sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Imprensa e Liberdade de Opinião

O bom e o mau jornalismo

Vinha descendo a Rua Consolação, olhando as flores das árvores do canteiro central e ouvindo o noticiário da Rádio Bandeirantes. Gosto muito do jeito informal de Boechat tocar o programa. Gosto da equipe e dos comentaristas internacionais.

Boechat faz críticas ácidas aos políticos e governantes, mas faz com um jeito de Cidadão que é prejudicado com a forma como se governa este país. A gente pode até achar que ele “generaliza”, mas o sistema faz jus às críticas.

Acho que as críticas que Boechat faz aos grevistas, principalmente ao pessoal da área de saúde e de segurança, são pertinentes.

Mas, de repente não mais que de repente, aparece uma voz sisuda dizendo: EDITORIAL. E solenemente, como se fosse um Inquisidor da Velha Espanha, faz uma leitura de conteúdo FASCISTA, pior do que no tempo da ditadura militar. Coisa de inquisição.

Boechat, educadamente, não comentou o tal do Editorial do Grupo Bandeirantes.
Afinal, era a voz do patrão. Mas o silêncio de Boechat pode significar concordância ou conivência.

Boechat pode ser libertário, conclamar o povo a não votar ou à desobediência civil, mas ninguém jamais poderá dizer que Boechat seja fascista.

Já as pessoas que escreveram e bancaram o conteúdo do Editorial do Grupo Bandeirantes, são fascistas.

Pela responsabilidade que o Grupo Bandeirantes tem com uma concessão pública, não pode alegar que foi um jornalista ou advogado desavisado quem fez o Editorial. Os donos respondem politica e juridicamente.

Como dizia o funcionário do Grupo Bandeirantes: É uma Vergonha!

Com tristeza, despois de ouvir o Editorial, apertei o botão do rádio, deixando de ouvir a voz agradável de Boechat e desci a Rua da Consolação ouvindo o disco de Paulo Moura com Yamandu Costa, tocando “Saxofone por que choras?”.


3 comentários:

  1. Mas dizia o quê, o editorial? Não tem link pro áudio? Gosto muito de ler discursos fascistas. Fora do poder, fascistas são divertidos.

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  2. Pior que os editoriais da Bandeirantes são os da Jovem Pan.

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  3. É isso Gilmar. Afinal, o que dizia este catso de editorial?

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