quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os Homens e as Flores

Cartier-Bresson, Pierre Assouline e o Segurança

Andando pela Rua Líbero Badaró, neste final de tarde de quarta-feira, ao passar em frente a uma banca de jornais, vi um livro que me chamou atenção.

O título era Cartier-Bresson – O olhar do século. E o autor era Pierre Assouline. Compulsivamente parei e fui olhar o livro. Ele estava embrulhado por um plástico todo empoeirado. Ao procurar pelo dono da banca, vi um velho conhecido e perguntei quanto era e pedi para tirar o plástico por que eu iria levá-lo.

Deixei a banca de jornais emocionaodo, como uma criança ficaria depois de comprar pacotinhos de figurinhas. Levava comigo uma preciosidade. Tinha achado um livro sobre a vida de um dos maiores fotógrafos de todos os tempos. E, ao contrário de muitas coisas no Brasil, o preço era bem acessível. Apenas dezenove reais.

Como disse Jean-Paul Sartre, eu ia conhecer o homem que “fotografou a eternidade”.

Logo na terceira página estava escrito:


...Mas é do homem que se trata! E o homem em si, quando será questão? Alguém no mundo elevará sua voz?
Pois é do homem que se trata, em sua presença humana; e de uma ampliação do olhar aos mais profundos mares interiores.
Vamos! Vamos! Testemunho do homem!
Saint-John Perse
Vents, 1946.

E, na Introdução do livro, Pierre Assouline, o autor, escreveu:

“Eu sabia que um dia lhe dedicaria não um artigo, mas um livro. Não apenas ao maior fotógrafo vivo, ao desenhista renascido, ao repórter de longa data, ao aventureiro tranquilo, ao viajante de outras eras, ao contemporâneo essencial, ao fugitivo constante, ao geômetra obsessivo, ao budista agitado, ao anarquista puritano, ao surrealista não arrependido, ao símbolo da imagem no século, ao olho que escuta, mas principalmente ao homem por trás desses todos, aquele que os reúne, um francês em seu tempo. Como disse o poeta, é do homem que se trata.”

Falar de uma pessoa tão humana, fez-me lembrar da aridez deste tempo que vivemos. Lembrou-me também que, ao me ver tirando uma foto do hibisco da nossa rua, o segurança veio pedir-me para tirar uma foto de uma flor que ele gostava muito.

E eu, mais uma vez emocionado com o singelo pedido, fui tirar a foto para divulgar no blog. O segurança viu a foto no I-phone. Mas, talvez, nunca a veja neste blog. Mas muitas outras pessoas verão o hibisco da nossa rua e a flor que o segurança gosta.

Vejam o Hibisco de nossa rua:



E a flor que o segurança da rua gosta:



E apesar da aridez dos tempos,
as fotos também servem para mostrar que,
mesmo nos tempos difíceis, ainda existem homens
que gostam de flores e do respeito humano.

E quando voltei para nossa sala, passei em frente ao CCBB para ver a fila da exposição dos impressionistas. E ela continuava grande. Todos querem ver "Paris e a Modernidade". Mas a exposição vai até o dia 7 de outubro. Haverá tempo para todos.


Um comentário:

  1. Gilmar,

    Olha o que eu achei!

    Abs,

    Vitor (Caffè)

    FLORES DE HIBISCOS CIURIOSIDADES: O Hibisco faz parte da gastronomia de muitos países africanos como, por exemplo, em Gâmbia é comum o uso de um chá, o ?Wonjo?, feito com a folha do Hibisco. Para os naturalistas ocidentais, usa-se fazer gelatina natural com o chá do hibisco adoçado. Sua tonalidade vermelha natural é usada na substituição de corantes químicos. Houve uma época em que os estudantes, para economizar, lustravam os sapatos com as folhas do hibisco, deixando-os brilhando. Por isso, essas flores também eram popularmente conhecidas de graxa-de-sapato ou graxeira. As flores do hibisco são utilizadas como indicador ácido-base e também são indicadas para estimular o anseio sexual feminino. Para fins medicinais, o hibisco é ainda indicado como: hipotensor, diurético, laxante, antiespasmódico, adstringente, expectorante, protetor da mucosa estomacal, digestivo, fluidificante do suco biliar, entre outros. O Hawai tem essas flores como seu símbolo, lá existe cerca de cinco mil variedades de Hibisco.

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