segunda-feira, 9 de julho de 2012

TAM - Os Chilenos Chegaram

Ironia do Destino

Ao mesmo tempo que a Folha e o Estadão publicam páginas e mais páginas sobre a “Revolução de 1932”, a “luta heroica contra Getúlio Vargas e o Governo Federal”, ao mesmo tempo o Estadão publica uma página inteira com o título “Agora sim, os chilenos chegaram”. Este é o título da matéria que mostra a TAM passando a ser controlada pela LAN, do Chile.

Esta história de “comemorar a derrota”, particularmente quando nossas empresas são “Vendidas” e perdemos o controle do mercado nacional para empresas estrangeiras, esta mania é VERGONHOSA! Mostra nosso “Complexo de Vira-Lata”.

Leiam alguns trechos desta grande matéria sobre o que deveria ser nossas vergonhas:

Agora sim, os chilenos chegaram

Por que a família Cueto, maior acionista da recém-criada Latam, terá dificuldades no Brasil e como ela poderá ser eficiente por aqui também
09 de julho de 2012 | 3h 07 – Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo

"O Brasil é o lugar ideal para triunfar." O empresário que deu essa declaração há um ano acabou de fincar definitivamente seus pés no mercado brasileiro. Essa, aliás, foi uma das raríssimas vezes em que o octogenário Don Juan José Cueto Sierra fez um comentário público sobre a fusão da empresa de sua família, a LAN Chile, com a brasileira TAM. Em poucas palavras - porque ele não foi além disso na entrevista que concedeu a um jornal local da cidade espanhola de Colunga, onde nasceu - Don Juan deixou claro o que espera do Brasil. O problema é que triunfar por aqui não parece tão simples quanto no Chile ou em outros países da América Latina.

Faz apenas 13 dias que LAN e TAM tornaram-se enfim uma mesma companhia, com a conclusão da oferta pública de ações que permitiu o cancelamento do registro de capital aberto da empresa brasileira e lançou na bolsa de Santiago a Latam Airlines. Juntas as duas empresas são hoje o maior grupo latino-americano de aviação, com 51,6 mil funcionários e uma receita de US$ 13,5 bilhões.

Os números são grandiosos, mas não dizem tudo. Desde que a fusão - ou "aquisição", na avaliação do mercado - foi anunciada em agosto de 2010, especula-se como ficará a operação da TAM sob a batuta dos chilenos.

Por enquanto, só os programas de fidelidade foram integrados, mas a empresa estima que em cinco anos toda a operação seja uma só, com sinergias que podem chegar a US$ 700 milhões por ano. "A expectativa do mercado no momento é saber se a LAN terá no Brasil a mesma eficiência que tem em outros lugares", diz Pablo Álvarez, analista do Banco Penta no Chile.

Embora já estivessem presentes no País com uma operação pequena, agora, os donos da LAN terão de aprender, de verdade, a atuar num mercado em que não são monopolistas - como no Chile, na Argentina, no Peru e no Equador. Ao mesmo tempo, serão apresentados ao famoso custo Brasil.

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