terça-feira, 24 de julho de 2012

Lucro dos Bancos e Tragédia Social

Reação dos Banqueiros

E dos “analistas de mercado” que gostam de escrever tudo que os banqueiros mandam. São os “intelectuais orgânicos” ou “profissionais do mercado”, ou ainda “formadores de opinião”.

O governo mandou os bancos baixarem os juros, e por sua vez, diminuírem a rentabilidade. Os bancos estão dando o troco ao governo: Lamentando que os lucros serão menores, isto é, eles queriam chegar a dois bilhões por mês, mas o governo quer que os juros e os lucros tenham padrões internacionais.

Além de ganhar dinheiro, os bancos também têm função social.

Nossos capitalistas querem ter mais rentabilidade, mais lucro e mais reserva de mercado do que os capitalistas dos outros países. Estamos aprendendo com os americanos e os ingleses. Faça o que eu mando, mas não façam o que eu faço.

Vejam a versão dos banqueiros e dos economistas de plantão. Depois leiam a opinião de um “economista social”, que, além de olhar os resultados econômicos, olha também o resultado social, principalmente no emprego e no salário dos funcionários de cada banco.

Com lucro de R$ 6,73 bi, Itaú tem pior rentabilidade em quase 18 anos

Do UOL, em São Paulo - 24/07/2012 - 12h31 / Atualizada 24/07/2012 - 14h56

• Lucro do Itaú Unibanco cai mais de 8% no 2º trimestre, com alta de calotes
• Inadimpl ência de pessoa física pode subir no 2º semestre, diz Itaú
• Lucro do Bradesco cresce 1,7% no 2º tri e inadimplência aumenta

O Itaú Unibanco (ITUB4.SA) encerrou o semestre com lucro líquido de R$ 6,73 bilhões, uma queda de 5,65% em relação ao mesmo período do ano passado (quando lucrou R$ 7,133 bi). Segundo a consultoria Economatica, a rentabilidade sobre o patrimônio médio (ROE) é a pior desde 1994.

A rentabilidade sobre o patrimônio médio (ROE) do Itaú em junho foi de 18,96%. O calculo do ROE mostra quanto uma empresa consegue crescer usando seus próprios recursos, sendo frequentemente utilizado por investidores para acompanhar o potencial da instituição.
Aumento de calotes

A carteira de empréstimos a consumidores do Itaú teve um índice de inadimplência avançando de 6,7% no primeiro trimestre para 7,3% nos três meses encerrados em junho, enquanto os calotes de pessoa jurídica recuaram de 3,7% para 3,5% no período.

Do lado das provisões para devedores duvidosos, o Itaú também informou que deve ter de R$ 6 bilhões e R$ 6,5 bilhões em despesas no terceiro trimestre. O volume é inferior ao intervalo entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,1 bilhões que havia sido projetado antes. Porém, o Itaú afirmou que ainda deve ter de R$ 5,7 bilhões a R$ 6,2 bilhões em despesas com provisões no último trimestre do ano. O banco ainda não tinha informado esse número.

No segundo trimestre, o banco também sofreu com a venda da participação de 18,87% que detinha no banco português BPI. Isso gerou um resultado negativo de R$ 205 milhões no período.

VEJAM OUTRO LADO – O olhar de um economista social

Vergonhoso!

Mais uma vez são os trabalhadores que pagam caro por esta estratégia do Itaú de redução de custos, chamada desemprego.

Outra vez, em apenas míseros 3 meses, o banco teve a capacidade de destruir milhares de sonhos, perspectivas e empregos: desta vez, entre 31/03/12 e 30/06/12, foram incríveis 3.777 postos de trabalho que foram desrespeitosamente implodidos, só no Brasil.

Uma média de inacreditáveis 1.259 postos todo santo mês do referido trimestre.

É incrível, mas em 5 trimestres (março/11 a junho/12, ou seja, em apenas 1 ano e três meses, acabaram com absurdos 11.505 postos no país.

E o pior é que a coisa não vai parar por aí. A não ser que o governo ponha limite.

Nota: Por medida de segurança, não citei o nome do economista social.

Um comentário:

  1. Querido companheiro Gilmar, é ou não é pra se indignar? Parece que o Itaú agora pode tudo! Sei que o governo está deixando a desejar neste aspecto, por não produzir nenhuma contra-ofensiva em relação a este estado de coisas, mas mesmo nós do movimento sindical ainda não conseguimos encontrar uma resposta a altura desses fatos. Parece que estamos patinando e perdendo o timing. Isso é muito ruim. Penso que poderíamos desenvolver uma campanha vigorosa envolvendo também e, principalmente, clientes e usuários do banco, cotidianamente. A cada momento, a cada oportunidade, em que adentrassémos em alguma agência do itaú, tínhamos de produzir uma panfletagem, um discurso, uma palavra de ordem, desnudando, sistematicamente, a face dramática de um banco que não respeita seus funcionários, que discrimina seus clientes, que joga clientes e usuários em casas lotéricas e outros correspondentes bancários, enfim, produzirmos um um nível de debate que leve a uma conscientização mais ampla para que o banco seja cobrado também em outro nível. É isso meu querido, companheiro. Obrigado pelo "economista social". Você poderia ter reproduzido na íntegra o meu desabafo. Valeu!

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