terça-feira, 26 de junho de 2012

Santander Rebaixado. DE NOVO?

O Brasil está salvando a Espanha

Igual a Dom João VI em 1808, nas Guerras Napoleônicas. Agora é a Guerra da Alemanha, credora dos bancos espanhóis, querendo Garantias dos bancos devedores. Pegaram dinheiro barato para financiar imóveis a longo prazo e agora não têm como garantir os pagamentos inadimplentes.

Miriam Leitão, na CBN, hoje, realçou que Santander bom, é o do Brasil
, que provê 30% dos lucros do Santander no mundo. Bem maior do que o lucro na Espanha. É a estória do “rabo balançando a cabeça do cachorro.” O Brasil está salvando a Espanha.A Matriz do Santander mudou para o Brasil. Estamos parecendo Estado Unidos com Inglaterra no início do século passado.

Vejam a notícia do Estadão de hoje:

Moody's rebaixa 28 bancos espanhóis


No dia em que o governo do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy,
oficializa o pedido de ajuda à União Europeia...

Atualizado: 26/06/2012 03:04
| Por NOVA YORK, estadao.com.br

No dia em que o governo do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, oficializa o pedido de ajuda à União Europeia para seus bancos, a agência de classificação de risco Moody's anunciou o rebaixamento da dívida de longo prazo de 28 instituições financeiras em um a quatro graus.

Segundo a agência, a decisão resulta da redução de qualidade de crédito da Espanha e da expectativa de que a exposição dos bancos espanhóis a créditos "poderes" do setor de imóveis comerciais provocará perdas ainda maiores.

Entre os bancos rebaixados, estão o Santander e o Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).


Na sexta-feira, a Moody's já havia cortado as notas de 15 dos maiores bancos do mundo. O movimento faz parte de ampla revisão de notas e pode prejudicar a obtenção de recursos por essas instituições e afetar os mercados financeiros.

Na lista estavam os americanos Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley, Royal Bank of Canada, dos Estados Unidos e do Canadá. Do lado europeu, estavam Royal Bank of Scotland, Barclays, HSBC, Credit Suisse, UBS, BNP Paribas, Credit Agricole, Societé Generale e Deutsche Bank.

Em fevereiro, a Moody's anunciou que faria a revisão, dizendo que a classificação desses bancos globais "não captura os desafios crescentes de condições de financiamento mais frágeis, maiores spreads para obter crédito, aumento dos encargos regulatórios e condições de operação mais difíceis".

A revisão de notas pela Moody's faz parte de um amplo esforço para fazer uma análise mais rigorosa. A crise financeira manchou a reputação das agências de risco. Elas haviam dado notas altas para títulos lastreados em hipotecas que mais tarde sofreram grandes perdas na crise imobiliária de 2008.

No dia 13 deste mês, a agência ainda cortou em três graus o rating da Espanha, deixando-o muito próximo do grau especulativo. A nota de crédito do país caiu de e A3 para Baa3, apenas um grau acima do nível considerado "junk". Ao mesmo tempo, a agência informou que a dívida espanhola continuava em revisão para possível rebaixamento.

No início do mês passado, a Standard & Poor's rebaixou a nota de 16 bancos espanhóis, dentre eles o Santander e o BBVA, na esteira do rebaixamento da dívida soberana do país uma semana antes.

Ainda ontem, antes do anúncio da Moody's, o diretor operacional do BBVA, Angel Cano, disse que a Europa precisa de um regulador único para os bancos da região, um fundo de seguro de depósito comum e um mecanismo comum para reestruturar bancos em dificuldades.

"O futuro da Europa é mais Europa"
, afirmou Cano, em uma conferência na cidade de Santander, na Espanha. Ele disse que os formuladores de políticas devem mostrar vontade política para encerrar a crise, definindo, urgentemente, um roteiro e um calendário para a criação de uma união bancária, política e fiscal.

Formuladores de políticas europeus recentemente levantaram a ideia de formar uma união bancária para fortalecer o sistema financeiro da zona do euro, proteger contribuintes e depositantes e ajudar a quebrar a ligação entre dívidas soberanas e bancárias.

A eventual união beneficiaria a Espanha, que ontem requereu ajuda da UE para seus bancos em dificuldades da ordem de 100 bilhões (ler mais ao lado). Cano disse que o BBVA não vai precisar desse socorro. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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