sexta-feira, 24 de agosto de 2012

4,3 bilhões roubados no PanAmericano

O pior cego é o quê não quer ver

Eu respeito muito a experiência de Miriam Leitão. Mas hoje ela comentou na CBN que este governo (Lula e Dilma) é mais complacente ou tolerante com os banqueiros que fazem falcatruas do que o anterior (FHC). Foi uma informação “não pensada”. Ela sabe que não é verdade. Ela anda fazendo comentários muito sensatos, mas desta vez, ela escorregou.

Ela sabe que a impunidade no sistema financeiro sempre foi regra. Ela falou do Banco Nacional. Este foi um escândalo onde muitos perderam e poucos ganharam. Este raciocínio vale também para todos os outros casos, incluindo o Bamerindus e os bancos estaduais que foram privatizados com valores subestimados, como o Banespa.

Para punir os que participam da impunidade nos Bancos,
é preciso começar pelas empresas de AUDITORIAS, nacionais e internacionais.
Depois, dar condições e exigir mais efetividade do Banco Central e não deixar os políticos se meterem nos bancos. Aí o Banco Central pega todos os profissionais de mutretas...

Todos os casos de bancos com problemas têm contribuições efetivas de políticos graúdos.

Lembram do Banco Santos? Lembram quem estava por trás do Banco Santos?

Agora querem transferir o desgoverno do PanAmericano para a CEF.


A Caixa recebeu documentação com parecer favorável tanto das Auditorias como do Banco Central. Então, devemos punir a CEF por ela ter confiado nas instituições?
Triste Brasil.

Ainda bem que depois das eleições municipais, Dilma vai apresentar um projeto de modernização do judiciário brasileiro.
Para isto, vai contar com o apoio de muita gente honesta e trabalhadora.
Precisamos acabar com esta legislação que facilita para os trambiqueiros e os que têm dinheiro para pagar bons advogados.

Como as flores esperam sua época certa, o Brasil também verá florir uma nova legislação. Espero que não demore, senão vão aparecer mais bancos com contabilidade “maquiada” e pareceres favoráveis das Auditorias.

Vejam as notícias de hoje:

MP denuncia 17 pessoas no caso PanAmericano


Valor – 24/08/2012.
O Ministério Público Federal apresentou à Justiça anteontem uma denúncia contra 14 ex-diretores e 3 ex-funcionários do banco PanAmericano, com base na lei que trata de crimes contra o sistema financeiro.

Em 2010, o Banco Central detectou um rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição que era controlada pelo empresário Silvio Santos.

E na Folha de São Paulo:

Procurador leva 17 à Justiça por rombo no PanAmericano


Ex-presidente do grupo afirma que provará sua inocência;
advogados não comentam denúncia
DE SÃO PAULO – Folha – 24/08/2012

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou 17 ex-diretores e ex-funcionários do Banco PanAmericano sob acusação de crimes contra o sistema financeiro.

As fraudes listadas incluem maquiagem de balanço e levaram a um rombo de R$ 3,8 bilhões em 2010. A denúncia foi apresentada ontem à 6ª Vara Criminal da Justiça Federal pelo procurador Rodrigo Fraga, seis meses após o fim das investigações da Polícia Federal.

Entre os denunciados estão Luiz Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, que foi indiciado pela PF por formação de quadrilha e por prestar informações falsas.
Também foram denunciados Rafael Palladino (ex-presidente do banco), Wilson de Aro (ex-diretor financeiro), Adalberto Saviolli (ex-diretor de crédito), entre outros indiciados pela PF sob suspeita de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Luiz Sandoval disse estar confiante de que terá mais chance de defesa na Justiça. "Não participei da fraudes e a Polícia Federal reconheceu isso", disse. Os advogados de Palladino, De Aro e Saviolli não quiseram comentar porque não tiveram acesso à denúncia.

A denúncia acusa também o banco de vender a mesma carteira de crédito para mais de uma instituição, mantendo, no entanto, os créditos no balanço.

Além disso, os ex-executivos são acusados de receber "por fora" por serviços que não teriam sido prestados.

No total, cerca de R$ 100 milhões foram pagos como "bônus", segundo investigações. Parte desse dinheiro foi parar no caixa de partidos políticos, como revelou a Folha na ocasião.


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