselho de administração. Entre os exemplos citados por Abilio para indicar essa intenção está a sugestão feita pelo Casino de que as reuniões do conselho possam ser instaladas com a presença de apenas oito membros, no lugar dos dez atualmente exigidos.

Desde junho, quando a rede francesa assumiu o controle de fato do Pão de Açúcar, o conselho da empresa é formado por 15 membros, sendo oito do Casino, três de Abilio e quatro independentes. Portanto, a sugestão apresentada pelo atual controlador lhe daria condições de fazer uma reunião e aprovar medidas sozinho.

"Diversas alterações demonstram a intenção (...) em criar formas de obstar o exercício de meus direitos e prerrogativas nos termos dos acordos de acionistas (...). As alterações pretendidas, a depender das circunstâncias vindouras, podem colocar em risco a preservação da titularidade do cargo do presidente do conselho de administração por mim, vez que podem impedir ou dificultar a supervisão geral dos negócios e atividades da companhia, o que pode levar a empresa a resultados que permitiriam meu afastamento do cargo", diz Abilio, na carta.

A prova de que por trás dessa discussão está apenas uma briga de poderes para a negociação é o fato de Abilio não ter direitos previstos suficientes para evitar que o assunto seja levado para o conselho e para a assembleia do grupo Pão de Açúcar. Com a recusa do presidente do órgão de fazer a convocação da reunião, outro membro pode assumir esse papel e fazer o assunto prosseguir normalmente, conforme rege o estatuto da empresa.

Na quarta-feira, a reforma do estatuto sugerida será alvo de um debate no conselho de administração de Wilkes, a holding controladora da companhia e na qual estão as ações ordinárias dos agora rivais. Como se trata de uma matéria sobre a qual Abilio não tem veto previsto no acordo de acionistas, a proposta pode a ser aprovada.
Na sua carta de ontem, Abilio pede a reconsideração do Casino de suas sugestões. Consultado, um porta-voz do empresário afirmou que ainda não há uma decisão sobre os próximos passos caso o grupo francês siga adiante com esses planos.

Os temas sobre os quais Abilio possui veto já estão garantidos no acordo e no estatuto de Wilkes e, sendo assim, nem mesmo poderiam prosseguir até o Pão de Açúcar, em caso de discordância do empresário.

Em sua carta, Abilio pede então que "a possibilidade de migração para o Novo Mercado" seja alvo de uma avaliação profunda e cuidadosa da companhia e de seus administradores, caso "a real intenção do Casino seja promover um trabalho conjunto na constante melhoria da governança corporativa" da empresa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ainda temos as Rosas

E esperança nos nossos corações

A economia anda de lado, a imprensa trabalha com versões e as pessoas ficam sem saber em quem confiar. Há uma crise de credibilidade.

Os jornais fazem campanhas eleitorais, policiais matam e morrem sem saber por que, juízes esquecem suas funções e vivem da demagogia midiática e os candidatos falam, falam e falam. Parece que a população está indiferente a tudo ou cansada de tudo.

As pessoas já não falam, não conversam, apenas olham. Pode ser mau presságio... O nazismo começou assim na Europa.

Apesar de tudo isto, quando passo na Vila Madalena ainda encontro casas antigas, com moradores antigos e que gostam de cultivar flores antigas. Sim, as rosas são tão antigas quanto a humanidade.

Vejam estas rosas maravilhosas da Vila Madalena.


Cores especiais para uma rosa especial.

Esta Rosa branca, apesar se sentir cansada, ainda é bela.



Já estas rosas são rosa, isto é, rosas de cor rosa.
Parecem rimas de Dorival Caymmi.



E estas “Rosas ao Sol”?



Tudo isto na Vila Madalena.

Agora veja esta última foto, simplesmente Divina!



Além das fotos das rosas das casas simples da Vila Madalena, também temos as rosas de Cartola, elas não falam, simplesmente exalam o perfume e o sentimento de que é preciso acalmar o nosso Brasil, é preciso restabelecer a paz e a esperança.

CARTOLA - "As Rosas Não Falam" - 1976



Podemos nos unir por algo novo, tanto para São Paulo, como para o Brasil.
Um novo inclusivo, tolerante e participativo.
O Brasil pode continuar ajudando a mundo a encontrar um novo caminho.
É só ter um pouco de esperança no coração de cada um.

Crise na Europa está longe de acabar

Aprendendo na dor

“Quem não aprende no amor, aprende na dor”, já dizia o velho sindicalista.
Mas o sofrimento da Europa está demorando mais do que os especialistas imaginavam e vai refletindo sobre a economia mundial.

O Brasil aproveitou-se do período de “vacas gordas” e soube enfrentar “as marolas”, estimulando o consumo interno e a distribuição de renda. Coisas de um operário que virou um bom presidente.

Mas é bom prestar atenção no que diz o Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman.
Vejam a matéria que saiu no Estadão:

Crise europeia está longe de acabar,
diz Krugman

Para o Prêmio Nobel de Economia, porém, as economias dos países em desenvolvimento têm potencial de crescimento nos próximos anos

15 de setembro de 2012 | 4h 27 - Ricardo Leopoldo - O Estado de S.Paulo

O Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade Princeton Paul Krugman disse ontem que há um longo caminho a percorrer para que sejam solucionados os problemas dos EUA e Europa. "Mário Draghi, presidente do BCE, comprou um bom tempo com suas ações, mas a crise está longe de acabar no continente", disse.

Segundo Krugman, em palestra no Fórum Exame - O Brasil e as empresas brasileiras no novo cenário mundial, em São Paulo, há uma sensação de fracasso na economia global, pois os governos de diversos países "não gastaram o suficiente para tirar o mundo da atual enrascada".

Quanto aos países em desenvolvimento, ele se mostrou animado com as perspectivas de suas economias, pois em geral apresentam um potencial expressivo de expansão nos próximos anos. "Estou otimista com os mercados emergentes, com exceção da China", afirmou, sem detalhar porque está cético em relação aquele país asiático.

Krugman manifestou moderado otimismo com o anúncio da terceira edição da política de afrouxamento quantitativo (QE 3, na sigla em inglês) nos EUA, o que foi feito ontem pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. O Fed vai comprar US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas por mês, sem prazo para acabar, tendo apenas como horizonte que isso vai cessar quando a taxa de desemprego cair de forma substancial. A taxa de desocupação no país é de 8,1% e 5 milhões de pessoas não conseguem encontrar emprego há pelo menos seis meses.

"Com QE 3 parece que o Fed começou a ir na direção de mexer com as expectativas dos agentes econômicos", comentou Krugman. "Porém, o comunicado de ontem do Federal Reserve não deixa claro sobre qual é o seu compromisso para agir com a política monetária. Mas a mudança de tom do Fed é importante".

O economista também apontou que um dos principais problemas da Europa é não existir integração financeira, o que dificulta a harmonização econômica no continente, já que favoreceria o equilíbrio de renda entre cidadãos de países mais ricos e menos abastados. "Eu não verei o contribuinte alemão pagar por previdência do grego enquanto eu estiver vivo", destacou.

Por outro lado, Krugman disse que a Europa tem esperanças de melhorias e que houve avanços significativos recentemente com a atuação do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi. "Draghi foi uma boa surpresa no BCE. Ele tem habilidade para lidar com questões políticas na região", disse.

"Ele financiou bancos que tinham títulos soberanos e afastou a catástrofe da Europa. E, com ele, as chances de o euro sobreviver subiram substancialmente", disse.
Euro. Krugman afirmou que um dos principais problemas da zona do euro é que a região possui uma moeda única, mas sem ter um governo único, o que traz sequelas para a gestão das contas públicas.

No caso dos EUA, ele citou que "está muito claro que o que deu errado foi a dívida das famílias", que era muito elevada até 2007/2008. "Agora ocorre desalavancagem das famílias no país", afirmou.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bancos - Rombo chega a 9 bilhões

Apenas em 6 bancos

Vejam esta matéria do Estadão de sábado. Um escândalo!
Vão pegar gente que faz “lavagem de dinheiro” e “operações frias”?

Nove Bilhões de Reais!
E a matéria sai apenas nas páginas internas do Caderno de Economia.
O assunto não é apenas econômico, é policial.
E os pobres ficam reféns de uma legislação que não os protege.

Leiam com atenção. É muito grave!

Em menos de 2 anos, 6 bancos quebrados

15 de setembro de 2012 | 8h 05
David Friedlander e Leandro Modé – Agencia Estado.

SÃO PAULO - Com a liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper, decretada ontem pelo Banco Central (BC), passou para seis o número de instituições financeiras que quebraram no Brasil em menos de dois anos. Quatro delas - Panamericano, Schahin, Morada e o próprio Cruzeiro do Sul - fraudavam seus balanços para esconder do público rombos que totalizavam quase R$ 9 bilhões.

O destino dos bancos quebrados não foi o mesmo para todos. Panamericano, Schahin e Matone foram socorridos com dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e passados para outras instituições. O Morada até agora era o único do grupo a sofrer liquidação.

O Cruzeiro do Sul, que tinha um buraco de R$ 3,1 bilhões, estava sob intervenção do BC desde o início de junho. Para continuar funcionando, precisava ser vendido para outro banco pelo FGC, que assumiu a gestão a pedido do BC. Como as negociações com o único interessado - Santander - não prosperaram, o BC liquidou a instituição - conforme anteciparam o serviço Broadcast, da Agência Estado, e o estadao.com.br.

O Prosper teve o mesmo destino porque, no fim do ano passado, tinha sido comprado pelo Cruzeiro do Sul. O BC, no entanto, ainda não havia dado o sinal verde para a operação. Por isso, os bens dos controladores e ex-administradores do Prosper ficaram indisponíveis, como já estavam os do Cruzeiro do Sul.

Juntos, os dois bancos detinham 0,36% dos depósitos e 0,26% dos ativos do sistema financeiro. Ainda segundo o BC, 35% dos depósitos à vista do Cruzeiro do Sul estavam cobertos pelo FGC. No caso do Prosper, eram 60%. Ou seja, esses depositantes não vão perder seu dinheiro com a liquidação. A despesa total do FGC com a operação é estimada em R$ 2,2 bilhões.

"O sistema financeiro nacional está saudável, hígido e tem elevados índices de capitalização", disse ao Estado o procurador-geral do BC, Isaac Sidney Menezes Ferreira. Segundo ele, os problemas dos últimos meses foram relevantes, mas pontuais, e "sem repercussão sistêmica". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Economia e BC, "Sem medo de ser feliz!"

Enquanto os cães ladram, a caravana passa

Enquanto os políticos fazem campanha eleitoral, o STF vive seu “período de chacrete midiático” e a imprensa faz campanha contra o PT, o Governo Federal vai investindo em medidas para retomar o crescimento econômico, gerar emprego e renda, principalmente para os mais pobres.

O Brasil não pode parar!

Vinícius Torres Freire é articulista da Folha, deve ser economista e escreve com muita sensibilidade. Não faz parte da baixaria na imprensa. Como ele parafraseou Lula neste domingo, ontem, resolvi pegar uma carona e mostrar para vocês que, mesmo sendo da Folha, ainda é possível ler algo que reconheça os méritos do Governo Dilma e sua equipe econômica.

O Brasil agradece. Como diz Vinícius:

“No Brasil, não é apenas o BC que tenta vitaminar a economia.
O governo federal gasta mais e corta impostos:
mais cenouras para os cavalos da economia e sebo nas canelas
depois de um biênio de crescimento pouco maior que 2% ao ano.

BC e governo, juntos, sem medo de ser feliz,
é uma dupla dinâmica inédita nos últimos quase 20 anos.“

Vale a pena ler o artigo na íntegra:

BC, sem medo de ser feliz
Vinicius Torres Freire – Folha – 16/09/2012 – Domingo.

BC ajuda a vitaminar a economia liberando dinheiro de bancos,
na esteira de seus compadres
A gente achava que o Banco Central do Brasil estava para ficar mais comedido depois da campanha maciça de redução de juros, que fez um aninho em agosto.

Mas, na sexta-feira, o pessoal afrouxou mais as rédeas. Liberou parte do dinheiro que os bancos têm de deixar parado na caixinha do BC, o depósito compulsório. Mais dinheiro nos bancos resulta, em tese, em crédito mais barato e fácil.

Foi por precisão ou boniteza? Necessidade de estimular mais a economia e/ou de fazer o dinheiro fluir mais pelos bancos pequenos, que andam meio estressados?
Ou, por boniteza, o BC quis aproveitar a oportunidade (economia ainda lerda) para reduzir a distorção que é o tamanho do compulsório no Brasil?

Seja qual for o alvo, liberar dinheiro do compulsório representa um estímulo adicional ao crédito quando o próprio BC vinha dizendo que era o momento de esperar para ver o resultado da campanha de baixa de juros.

A redução da Selic, a taxa básica de juros, não tem efeito imediato, não de todo. Pode demorar mais de ano e pouco para ter impacto total na atividade econômica, se mais nada de novo aparecer para atrapalhar ("tudo mais constante").

Para usar uma metáfora (nada) original, o efeito do juro baixo é como água quente no chuveiro -esquenta aos poucos. Se a gente abre demais a torneira da água quente, logo pode se queimar (superestimular a economia e queimar a pele com inflação mais alta).

O BC vinha dando pistas de que poderia dar mais um talho miúdo na taxa de juros: 0,25 ponto percentual. Depois de relaxar o compulsório, parece improvável que o faça.

De qualquer modo, o BC nem esperou para ver o andar da carruagem econômica antes de dar mais cenouras para os cavalos. Isso quando a taxa de juros real (descontada a inflação) anda pela casa de 1,7% ao ano, baixíssima para o Brasil, e a inflação flutua na casa de desagradáveis 5,5%.

Injeção de dinheiro na economia, facilitação de crédito e outros estímulos foram a tônica da economia mundial nos últimos dez dias, por aí. Isso é indício claro de que situação anda devagar quase parando.

O BC Europeu prometeu, na prática, emprestar dinheiro para países quase quebrados que se submetam à dieta de reformas liberais & economia de gasto público.
O BC americano vai, na prática, injetar dinheiro no mercado de financiamento imobiliário. Até os chineses, que estão querendo desacelerar, mas não muito, anunciaram estímulos econômicos.

Por um lado, como se disse, tais reações dos governos e BCs indicam que a economia dos principais países do mundo demora a se recuperar do tombo de 2012.
Por outro, essa nova rodada de estímulos pode ter algum efeito positivo (requentar as economias) e, nem tanto, pode elevar preços de commodities (matérias-primas), como petróleo, dando talvez um peteleco na inflação (para cima).

No Brasil, não é apenas o BC que tenta vitaminar a economia.

O governo federal gasta mais e corta impostos: mais cenouras para os cavalos da economia e sebo nas canelas depois de um biênio de crescimento pouco maior que 2% ao ano.

BC e governo, juntos, sem medo de ser feliz,
é uma dupla dinâmica inédita nos últimos quase 20 anos.

Nota do blog:
Vinte anos inclui o período FHC. E Vinícius não é petista.
É um brasileiro, quem pensa no Brasil!



domingo, 16 de setembro de 2012

Contra o Fascismo da Veja: Liberdade!

Pena que a Folha e o Estadão reproduzam a baixaria

Que a Veja seja fascista e manipuladora, não há novidade nenhuma.
Que a Folha e o Estadão reproduzam a manipulação da Veja, fingindo que seja notícia, é reforçar a baixaria. Tudo isto em nome das eleições e de um candidato que não vai para o segundo turno. É muito triste...

Alckmin não foi para o segundo turno nas eleições passadas para prefeito, mas manteve a dignidade. Serra não vai para o segundo turno e, como sempre, não consegue manter a dignidade.

Andando no Parque Villa Lobo nesta manhã, ficamos assustados com a seca e como a grama está queimada. Parece Brasília. Precisamos de CHUVA!

Não podemos vacilar,
não devemos deixar de trabalhar pelo novo e melhor candidato para São Paulo.
Vamos recuperar a Esperança!

Precisamos defender nossa bandeira histórica: LIBERDADE!

Com Milton Nascimento e Marcos Valle



Viola Enluarada
Marcos Valle e Milton Nascimento

A mão que toca um violão
Se for preciso faz a guerra
Mata o mundo
Fere a Terra...

A voz que canta uma canção
Se for preciso
canta um hino

Louva a morte!...

Viola em noite enluarada
No sertão é como espada
Esperança de vingança

O mesmo pé que dança um samba
Se preciso
Vai à luta

Capoeira!!!...

Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira
Pra defendê-la se levanta

E grita: Eu vou!!!

Mão, violão, canção, espada.
E viola enluarada
Pelo campo e cidade...

Porta-bandeira, capoeira
Desfilando
vão cantando

Liberdade!

Milton:
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira
Pra defendê-la se levanta. E grita:

Eu vou!

Porta-bandeira capoeira
Desfilando vão cantando
Liberdade!!!...

Liberdade!!!

sábado, 15 de setembro de 2012

Santander - O Brasil é uma Mãe!

“Capitalismo SEM RISCO”

Mauro Dias é um bom analista dos resultados dos bancos, além de saber “decodificar os números”, Mauro gosta de “apimentar a leitura”, isto é, mostrar o quanto isto significa politica e socialmente falando.

Recebi a última análise dos resultados do Banco Santander no Brasil, neste primeiro semestre de 2012, e fiquei tão assustado que pedi ajuda aos economistas do DIEESE, para confirmarem os números do texto de Mauro. Estavam absolutamente certos!

Será que Guido Mantega também conhece estes números? O Banco Central brasileiro conhece esta leitura que Mauro Dias faz? Eu acho que ainda não mostraram a Dilma, nossa presidenta.

Além das taxas de juros abusivas, estou vendo que “há mais mistérios entre o Céu e a Terra”, isto é, entre o capitalismo brasileiro e o capitalismo internacional, do que a nossa vã filosofia e os comentaristas econômicos.

O Santander “comprou o Banespa na época de FHC por uma pechincha”, agora queria “outra pechincha” no Banco Cruzeiro do Sul, e os números mostram que para o Santander, O BRASIL É UMA MÃE!

Vejam o texto (revisado) que Mauro Dias enviou para os dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Agora eu divulgo estes números para o mundo.

Mauro Dias com a palavra:

O Brasil tem se constituído como a grande “tábua de salvação” do Banco Santander.

O banco que possui a maior rede de agências do mundo. Sabemos também que, neste 1º semestre de 2012, o Santander Brasil contribuiu com 26% do resultado global do banco, enquanto TODA a Europa Continental produziu apenas 27%.

Ou seja, neste período a Espanha gerou 14%, a Alemanha, 5%, Portugal 2%, Polônia 4% e o restante da região 2%.

Mas existem dois fatores objetivos que ajudam a explicitar
a excepcional contribuição brasileira:


1) O índice de Eficiência do banco aqui no país, em euros, ficou em 34%.

O que significa dizer que, para cada 100 euros obtidos como receita, o Santander tem um custo (despesa de pessoal, propaganda, luz, água, aluguéis etc) de € 34,00.

Esse custo no México ficou em €37,50 e no Chile €39,00. O custo médio na América Latina foi de €36,60.

Na região da Europa Continental o custo médio ficou em €44,00 a cada €100,00 obtidos como receita.

Já no Reino Unido e nos EUA esse custo ficou em €51,20 e €42,60, respectivamente.

O Brasil apresenta o menor custo de operação entre todos os principais países e regiões onde o banco opera. Obviamente, esta é uma fonte interessantíssima de lucro.

2) A Rentabilidade
aqui no país nos indica que a cada €100,00 de Patrimônio Líquido, ou seja, capital próprio investido, o retorno médio foi de €18,17.

Ou seja, a rentabilidade patrimonial, em euros, foi de 18,17%.

Bem acima, portanto, da rentabilidade global que ficou em 7,64%.
Na Europa continental a rentabilidade média foi de 7,71% e no Reino Unido 8,61%.

A América Latina, olhada como um todo, com seus 19,47% de rentabilidade média mostra como a região continua sendo uma fonte inesgotável de recursos financeiros.

O que ocorre por aqui é uma verdadeira "drenagem".


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cruzeiro do Sul - Rombo pode chegar a 4,5 bilhões

Santander e Cruzeiro do Sul fracassam nas negociações

No jogo de perde-perde, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul e suas associadas financeiras. O Banco Santander, que apareceu no final do processo como interessado, não aceitou as condições apresentadas pelo Fundo Garantidor de Crédito e o Banco Central.

É bom lembrar que a família dona do Banco Cruzeiro do Sul é "Índio da Costa", do mesmo vice na chapa de José Serra para presidente em 2010.

Quem vai pagar a conta?

Vamos acompanhar os acontecimentos. Muitas coisas ainda vão acontecer, principalmente para os funcionários e credores.Leiam o texto da Agência Estado.

Negociações fracassaram e banco Cruzeiro do Sul é liquidado

Sem acordo sobre venda, Fundo Garantidor de Créditos recomendou ao Banco Central a liquidação do Cruzeiro do Sul, confirmada nesta manhã; Banco Prosper também foi liquidado

14/09/2012 | 7h 43 - David Friedlander e Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo
(Texto atualizado às 10h38)

SÃO PAULO - As negociações com o Santander fracassaram e o Banco Cruzeiro do Sul foi liquidado pelo Banco Central. As conversas do banco espanhol com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se arrastaram até a madrugada de hoje, mas, sem acordo, e como não houve outras propostas, o FGC recomendou ao BC a liquidação do Cruzeiro do Sul.

Em nota divulgada nesta manhã, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde 4 de junho de 2012. A instituição financeira detém cerca de 0,25% dos ativos do sistema bancário e 0,35% dos depósitos, segundo o BC.

A liquidação abrange a controladora do Banco Cruzeiro do Sul, a Cruzeiro do Sul Holding Financeira S.A., e as empresas: Cruzeiro do Sul S.A Corretora de Valores e Mercadorias; Cruzeiro do Sul S.A. DTVM; e Cruzeiro do Sul S.A. Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, que também se encontravam submetidas ao RAET.
Banco Prosper

O BC também decretou a liquidação do Banco Prosper, que teve proposta de mudança de controle para o Banco Cruzeiro do Sul não aprovada pelo Banco Central, depois de sucessivos prejuízos que vinham expondo seus credores a risco anormal, a deficiência patrimonial e a descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro.
O Banco Prosper é instituição financeira que detém aproximadamente 0,01% dos ativos do sistema bancário e 0,01% dos depósitos.

Do total de depósitos à vista e a prazo do Banco Cruzeiro do Sul e do Banco Prosper, cerca de 35% e de 60%, respectivamente, contam com garantia do FGC.

Banco Central

Em nota, o Banco Central afirmou que "continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis".

O comunicado divulgado nesta manhã afirma que, nos termos da lei, permanecem indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores do Banco Cruzeiro do Sul e ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores do Banco Prosper.

Histórico
A venda a outra instituição financeira era uma das duas condições para evitar a liquidação do banco Cruzeiro do Sul sob intervenção. A outra era de que credores do banco aceitassem um desconto médio de 49% nas dívidas. Como hoje vence uma dívida externa do Cruzeiro do Sul no valor de US$ 1,5 bilhão, não havia mais tempo para negociar.

O patrimônio líquido do Cruzeiro do Sul está negativo em R$ 2,23 bilhões e fontes ouvidas pela Agência Estado avaliaram que o rombo na instituição pode ser maior do que os R$ 3 bilhões, algo como R$ 4,5 bilhões ou até mais. Esse pode ter sido, segundo as mesmas fontes, um dos motivos que fizeram os possíveis candidatos interessados em comprar o banco desistir do negócio.

Ontem os papéis da instituição dispararam e subiram 24,50%, um sinal de que o mercado acreditava numa solução que não a liquidação.
(Com Agência Estado e Economia & Negócios)