sexta-feira, 6 de julho de 2012

CUT - Passado, Presente e Futuro

Chegamos ao 11º. Congresso Nacional

Depois de Uma Semana Corinthiana, quando o Timão conquista seu título mais importante do Centenário, os trabalhadores de todo Brasil, com a presença de delegações de dezenas de países, darão início, já a partir de domingo, dia 8, quando chegam à São Paulo, ao 11º. Congresso Nacional da CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Na Segunda, dia 9, feriado no Estado de SP, será o dia da Abertura Solene, com a presença de seu maior líder na época e patrono atual, Luis Inácio LULA da Silva.

Será uma Semana de muitas reuniões, muitas palestras, muitos debates e a eleição da nova direção da CUT.

De 1983 para 2012 muitas coisas aconteceram.
O Brasil mudou e mudou para melhor.
Já o mundo, este também mudou muito, tanto para melhor como para pior.

Começamos a CUT ainda na época da ditadura militar, com muita repressão e intervenções nos sindicatos. Começamos com apenas 40 sindicatos filiados, muitas ideias na cabeça, muitos textos e programas e a vida pela frente.

Até então, o Brasil nunca tinha tido uma Central Sindical. A CUT, além de ser a primeira, durante um período foi a ÚNICA. De fato e de direito. Hoje a CUT completa 29 anos, o Brasil tem várias centrais de esquerda e de direita, e os congressos sindicais já não entusiasmam tanto como naquela época.

O movimento sindical, e particularmente a CUT, foi fundamental na ampliação e consolidação da democracia no Brasil. Ela deu vez e voz aos trabalhadores do campo e da cidade, tanto no Brasil como no cenário internacional.

O PT também se beneficiou deste crescimento do movimento sindical em todo território nacional. A presença de Lula, na abertura do Congresso, é uma forma de manter esta relação entre o passado e o presente. Das lutas contra a Ditadura ao sucesso em ser o melhor presidente da História do Brasil. Agora, até os partidos conservadores querem ter suas centrais sindicais. Sinais dos Tempos.

Vitorioso no passado, empírico no presente e inseguro quanto ao futuro.
Esta é a realidade atual do movimento sindical brasileiro, particularmente em relação à CUT.

A Europa, que sempre serviu de matriz das lutas ideológicas e das guerras transformadoras, já não consegue ser “a guia” da humanidade, seja em relação aos projetos teóricos, seja em relação aos modelos econômicos ou mesmo na capacidade de dirigir o mundo, econômica, politica e socialmente.

Os Estados Unidos também já não consegue ser “o guia do mundo”.
E o mundo cada vez mais sente as influências, positivas e negativas, da China e do Islamismo. Estas duas forças não podem ser ignoradas no século XXI.

E nós, os brasileiros, qual o nosso papel neste Século?
Qual é o papel do movimento sindical e dos trabalhadores?
Qual será a contribuição deste Congresso Nacional da CUT a estas questões?

E, como o tempo não para, as mudanças na CUT começarão pela sua direção.

Pela primeira vez, em 29 anos de existência, a Central terá um Bancário como Presidente Nacional. Para isto, foi necessário haver um grande acordo político, onde foi construído o famoso “consenso progressivo” e o Presidente Bancário será eleito praticamente por aclamação. Novo “Sinais dos Tempos”.

A visão classista de que cabe aos operários a direção das transformações, finalmente, aceita a presença da “classe média” como dado de realidade de um mundo onde o setor de serviço, quantitativamente é maior do que o setor industrial.

A unidade de classe, com seus projetos de Políticas Públicas para todos os setores da sociedade, onde o mundo moderno seja “um mundo de Classe Média”, e não o mundo do stalinismo versus o mundo do capitalismo predador.

Se antes, os brasileiros ficavam somente na costa leste do continente, olhando para Paris, Londres e Nova York, atualmente são estas cidades e estes países que olham e veem ao Brasil, procurando entender como um partido de esquerda, oriundo do movimento sindical e da Teologia da Libertação, ao ganhar o governo, abre-se para todos os brasileiros, abre-se para o mundo, propondo inclusão social com desenvolvimento econômico e liberdades democráticas.

Brasil, o futuro é agora.

E a CUT, em seu 11º. Congresso, precisa deliberar com os pés no chão e a cabeça voltada para este continente que se transforma, para este mundo que quer Democracia com inclusão e participação de todos os segmentos da população. Quem mais ganha com a Democracia são as famílias dos próprios trabalhadores.

Que, da mesma forma que tivemos a Semana Corinthiana vitoriosa,
tenhamos a Semana dos Trabalhadores filiados à CUT,
também cheia de vitórias e confraternizações.

E que o Brasil se abra, ainda mais, para o Mundo,
mostrando que Democracia com Inclusão e Liberdade é possível!
Trabalhadores do Mundo, Uni-vos!
Continua na ordem do dia.


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