domingo, 15 de julho de 2012

Eleazar de Carvalho nos Estados Unidos

Aproveitando o pós-guerra

Em 1946, sentindo o clima de reconstrução do mundo, após a mais terrível guerra da humanidade, e também percebendo que os Estados Unidos estava aberto ao mundo, Eleazar partiu decidido a reger uma grande orquestra norte-americana.

Determinado, Eleazar procurou vários regentes e sentindo as dificuldades por não ser conhecido, utilizou uma tática arriscada para poder mostrar suas potencialidades.

Para poder ser recebido por Sergei Koussevitzky, em Massachusetts, Eleazar afirmou que trazia uma mensagem do presidente do Brasil e que esta deveria ser entregue ao mestre. Recebido, Eleazar disse que a mensagem era verbal e pediu cinco minutos à frente da orquestra, dizendo que se o regente julgasse que não tinha qualquer possibilidade musical, ele voltaria para o Brasil para viver de caça e pesca.

Bem sucedido, Eleazar tornou-se aluno e assistente de Sergei Koussevitzky, ao lado de outro jovem talento, Leonardo Bernstein. Já em 1947, regeu a Sinfônica de Boston pela primeira vez.

A partir daí Eleazar começaria a ser chamado para reger diversos conjuntos dos EUA, como as sinfônicas de Chicago, Nova York e da Filadélfia.

Com a morte de Koussevitzky, em 1951, Eleazar assumiu seu posto na cátedra de regência do Berkshire Music Center, onde ficaria até 1965. Em 1968 deixou o conjunto para dirigir a Pro Arte Symphony Orchestra, em Nova York, onde ficaria até 1973, quando foi chamado para assumir a direção do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão, no estado de São Paulo.

E aqui começa outra parte importante da sua história.

(A partir dos textos do Caderno da OSESP – Centenário de Eleazar de Carvalho)

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