segunda-feira, 30 de julho de 2012

Professores Federais: Acordo ou Greve?

Direção dividida, categoria também

Há greves em várias categorias dos servidores federais, fruto de impasses e de divisões tanto entre os dirigentes como entre os negociadores do governo, tudo isto refletindo na base do funcionalismo.

A greve que ganhou mais destaque foi a dos professores federais, tanto pela duração da greve como pela defasagem salarial entre os salários dos professores doutores, a evolução salarial, o plano de quadro e salários e as condições de trabalho.

Há um consenso de que os salários dos professores universitários precisam melhorar e que a carreira de professor precisa ser mais motivada. Do governo Lula para cá houve uma valorização dos funcionários públicos das áreas jurídicas e policiais, criando assim uma bela fonte de conflitos, em função da grande diferença salarial com os demais servidores.

Ou o governo considera que os servidores das áreas jurídicas merecem ganhar muito mais do que os demais servidores; ou houve erro no processo de atualização salarial dos servidores. É claro que a crise econômica também influencia, mas não é isonômica. Uma minoria ficou protegida e uma ampla maioria ficou para trás.

É preciso que o governo mantenha um processo de Negociação Permanente, visando adequar a carreira dos servidores federais em todos os níveis e em todos os territórios brasileiros. Inclusive o pessoal do Itamaraty, que atua internacionalmente.

Embora quantitativamente minoritários na base nacional, os dirigentes dos sindicatos dos professores federais ligados à CUT estão indicando a aceitação da última proposta apresentada pelo Governo Federal e o fim da greve.

Creio que a tendência é mesmo esta, mas não será tão simples. O movimento tende a refluir, mas ficarão sequelas que precisam ser superadas pelas partes. Precisamos aprender com os erros e com os acertos. Humildemente...

Proifes-Federação decide pela aprovação da contraproposta apresentada pelo governo

Entidade vai defender aprovação da proposta e fim da greve dos professores universitários em uma consulta eletrônica aos sindicatos de filiados

Escrito por: Marize Muniz – CUT – 27/julho/2012

A direção da Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) decidiu aprovar a proposta apresentada pelo governo no último dia 23 de julho e indicar o encerramento da greve, caso os professores votem a favor da assinatura do acordo com o Ministério da Educação.

Para a CUT, o resultado desta negociação deve servir de exemplo para todos os órgãos do governo. Como o presidente da Central, Vagner Freitas, tem dito: “quando se apresenta uma contraproposta, é possível chegar a um acordo”.

A indicação de aprovação da proposta do governo será defendida em uma consulta presencial (plebiscito) que será feita aos professores e, também, em uma consulta eletrônica aos sindicatos filiados a Proifis-Federação, que ocorrerá entre os dias 28 de julho e 1º de agosto.

Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, a decisão da categoria é soberana e a Central apoiará o que os professores decidirem. “O importante”, disse ele, “é que a proposta, conquistada depois de muita luta e negociação, só foi aprovada pela direção do Proifes, uma entidade representativa e combativa, depois de uma análise detalhada que levou em conta o que foi reivindicado e o que foi conquistado”.

Segundo o Conselho Deliberativo do Proifes-Federação, a proposta apresentada pelo governo, embora tardiamente, é - tanto do ponto de vista da estrutura das carreiras quanto salarial -, uma resposta à interlocução qualificada da entidade sindical, que durante todo o processo teve uma postura de defesa firme da categoria.

Entre outros exemplos, o conselho cita a conquista da proposta do PROIFES para que sejam criadas duas carreiras, Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) com idêntica valorização do ponto de vista salarial e com a mesma estrutura, conforme conquistado pela nossa entidade em 2008.

O governo aceitou também realizar a progressão dos atuais professores do EBTT de D1 para D3, como consta na pauta do PROIFES. Além do que já recuou em relação a outro ponto importantíssimo: a mudança do cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade.

Vejam a matéria completa no site da CUT.

Um comentário:

  1. A proifes representa apenas 10 por cento das universidades e sabidamente e historicamente é um sindicato pelego, ou seja serve somente para o patrao sentar em cima. Não faz assembleias, faz consulta eletronica, que pode muito bem ser frauddada.

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