segunda-feira, 4 de junho de 2012

São Paulo merece respeito!

Isto vale para todos

A cadeira de prefeito de São Paulo não pertence a esta ou aquela pessoa.

Seja o eterno candidato a tudo, seja a eterna candidata a tudo. A cadeira de São Paulo pertence aos mais de dez milhões de moradores em nossa cidade. Se não queremos um candidato que renuncia para se candidatar a outra coisa, também não queremos candidatos ou candidatas autoritários.

Queremos candidatos que saibam ouvir mais do que falar.
Que saibam identificar as prioridades da população, sejam os moradores do Jardim América ou do Grajaú.

Queremos candidatos que saibam que a SEGURANÇA é tão ou mais importante que a Educação, o Transporte ou a Moradia.
Queremos candidatos que não coloquem coronéis mandando nas subprefeituras e depois falte polícia para evitar arrastões e tantos roubos.

Por falar nisto, ainda bem que temos vários candidatos novos.
E para isto a eleição é em dois turnos. Chega de candidatos eternos.
Estaremos unidos pelos novos.

Vejam a matéria do Estadão.
Que o pessoal diz que é do PIG, que tem matérias nacionais chatas, mas, volta e meia, volta às origens e vira um bom jornal em todos os cadernos.
Acertou mais uma vez. Como dizia a propaganda do Bamerindus: “Este Estadão...”

Vejam a entrevista do presidente do PT do Estado de São Paulo, ex-prefeito de Araraquara e atual Deputado Estadual:

Marta erra ao se ausentar da campanha de Haddad, diz dirigente do PT

Presidente do PT-SP, Edinho Silva, diz que senadora renuncia à sua liderança política
e 'comete grave erro' em momento relevante para o partido

04 de junho de 2012 | 3h 11 - Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

"A Marta está errando politicamente. A ausência dela materializa algo muito grave. Ela renuncia à sua liderança política no momento em que o PT mais precisa dela." Bastante incomodado com a ausência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) na pré-campanha de Fernando Haddad em São Paulo, o presidente do PT paulista, Edinho Silva, deixa claro, em entrevista ao Estado, o desconforto que diversos líderes petistas manifestam nos bastidores há meses. No sábado, Marta, que evita a campanha desde o começo, faltou ao evento que oficializou a candidatura de Haddad. "O que a sociedade, as lideranças do PT e inclusive o (ex) presidente Lula e a presidenta Dilma esperam dela é que ela entenda o projeto político que está em disputa na capital paulista e cumpra o papel de liderança nesse processo."

Que avaliação o sr. faz da ausência da senadora Marta Suplicy da pré-campanha de Fernando Haddad?
Todos nós sentimos muito a ausência da Marta. Ela foi a melhor prefeita da história de São Paulo. Sinto, porque acho que a Marta está errando politicamente. Ela se construiu como uma das maiores lideranças do PT no Brasil por méritos próprios. Mas é também fruto de um projeto coletivo chamado Partido dos Trabalhadores. A ausência materializa algo muito grave. Ela renuncia à sua liderança política no momento em que o PT mais precisa dela na cidade de São Paulo, e não só aos olhos da militância do PT, mas da sociedade paulistana, paulista e brasileira. É um erro gravíssimo.

Isso significa que o PT está abrindo mão da senadora na campanha de Haddad?
Nunca abriremos mão da participação da Marta por tudo o que ela representa. Mas não tenho nenhuma dúvida de que a minha fala chama a atenção da Marta para que ela reveja essas posições e entenda que o PT e o Fernando Haddad precisam dela neste momento. A sociedade paulista precisa da sua força política, da experiência que ela teve como prefeita, para que a gente possa construir um projeto que represente saídas do ponto de vista das políticas públicas, principalmente para os setores que mais precisam na cidade de São Paulo.

O que explica a ausência da Marta? Ressentimento?
Não entendo o que gerou a ausência dela, mas repito: penso que ela, uma mulher inteligentíssima, extremamente capaz, comete um grave erro político. Evidente que a sua liderança é fundamental pra que a gente possa enfrentar as eleições de 2012. Mas, no meu entender, no momento em que o (ex) presidente Lula entra na campanha, os prefeitos, as nossas lideranças, a presidenta Dilma, ela acaba criando o seu autoisolamento nesse processo.

O PT tem buscado a Marta para conversar?
Não sei quem são aqueles que estão discutindo política com a senadora e estão ajudando na sua reflexão. Mas não tenho nenhuma dúvida de que poucas vezes na minha vida dentro do PT vi uma liderança política cometer erros tão graves do ponto de vista da formulação política. A Marta é maior do que qualquer questão que possa existir neste momento, como ressentimento ou algo que alguém falou e que ela não tenha gostado. Ela é uma liderança de primeira grandeza. O que a sociedade, as lideranças do PT e inclusive o presidente Lula e a presidenta Dilma esperam dela é que ela entenda o projeto político que está em disputa na capital de São Paulo e que ela cumpra o papel de liderança nesse processo e não provoque o seu autoisolamento e a sua autorrenúncia como liderança.

A ausência dela pode comprometer a eleição de Fernando Haddad?
O PT representa um projeto coletivo. A maior liderança desse projeto hoje é o presidente Lula ao lado da presidenta Dilma. Esse projeto é construído desde as nossas lideranças de maior grandeza até os militantes de base, que estão lá no diretório zonal defendendo a bandeira do PT. Evidente que a Marta faz muita falta nesse processo. Nesse início de campanha ela faz uma falta estupenda. Se ela entrar, a candidatura do Haddad ganha outra musculatura. Mas se ela infelizmente não entrar, por mais que fiquemos sentidos, vamos buscar a superação disso na força do projeto coletivo.

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