sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um dia inesquecível

Quantos dias você tem?

Semana curiosa. Hoje, ao abrir as mensagens, encontrei uma muito interessante em que o amigo termina colocando a data e a frase: “Um dia inesquecível!” Ele falava sobre sua vida profissional e os amigos que ele cultivou durante tantos anos de trabalho, com alegrias e tristezas.

Ontem foi um dia inesquecível para todo o Brasil, com a vitória corintiana na quarta-feira. Hoje tem muito palmeirense em festa, apesar de a Rede Globo não ter transmitido o jogo. O que foi uma pena.

Ontem, também recebi a mensagem de um parente avisando que depois de vários anos de aprovado num bom concurso público, foi finalmente nomeado. Uma vida longa de sucesso pela frente, ante a suas qualidades.

Ainda ontem recebi outra pessoa, repleta de alegria por ter tido um bom desempenho numa atividade profissional. Ela precisava resolver um problema e estava com dificuldade de achar todos os caminhos para a solução. Foi conversando com colegas, pegando uma ideia aqui outra ali e finalmente concluiu o trabalho de forma primorosa.

Todas estas pessoas disseram que “foi um dia inesquecível!”

Curiosamente um amigo telefonou-me, lá de Bauru, para elogiar este Blog.
Falou que gostava de ver as fotos das flores e de ler os “causos”. Eu perguntei se em Bauru tinha pés de Ipês, e ele respondeu que plantou três pés no seu quintal e espera que em poucos anos eles comecem a florir. Os Ipês floridos tornam os dias inesquecíveis.

Hoje, quando eu peguei a Av. Heitor Penteado, de longe já dava para ver o Ipê florido do Viaduto da Av. Dr. Arnaldo. E quando eu desci a Rua Consolação, desci bem devagar, para ver os Ipês floridos do Cemitério da Consolação e os Ipês da própria Rua Consolação. São muitos.

Sem querer, uma das coisas que meus colegas de sindicalismo me propiciaram quando criaram este blog para eu escrever, foi fazer com que cada dia que eu escrevo um texto, mostro uma foto ou uma música, eu, conscientemente ou não, estou fazendo deste dia, “um dia inesquecível”.

Num mundo em desagregação, com a economia andando de lado, as pessoas vivendo angustiadas com o presente e com o futuro, a gente tenta arranjar motivos para ter “um dia inesquecível”. Eu sempre fui um sonhador, depois um pregador, depois um sindicalista, e agora sou um contador de causos.

Não sei se é pecado querer uma vida melhor para todos, amar as pessoas e lutar por elas, embora praticar tudo isto seja muito difícil. Muitas vezes, nos sentimos na contra mão ou que, por sermos incapazes de querer a riqueza financeira, preferimos a riqueza da fraternidade.

Talvez, muitos dos dias que "pecamos", façam parte dos dias inesquecíveis.

Um dia inesquecível. Será que é pecado?



Como não é pecado, esta música é uma composição de Carlos Bahr e Pontier y Francini, da Argentina. E a música é de 1950.



3 comentários:

  1. A OI/Telemar é a internet que uso. Uma porcaria, sempre cai a conexão. Na quarta, dia do jogo do Corinthians, me deixou na mão outra vez. Somente hoje, sexta, restabeleceram a conexão. Como estou convalescendo de uma pequena cirurgia, não podia sair de casa para usar uma LAN House para homenagear o Gilmar pela conquista histórica do Corinthians.

    Fiz o texto de homenagem logo após o jogo, na esperança de que a internet voltasse a funcionar a qualquer momento. Fiquei prejudicado.

    Agora que a internet voltou, prezado Gilmar, envio com atraso o que preparei pra você.

    Um abraço do Sérgio Vianna.

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    A AMÉRICA É DO CORINTHIANS!


    Independente do significado da conquista que entra para a história do futebol brasileiro num capítulo especial, o trabalho dos jogadores ao longo da competição e nos dois jogos finais será sempre reverenciado pela Nação Corintiana.

    Não foi um título qualquer. Invicto, apenas quatro gols sofridos em quatorze jogos, 22 marcados, o time que não contou com nenhum craque fora de série soube compor inteligência tática e determinação constantes, honrando a camisa de um torcedor fanático e que se doa inteiramente à sua maior paixão, o Corinthians.

    A torcida nunca teve dúvidas desse time. E do título.


    “Não há somente uma estratégia para vencer”, disse o técnico Tite ao ser indagado sobre a beleza do futebol do Barcelona. E ele tinha razão. E convicção no que falava.

    Montou com paciência uma equipe que muitos chamaram de “time de operários”, quase um pleonasmo com a origem de sua torcida, tão bem representada nessa caracterização pelo maior de todos os operários do Brasil: o eterno presidente Lula, um fanático torcedor.

    Se o brasileiro não desiste nunca, o brasileiro corintiano tinha mais motivos para manter a saga de nosso povo. E ao chegar a essa data maravilhosa, pode estufar o peito e se proclamar campeão, invicto, com méritos, após uma decisão com ninguém menos que um Boca Júnior, verdadeiro bicho-papão do futebol brasileiro ao sagrar-se campeão em cima do Cruzeiro, do Palmeiras, do Santos e do Grêmio.

    Mas o Boca não sabia que o Corinthians é protegido por São Jorge, aquele que enfrenta até dragões, e bicho-papão é pouco.

    Se Gilmar e todos os baianos proclamam a Independência da Bahia no 2 de julho, a partir deste ano de 2012 os corintianos passam a decretar feriado corintiano o 4 de julho.

    Os dedicados, compenetrados, determinados, competentes, solidários, combativos jogadores do Corinthians contaram ainda com um calcanhar genial de Danilo (inspiração do doutor Sócrates?), e de uma patacoada de Schiavi, ambos deixando Emerson (se não é craque, é o Sheik), na cara do gol. E ele não decepcionou: dois golaços.

    E a Copa Libertadores de América repousará por um ano no Parque São Jorge. Com todos os méritos.

    Talvez a conquista mais intensa de todos os brasileiros nessa renhida competição.

    Salve o Corinthians! (agora sim, conforme o hino) o Campeão dos Campeões.

    Parabéns Gilmar, e a todos os corintianos, baianos, paulistas, brasileiros.

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  2. Parabéns Gilmar pelo título e parabéns Sérgio Vianna pelo belo texto.

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