quarta-feira, 13 de junho de 2012

A tua Presença

Brasileiros “on the Road”

Acordei com esta música na cabeça. Dormi depois de ler um bom texto sobre On the Road, publicado na Revista do Brasil,texto de autoria de Carlos Minuano. Este artigo, de todos que li sobre o lançamento do filme de Walter Salles, é o único que aborda sobre OS BRASILEIROS que participaram do movimento “beat”.

Não consegui baixar o texto, mas como é muito interessante, vou fazer o trabalho braçal de copiar literalmente, isto é, datilografar ou digitar uma parte do bom texto sobre os Brasileiros na Estrada...

Vamos lá:

“Da Bossa Nova à renovação do MPB, o teatro, a literatura, a poesia e o cinema engajados à cultura marginal e à contracultura.

Nascia uma literatura visceral, em vozes como de Roberto Piva e Jorge Mautner. Segundo o poeta Claudio Willer, a cultura beat chegou às terras brasileiras por volta de 1959, 1960, por intermédio de reportagens no antigo CADERNO B do Jornal do Brasil e no SUPLEMENTO LITERÁRIO de O Estado de São Paulo. Entre os leitores mais atentos estavam o diretor teatral José Celso Martinez Correa e Luiz Carlos Macioel, futuro difusor e pensador da contracultura.

E Roberto Piva escancarou o movimento para o Brasil, segundo Willer. “Não mais como notícia, matéria jornalística, mas como diálogo, relação no plano da criação.” A estreia de Piva foi com o instigante Paranoia, ricamente ilustrado por fotos de Wesley Duke Lee, publicado em 1967 pelo editor Massao Ohno.

Em 2009, o livro ganhou cuidadosa nova edição pelo Instituto Moreira Salles. Paranoia é pura provocação. Adepto de uma vida desregrada, Piva incorporou totalmente a alma beat.

Vagabundeou o quanto pode pelo centro de São Paulo e, em perfeita sintonia com Ginsberg, McClure, Snyder, Kerouac, Corso, inovou, experimentou, ousou e rompeu com todo e qualquer academicismo. E também já foi parar em dois documentários. No média-metragem Assombração Urbana, de Valesca Dios (2005), e em Uma Outra Cidade, de Ugo Giorgetti (2000). Por triste coincidência, como Kerouac, morreu pobre, em 2010. Passou os últimos anos solitário em seu pequeno apartamento no centro da capital paulista.

Equivalentes brasileiros da “beat generation” renderiam uma extensa lista.

Dos mais próximos ao tropicalismo, WALLY SALOMÃO e sua Navilouca, Torquato Neto, Hélio Oiticica e Rogério Duarte. “Cronologicamente, podem ser vinculados a outro ciclo, da contracultura e das rebeliões juvenis da década de 1960, por sua vez com um enorme débito com relação à beat”, observa Claudio Willer. “Isso vale também, certamente, para RAUL SEIXAS.”

O experimentalismo é levado por Zé Celso para o Teatro Oficina; para o cinema marginal de Jairo Ferreira, Rogério Sganzerla, Julio Bressane e Carlos Reichenbach; para a poesia marginal – reunida na antologia 26 Poetas Hoje, de 1976, preparada por Heloisa Buarque de Hollanda.

Sem contar os escritores viajantes Antonio Bivar e Eduardo Bueno, que refizeram os trajetos de Kerouac antes de se destacar como tradutores e difusores dessa cultura.”

Como vocês podem ver, consegui copiar a “parte brasileira” da matéria.

Se quiserem ler todo o texto, procurem a Revista do Brasil, no. 72, de junho/2012, www.redebrasilatual.com.br. Parabéns à turma da Revista e ao autor do texto, Carlos Minuano.

Aos poucos, a imprensa alternativa vai se qualificando e ampliando os horizontes. Bons Sinais dos Tempos...

Eram tempos da Ditadura Militar no Brasil, mas os militares não freariam as mentes e corações ávidos por liberdade. Agora, nestes novos tempos de governos de esquerda e de direita, queremos governos mais honestos e mais transparentes. Queremos um novo Brasil.

E por falar nos tempos, que tal ouvir Caetano Veloso com sua banda, cantando uma música que se chama “A Tua Presença Morena”, mas eu aprendi a chama-la “A Tua Presença”. Além de lembrar dos velhos tempos, lembra também todas as presenças, inclusive da Bethânia dos velhos tempos do Tuca em São Paulo.

Caetano canta "A tua presença morena" em homenagem ao aniversário de sua irmã Maria Bethânia. Com a participação de Moreno Veloso, Davi Moraes e os percussionistas Josino Eduardo e Eduardo Josino.

"A tua Presença"



Precisamos de novo, de algo novo...

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