terça-feira, 24 de julho de 2012

Fatalidade tem outro nome

Dois mundos paralelos

A gente tira uma semana de férias, sem ler jornais nem ver televisão, e quando volta para São Paulo, a palavra que mais vemos nos jornais é FATALIDADE!

1 – Matarem um jovem italiano no semáforo de São Paulo, num assalto a mão armada, foi uma fatalidade. Poderia ser qualquer outra pessoa. Roubar e matar em Sampa é rotina, o problema é quem é a vítima.

2 – Uma criança morrer num hotel de luxo no interior de SP, também foi uma fatalidade. Não foi falta de manutenção.

3 – Os bêbados continuarem dirigindo e matando os pedestres, também é uma fatalidade.

4 – A Justiça não condenar os motoristas bêbados e assassinos, também é uma fatalidade.

5 – Até nos Estados Unidos, onde se compra armas e munições pela internet, matar pessoas no cinema, é uma fatalidade.

A nossa imprensa não pode fazer o jogo de advogados mercenários que justificam “tudo por dinheiro”. Todas estas fatalidades acima poderiam ser evitadas e não repetidas. É só ter lei prevendo os fatos e punições exemplares para desestimular a repetição.

O problema é que lei no Brasil serve para proteger quem tem dinheiro. Mas, hoje em dia, mesmo os ricos estão morrendo, sendo roubados e seqüestrados. É preciso dar uma basta a esta impunidade.

E, enquanto um professor doutor, livre docente, com trinta anos de carreira acadêmica ganha pouco mais que dez mil reais, um desembargador ou juiz chega a ganhar 100 mil reais. Isto sim é uma fatalidade!

E algumas pessoas ainda reclamaram por que eu passei uma semana só falando de flores e de música. Nesta semana de férias vi tantas flores e tanta música que temos assuntos para muitos dias. Misturando estes dois mundos paralelos.

O Brasil educado, florido e com muita música; e o Brasil sem lei, sem moral e sem dignidade. É uma fatalidade!

Está na hora de termos somente um Brasil. Um Brasil bem brasileiro, como vimos lá em Porto Seguro e em Trancoso, na Bahia. Lá, onde Cabral viu as terras, as flores e os índios, pela primeira vez. Isto, com certeza, não foi uma fatalidade.


Um comentário:

  1. Oi Gilmar... ainda bem que existe um lugar sem tantas fatalidades e que podemos ver flores e ouvir música !

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