terça-feira, 31 de julho de 2012

Flores especiais de Trancoso - Bahia

Hibiscos por todo lado

Passar uma semana numa pousada à beira da praia e com os apartamentos no meio de um jardim lindíssimo não tem preço. Pouco sol, pouco vento, muita paz e muita leitura. Além das dezenas de tipos de flores. Sem barulho de carro, com pouca gente e muita caminhada.

A flor mais presente e com mais variedades de cores é a Hibisco.
Em Trancoso elas são maiores que aqui na Vila Madalena.

Vejam este cartão de visita, já em frente do nosso apartamento!



Uma flor chamada Hibisco, ou Hibiscus – que em grego quer dizer Ísis (a deusa egípcia). Na Bahia, todos os deuses estão presentes. Principalmente quando se trata de flores e de música.

Agora vejam a planta que sustenta a flor. É ainda tão pequena e a flor fica enorme perto da plantinha. Não é por acaso que, por enquanto, há apenas uma flor.



Mas a cor mais tradicional é a vermelha.
Mesmo disputando espaço com as outras plantas, é simplesmente divina!



Ainda tenho muitas outras flores para mostrar, com as mais diversas cores e formas.São como as pessoas, todas têm suas partes mais bonitas e mais chamativas.
Não precisam ser iguais e da mesma cor.
O mundo é plural. A natureza, também.

E assim fechamos o mês de Julho.
Que Agosto nos traga muito mais flores e música!

China - Disputa de Hegemonia Olímpica

Formação Internacional

Quem lê a História da China com a sua derrota e ocupação pela Inglaterra, quando um dos motivos foi a destruição da frota marítima que a China tinha, e a não utilização da pólvora para fins militares, e vê a China agora como principal produtor econômico, maior credor dos Estados Unidos e grande vencedor nas Olimpíadas de Pequim, não pode se surpreender com as vitórias desta Olimpíadas de Londres.

Da mesma forma que a China importou fábricas e tecnologias, mandou mais de um milhão de chineses estudar fora, também formou esportistas nos melhores ginásios disponíveis do mundo.

O caso desta chinesinha de apenas 16 anos não é diferente. Mesmo tendo desconfiança por parte dos Estados Unidos de que ela possa ter usado drogas proibidas, doping, ela já entrou para a história destas Olimpíadas.

O Brasil precisa aprender com os chineses. Vejam a matéria do Estadão de hoje:

Chinesinha assombra o mundo na piscina

Aos 16 anos, Ye Shiwen tem marcas que impressionam - e levantam suspeitas

31 de julho de 2012 | 3h 03 - Alessandro Lucchetti , Jamil Chade / Londres - O Estado de S.Paulo

Nem Michael Phelps, nem Missy Franklin, a versão feminina do "Prodígio de Baltimore". Quem causou furor mesmo nos primeiros dias da natação no Aquatics Centre foi a chinesinha Ye Shiwen, de apenas 16 anos e 1,70m.

Primeiro, estarreceu o mundo ao nadar os últimos 50m dos 400m medley mais rápido do que o próprio Ryan Lochte, ouro dos 400m medley com marca impressionante (4min05s18). Nunca na história da natação olímpica uma mulher havia conseguido nadar trecho algum de uma prova em menos tempo do que o campeão do correspondente masculino.

Ye foi também a primeira mulher que, usando traje têxtil, derrubou marca feita na época dos supermaiôs. Marcou 4min28s43, deixando para trás os 4min29s45 que deram à australiana Stephanie Rice o ouro em Pequim.

Ontem, a fera asiática nadou em 2min08s39 e quebrou "apenas" o recorde olímpico nos 200m medley, outra marca que pertencia a Rice (2min08s45). O recorde mundial é da norte-americana Ariana Kukors (2min06s15). "Eu segurei o ritmo", disse ela à imprensa chinesa, dando a entender que já está se poupando para a final, que será hoje, às 16h43, quando outra marca mundial pode cair.

Os feitos assombrosos, é claro, dispararam fortes suspeitas de doping. O flagrante passou perto de Ye. Há seis semanas, Li Zhesi, outra nadadora chinesa, colega de equipe da nova estrela, testou positivo para a substância eritropoietina (EPO). A agência antidoping chinesa (Chinada) anunciou o resultado e informou que o teste foi feito sobre uma amostra colhida num período não competitivo, no dia 31 de março.

Ontem, Arne Ljungqvist, chefe da Comissão Médica do COI, foi bombardeado por perguntas de dezenas de jornalistas em uma coletiva de imprensa, mas insistiu em proteger a nadadora. "Não vou falar de suspeitas. Dizer que alguém é suspeito é metade de uma condenação e não temos nada sobre esse caso", declarou ele, visivelmente irritado.

Questionado se o tempo dela não era motivo de suspeita, apenas respondeu negativamente: "Não tenho nenhuma razão para isso e só posso aplaudir até ter novos fatos", disse. "Se uma vitória dessa natureza for algo sempre suspeito, então o esporte está ameaçado. Isso arruína o charme do esporte", declarou. Para ele, o resultado não pode ser motivo de uma suspeita por si só e garante que todos os medalhistas foram alvo de testes. A Fina (Federação Internacional de Natação) ainda não divulgou nenhuma punição.

Mudança.
A história chinesa na natação não é constituída apenas por glórias. Nos anos 1990, 40 exames feitos com material colhido de chineses acusaram positivo para esteroides. Os chineses, então, passaram a trabalhar para melhorar seus resultados na natação.

Há mais de uma década, Pequim, a capital do país, foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2008. Obcecados por resultados impressionantes nas piscinas, os dirigentes chineses foram buscar conhecimento na Austrália, país que já revelou vários talentos nas piscinas.

O Estado chinês paga vultosas somas para alugar o Miami Aquatic Centre, localizado em Gold Coast, no litoral australiano. Levas de jovens chineses se deslocam para lá, treinam e voltam para a China. Assim que partem, uma nova leva chega.

Os nadadores escolhidos para receber esse investimento são selecionados após um recrutamento feito nas escolas. Pés e mãos grandes, capazes de deslocar apreciáveis volumes d'água, são o foco. Ye Shiwen, a chinesinha de 16 anos que foi campeã nos 400m medley, mede 1,70m, mas calça 41 e tem as mãos grandes.

Nas entrevistas, a adolescente continua a impressionar. Cita não poucos aspectos que precisa corrigir. Se ela nada tão rápido com tantas deficiências, a qual velocidade poderá chegar se conseguir saná-las?

"Tenho margem de melhora, porque não sei nadar bem (o estilo) peito, tampouco faço as viradas corretamente. Não sou tão boa no crawl também."

O principal mentor da usina australiana de nadadores chineses é Denis Cotterell, responsável por orientar lendas quando se fala em fundistas, como Grant Hackett e Kieren Perkins. Os resultados desse pacto entre nações banhadas pelo Pacífico deverão ser contabilizados por anos a fio. Dos 49 nadadores chineses presentes em Londres, 27 nasceram de 90 para cá.

A Austrália, é claro, agrada à chinesinha, que diz gostar do clima quente do país e ainda aprecia o churrasco local.

Mensalão - Circo da Imprensa e dos Políticos

Janio de Freitas deu sua opinião

Por opção, não tenho reproduzido praticamente nada sobre o mensalão.

Acho que todos os lados estão errados.
Os políticos porque subestimaram a Democracia, usando os mesmos corruptos e quadrilhas que eram dos governos anteriores;
A Imprensa porque usa descaradamente da manipulação das notícias para fazerem campanhas eleitorais e pressionarem o Judiciário;
O Judiciário porque aplica um calendário subordinado ao calendário eleitoral e à pressão da Direita Organizada na Imprensa e nos partidos como PSDB e DEM;
O movimento social que tenta negar tudo como se fosse apenas briga da direita contra a esquerda;
O PT por infantilmente usar os corruptos e as quadrilhas como forma de garantir governabilidade parlamentar. Aliar-se a Roberto Jafferson é aliar-se ao que um país tem de pior.

Neste quadro acima, vemos com alegria que, apesar do cinismo da Folha, ela garantiu o direito de Janio de Freitas expressar sua opinião diferente do jornal. Este gesto do jornal mostra que nem tudo está perdido. Ainda temos esperança que a Democracia prepondere sobre o maniqueísmo e o cinismo da nossa imprensa.

Parabéns a Janio de Freitas!

Leia o seu artigo de hoje:

O julgamento na imprensa

Folha - 31/07/2012

Se há contra os réus indução de animosidade,
a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações


O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes.
Os trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio estão em minoria quase comovente.

Na hipótese mais complacente com a imprensa, aí considerados também o rádio e a TV, o sentido e a massa de reportagens e comentários resulta em pressão forte, com duas direções.
Uma, sobre o Supremo. Sobre a liberdade dos magistrados de exercerem sua concepção de justiça, sem influências, inconscientes mesmo, de fatores externos ao julgamento, qualquer que seja. Essa é a condição que os regimes autoritários negam aos magistrados e a democracia lhes oferece.Dicotomia que permite pesar e medir o quanto há de apego à democracia em determinados modos de tratar o julgamento do mensalão, seus réus e até o papel da defesa.

O outro rumo da pressão é, claro, a opinião pública que se forma sob as influências do que lhe ofereçam os meios de comunicação.Se há indução de animosidade contra os réus e os advogados, na hora de um julgamento, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações a granel e, no resultado alternativo, decepção exaltada. Com a consequência de louvação ou de repulsa à instituição judicial.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reforça o sentido das reportagens e dos comentários mais numerosos, ao achar que "o mensalão é o maior escândalo da história" -do Brasil, subentende-se.

O procurador-geral há de ter lido, ao menos isso, sobre o escândalo arquitetado pelo brilho agitador de Carlos Lacerda em 1954, que levou à República do Galeão, constituída por oficiais da FAB, e ao golpe iniciado contra Getúlio Vargas e interrompido à custa da vida do presidente.
Foi um escândalo de alegada corrupção que pôs multidões na rua contra Getúlio vivo e as fez retornar à rua, em lágrimas, por Getúlio morto.
Como desdobramento, uma série de tentativas de golpes militares e dois golpes consumados em 1955.

O procurador Roberto Gurgel não precisou ler sobre o escândalo de corrupção que levou multidões à rua contra Fernando Collor e, caso único na República, ao impeachment de um presidente. Nem esse episódio de corrupção foi escândalo maior?
E atenção, para não dizer, depois, que não recebemos a advertência de um certo e incerto historiador, em artigo publicado no Rio: "Vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana".

Dois inícios de guerra civil em 1930 e 1932, insurreição militar-comunista em 1935, golpe integralista abortado em 1937, levante gaúcho de defesa da legalidade em 1961, dezenas de tentativas e de golpes militares desde a década de 1920.

E agora, à espera do julgamento do mensalão, é que "vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana".

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Economia - Pode não gostar, mas precisa ler

Luiz Carlos Mendonça de Barros com a palavra

Voce pode não gostar de algumas coisas que ele fala ou escreve, mas precisa prestar atenção no que ele está falando ou escrevendo. Luiz Carlos Mendonça de Barros, Delfim e Belluzzo são exemplos de “formadores de opinião”, que não se pautam pelo que os banqueiros mandam. Como os três também são professores e consultores consolidados, eles não precisam ficar reféns dos bancos.

A economia mundial está em crise e a economia brasileira está “andando de lado”, refletindo nas exportações, no consumo interno e no nível de emprego dos trabalhadores da cidade e do campo. Não adianta “fingir de morto”, é preciso agir com prudência e perseverança. Esta é a hora de se conhecer os bons administradores e economistas.

Vejam parte da entrevista que Luiz Carlos Mendonça de Barros deu no Estadão de ontem:

'Momento mágico da economia acabou. Vivemos uma ressaca'

Na atual realidade, segundo Mendonça de Barros, 'crescimento de 3,5% é lucro'

29 de julho de 2012 | 3h 07 - RAQUEL LANDIM - O Estado de S.Paulo

Luiz Carlos Mendonça de Barros acredita que o "momento mágico" da economia, vivido na era Lula, acabou. Segundo ele, os fundamentos macroeconômicos continuam bons, mas não existem mais os "motorzinhos auxiliares do crescimento", como expansão do crédito, incorporação de consumidores e disponibilidade de mão de obra.

"Vivemos uma ressaca. Não é o fim de um modelo, mas seu esgotamento. Daqui para frente, o crescimento é de 3,5% no máximo", disse Mendonção, como é conhecido. "Um crescimento de 3,5% para o Brasil é lucro. Como se dizia antigamente, lambe os beiços."

Uma das figuras mais influentes do governo Fernando Henrique Cardoso, Mendonça de Barros foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações. Hoje é sócio da Quest Investimentos. Ele aplaudiu a atitude da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que suspendeu as vendas de celulares por causa da qualidade ruim do serviço. "Se deixar solto, o setor privado faz besteira." A seguir, trechos da conversa com o Estado.

Por que a economia brasileira cresce pouco?
A melhoria dos termos de troca (relação entre os preços dos produtos exportados e importados), principalmente por causa da demanda chinesa por commodities, trouxe uma estabilidade grande para o setor externo. As contas externas eram o grande calcanhar de Aquiles do governo Fernando Henrique. Tivemos um superávit comercial extraordinário, que permitiu acumulação de reservas e redução do passivo externo.

O principal efeito macro foi dar ao real uma confiança que não tínhamos há muito tempo. Para trazer insumos ou produtos acabados de fora, é preciso entrar num contrato de cinco anos, com preços definidos em dólar. Com mais confiança no câmbio, as empresas começaram a ver na importação uma fonte de oferta estável e muito mais barata. E, com mais oferta de produtos baratos, o impacto sobre a inflação é menor. Isso foi fundamental para que o aumento do salário mínimo que o Lula promoveu não acabasse em inflação. Elevar o salário mínimo é uma política tradicional de esquerda e o PT mergulhou nela. No Brasil, esse aumento de demanda foi equilibrado com mais importação. Foi uma manobra arriscada do Lula.

Foi uma manobra calculada ou sorte?
Não acredito que tenha sido calculada. Há várias pessoas que acham que existe um pacto do Lula com Deus. Se esse pacto existe, ele se deu por efeito da China. A combinação de reajuste do salário mínimo, aumento dos termos de troca, estabilidade da moeda e crescimento das importações criou um momento mágico na economia. Em 2006, ajudei o Alckmin (Geraldo Alckmin, governador de São Paulo) no início da campanha (à Presidência).

Gosto muito da teoria do general chinês Sun Tzu: para uma batalha - e eleição presidencial é uma batalha - é preciso conhecer a força do inimigo. Preparei para o Alckmin um estudo sobre a força do Lula na eleição. E um item claro foi o crescimento das vendas no varejo, que chegava a 18% no Norte e Nordeste. É um sinal evidente de felicidade do eleitor.

Esse momento mágico da economia brasileira acabou?
Acabou. Havia uma série de forças microeconômicas agindo na mesma direção positiva - os motorzinhos auxiliares do crescimento. O crédito saiu de 22% do PIB para 50%. O desemprego estava em 10%, o que permitiu crescer sem elevar o custo da mão de obra. Tínhamos forças estruturais, mas também conjunturais que se esgotariam em algum momento.

É exatamente isso que estamos vivendo agora. Essa transição ficou ainda mais complicada, porque o Lula empurrou o momento mágico com artificialidades até a eleição da Dilma. Hoje vivemos uma ressaca. Não é o fim de um modelo, mas seu esgotamento. Daqui para frente, o crescimento é de 3% a 3,5% no máximo. Só crescemos 5% porque as forças auxiliares empurravam. Hoje o crédito já bateu no limite e a falta de mão de obra segura o crescimento.

Esse patamar de crescimento é suficiente ou o Brasil precisa acelerar mais?
O crescimento depende de dois fatores. Primeiro, uma política macroeconômica equilibrada que não crie distorções. E isso nós temos. Em 18 anos de Plano Real, é outro país. O segundo é a característica do povo. Brinco que as sociedades são divididas em formigas e cigarras. O brasileiro é cigarra: quer viver bem. Nos países asiáticos, as sociedades são de formigas. Em Seul, várias pessoas vivem em apartamentos de 50 metros quadrados. Como a vida é mais dura, a taxa de poupança é maior.

Mas não é preciso elevar a taxa de poupança para aumentar o investimento?
Então muda o povo. O povo está feliz. É só olhar as pesquisas de opinião. Talvez por ter convivido com políticos, aprendi que numa democracia quem manda é o povo. Um crescimento de 3,5% no Brasil é lucro. Como se dizia antigamente, lambe os beiços. Esse é o erro do atual do governo. Ter essa política e prometer 5% de crescimento. Daria para aumentar um pouco se fizesse um ambicioso programa de privatizações. Temos hoje um país que cresce a taxas quase máximas para seu padrão e uma população com melhor qualidade de vida. É por isso que o PT está no governo. Se a Dilma fosse candidata de novo hoje, ganhava novamente. Tem alguma dúvida?

Como estimular a retomada dos investimentos?
É preciso acabar com a ideia de que o mundo vai acabar. O Brasil tem uma coisa engraçada. O empresário pisou no freio dos investimentos, mas as pessoas seguem consumindo. É evidente que teve uma ressaca de crédito, mas o consumo cresce. Em algum momento o empresário vai perceber que o consumo está correndo à frente de sua capacidade de produção e vai voltar a investir.

A economia brasileira está estagnada por contágio da crise global ou por erros de política econômica?
Pelo contágio global. Até a economia dos Estados Unidos, que estava começando a levantar, caiu. Os economistas dizem que a Europa vai explodir. E a imprensa é pró-cíclica. O empresário se acovarda mesmo. Como acredito que o mundo não vai acabar, o investimento voltará no ano que vem. Não admito essa leitura ideológica de vários economistas de que a economia estagnou por erro da política econômica. Não é. Os erros de política econômica - que são não enfrentar o custo Brasil e não deixar o setor privado ocupar um espaço importante no investimento em infraestrutura - restringem o crescimento em 3,5%.

O governo enfrentou os bancos, as operadoras de planos de saúde, as operadoras de celular. Como o sr. avalia a relação do governo Dilma com a iniciativa privada?
Não existe essa clivagem: o setor público é ruim e o setor privado é Deus. Se deixar solto, o setor privado faz besteira. Estão aí os bancos americanos para provar isso. O setor privado é uma fera que tem que ter controle sobre ela. Vamos avaliar a história das operadoras de celular. Claramente há uma queda de qualidade. Houve expansão muito grande da oferta e o investimento não acompanhou. Está muito certa a Anatel em dar um puxão de orelha nesse pessoal.


Telefônica-Vivo vai mudar sede operativa para São Paulo

Sem medo de ser feliz!

Todo mundo quer o Brasil. Só nossa imprensa continua rabugenta, politiqueira e com síndrome de “vira-lata”.

Já propus várias vezes para Dilma propor um “pacto social e econômico” para ver se assim nossa imprensa melhora a postura e se os empresários passam a ter uma visão mais internacionalista, defendendo as empresas brasileiras e os trabalhadores brasileiros.

O Santander Brasil é a principal fonte de lucro do Santander mundial e agora a Telefônica/Vivo reconhece que o Brasil está ajudando a recuperar suas contas internas e ajudando à Espanha.

Esta matéria saiu no jornal espanhol El País:

Telefónica planea llevar a São Paulo su sede operativa para Latinoamérica

El País - Miguel Jiménez Madrid 29 JUL 2012 - 19:27 CET

El grupo analiza las alternativas para sacar a Bolsa los negocios en la región

Telefónica prepara un paso más en su apuesta por Latinoamérica. La compañía planea trasladar a São Paulo la sede operativa para la gestión corporativa de los negocios en la región, que hasta ahora se llevaban desde Madrid. Eso supondrá inicialmente el traslado del presidente de Telefónica Latinoamérica, Santiago Fernández Valbuena, y de parte de su equipo, según fuentes cercanas a la compañía. Con ello, Telefónica pasaría a tener tres sedes operativas globales: Madrid, para el negocio europeo y los servicios corporativos del grupo; Londres, para Telefónica Digital; y São Paulo, para Telefónica Latinoamérica.

Los directivos de Telefónica han llegado a la conclusión de que coordinar y gestionar con horario español los negocios latinoamericanos no es lo más eficiente. La distancia desde Madrid también complica los desplazamientos. Los ejecutivos de Telefónica Latinoamérica, entre ellos el propio Fernández Valbuena, ya pasan buena parte de su tiempo en Brasil y el resto de los países donde el grupo está presente. Con una facturación de 14.963 millones en el primer semestre, Telefónica Latinoamérica representa ya casi la mitad de la cifra de negocios del grupo y la que aporta mayor crecimiento.

La elección de São Paulo para el cuartel general latinoamericano se debe a la importancia que ha adquirido Brasil dentro de las cuentas del grupo, sobre todo desde la compra de Vivo. Con 6.900 millones de euros de cifra de negocio en el primer semestre, Brasil es ya el segundo mercado de Telefónica, muy cerca de España, y el primero en el negocio del móvil (4.253 millones). Casi la mitad del negocio latinoamericano de Telefónica está en Brasil.

El traslado inicial será de un grupo reducido de directivos, al que podrían irse sumando más progresivamente. Con todo, seguirá habiendo actividades corporativas de Telefónica Latinoamérica en Madrid. Funciones como la financiera o la de control de gestión no requieren tanta cercanía al terreno como las más operativas y comerciales.

El traslado inicial será de un grupo reducido de ejecutivos
La sede social de Telefónica Internacional (TISA) se mantendrá en España, pero el establecimiento de la sede operativa del negocio latinoamericano en São Paulo puede ser un primer paso para agrupar todo el negocio de la compañía en la región en una sola empresa, en una compleja operación corporativa que permitiría sacar todo ese negocio a Bolsa de manera independiente, con una empresa que podría cotizar en la Bolsa de Nueva York o en la de São Paulo. Esas decisiones, sin embargo, no están tomadas, sino en fase de estudio. La semana pasada, en una presentación a analistas, el presidente de Telefónica, César Alierta, insistió en que la compañía “analiza las posibles alternativas para sacar a Bolsa los negocios en Latinoamérica”.

Un analista preguntó a Alierta por la posibilidad de cambiar la sede del grupo para evitar la penalización de los mercados. Alierta subrayó que el aumento de la deuda se ha debido en parte a las compras de O2 y Vivo, ambas fuera de la zona euro y que había una “clara contradicción” en la penalización a Telefónica por invertir fuera, cuando sus competidores europeos tienen una mayor parte de sus ingresos en la zona euro. Y reconoció que hay un descuento en la valoración de Telefónica por tener la sede en España. Pero dejó claro: “Tenemos nuestro domicilio social en Madrid y lo mantendremos en Madrid porque estamos en 25 países y nuestro negocio debe ser mirado en función de lo que generan los 25 países”. Luego dio un paso más: “Para Telefónica, nuestro domicilio son los 25 países en que estamos. Ese es nuestro domicilio”.



Professores Federais: Acordo ou Greve?

Direção dividida, categoria também

Há greves em várias categorias dos servidores federais, fruto de impasses e de divisões tanto entre os dirigentes como entre os negociadores do governo, tudo isto refletindo na base do funcionalismo.

A greve que ganhou mais destaque foi a dos professores federais, tanto pela duração da greve como pela defasagem salarial entre os salários dos professores doutores, a evolução salarial, o plano de quadro e salários e as condições de trabalho.

Há um consenso de que os salários dos professores universitários precisam melhorar e que a carreira de professor precisa ser mais motivada. Do governo Lula para cá houve uma valorização dos funcionários públicos das áreas jurídicas e policiais, criando assim uma bela fonte de conflitos, em função da grande diferença salarial com os demais servidores.

Ou o governo considera que os servidores das áreas jurídicas merecem ganhar muito mais do que os demais servidores; ou houve erro no processo de atualização salarial dos servidores. É claro que a crise econômica também influencia, mas não é isonômica. Uma minoria ficou protegida e uma ampla maioria ficou para trás.

É preciso que o governo mantenha um processo de Negociação Permanente, visando adequar a carreira dos servidores federais em todos os níveis e em todos os territórios brasileiros. Inclusive o pessoal do Itamaraty, que atua internacionalmente.

Embora quantitativamente minoritários na base nacional, os dirigentes dos sindicatos dos professores federais ligados à CUT estão indicando a aceitação da última proposta apresentada pelo Governo Federal e o fim da greve.

Creio que a tendência é mesmo esta, mas não será tão simples. O movimento tende a refluir, mas ficarão sequelas que precisam ser superadas pelas partes. Precisamos aprender com os erros e com os acertos. Humildemente...

Proifes-Federação decide pela aprovação da contraproposta apresentada pelo governo

Entidade vai defender aprovação da proposta e fim da greve dos professores universitários em uma consulta eletrônica aos sindicatos de filiados

Escrito por: Marize Muniz – CUT – 27/julho/2012

A direção da Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) decidiu aprovar a proposta apresentada pelo governo no último dia 23 de julho e indicar o encerramento da greve, caso os professores votem a favor da assinatura do acordo com o Ministério da Educação.

Para a CUT, o resultado desta negociação deve servir de exemplo para todos os órgãos do governo. Como o presidente da Central, Vagner Freitas, tem dito: “quando se apresenta uma contraproposta, é possível chegar a um acordo”.

A indicação de aprovação da proposta do governo será defendida em uma consulta presencial (plebiscito) que será feita aos professores e, também, em uma consulta eletrônica aos sindicatos filiados a Proifis-Federação, que ocorrerá entre os dias 28 de julho e 1º de agosto.

Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, a decisão da categoria é soberana e a Central apoiará o que os professores decidirem. “O importante”, disse ele, “é que a proposta, conquistada depois de muita luta e negociação, só foi aprovada pela direção do Proifes, uma entidade representativa e combativa, depois de uma análise detalhada que levou em conta o que foi reivindicado e o que foi conquistado”.

Segundo o Conselho Deliberativo do Proifes-Federação, a proposta apresentada pelo governo, embora tardiamente, é - tanto do ponto de vista da estrutura das carreiras quanto salarial -, uma resposta à interlocução qualificada da entidade sindical, que durante todo o processo teve uma postura de defesa firme da categoria.

Entre outros exemplos, o conselho cita a conquista da proposta do PROIFES para que sejam criadas duas carreiras, Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) com idêntica valorização do ponto de vista salarial e com a mesma estrutura, conforme conquistado pela nossa entidade em 2008.

O governo aceitou também realizar a progressão dos atuais professores do EBTT de D1 para D3, como consta na pauta do PROIFES. Além do que já recuou em relação a outro ponto importantíssimo: a mudança do cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade.

Vejam a matéria completa no site da CUT.

domingo, 29 de julho de 2012

Distribuição de Renda e Consumo no Brasil

Capitalismo Brasileiro

País rico é aquele que grande parte da população é de Classe Média, com renda e qualidade de vida. O pessoal de marketing gosta de chamar de classe média brasileira àquelas famílias com renda de mil e quinhentos reais por mês. É pouco e não é real. A verdadeira classe média é àquela com renda familiar mensal média de cinco mil reais. Abaixo disto é classe média em ascensão, ou primeira metade da classe média.

O Estado de São Paulo é um Estado de riqueza com padrão europeu. Melhor do que muitos países da Europa. Precisamos estimular os demais estados brasileiros a se organizarem economicamente como São Paulo, buscando criar empresas, exportar para outras regiões nacionais e internacionais, e se articularem melhor politicamente.

O Estado de São Paulo foi o maior beneficiário da política de crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda, promovida no governo Lula.
O problema é que os petistas têm vergonha de assumirem este lado de fortalecedores do “capitalismo brasileiro” e os paulistas, liderados pela imprensa e pelos tucanos, têm vergonha de reconhecerem que foi um ex-operário e imigrante nordestino que mais fez por São Paulo e pelo Brasil.

Vejam esta boa matéria do Estadão de hoje. Temos muito que aprender...

Interior supera Grande São Paulo
e vira maior mercado consumidor do País


Consumo dos domicílios do interior chega neste ano a 50,2% do total do Estado seguindo tendência de desconcentração do crescimento

29 de julho de 2012 | 3h 07 - MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo

O interior do Estado de São Paulo ultrapassou neste ano a Região Metropolitana de São Paulo e ganhou o posto de maior mercado consumidor do País. Esse resultado consolida a tendência de desconcentração do crescimento econômico observada nos últimos cinco anos, com a perda de participação das capitais dos Estados no consumo total das famílias brasileiras.

O consumo dos domicílios das cidades do interior paulista neste ano deve somar R$ 382,3 bilhões, ou 50,2% do total do Estado de São Paulo. Já a Região Metropolitana de São Paulo, que inclui a capital e 38 municípios, vai movimentar R$ 379,1 bilhões ou 49,8% do total gasto com alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação, revela estudo da IPC Marketing.

A consultoria, especializada em mapear o potencial de consumo dos lares brasileiros, projeta essas cifras com base nas contas nacionais e na estrutura de gastos da população medida pelo IBGE. Os dados são cruzados com informações paralelas, de outras fontes de pesquisa.

"Realmente esse é um fato inédito: o interior paulista, que era o segundo maior mercado consumidor do País, ter ultrapassado a Região Metropolitana de São Paulo no âmbito do consumo das famílias", afirma Marcos Pazzini, diretor de IPC Marketing e responsável pelo estudo.

Segundo ele, o movimento do avanço do interior paulista não é um caso isolado. As capitais de todos os Estados têm perdido ao longo dos últimos anos participação no consumo brasileiro. Dez anos atrás, 36,7% do consumo das famílias estava nas 27 capitais. Em 2007, essa participação caiu para 33,1% e, neste ano, recuou para 32,4%.
Custo menor. Ele argumenta que um dos fatores que desencadearam essa mudança de perfil de concentração de gastos é a migração de empresas. Preocupadas em reduzir os custos de produção, as companhias deslocam fábricas para cidades do interior.

Esse é o caso da Prado Alumínio, fabricante de esquadrias de alumínio, que acaba de se mudar do bairro do Butantã, na capital, para Iperó. Duilio Ishao Okudaira, diretor comercial da empresa, conta que decidiu sair da capital por causa dos custos elevados, especialmente de transporte dos empregados. Ele ressalta que a empresa, interessada em mais que dobrar a sua capacidade de produção, de 40 toneladas para 90 toneladas por mês, não encontrava uma área do tamanho necessário para construir a nova fábrica. Foi no município de Iperó que o empresário achou um terreno ideal, onde investiu R$ 10 milhões.

Próximo dos fornecedores de alumínio de Itu e Sorocaba e com a redução de gastos de transporte, tanto de mercadorias como de funcionários, Okudaira conta que, com a nova fábrica, conseguiu reduzir em 8% os custos de produção das esquadrias de alumínio e ser mais competitivo. Na nova fábrica, o número de empregados quase dobrou: em São Paulo eram 100 trabalhadores e em Iperó, 190.

Emprego. "A migração das empresas fez com que as cidades do interior se transformassem em polos de atração de pessoas em busca de emprego", diz Pazzini. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmam essa tendência. Em 2007, 58% do saldo de postos de trabalho com carteira assinada do Estado de São Paulo estava na região metropolitana e 42% no interior paulista. No ano passado, a participação do interior subiu para 65,6% e a da capital recuou para 34,4% no saldo da abertura de vagas formais.

Segundo o professor da Unicamp e diretor adjunto do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), Anselmo Luis dos Santos, a migração das empresas para o interior paulista aparece não só nos números da geração do emprego, mas também na renda.

Rendimento. Entre 2006 e 2011, o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 8,7%, a menor variação entre as seis regiões metropolitanas do País. "Esse dado reflete a saída dos investimentos de São Paulo para outros municípios", diz o professor da Unicamp.

É exatamente nos municípios do interior paulista, onde o ritmo de crescimento da renda é maior, que os empresários estão de olho para abrir novos negócios.

A construtora Kallas, por exemplo, que sempre atuou no setor residencial, vai estrear no fim 2013 no segmento de shopping centers e a cidade escolhida foi Pindamonhangaba.

Roberto Gerab, diretor executivo da empresa, diz que houve dificuldade para encontrar um terreno na capital paulista, onde o número de shoppings já é elevado.
"Apareceu uma chance de investirmos nessa cidade", diz ele, animado com a ideia de empreender o primeiro shopping do município. A empresa pretende construir mais dois shoppings, ambos no interior: um em Campinas e outro em Santos.


Ipês amarelo voltam a florir

É o final de Julho

Com o final de julho, diminuem as flores dos Ipês rosa e começam a aparecer as flores dos Ipês amarelo.

Neste domingo, dia 29 de julho, como o Parque Villa Lobos estava muito cheio, resolvemos voltar para casa e fazer a caminhada em nosso bairro. Fomos caminhando e encontrando os pés de Ipês amarelo com poucas flores abertas. Bem poquinhas... E ainda estamos em Julho. Teremos os meses de Agosto e Setembro para comemorar as flores dos Ipês amarelo.

Ainda não tive tempo para tirar as fotos, mesmo por que elas ficam bem no alto, são poucas e meu I-phone não focaliza estas flores distantes. Elas não sairiam nas fotos. Ainda estão tímidas.

As flores do Ipê amarelo estão mais ou menos assim, mais para menos.
Isto é, tem menos flores do que esta foto abaixo, que foi tirada no ano passado.



Mas, aos poucos veremos muitas flores e ficaremos assim, igual a este pé de Ipê amarelo que é o mais bonito da Vila Madalena e de São Paulo.

Esta foto é de 18 de Setembro de 2011.




Melhor do que este, só em Brasília, Goiás ou Minas. Talvez no interior de São Paulo, também. Mas, por aqui ainda não vi igual. Este é um dos pés de Ipê amarelo de nossa rua. Na Vila Madalena ainda temos muitas coisas boas.

Se voces tiverem fotos de Ipês floridos, de qualquer cor, e quiserem mandar para eu divulgar, podem mandar, mas não se esqueçam de identificar o local da foto.

Como as pessoas, as flores também precisam de nome e endereço.

sábado, 28 de julho de 2012

Renegociação de Dívida

Reconhecimento dos dois lados

Todo mundo que já ficou devendo para Banco ou Loja sabe que eles cobram multas e juros abusivos, fazendo com que a dívida se multiplique ao infinito. Depois revendem estas dívidas a cobradores profissionais que ficam infernizando a vida dos devedores.

O ideal é não atrasar pagamentos, a não ser por grande necessidade. Mas no Brasil existe a cultura de deixar de pagar e depois ver como resolve. Aí todos saem perdendo, por que isto justifica que se cobre juros abusivos, já contando com inadimplência alta. É estímulo negativo!

Por que as lojas e bancos vão manter a iniciativa de manter o “Feirão”? Porque é vantajoso para ambos os lados, principalmente para o credor. Mas é um sinal de que as coisas andam mudando neste Brasil.

Vejam a matéria da Folha:

Feirão para limpar nome acaba hoje, mas lojas decidem manter iniciativa.


Juliana Elias - colaboração para a Folha – 28/07/2012

Consumidores com débitos atrasados e nome sujo no Serasa que não puderem ir hoje ao Feirão Limpa Nome, organizado em São Paulo, terão uma nova chance: a maior parte das empresas participantes decidiu estender as renegociações pelos próximos dias, nas próprias lojas.

O evento reuniu oito companhias: Caixa Econômica Federal, Losango Financeira, HSBC, Santander, Santander Financeira, Banco PanAmericano, Casas Bahia e AES Eletropaulo. O objetivo era facilitar a negociação de dívidas em atraso.
A demanda surpreendeu. A espera chegou a mais de três horas, e os atendimentos tomaram mais tempo do que se imaginava.

Segundo Willians Pereira, gerente nacional de recuperação de crédito da Caixa, mais de 90% dos clientes atendidos saíram com os contratos renegociados e prontos para limparem o nome.

Incentivado pela margem de sucesso, o banco decidiu estender o mutirão de atendimento por conta própria, até a próxima sexta.
Santander, Losango, HSBC e Casas Bahia também informaram que continuarão recebendo os clientes.

ÚLTIMO DIA
Hoje, o feirão vai das 9h às 17h, no Expo Barra Funda, rua Tagipuru, 1.000, em SP. Interessados devem levar CPF e RG ou carteira de trabalho. As negociações oferecem juros e parcelas menores, prazos esticados e redução da dívida original.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Violência e Medo em São Paulo

Meses Difíceis?

A violência em São Paulo é uma realidade HÁ ANOS! Esta é a verdade. Os relatórios oficiais podem mostrar números menores. Mas não são confiáveis. Conheço histórias de amigos e parentes que foram assaltados, sequestrados e furtados e na hora de fazer o boletim de ocorrência, o famoso BO, recebem orientações de que “não vale a pena”. Não registram ou diminuem o conteúdo.

Moro em São Paulo há mais de quarenta anos e, a cada ano que passa, a violência aumenta. Não é um problema apenas desta administração de Alckmin, mas que os tucanos estão devendo muito na questão de segurança, estão.

Da mesma forma, não isento de responsabilidade os policiais e sua administração. Talvez o salário não compense o risco que é enfrentar traficantes, contrabandistas e políticos e funcionários públicos corruptos. Mas, ser policial é um sacerdócio. A população precisa confiar nos seus agentes de segurança, caso contrário, criação milícias particulares.

Não gosto e não concordo, nem que os bandidos matem, nem que os policiais matem. Mas a população não pode ficar refém, nem dos bandidos, nem dos policiais que matam primeiro, para verificar se o objeto é um telefone ou uma arma depois.

Vejam esta entrevista de Alckmin no Estadão de hoje. Deixou a desejar. Queremos segurança de verdade. Alckmin é pai, é médico e político de mais de 30 anos de mandatos. Ele sabe do que eu estou falando.

São Paulo merece respeito.
E a população, também.

Alckmin diz que segurança pública vive 'meses difíceis'


Governador não vê ligação entre chacina e ataque a PM e ressalta que criminalidade está abaixo da média nacional.

27 de julho de 2012 - Caio do Valle , Bruno Ribeiro - O Estado de S.Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acredita que não existe ligação entre os assassinatos e a emboscada sofrida por um policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na noite de segunda-feira na mesma região. "Não há uma relação, provavelmente, entre um caso e outro. E a polícia já está trabalhando", ressaltou.
Apesar disso, Alckmin admitiu que São Paulo enfrenta "meses difíceis" no que se refere à violência. "Especialmente o mês de junho e agora o mês de julho", afirmou, no dia seguinte à divulgação dos índices de criminalidade.

Em seguida, o governador comparou a situação do Estado com o restante do País. "Analisando a série histórica, nós vamos verificar que saímos de 35 homicídios por 100 mil habitantes há 10, 11 anos para 10,3 no primeiro semestre deste ano. O Brasil tem 26 homicídios por 100 mil habitantes", enumerou. "Mas claro que não estamos satisfeitos (com o aumento da violência) e, por isso, o trabalho vai aumentar."
De acordo com ele, a polícia está agindo "firme" no combate ao tráfico de drogas. "Até mesmo em cima das chamadas biqueiras, que são a ponta do tráfico. Houve uma reação grande das quadrilhas, do crime."

Sobre erros de policiais durante as suas ações, Alckmin reafirmou que há "tolerância zero" do governo. "Veja que no caso que houve daquele publicitário (Ricardo Prudente Aquino, no Alto de Pinheiros) os policiais foram presos imediatamente. A rapidez foi total."

"Agora, nós temos 97 mil policiais militares, fora os civis e fora a Polícia Científica. Então, pode haver erro? Pode. Pode haver abuso? Pode", continuou Alckmin. "O que não pode ter é nenhum tipo de tolerância. Para isso, nós temos uma Corregedoria muito forte nesse trabalho", afirmou Alckmin. O governador também anunciou que está reforçando o efetivo das forças de segurança do Estado. "Só hoje estamos nomeando 200 delegados."


Olimpíadas - Londres no Centro do Mundo

Uma homenagem merecida

O Estadão, através de seu correspondente internacional, Jamil Chade, acaba escrevendo boas matérias e acrescentando informações valiosas sobre o significado histórico destas Olimpíadas.

Vejam esta boa matéria deste dia da Abertura Oficial:

Londres já 'salvou' o movimento olímpico

Em 1908, cidade substituiu Roma às pressas, após a erupção do Vesúvio;
Em 1948, livrou o COI da mancha causada por Hitler.

27 de julho de 2012 - JAMIL CHADE , LONDRES - O Estado de S.Paulo

Londres entra para a história hoje como a primeira cidade no mundo a receber três vezes o maior evento do planeta.
E, em cada um deles, a organização, a realidade política e obstáculos foram espelhos perfeitos de suas eras. Arquivos e discursos do Barão Pierre de Coubertin, obtidos pelo Estado, revelam que o fundador do movimento olímpico moderno não disfarçava sua admiração por Londres e seu papel na história do esporte. Mas, acima de tudo, era consciente de que os debates em torno de cada evento eram uma síntese das transformações da sociedade.

Em 1908, os Jogos estavam programados para ocorrer em Roma, numa era de relativa prosperidade. A Europa vivia sua Belle Époque, com o descobrimento de novas tecnologias, otimismo e paz. Mas a explosão do vulcão Vesúvio obrigou o COI a buscar nova sede. Londres saiu ao socorro do movimento olímpico e acabou sendo sede do que o COI considera como os primeiros Jogos de fato competitivos da história moderna.
Os arquivos mostram contrastes marcantes com os atuais Jogos. Naquele ano, o orçamento não chegou a US$ 150 mil, dos quais US$ 120 mil foram para apenas um estádio, que seria demolido em 1985.

Coubertin admite que a transferência de Roma para Londres foi mantida em sigilo e que foi costurada justamente pelo governo britânico na esperança de mostrar ao mundo seu império. "Londres se organizou em poucos meses para receber os Jogos", escreveu.
Em 1908, um dos principais obstáculos era definir como os diferentes territórios britânicos competiriam, incluindo países da coroa britânica, como Canadá e Austrália. Um debate semelhante ocorreu na Alemanha, diante da demanda da Saxônia por ter uma equipe nos Jogos. Coubertin revela que teve de agir e mediar uma solução com o imperador na época.

Outra dificuldade era passar a metragem das raias de léguas para metros. Segundo Coubertin, Londres não apenas salvou o COI, mas deu uma nova dimensão para os Jogos, garantindo a presença da realeza na cerimônia de abertura.

Pós-guerra.
Quarenta anos depois, mais uma vez Londres sairia para resgatar o movimento olímpico, manchado pelas imagens de Adolf Hitler, que havia usado o evento nos anos 30 para promover seus próprios ideais. Em Londres, em 1948, faltava alimento, bairros inteiros haviam sido destruídos e o evento acabou sendo chamado de os Jogos da Austeridade.

Hoje, tanto o COI quanto as autoridades em Londres admitem que 1948 marcaria o início de uma recuperação da moral e da economia europeia. Os jogos acabaram sendo um fator de transformação.

Foi também o ano em que o governo britânico passou uma lei dando cidadania plena a todos os habitantes dos países da Comunidade Britânica.

O resultado foi a chegada de 500 mil pessoas das ex-colônias e uma transformação na cidade. Hoje, o local dos Jogos é marcado pelo multiculturalismo profundo, abandonando o caráter marcadamente branco da cidade até meados do século passado. Hoje, 35% dos 8 milhões de habitantes têm pais vindos de fora do Reino Unido, o que põe a cidade na liderança de uma revolução demográfica na Europa.

Mas, desta vez, é o COI quem vem ao resgate de Londres.
Em sua segunda recessão em três anos e com sua indústria perdendo cada vez mais espaço, o Reino Unido conta com os jogos para reverter uma situação de crise.

Hoje, Londres estará no centro das atenções do mundo, receberá mais de 70 chefes de Estado e espera mostrar uma imagem positiva, depois de meses de notícias ruins.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santander cai e a culpa é do Brasil?

Samba de uma nota só

Já divulguei a matéria da UOL-Folha, agora saiu a matéria da Agência Estado-Estadão. Vamos ver a matéria do Valor Econômico e demais “formadores de opinião do mercado financeiro”, isto é, os jornalistas que vivem de reproduzir o que os bancos falam.

Como dizia a propaganda da Semp-Toshiba: “Nossos japoneses poderiam ser melhor que os deles...” Nem isto nossos jornalistas conseguem. Nem ser criativos...

Vejam a repetição:

Lucro do Santander cai pela metade no mundo;
Brasil decepciona


Queda na receita na AL e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, prejudicaram resultado do banco.
26 de julho de 2012 | 8h 17 - Agência Estado e Reuters

SÃO PAULO - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período. O banco espanhol teve lucro líquido de € 1,7 bilhão após a baixa contábil de € 2,78 bilhões em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de € 3 bilhões, em linha com o que analistas previam.

O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.

Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário. "O Brasil foi a grande decepção", disse o analista Jaime Beceriil, do JP Morgan. De janeiro a junho, a operação brasileira respondeu por 26% do resultado global do Grupo Santander.

Resultado fraco
A instituição disse que completou 70% das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008.

Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.

O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O Santander tem que fazer baixa contábil de € 8,8 bilhões até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio. Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora € 5,99 bilhões.

Brasil
O Banco Santander Brasil registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,459 bilhão no segundo trimestre de 2012, seguindo o padrão contábil internacional, o IFRS, o que representa uma queda de 15,3% ante o primeiro trimestre deste ano, conforme relatório da administração, entregue há pouco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No primeiro semestre, o resultado atingiu R$ 3,2 bilhões, um recuo de 4,3% em relação ao mesmo período de 2011.
Os ativos totais somaram R$ 407,211 bilhões em junho, estável ante igual intervalo do ano passado e aumento de 2,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2012.
O patrimônio líquido consolidado totalizou R$ 80,208 bilhões em 30 de junho de 2012, alta de 6,5% ante os R$ 75,280 bilhões de junho de 2011 e de 1% ante os R$ 79,453 bilhões do final de março deste ano.

No padrão contábil brasileiro (BR Gaap), o Santander teve lucro líquido de R$ 1,464 bilhão no segundo trimestre, queda de 17% ante o primeiro trimestre e de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o ganho foi de R$ 3,2 bilhões, recuo de 4%.
A rentabilidade sobre o patrimônio ficou em 11,5%, ante 13,6% no segundo trimestre do ano passado.

Inadimplência
O índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco Santander, normalizado pela venda da carteira, ficou em 4,9%, aumento de 0,1 ponto porcentual no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Em pessoa física, o nível registrado foi de 7,3% e em pessoa jurídica, de 2,6%.
No critério de 60 dias, no entanto, o índice total de atrasos caiu 0,1 ponto porcentual, para 6%, o que aponta para uma melhoria no futuro. O índice de cobertura acima de 90 dias se manteve confortável e atingiu 137,7%, evolução de 3,2 pontos porcentuais.

Músicos de Trancoso - a TV podia mostrar

Neste sábado, dia 28, “O Trenzinho do Burro Caipira”

A Orquestra de Cordas das Crianças e Adolescentes de Trancoso,que tem como nome oficial "Orquestra Infantil de Trancoso do Instituto SHC", com a contribuição artística da Cia. Dança Essência, estará se apresentando neste próximo sábado, dia 28 de Julho, na Igreja Assembleia de Deus, de Trancoso.

O diferencial deste musical é que os próprios músicos da orquestra, dançam e atuam, mostrando os múltiplos talentos das crianças e adolescentes de Trancoso. A companhia "Dança Essência", contribui com as professoras que prepararam a parte de dança, mas elas não se apresentação. Só torcerão pelo grande sucesso da Orquestra.

Vejam copia do cartaz distribuído pela comunidade e, se tiver alguém na região, recomende que vá assistir à apresentação. O design do cartaz é um profissional que mudou-se da cidade de Rio de Janeiro para Trancoso. Gente muito boa que ficou tão impressionado com o ensaio das crianças que ofereceu-se para ajudar com o cartaz. Seu nome artístico é POJUCAN.




Sei que vários canais de televisão já andaram fazendo reportagens sobre as belezas de Trancoso. Considero de alta relevância que os mesmos canais de televisão pudessem fazer uma reportagem especial com os meninos e meninas músicos de Trancoso. Poderiam gravar a apresentação e apresenta-la como a TV Cultura de São Paulo costuma fazer.

Vejam o espaço com os pequenos músicos e a regente.



E estas crianças do lado de fora,
também são músicos e fazem parte da coreografia.




Além de lindas praias, lindas flores e bom atendimento,
Trancoso também tem lindas crianças que tocam violinos, violas,
violoncelos, fazem coreografia, dança e estudam para ser Gente.

Espanha à beira da quebra

Novo divisor de águas

Deus, Oh Deus, por que nos abandonaste?
Esta é a pergunta que todos os espanhóis estão fazendo.
Um país super católico, cheio de dogmas e tradições, de repente, TRAVOU.
Travou o governo, travaram os partidos e o movimento sindical.

A Espanha, que sempre foi uma das “Esquinas do Mundo”, mais uma vez transformou-se no mais novo “divisor das águas” da Europa e do Mundo.

Digo mais uma vez por que foi na Espanha que começou a Segunda Guerra Mundial.

Ali foi o laboratório das bombas e aviões alemãs, ali boa parte do mundo calou-se, deixando a carnificina matar milhões de espanhóis dos dois lados. Ali a fraca democracia foi enterrada por mais de sessenta anos.

É bom que o mundo não se faça de morto mais uma vez!
Os resultados anteriores não foram positivos.
E tudo isto reflete no Santander Brasil e nas demais empresas espanholas.

Leiam partes do bom artigo que saiu no jornal Valor:

Espanha à beira da quebra
põe líderes europeus em xeque


Valor - 25/07/2012 às 00h00

A Espanha está prestes a reconhecer que não terá mais condições de sair de seu atoleiro econômico sem ampla ajuda europeia.
A Espanha emite sinais de que está arruinada e de que, por si só, é incapaz, pela rota que está seguindo, de reerguer-se. Ao que tudo indica, precisará de auxílio urgente, mas essa última palavra não frequenta o vocabulário dos governantes europeus pelo menos desde que a crise irrompeu na Grécia.

Com sua segunda recessão desde 2008 e desemprego de 25%, a Espanha caminha para uma grave crise política.
O Partido Popular, que voltou ao poder há poucos meses, se desmoralizou ao redobrar receitas recessivas que demagogicamente atribuiu aos socialistas para chegar ao poder. O primeiro ministro Mariano Rajoy não se dirige à nação para dizer aonde pretende chegar com seu pesado plano de austeridade de € 65 bilhões, talvez porque não tenha muito a dizer ou outra opção menos dolorosa a propor.

Com a esquerda socialista abatida pelas urnas e a direita perdendo capital político aos golpes da crise, as insatisfações podem desaguar fora das instituições políticas tradicionais. Pelo passado espanhol, pode-se esperar todo tipo de reação, menos a apatia.

Os líderes europeus acreditaram que a aprovação do socorro de € 100 bilhões para capitalizar os bancos espanhóis fosse suficiente para recuperar parte da confiança perdida dos investidores. O alívio durou algumas horas. A ajuda foi mais que bem-vinda, mas não era imediata e pode não chegar a tempo.

E tempo é o que a Espanha não tem.

Seus títulos de dez anos pagaram juros recorde de 7,62% ontem. Como não consegue se financiar a custo compatível a longo prazo, o governo buscou recursos com títulos de curto prazo, cujos juros também foram para a estratosfera na segunda-feira - papéis de dois anos saíram a 6,54%, batendo um recorde na história do euro.

Mesmo os recursos do novo mecanismo de apoio não são suficientes para sustentar a Espanha, se ela realmente precisar deles. A crise do euro vai chegando a novo estágio, mais devastador, porque uma coisa é um país pequeno como a Grécia deixar a união monetária - algo ainda possível e até provável -, outra é a quarta maior economia do bloco fazer a mesma coisa. Para evitar isso, restaram as propostas que estão na mesa há muito tempo e que foram rejeitadas.

Há tempos o BCE interrompeu seu programa de compra de títulos soberanos, no qual gastou € 280 bilhões. Seus efeitos foram desprezíveis, o que não significa que a arma não seja potente. Sob oposição da Alemanha, Holanda e outros países, o BCE disparou suas ordens de compra a contragosto e indicando como norte que as aquisições não seriam muito expressivas ou ilimitadas.

A Espanha é um divisor de águas.
Para ajudá-la, o BCE não poderá ter limite de gastos nem o veto dos países mais poderosos da zona do euro. De novo, a união monetária está perto do estilhaçamento.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/opiniao/2763548/espanha-beira-da-quebra-poe-lideres-europeus-em-xeque?utm_source=newsletter_tarde&utm_medium=25072012&utm_term=espanha+beira+da+quebra+poe+lideres+europeus+em+xeque&utm_campaign=informativo&NewsNid=2762632#ixzz21jaXhw7g

Santander - Lucro cai pela metade

Agora, culpam o Brasil

Como metade do lucro do Santander mundial vem da América Latina, e um terço vem do BRASIL, os analistas financeiros, que esperavam que o Brasil e a América Latina continuassem a pagar pelos erros do Banco na Espanha e na Europa, estes analistas financeiros estão “decepcionados”.

Os resultados financeiros de todos os bancos no Brasil tenderão a ser menores do que no ano passado. Isto faz parte da reação à diminuição das abusivas taxas de juros que os bancos praticavam no Brasil e que Dilma mandou equiparar-se às taxas internacionais.

Vejam os números apresentados hoje:

Lucro do Santander cai pela metade no mundo;
analistas culpam Brasil


Do UOL, em São Paulo - 26/07/2012 - 08h36 / Atualizada 26/07/2012 - 10h16

O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade em relação ao mesmo período do ano passado, ainda sentindo os desdobramentos da crise imobiliária de 2008. O banco espanhol teve lucro líquido de € 1,7 bilhão (aproximadamente R$ 4,2 bilhões).

Para cumprir obrigações com os órgãos reguladores da União Europeia (UE), o banco está precisando liquidar dívidas de empréstimos e financiamentos, que devem chegar a € 8,8 bilhões até o final do ano.

Analistas esperavam que o lucro no Brasil pudesse ser ainda maior, devido a importância das operações no país, para ajudar a matriz que sofre com o agravamento da crise na Europa. O lucro líquido do Santander Brasil (SANB11) foi de R$ 1,464 bilhão no 2º trimestre, queda de 5,48% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

"Com a expectativa de retomada da atividade econômica a partir do segundo semestre, a tendência esperada será uma melhora nos atuais patamares de inadimplência e consequentemente de despesa de provisão", afirmou o Santander Brasil no balanço.

Analistas apontaram as menores receitas na América Latina e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.

"O Brasil foi a grande decepção",
disse Jaime Beceriil, do JP Morgan à Reuters.

Porém, a grande diversificação dos negócios do Santander pelo mundo (com destaque para Brasil, México, Polônia e Reino Unido) tem feito com que o banco sofra menos que outros rivais na Espanha.

A América Latina responde por metade do lucro do Santander.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Projeto Musical para Jovens Baianos

Em Salvador, em Trancoso e outras cidades

Já falei dos “Músicos de Trancoso” e agora vou falar dos jovens músicos da Bahia em geral. Além de dar “régua e compasso”, a Bahia tem contribuído com partituras e professores de música, tanto erudita quanto popular. A vida é construída desde a infância, isto vale também para a escolaridade e a formação musical.

Além de ter ficado entusiasmado com os ensaios dos pequenos “músicos de Trancoso”, quando chegamos à São Paulo tive o prazer de ler a matéria da Folha de São Paulo sobre o final do Festival de Inverno de Campos de Jordão.

O grande vencedor foi Yuri Azevedo, um jovem que teve apoio do Projeto Neojiba, voltado para jovens que visa a formação de músicos eruditos e funciona no Teatro Castro Alves. O irmão de Yuri, Caio, pratica Violino no mesmo local. Quem sabe ambos visitem Tancroso e façam uma performance com os meninos e meninas músicos de Trancoso.

Maestro Baiano, de apenas 20 anos, ganha distinção máxima do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão. Eleazar de Carvalho deve estar rindo no céu...

Vejam a boa matéria da Folha:

Maestro Yuri Azevedo, 20, segue caminho e cabelos de Dudamel
IVAN FINOTTI - DE SÃO PAULO - 24/07/2012 - 05h11

Ele tem a cara, os cabelos desgrenhados e o sorriso de Gustavo Dudamel. Tem a mesma profissão. E até seu apelido é inspirado no festejado maestro venezuelano. Mas Yuri Azevedo, que está se iniciando agora nas artes da regência, fecha a cara quando ouve a comparação.
"Prefiro quando dizem que pareço o Caetano da vanguarda", diz o rapaz de 20 anos, que no domingo (22) foi premiado com o prêmio Eleazar de Carvalho, distinção máxima do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Afinal, "Caetano também é baiano", completa "Yurimel", como lhe chamam seus amigos quando querem provocá-lo.
"O prêmio de Yuri é importante porque o festival nunca o havia concedido a um estudante de regência", disse Arthur Nestrovski, diretor artístico do evento e da Orquestra Sinfônica do Estado de SP.

Garantiu ao rapaz uma estadia de nove meses com bolsa de US$ 1.400 (R$ 2.830) em um instituto americano.
"Yuri é o próximo grande maestro brasileiro", afirmou Nestrovski. "Ele rege sorrindo e com prazer. Quando dissemos para ele conduzir a peça 'Batuque' na premiação, Yuri nem quis olhar a partitura. Sabia decorado."

ANGÚSTIA

Com cerca de dez peças eruditas já gravadas em sua jovem mente, Yurimel (ops...) quer muito mais: "Prefiro decorar. No palco, ler a partitura, que traz inscrições como 'alerta nessa passagem', me deixa angustiado."

Ele cita seus favoritos: Beethoven, Bach, Mozart, Debussy e Heitor Villa-Lobos.
De família simples, o prodígio baiano ajuda as contas da casa com os R$ 1.500 que recebe de bolsa em Salvador. Nada de roupas de marca ou de carro por enquanto: "Reservo para comprar partituras. São caras".

Originário de Cabula, bairro de classe média de Salvador, filho de um técnico de informática e de uma dona de casa, tinha 16 anos, uma bateria e queria ser sambista quando conheceu o Neojiba.
É um projeto para jovens que visa a formação de músicos eruditos e funciona no Teatro Castro Alves (seu irmão menor, Caio, pratica violino no mesmo local).

O Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), aliás, se fundamenta no programa social venezuelano "El Sistema", que funciona desde 1975 e revelou o maestro Gustavo Dudamel, 31, hoje diretor da Filarmônica de Los Angeles.

Apesar de preferir música clássica a axé, barroca a pagode, e romântica (do século 19) a sertanejo, Yuri admite ouvir um rock às vezes. "Gosto de Radiohead e de bandas dos anos 1980, mais leves." Mas como um maestro erudito reage ao ouvir um pá-pum básico como Rolling Stones? Seria uma música simples demais? "É verdade, acontece. São sempre os mesmo acordes.... Isso me deixa um pouquinho angustiado."


O Violino de Guilherme

E o Concerto dia 28 de Julho

Estávamos fazendo a caminhada diária, na praia quase deserta de Trancoso, na Bahia, quando ouvimos sons de violinos. Eram umas dez crianças aprendendo, ensinando e passando uma partitura.

O grupo estudava sob a sombra de uma barraca de uma pousada, chamada Tangará. Perguntei se eu podia tirar fotos e elas concordaram. O interessante, além do fato raro de ver crianças do interior do Nordeste tocando violino, era que a partitura era da música “Libertango”, de Piazzolla.

Voltamos para nossa pousada, comentando esta novidade baiana.
Quando fomos jantar, comentamos com a moça que nos atendia sobre “os músicos de Trancoso”. A senhora, emocionada, comentou: - Um deles é meu filho, Guilherme!

Esta mãe começou a falar sua alegria e das 90 crianças e adolescentes que participam desta Orquestra de Cordas de Trancoso. A professora veio de Londres, mas é brasileira, o Instituto e a escola de música começaram com o apoio de uma empresa de revenda de automóveis, creio que seja a JAC.

Mas as coisas andam difíceis por que os mantenedores estão cortando verba e podem acabar com a escola de música. O que seria uma tragédia.

Todos reconhecem as qualidades dos músicos, dos professores e o apoio dos pais. Mas a incerteza precisa ser superada. Estes “musicos de Trancoso” já tocaram em vários lugares, apareceram na televisão e ganharam prêmios.

Agora, quando vão ensaiar, além de carregarem seus instrumentos, carregam as cadeiras da escola municipal até o Espaço de Arte, no Quadrado, estudam as músicas e as coreografias e depois levam tudo de volta. É uma distância razoavelmente grande. O conjunto todo é de heróis.

Tiramos muitas fotos dos “músicos de Trancoso”, mas não conhecemos Guilherme, o pequeno menino do violino. Mas hoje, dia 25, é o aniversário da mãe dele.

E assim, mesmo sem conhecer Guilherme, queremos homenagear todos os músicos, a regente-professora, a equipe de teatro, os apoiadores e principalmente as mães dos pequenos músicos de Trancoso. Elas choram de alegria em vê-los tocar, e de medo de a orquestra acabar.

No ensaio geral, eles tocavam “O Trenzinho Caipira” de Villa Lobos, e a parte teatral é sobre “Os músicos de Bremen”, história antiga de uma cidade alemã.

Agora a propaganda oficial:

Orquestra Infantil de Trancoso apresenta:

O TRENZINHO DO BURRO CAIPIRA

Sábado, 28 de Julho, 19:30.

Na Praça Tancredo Neves – Mercado – Igreja Assembléia de Deus.

Uma realização Quarteto de Cordas Trancoso e Cia. Dança Essência

Apoio:
Pojucan\design, Escola Municipal Higina Cristo, Associação de Pais e Mestres da Orquestra, Pousada Tangará, Casa de Festas de Trancoso, Imobiliária Trancoso, Neojiba, Instituto SHC.

Informações: deborahviolino@gmail.com

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lucro dos Bancos e Tragédia Social

Reação dos Banqueiros

E dos “analistas de mercado” que gostam de escrever tudo que os banqueiros mandam. São os “intelectuais orgânicos” ou “profissionais do mercado”, ou ainda “formadores de opinião”.

O governo mandou os bancos baixarem os juros, e por sua vez, diminuírem a rentabilidade. Os bancos estão dando o troco ao governo: Lamentando que os lucros serão menores, isto é, eles queriam chegar a dois bilhões por mês, mas o governo quer que os juros e os lucros tenham padrões internacionais.

Além de ganhar dinheiro, os bancos também têm função social.

Nossos capitalistas querem ter mais rentabilidade, mais lucro e mais reserva de mercado do que os capitalistas dos outros países. Estamos aprendendo com os americanos e os ingleses. Faça o que eu mando, mas não façam o que eu faço.

Vejam a versão dos banqueiros e dos economistas de plantão. Depois leiam a opinião de um “economista social”, que, além de olhar os resultados econômicos, olha também o resultado social, principalmente no emprego e no salário dos funcionários de cada banco.

Com lucro de R$ 6,73 bi, Itaú tem pior rentabilidade em quase 18 anos

Do UOL, em São Paulo - 24/07/2012 - 12h31 / Atualizada 24/07/2012 - 14h56

• Lucro do Itaú Unibanco cai mais de 8% no 2º trimestre, com alta de calotes
• Inadimpl ência de pessoa física pode subir no 2º semestre, diz Itaú
• Lucro do Bradesco cresce 1,7% no 2º tri e inadimplência aumenta

O Itaú Unibanco (ITUB4.SA) encerrou o semestre com lucro líquido de R$ 6,73 bilhões, uma queda de 5,65% em relação ao mesmo período do ano passado (quando lucrou R$ 7,133 bi). Segundo a consultoria Economatica, a rentabilidade sobre o patrimônio médio (ROE) é a pior desde 1994.

A rentabilidade sobre o patrimônio médio (ROE) do Itaú em junho foi de 18,96%. O calculo do ROE mostra quanto uma empresa consegue crescer usando seus próprios recursos, sendo frequentemente utilizado por investidores para acompanhar o potencial da instituição.
Aumento de calotes

A carteira de empréstimos a consumidores do Itaú teve um índice de inadimplência avançando de 6,7% no primeiro trimestre para 7,3% nos três meses encerrados em junho, enquanto os calotes de pessoa jurídica recuaram de 3,7% para 3,5% no período.

Do lado das provisões para devedores duvidosos, o Itaú também informou que deve ter de R$ 6 bilhões e R$ 6,5 bilhões em despesas no terceiro trimestre. O volume é inferior ao intervalo entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,1 bilhões que havia sido projetado antes. Porém, o Itaú afirmou que ainda deve ter de R$ 5,7 bilhões a R$ 6,2 bilhões em despesas com provisões no último trimestre do ano. O banco ainda não tinha informado esse número.

No segundo trimestre, o banco também sofreu com a venda da participação de 18,87% que detinha no banco português BPI. Isso gerou um resultado negativo de R$ 205 milhões no período.

VEJAM OUTRO LADO – O olhar de um economista social

Vergonhoso!

Mais uma vez são os trabalhadores que pagam caro por esta estratégia do Itaú de redução de custos, chamada desemprego.

Outra vez, em apenas míseros 3 meses, o banco teve a capacidade de destruir milhares de sonhos, perspectivas e empregos: desta vez, entre 31/03/12 e 30/06/12, foram incríveis 3.777 postos de trabalho que foram desrespeitosamente implodidos, só no Brasil.

Uma média de inacreditáveis 1.259 postos todo santo mês do referido trimestre.

É incrível, mas em 5 trimestres (março/11 a junho/12, ou seja, em apenas 1 ano e três meses, acabaram com absurdos 11.505 postos no país.

E o pior é que a coisa não vai parar por aí. A não ser que o governo ponha limite.

Nota: Por medida de segurança, não citei o nome do economista social.

Fatalidade tem outro nome

Dois mundos paralelos

A gente tira uma semana de férias, sem ler jornais nem ver televisão, e quando volta para São Paulo, a palavra que mais vemos nos jornais é FATALIDADE!

1 – Matarem um jovem italiano no semáforo de São Paulo, num assalto a mão armada, foi uma fatalidade. Poderia ser qualquer outra pessoa. Roubar e matar em Sampa é rotina, o problema é quem é a vítima.

2 – Uma criança morrer num hotel de luxo no interior de SP, também foi uma fatalidade. Não foi falta de manutenção.

3 – Os bêbados continuarem dirigindo e matando os pedestres, também é uma fatalidade.

4 – A Justiça não condenar os motoristas bêbados e assassinos, também é uma fatalidade.

5 – Até nos Estados Unidos, onde se compra armas e munições pela internet, matar pessoas no cinema, é uma fatalidade.

A nossa imprensa não pode fazer o jogo de advogados mercenários que justificam “tudo por dinheiro”. Todas estas fatalidades acima poderiam ser evitadas e não repetidas. É só ter lei prevendo os fatos e punições exemplares para desestimular a repetição.

O problema é que lei no Brasil serve para proteger quem tem dinheiro. Mas, hoje em dia, mesmo os ricos estão morrendo, sendo roubados e seqüestrados. É preciso dar uma basta a esta impunidade.

E, enquanto um professor doutor, livre docente, com trinta anos de carreira acadêmica ganha pouco mais que dez mil reais, um desembargador ou juiz chega a ganhar 100 mil reais. Isto sim é uma fatalidade!

E algumas pessoas ainda reclamaram por que eu passei uma semana só falando de flores e de música. Nesta semana de férias vi tantas flores e tanta música que temos assuntos para muitos dias. Misturando estes dois mundos paralelos.

O Brasil educado, florido e com muita música; e o Brasil sem lei, sem moral e sem dignidade. É uma fatalidade!

Está na hora de termos somente um Brasil. Um Brasil bem brasileiro, como vimos lá em Porto Seguro e em Trancoso, na Bahia. Lá, onde Cabral viu as terras, as flores e os índios, pela primeira vez. Isto, com certeza, não foi uma fatalidade.


Flores do Colégio Santa Clara

A importância do Jardim

O Colégio Santa Clara é perto de casa, e sempre que vou levar o carro para lavar no posto de gasolina, passo em frente e, na volta, quando venho andando e quando vou buscar o carro, aproveito para tirar algumas fotos.

Neste período de férias o pessoal tem mais tempo de cuidar do jardim da escola.

Vejam que belo jardim, com o pé de Ipê em destaque.



Agora vejam estas flores diferentes e bem charmosas.




E estas pequenas flores enfeitam o muro da escola.



Para uma cidade que não valoriza as praças, nada melhor do que ter escolas, igrejas e cemitérios, que são lugares que tradicionalmente tem muitas flores.

O Colégio Santa Clara, além de cuidar das crianças e adolescentes da região, cuida de ampla área verde, tanto no jardim da frente como na parte do fundo da escola.

E os vizinhos ficam muito agradecidos por isto. E a cidade, também.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ipês e Fios Elétricos

Por que não são subterrâneos?

Muitas vezes quando vou tirar fotografias dos pés de Ipê, tenho que fazer grandes movimentos para conseguir fazer com que as flores apareçam mais do que os fios dos postes.

Vejam este exemplo de violência urbana.


Vejam que os fios aparecem mais do que as flores.

Vejam esta outra foto. São vários pés de Ipê com muito fios e postes.




A flor deveria ser mais importante do que os fios elétricos.
Vejam esta foto, quando as flores são destacadas.




Veja quando se destaca o pé de Ipê, a própria rua fica mais bonita.



Não consigo entender, por que São Paulo sendo uma cidade tão rica, não coloca todos os fios em tubulações subterrâneas, valorizando mais as árvores e as flores.

A nossa cidade ficaria muito mais bonita e acolhedora.

domingo, 22 de julho de 2012

Flores Especiais

Uma praça e muitas flores

Além de servir para caminhadas, área de lazer para crianças e passeios com os cachorros, as praças servem, principalmente para ter árvores, flores, frutos e pássaros.

Vejam este belo exemplo de praça perto de nossa casa.
É a Praça Vicentina!

Olhem com atenção para esta flor branca.



Gostaram?

Agora vejam esta combinação de cerejeira em flor com o pé de Ipê rosa totalmente florido. Sem contar o entorno verde das folhas das árvores e outras pequenas flores que não aparecem na foto.




Ao sair da praça e dirigir-me para casa, ainda na esquina da praça, só que do outro lado da calçada, há este tipo de jasmim. Vejam que delicadeza!




As mães que frequentam esta praça tomaram a iniciativa de criar a Associação dos Amigos da Praça Vicentina. Depois os homens aderiram. É claro que, cuidada pelas mulheres, a praça ficou mais bonita do que era. As flores, os pássaros e as crianças adoraram a iniciativa. E nós, os marmanjos, temos orgulho das mães do nosso bairro.

sábado, 21 de julho de 2012

Cerejeira da minha rua

O sol e o brilho das flores

Quando esta árvore começou a florir eu a mostrei no blog. Era bonita, singela, mas não chamava tanto a atenção como agora.
Atualmente a árvore está tão florida que com o sol as flores ficando brilhando, refletindo a luz do sol.

Vejam esta primeira foto.



As flores brilham nos mais diversos ângulos. Vejam esta outra foto.




E como o “guarda” da rua ficou me olhando enquanto eu tirava a foto da cerejeira, eu resolvi tirar uma da árvore e da rua.



O guarda vai andando e pensando o quê faz este morador sair tirando fotos das flores. Ou dos imóveis? Há sempre o risco de ser um corretor de imóveis, querendo acabar com as casas antigas da Vila Madalena.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ipê da Rua Natingui

Esquina com a Fradique

Para quem passa de carro é possível ver o chão forrado de flores do ipê. Para quem passa devagar é possível olhar com calma e admirar a árvore florida. É mais fácil vê-la quando descemos a Rua Fradique Coutinho para chegar a Rua Natingui.

Vejam que belo pé de Ipê rosa, florido.



Para quem está dirigindo na Rua Natingui, atualmente é possível ver vários pés de Ipê floridos.

Vejam a copa florida deste Ipê.



A Esquina das Ruas Fradique com Natingui é muito perigosa. Não há semáforo e os carros forçam a travessia, ficando dependendo de os outros motoristas reduzirem a velocidade e dar passagem. Se é perigoso para os carros, imaginem para os pedestres. E ainda há uma escola pública perto da esquina. Onde passam muitas crianças e adolescentes.

Vejam a esquina verde, com suas placas.



Este final da Rua Fradique Coutinho é a parte mais florida e mais bonita da rua.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Flores das Ruas de Botucatu

Casas Floridas

Sempre que vamos a Botucatu ficamos olhando as casas que têm árvores e flores e as casas que não tem.

Um dos motivos que as pessoas tiram as árvores da frente das casas é para construir garagens. Uma entrada ou duas entradas de carros. Quando é uma entrada é possível manter a árvore do lado, quando são duas, o risco de a árvore ser arrancada é muito grande.

Além das ruas de Botucatu, há as faculdades da UNESP.
E lá há muitas árvores e flores.

Vejam as palmeiras do Campus da Veterinária, Agronomia e outros cursos.



Voltando às Ruas de Botucatu, encontramos estas flores amarelas.




E ainda estas flores bonitas, com cores fortes.




Além destas flores, há muitos pés de Ipê Rosa em Botucatu. Todos floridos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Flores de Botucatu - II

Novamente no Restaurante

Vamos continuar a ver as flores do Restaurante na Comunidade Rural de Botucatu. Algo muito especial. Boa comida, ambiente agradável, bom atendimento, e muitas flores.

Uma das primeiras coisas que nos chamou atenção foi um carrinho de mão que virou canteiro de flores.

Vejam que interessante.



Estas flores vermelhas, em cacho, me lembraram as flores da Vila Madalena.



E agora vejam o pé de jasmim com suas flores.




Estas fotos são do Restaurante, mas a cidade de Botucatu tem muitas flores e poderia ter ainda mais. As residências antigas são cheias de árvores e flores, as residências mais “modernas” têm mais concreto e garagem do que espaço para jardim e flores. Mesmo sendo uma cidade do interior.

Para nos despedir do restaurante, vale a pena destacar a qualidade da sobremesa. Uma espécie de torta de maçã tão boa que ficamos comendo bem devagar, para não acabar logo. E o café é servido com coador de pano sendo um para cada xícara. Café de fazenda.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Flores de Botucatu - I

Restaurante na Comunidade Rural – I

Além de ter o prazer de ir até Botucatu, no interior de São Paulo, ajudar a filha a fazer a mudança, tivemos também o prazer de ir almoçar em um bom restaurante que existe numa comunidade rural. Não me lembro do nome da comunidade, mas sei que é um intercâmbio muito interessante com os alemães.

O restaurante, além de boa comida e bom atendimento, tem muitas flores.

Vejam esta foto do Jasmim.
O nosso ainda não floriu, mas lá em Botucatu, até o jasmim continua florindo.



Esta outra flor, eu não sei como se chama, mas tem uma beleza muito especial.




Vejam agora este vaso de flores. É muita criatividade!




A vida tem estas vantagens. Com a viagem para Botucatu, matamos a saudade da filha, entramos em contato com a natureza, comemos bem e voltamos para São Paulo, enfrentando o trânsito e os prédios. Faz parte!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eleazar de Carvalho e o Padrão Internacional

Pensando no Brasil

Eleazar de Carvalho, que poderia ter ficado nos Estados Unidos fazendo fama, preferiu voltar a morar no Brasil e trazer sua experiência internacional para qualificar os músicos brasileiros.

Em 1973, mesmo o Brasil estando ainda numa ditadura militar, com eleições indiretas, Eleazar foi chamado ao Brasil para assumir a direção do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão, criado três anos antes. Eleazar tinha dirigido por cerca de 15 anos o Festival de Tanglewood, onde a Orquestra Sinfônica de Boston exercia um papel central, promovendo o festival e atuando como conjunto residente.

Para implementar este modelo em Campos de Jordão, Eleazar precisava contar com uma orquestra de alto nível. É neste contexto que ocorre a primeira reestruturação da Sinfônica Estadual, que passa a se chamar Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP.

Com a reestruturação da OSESP, após três meses de intensos ensaios, a orquestra renascida fazia sua estreia em Campos de Jordão. O maestro Diogo Pacheco, emocionado escreveu:

“O milagre aconteceu.
E foi feito por um santo de casa. Quando Eleazar de Carvalho surgiu no palco e abriu seus braços no gesto de inauguração da recém-estruturada OSESP, ainda havia um resquício de descrença entre o público.
No entanto, nos primeiros compassos do Hino Nacional Brasileiro, peça que abriu oficialmente o Festival de Inverno de Campos de Jordão, toda a plateia já estava absolutamente conquistada.
A sonoridade da orquestra, bela e precisa, era surpreendente, inédita mesmo em concertos no país, digna de teatro no exterior”.

A mão forte de Eleazar, conduzindo a OSESP com paixão e empenho por mais de duas décadas, foi a principal responsável pela sobrevivência do grupo.

O nome de Eleazar de Carvalho ficou para sempre ligado ao Festival de Inverno de Campos de Jordão, que dirigiu por mais de dez anos, em diferentes períodos.

(A partir dos textos do Caderno da OSESP – Centenário de Eleazar de Carvalho)

domingo, 15 de julho de 2012

Eleazar de Carvalho nos Estados Unidos

Aproveitando o pós-guerra

Em 1946, sentindo o clima de reconstrução do mundo, após a mais terrível guerra da humanidade, e também percebendo que os Estados Unidos estava aberto ao mundo, Eleazar partiu decidido a reger uma grande orquestra norte-americana.

Determinado, Eleazar procurou vários regentes e sentindo as dificuldades por não ser conhecido, utilizou uma tática arriscada para poder mostrar suas potencialidades.

Para poder ser recebido por Sergei Koussevitzky, em Massachusetts, Eleazar afirmou que trazia uma mensagem do presidente do Brasil e que esta deveria ser entregue ao mestre. Recebido, Eleazar disse que a mensagem era verbal e pediu cinco minutos à frente da orquestra, dizendo que se o regente julgasse que não tinha qualquer possibilidade musical, ele voltaria para o Brasil para viver de caça e pesca.

Bem sucedido, Eleazar tornou-se aluno e assistente de Sergei Koussevitzky, ao lado de outro jovem talento, Leonardo Bernstein. Já em 1947, regeu a Sinfônica de Boston pela primeira vez.

A partir daí Eleazar começaria a ser chamado para reger diversos conjuntos dos EUA, como as sinfônicas de Chicago, Nova York e da Filadélfia.

Com a morte de Koussevitzky, em 1951, Eleazar assumiu seu posto na cátedra de regência do Berkshire Music Center, onde ficaria até 1965. Em 1968 deixou o conjunto para dirigir a Pro Arte Symphony Orchestra, em Nova York, onde ficaria até 1973, quando foi chamado para assumir a direção do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão, no estado de São Paulo.

E aqui começa outra parte importante da sua história.

(A partir dos textos do Caderno da OSESP – Centenário de Eleazar de Carvalho)