sexta-feira, 27 de julho de 2012

Violência e Medo em São Paulo

Meses Difíceis?

A violência em São Paulo é uma realidade HÁ ANOS! Esta é a verdade. Os relatórios oficiais podem mostrar números menores. Mas não são confiáveis. Conheço histórias de amigos e parentes que foram assaltados, sequestrados e furtados e na hora de fazer o boletim de ocorrência, o famoso BO, recebem orientações de que “não vale a pena”. Não registram ou diminuem o conteúdo.

Moro em São Paulo há mais de quarenta anos e, a cada ano que passa, a violência aumenta. Não é um problema apenas desta administração de Alckmin, mas que os tucanos estão devendo muito na questão de segurança, estão.

Da mesma forma, não isento de responsabilidade os policiais e sua administração. Talvez o salário não compense o risco que é enfrentar traficantes, contrabandistas e políticos e funcionários públicos corruptos. Mas, ser policial é um sacerdócio. A população precisa confiar nos seus agentes de segurança, caso contrário, criação milícias particulares.

Não gosto e não concordo, nem que os bandidos matem, nem que os policiais matem. Mas a população não pode ficar refém, nem dos bandidos, nem dos policiais que matam primeiro, para verificar se o objeto é um telefone ou uma arma depois.

Vejam esta entrevista de Alckmin no Estadão de hoje. Deixou a desejar. Queremos segurança de verdade. Alckmin é pai, é médico e político de mais de 30 anos de mandatos. Ele sabe do que eu estou falando.

São Paulo merece respeito.
E a população, também.

Alckmin diz que segurança pública vive 'meses difíceis'


Governador não vê ligação entre chacina e ataque a PM e ressalta que criminalidade está abaixo da média nacional.

27 de julho de 2012 - Caio do Valle , Bruno Ribeiro - O Estado de S.Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acredita que não existe ligação entre os assassinatos e a emboscada sofrida por um policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na noite de segunda-feira na mesma região. "Não há uma relação, provavelmente, entre um caso e outro. E a polícia já está trabalhando", ressaltou.
Apesar disso, Alckmin admitiu que São Paulo enfrenta "meses difíceis" no que se refere à violência. "Especialmente o mês de junho e agora o mês de julho", afirmou, no dia seguinte à divulgação dos índices de criminalidade.

Em seguida, o governador comparou a situação do Estado com o restante do País. "Analisando a série histórica, nós vamos verificar que saímos de 35 homicídios por 100 mil habitantes há 10, 11 anos para 10,3 no primeiro semestre deste ano. O Brasil tem 26 homicídios por 100 mil habitantes", enumerou. "Mas claro que não estamos satisfeitos (com o aumento da violência) e, por isso, o trabalho vai aumentar."
De acordo com ele, a polícia está agindo "firme" no combate ao tráfico de drogas. "Até mesmo em cima das chamadas biqueiras, que são a ponta do tráfico. Houve uma reação grande das quadrilhas, do crime."

Sobre erros de policiais durante as suas ações, Alckmin reafirmou que há "tolerância zero" do governo. "Veja que no caso que houve daquele publicitário (Ricardo Prudente Aquino, no Alto de Pinheiros) os policiais foram presos imediatamente. A rapidez foi total."

"Agora, nós temos 97 mil policiais militares, fora os civis e fora a Polícia Científica. Então, pode haver erro? Pode. Pode haver abuso? Pode", continuou Alckmin. "O que não pode ter é nenhum tipo de tolerância. Para isso, nós temos uma Corregedoria muito forte nesse trabalho", afirmou Alckmin. O governador também anunciou que está reforçando o efetivo das forças de segurança do Estado. "Só hoje estamos nomeando 200 delegados."


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