quarta-feira, 11 de julho de 2012

Itaú BMG - Negociação Vapt Vupt

A voz do dono

Continua a repercussão do “baile” que o Itaú deu no Bradesco em relação ao BMG.

Este caso lembra a negociação entre o Magazine Luiza e o Ponto Frio,
enquanto ambos conversavam, Abilio Dinis foi à casa da dona do Ponto Frio e ofereceu todas as vantagens que ela pediu. Saiu de lá com o negócio fechado.

Agora foi a mesma coisa, bastou sair na imprensa que o Bradesco estava negociando, Roberto Setúbal falou direto com o dono do BMG e em poucas conversas fechou o negócio.

Que é futuro não seja para Roberto Setúbal, o que foi para Abilio Dinis.


O mundo anda assim, quem tem poder de decisão e agilidade faz os melhores negócios. É o mundo do “Vale Tudo”. O Banco Central andou fingindo de morto...
Por isto que os governos devem estabelecer regras mínimas de governanças. Para que as pessoas saibam e respeitem as regras públicas de transparência e competências. O Brasil está precisando estabelecer este Pacto de Governança.

Vejam a matéria do Estadão de hoje:

Parceria foi costurada em tempo recorde

Estadão – 11/07/2012

A parceria entre Itaú e BMG no crédito consignado foi costurada em apenas "quatro ou cinco dias", segundo os dois executivos que comandaram o processo - Roberto Setubal, pelo Itaú, e Ricardo Guimarães, pelo BMG.

O negócio, anunciado na manhã de ontem, surpreendeu muitos no mercado, pois o BMG vinha conversando com pelo menos outras duas instituições, Bradesco e BTG Pactual. Ontem, Guimarães evitou comentar as negociações com os concorrentes do Itaú. "Não ficaria de bom tom falar qualquer coisa sobre isso agora", disse ele.

A expectativa dos dois executivos é de que a operação esteja em funcionamento em cerca de 90 dias. Do ponto de vista do cliente, ambos afirmaram que, a princípio, nada mudará. Eles ressaltaram que a rapidez com que a parceria foi fechada não permitiu que muitas questões práticas fossem abordadas.

O banco Itaú BMG Consignado S.A. terá inicialmente R$ 1 bilhão de capital, sendo R$ 700 milhões do Itaú e R$ 300 milhões do BMG. No caso do banco mineiro, o dinheiro virá de um novo aporte de capital, a ser feito pela família controladora, Pentagna Guimarães.

Além do acordo no consignado, o Itaú se comprometeu a fornecer mensalmente ao BMG um teto de R$ 300 milhões para ampliar a capacidade de funding do banco. Em troca, o Itaú deve receber majoritariamente carteiras de crédito originadas pelo BMG, segundo Ricardo Guimarães.

É um montante relevante para o BMG, que hoje em dia origina mensalmente cerca de R$ 500 milhões em créditos, segundo Guimarães. O negócio anunciado ontem marca mais uma parceria do Itaú com outras instituições financeiras. Em agosto de 2009, o maior banco privado do País se associou à seguradora Porto Seguro.

A expectativa do Itaú, segundo Setubal, é de que a carteira de empréstimos do banco recém-criado atinja R$ 12 bilhões em dois anos. Os créditos consignados originados na rede de agências do Itaú continuarão sendo 100% do banco. A parceria valerá apenas para créditos feitos pelos correspondentes bancários.

Setubal deixou em aberto a possibilidade de o Itaú comprar integralmente o BMG.
"Se tudo correr bem, podemos até ampliar a parceria", disse.
"O futuro dirá." / L.M.

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