segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eleições - Desilusão como Fator de Risco

Como Manter ou Melhorar o Padrão de Vida

Ninguém gosta ou quer ficar mais pobre. A única forma de evitar o empobrecimento é o crescimento econômico e a redução populacional. Já tivemos uma diminuição muito grande de número de filhos por família. Tivemos também o crescimento econômico do pós guerra. Mas agora o mundo está estagnado e precisamos que a economia volte a crescer.

A Economia terá que crescer ou por medidas keynesianas ou maltusianas. Keynesianas através da ação dos governos, maltusianas através da ação nociva do sistema financeiro especulativo ou de guerras.

A indiferença ou descrença eleitoral é um sintoma da incompetência dos políticos e o início da barbárie maltusiana.

Obama, motivado pelos marketeiros, criou a ilusão de que NÓS PODEMOS, nas últimas eleições presidenciais americanas. Agora ele quer ser reeleito, mas os jovens já NÃO ACREDITAM QUE PODEM CONTAR COM ELE. A economia fala mais forte do que o marketing. Sem motivação não se ganha eleições.

Obama que abra os olhos:

Desilusão ameaça 'entusiasmo' de jovens em eleições nos EUA

Censo aponta redução de intenção de votar entre jovens americanos, o que pode reduzir base de apoio de Obama em novembro.
Estadão e BBC - 06 de julho de 2012 | 5h 24

Com a economia dos Estados Unidos dando sinais de ter voltado à apatia, as próximas eleições americanas - marcadas para exatamente daqui a quatro meses - correm o risco de se desenrolar sem o entusiasmo de quatro anos atrás.

O grupo mais afetado pela sensação de estancamento e a dificuldade da economia de gerar postos de trabalho são os jovens - muitos dos quais aderiram à campanha de Barack Obama em 2008 em nome da "mudança".
Segundo os números do Censo americano, a proporção de pessoas entre 18 e 29 anos que votaram em eleições caiu de 51% em 2008, ano que viu a chegada de Obama à Casa Branca, para 23% em 2010.

Analistas apontam que é preciso descontar destes números o fato, normal, de eleições presidenciais mobilizarem mais eleitores que as não-presidenciais - em 2010 foram realizadas as chamadas eleições de metade de mandato, que renovam parte do Congresso.
Entretanto, o especialista John Della Volpe, diretor de Pesquisas no Instituto de Política da Universidade de Harvard, confirma que "todos os dados indicam que a nova geração está menos entusiasmada e portanto menos inclinada a participar nas eleições de 2012, em comparação com 2008".

Della Volpe afirma que a birra não é apenas uma desilusão com o governo de Obama, mas um pessimismo originado nas dificuldades conjunturais do país.

"O pessimismo está ligado à uma maior percepção de que as instituições políticas e públicas de governo são incapazes de resolver os problemas que o país enfrenta hoje. Portanto, o simples ato de votar se torna menos relevante para esta nova geração", afirma.

"A desilusão não é necessariamente com o governo Obama, é com o 'governo' e ponto. Se estivesse ligada a Obama, veríamos um maior apoio ao partido Republicano e a Mitt Romney (rival do presidente)."
Desinteresse

Há sinais de que a falta de engajamento não é um fenômeno exclusivo da juventude. Uma pesquisa do Pew Research Center realizada periodicamente no mês de junho mostrou que apenas 29% das pessoas entre 18 e 29 anos dizem acompanhar o processo eleitoral "de perto".

Apesar de ter encolhido em relação aos 40% de quatro anos atrás, esse percentual ainda é igual ou superior ao nível de envolvimento dessa faixa etária nas eleições de 2010. Fenômeno exatamente igual foi registrado entre as pessoas de 30 a 49 anos.

O problema para Obama é que o menor envolvimento dos eleitores mais jovens tende a reduzir a sua base de apoio. Essa fatia votou maciçamente por ele em 2008 e ainda lhe dá, nas pesquisas atuais, uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre Romney.
Porém, Della Volpe diz que há uma "abertura" da fatia mais jovem dos eleitores (18 a 24 anos) a "visões concorrentes"" sobre a economia e sobre como o país deve ser governado.

Esta geração que não fez parte do movimento pró-Obama de 2008 se mostra menos leal a ele, "principalmente em assuntos econômicos", diz Della Volpe. Segundo o Censo de 2010, há mais de 30 milhões de pessoas entre 18 e 24 anos nos EUA.
No contexto do mercado de trabalho, os trabalhadores ainda mais jovens são especialmente afetados pelo desemprego.

Se a taxa da população geral não cede para abaixo dos 8%, pelo menos em comparação a um ano atrás ela está mais baixa. Já entre os adolescentes de 16 a 19 anos, tem permanecido todo este tempo nas proximidades de 25%.

Reenergizando a base
Por isso a campanha de Obama quer que sua conexão com o eleitorado jovem se dê não apenas como resultado da situação econômica, mas pela atuação do governo em outras áreas que têm ressonância com esse público.
Abraham White, porta-voz da organização democrata Campus Progress, de ativismo em campi universitários, argumenta que "só nos últimos dois meses, tivemos grandes vitórias na lei da saúde, imigração e igualdade no casamento (entre pessoas do mesmo sexo)".

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