quinta-feira, 14 de junho de 2012

Santander recebe sindicalistas no Brasil

Na Espanha vê seu país ser Rebaixado pela Moody’s

Teoricamente são dois bancos. Um seria o Santander Brasil e o outro é o Santander Mundial, com sede em Madri-Espanha. Por mais que o presidente do Santander Brasil diga que são coisas diferentes, quem manda no Santander Brasil é o Santander Mundial, com sede em Madri. Logo, a separação jurídica é um imposição do Banco Central do Brasil, mas o conglomerado é um só.

Quando a Espanha é rebaixada internacionalmente, suas empresas também são rebaixadas. Isto já mostramos em outras reportagens deste blog. Não precisa de sofismas...

O gesto de receber os sindicalistas é muito importante, mas não é suficiente. O ideal é que haja um DOCUMENTO FORMAL garantido o emprego dos funcionários. Só palavras, o vento leva...

Leiam a matéria que saiu no site da Contraf-CUT e também na Folha Bancária, do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Depois leiam a matéria do Estadão sobre o novo rebaixamento da Espanha.

Em reunião com Portela, presidente do Santander Brasil,
Sindicato e Contraf-CUT afirmam que emprego é prioridade


Crédito: GERARDO LAZZARI/SEEBSP – ContrafCUT - 13/06/2012

Presidente do Santander Brasil recebeu bancários

A garantia de emprego é prioridade para o movimento sindical.

O recado foi dado pela Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, durante reunião ocorrida nesta quarta-feira (13) com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, na sede do banco, na capital paulista.

O encontro durou cerca de uma hora e havia sido solicitado através de cartas enviadas pelas duas entidades sindicais, após várias especulações divulgadas pela imprensa sobre uma possível venda da subsidiária brasileira do banco, diante da crise financeira na Espanha.

Participaram da reunião o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a presidenta e a diretora de finanças do Sindicato, Juvandia Moreira e Rita Berlofa, respectivamente.

Juvandia ressaltou a preocupação com os empregos dos bancários, que devem ser garantidos. “Há muita insegurança entre os 55 mil funcionários do Santander Brasil, em relação ao futuro”, explicou a dirigente.

"Manifestamos a grande preocupação com o emprego dos 55 mil funcionários do banco e expressamos a necessidade de diálogo permanente com as entidades sindicais sobre a situação do banco e as medidas de gestão que envolvam os trabalhadores", afirma Cordeiro.

Portela reiterou que "o banco não está à venda", repetindo declarações já feitas à imprensa. Ele também explicou que o Santander não precisará utilizar o resgate financeiro disponibilizado pela União Europeia para os bancos espanhóis. "Ele manifestou ainda disposição de continuar dialogando com o movimento sindical sempre que necessário", diz o presidente da Contraf-CUT.

Pelo banco, além de Portela, estiveram presentes a vice-presidente de Recursos Humanos, Lilian Guimarães, e o superintendente e a assessora de Relações Sindicais, Jerônimo dos Anjos e Fabiana Ribeiro, respectivamente.


Enquanto isto, na Espanha.
Vejam a noticia do Estadão de ontem:

Moody's rebaixa Espanha e deixa rating perto de grau especulativo


Nota de crédito da Espanha caiu de A3 para Baa3,
apenas um grau acima do nível considerado ‘junk’

13 de junho de 2012 | 18h 27 - Ricardo Gozzi, da Agência Estado

NOVA YORK - A agência de classificação de risco de crédito Moody's cortou em três graus hoje o rating da Espanha, deixando-o muito próximo do grau especulativo. A Moody's rebaixou a nota de crédito da Espanha de A3 para Baa3, apenas um grau acima do nível considerado "junk". Ao mesmo tempo, a agência informa que a dívida espanhola continua em revisão para possível rebaixamento.

Rating é como as agências de classificação de risco avaliam a capacidade de um determinado emissor de títulos de cumprir seus compromissos com os investidores. No caso da Moody's, a escala vai de Aaa, que é o mais alto grau de qualidade de crédito, a C, o mais baixo. Este grau decresce avançando no alfabeto (de A a C) e na escala numérica (de 1 a 3); ou seja, abaixo de Aaa está Aa1, em seguida Aa2, e assim por diante.

A Moody's cita como justificativas o plano do país de recorrer a até € 100 bilhões da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, nas iniciais em inglês), o limitado acesso de Madri aos mercados da dívida e a persistente fragilidade da economia. Segundo a Moody's, a revisão deverá ser concluída em 90 dias.

Mais cedo, a agência de classificação de risco de crédito Egan-Jones rebaixou o rating da Espanha pela quarta vez em pouco mais de um mês.

O rating foi rebaixado de B para CCC+, quatro degraus abaixo do grau de investimento. As três maiores agências de classificação de crédito - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - ainda mantêm a Espanha com grau de investimento. As informações são da Dow Jones.

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