quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santander cai e a culpa é do Brasil?

Samba de uma nota só

Já divulguei a matéria da UOL-Folha, agora saiu a matéria da Agência Estado-Estadão. Vamos ver a matéria do Valor Econômico e demais “formadores de opinião do mercado financeiro”, isto é, os jornalistas que vivem de reproduzir o que os bancos falam.

Como dizia a propaganda da Semp-Toshiba: “Nossos japoneses poderiam ser melhor que os deles...” Nem isto nossos jornalistas conseguem. Nem ser criativos...

Vejam a repetição:

Lucro do Santander cai pela metade no mundo;
Brasil decepciona


Queda na receita na AL e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, prejudicaram resultado do banco.
26 de julho de 2012 | 8h 17 - Agência Estado e Reuters

SÃO PAULO - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período. O banco espanhol teve lucro líquido de € 1,7 bilhão após a baixa contábil de € 2,78 bilhões em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de € 3 bilhões, em linha com o que analistas previam.

O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.

Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário. "O Brasil foi a grande decepção", disse o analista Jaime Beceriil, do JP Morgan. De janeiro a junho, a operação brasileira respondeu por 26% do resultado global do Grupo Santander.

Resultado fraco
A instituição disse que completou 70% das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008.

Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.

O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O Santander tem que fazer baixa contábil de € 8,8 bilhões até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio. Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora € 5,99 bilhões.

Brasil
O Banco Santander Brasil registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,459 bilhão no segundo trimestre de 2012, seguindo o padrão contábil internacional, o IFRS, o que representa uma queda de 15,3% ante o primeiro trimestre deste ano, conforme relatório da administração, entregue há pouco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No primeiro semestre, o resultado atingiu R$ 3,2 bilhões, um recuo de 4,3% em relação ao mesmo período de 2011.
Os ativos totais somaram R$ 407,211 bilhões em junho, estável ante igual intervalo do ano passado e aumento de 2,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2012.
O patrimônio líquido consolidado totalizou R$ 80,208 bilhões em 30 de junho de 2012, alta de 6,5% ante os R$ 75,280 bilhões de junho de 2011 e de 1% ante os R$ 79,453 bilhões do final de março deste ano.

No padrão contábil brasileiro (BR Gaap), o Santander teve lucro líquido de R$ 1,464 bilhão no segundo trimestre, queda de 17% ante o primeiro trimestre e de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o ganho foi de R$ 3,2 bilhões, recuo de 4%.
A rentabilidade sobre o patrimônio ficou em 11,5%, ante 13,6% no segundo trimestre do ano passado.

Inadimplência
O índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco Santander, normalizado pela venda da carteira, ficou em 4,9%, aumento de 0,1 ponto porcentual no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Em pessoa física, o nível registrado foi de 7,3% e em pessoa jurídica, de 2,6%.
No critério de 60 dias, no entanto, o índice total de atrasos caiu 0,1 ponto porcentual, para 6%, o que aponta para uma melhoria no futuro. O índice de cobertura acima de 90 dias se manteve confortável e atingiu 137,7%, evolução de 3,2 pontos porcentuais.

Um comentário:

  1. Só falta botarem a culpa nos funcionários ... Abs Fraterno.

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