quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Violência diária em São Paulo

Arrastões nos prédios e roubos nas casas

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come...
Chamem o ladrão, chamem o ladrão...
O Brasil é bom de música, principalmente de ironias.

Mas a violência em São Paulo já passou dos limites.
Só neste ano já tivemos 20 (Vinte) arrastões na nossa cidade.
E é registrado um roubo de casa por hora.
Não é por dia, é por HORA!

Onde está o governo estadual? O que está acontecendo com a polícia. Vamos ter que negociar com o PCC e os traficantes de crack? Cadê a Justiça e a Promotoria Pública? Não adianta chamar a Polícia Federal por que está em greve. Vamos ter que chamar o Exército?

Enquanto isto, a população que trabalha e paga impostos fica refém desta bandidagem:

Prédio no Itaim é o 20º alvo de arrastão neste ano

Cinco ladrões invadiram o condomínio, fugiram com pertences e agrediram três moradores; uma criança de 12 anos foi rendida.

14 de agosto de 2012 | 15h 29 - Camilla Haddad - Jornal da Tarde - Texto atualizado às 23h13.

SÃO PAULO - Moradores de seis apartamentos do Edifício Icaraí, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo, foram alvo nesta terça-feira, 14, do 20.º arrastão em condomínios na capital paulista neste ano. Entre as vítimas estava uma criança de 12 anos. Os cinco criminosos ficaram quase seis horas no prédio – das 2h50 até as 8h30. Pegaram dinheiro, joias e notebooks e conseguiram fugir. Na ação, três pessoas levaram coronhadas.

Um dos funcionários do edifício chegou a ser levado para a delegacia à tarde, mas até a noite desta terça-feira, 14, o Departamento de Investigações Criminais (Deic) negou que ele estivesse preso por envolvimento no crime. A polícia diz que os assaltantes chegaram a pé na Rua Doutor Andrade Pertence. Estavam armados com pistolas e não esconderam o rosto, pois sabiam que o sistema de câmeras de monitoramento não estava funcionando.

Segundo o porteiro da noite, a quadrilha entrou no prédio pelos fundos, onde há uma obra de um hospital. Para isso, o bando teria escalado um muro de 4 metros. Depois de dominar quem estava tomando conta da portaria, eles fizeram uma varredura no edifício. Foram até a garagem, perguntaram sobre os donos dos carros mais caros e depois tentaram descobrir os números dos apartamentos dos proprietários. Logo depois, os bandidos se trancaram em um banheiro até as 6 horas.

Conforme as pessoas iam saindo para o trabalho, eram abordadas pelos assaltantes. "Umas três ficaram trancadas em um depósito aqui na garagem", contou um advogado que mora no local. "Minha mulher viu pelo olho mágico quando um deles bateu na porta do meu vizinho, mas ele não abriu."


São Paulo registra um roubo de casa por hora


Ladrões clonam controle remoto de portão para furtar residências; no Morumbi, quadrilhas seguem morador e agem em poucos minutos

13 de agosto de 2012 | 3h 02 - ADRIANA FERRAZ , WILLIAM CARDOSO - O Estado de S.Paulo

O controle remoto de portões automáticos virou arma nas mãos de ladrões. Em bairros residenciais da capital de São Paulo, imóveis são furtados com aparelhos roubados ou clonados dos donos. Em julho, mês de férias, a polícia registrou 681 furtos e roubos a residência na capital - média de um caso por hora.

Sem arrombamento, criminosos estacionam seus carros diretamente na garagem e limpam a casa em menos de uma hora. Cômodos são revirados em busca de joias, celulares, eletroeletrônicos e até bens de valor sentimental.

No Morumbi, zona sul da cidade, as quadrilhas seguem os moradores e furtam o aparelho guardado quase sempre no interior dos veículos. A ação, segundo a polícia, pode contar até com a participação de manobristas de estacionamentos privados onde os automóveis passam o dia. "As pessoas largam o controle em qualquer lugar, quando deveriam ter o mesmo cuidado que dedicam às chaves de casa. Tem de andar com ele", afirmou o delegado Vilson Genestretti, titular do 34.º DP (Vila Sônia), que investiga dois registros desse tipo ocorridos recentemente.

Em um dos casos, os ladrões chegaram a substituir o controle por um parecido para que a vítima não percebesse. "Se perdeu ou percebeu que o controle não está funcionando, o morador tem de mudar o código, até por precaução", disse. Além de praticar o assalto no ato, a quadrilha também pode seguir o motorista para descobrir onde mora e retornar outro dia para fazer o assalto.

A clonagem do controle é feita com a mesma "tecnologia" utilizada por bandos que clonam cartões de banco. O sinal é captado por meio de um equipamento durante a abertura ou fechamento do portão e depois programado em outro aparelho. Segundo especialistas em segurança, isso é possível porque a codificação dos controles analógicos não tem complexidade. Estima-se que, em um lote de 50 controles, pelo menos um abra mais de um portão.

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