sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Museu d'Orsay em São Paulo

No CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das coisas para que servem os bancos é para ter grandes acervos de artes e promoverem belas exposições. Neste caso, além de ser um grande banco, pertence ao povo brasileiro, é o Centro Cultural do Banco do Brasil, que tem se transformado em uma das principais fontes de exposições de primeira grandeza.

O Brasil agradece, e o povo de São Paulo, também.

A partir deste sábado, começando às 15:00h, estará aberta ao público uma das mais bonitas exposições. Quem já foi ao Museu d’Orsay já teve oportunidade de “tomar um banho de arte e de história”, quem ainda não foi, “tome uma ducha” no CCBB, na Rua do Comércio com a Rua da Quitanda.

Mate a saudade da época que São Paulo era o Império de Café e os bancos de todo mundo tinham agências no Centro Velho da cidade.A exposição já é uma obra de arte, mas olhem bem para o prédio, também é uma obra de arte. Não percam.

Só complementando a articulista do Estadão, no século 19, Paris era uma festa, mas isto não impediu de a França levar uma verdadeira "surra" da Alemanha, perdendo uma guerra em 1870, que deixou tristes lembranças para o mundo e serviu de base para a primeira guerra mundial.Mas, depois disto, Paris recuperou sua vida cultural.

CCBB apresenta obras-primas da coleção do Museu d'Orsay

Exposição criada para o Brasil reúne 85 pinturas e traz, entre outros, telas de Van Gogh e Renoir

03 de agosto de 2012 | 3h 10 – CAMILA MOLINA - O Estado de S.Paulo

No século 19, Paris não tinha apenas uma "luz maravilhosa", mas uma "vida frenética" propícia para atrair artistas de todos os tipos. A cidade e sua sociedade tornaram-se tema de pinturas.

"Ruas e pontes animados por um movimento incessante, jardins públicos, vibrantes mercados cobertos e a céu aberto, retraçados sob o céu cinza, bem como grandes lojas e vitrines, iluminadas a gás ou eletricidade, estações de trem, cafés, teatros e circos, corridas, sem falar dos bailes e noitadas mundanas", diz a curadora-chefe do Museu d'Orsay de Paris, Caroline Mathieu, revelando o espírito de um momento no qual os pintores também avançaram para os arredores de Paris, levados pelo ensejo de pintar outras luzes.

É com esse resumo rápido que a curadora define o percurso da mostra Impresionismo: Paris e a Modernidade - Obras-Primas do Acervo do Museu d'Orsay, que será inaugurada amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo.
Uma das principais exposições do ano, reúne 85 pinturas pertencentes à coleção de um dos mais importantes museus franceses, repleto, em seu acervo histórico, de obras criadas na passagem entre os séculos 19 e 20 por artistas como Edouard Manet, Claude Monet, Paul Gauguin, Van Gogh, Paul Cézanne, Edgar Degas e Auguste Renoir.

Orçada em R$ 10,9 milhões (incluindo o seguro das telas), Impressionismo: Paris e a Modernidade traz uma seleção de obras do d'Orsay feita especialmente para o Brasil, parte de um projeto de internacionalização da instituição. "Todos os movimentos do século 19 estão aqui", diz Caroline, que trabalha no museu desde 1980.

O Tocador de Pífaro (1866), de Manet, é uma das obras icônicas do acervo, assim como A Estação Saint-Lazare (1877), de Monet, e O Salão de Dança em Arles (1888), de Van Gogh, destaca a curadora sobre as telas da exposição que, depois de São Paulo, vai ser exibida no CCBB do Rio - de 22 de outubro a 13 de janeiro de 2013 -, seguindo ainda para Fundação Mapfre de Madri, também organizadora da mostra.

No domingo, às 13 h, o CCBB promove palestra com a curadora, Caroline Mathieu, com o presidente do d'Orsay, Guy Cogeval, e com o diretor da Fundação Mapfre, Pablo Jiménez Burillo.

Como conta Marcos Mantoan, diretor do CCBB de São Paulo, a exposição vem sendo preparada desde novembro do ano passado. Espera-se que seja vista por 600 mil pessoas - e, para tanto, a instituição vai estender seu período de funcionamento (a partir de setembro, o prédio ficará aberto até as 23 horas). Mais ainda, o CCBB transformou seu quarto andar, antes destinado a escritórios administrativos, em espaço expositivo generoso. As telas do d'Orsay, assim, ocupam o edifício desde seu subsolo.

A mostra tem um trajeto simples. A seleção de obras do museu foi realizada através de segmentos temáticos abrangentes - afinal, o principal é ter a oportunidade de topar, a cada sala, com tesouros da história da pintura, criados numa variedade de estilos.

Em A Vida Parisiense e Seus Atores estão autorretratos e retratos de pintores - como os de Gustave Courbet, autor de período que antecede o Impressionismo, momento também muito presente na exposição, e de Paul Cézanne, que se autorretratou com fundo rosa. O segmento ainda exibe telas que apresentam membros da burguesia (austeras ou elegantes, descreve Caroline) e personagens da vida cotidiana parisiense do século 19 - destaque para o conjunto de pinturas de Renoir e o vermelho intenso de Retrato de Fernand Halphen (1880).

Já Paris: A Cidade Moderna concentra paisagens da capital francesa - sem faltar a menção a ícones como Notre-Dame e o rio Sena - e Fugir da Cidade traz as criações que revelam a busca dos artistas por novos arredores - Monet pinta Argenteuil; Gauguin, a Bretanha (antes de partir para sua aventura ao Tahiti). Interiores, como na diminuta pintura de Edouard Vuillard, ou naturezas-mortas também poderiam ser citadas para exemplificar a importância da mostra.

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