terça-feira, 12 de junho de 2012

Santander - Quem ajuda quem?

Santander Brasil abastece Santander Espanha

Como o Céu está caindo sobre os espanhóis e a melhor filial do Santander no exterior é do Brasil, agora, até em relação as Agências de Risco, a situação no banco no Brasil está melhor do que na Espanha.

Isto mostra o quanto o mercado brasileiro é bom, mas não garante que a Matriz na Espanha, que vê o país se desmanchando, não use os recursos brasileiros para salvar a situação dos espanhóis.

O Banco Central e os Sindicalistas devem prestar muita atenção. Cabe também aos funcionários do banco no Brasil repassarem qualquer informação relevante tanto os Sindicatos, como para o Banco Central. É o famoso “Orai e Vigiai”.

Vejam a matéria da Folha de hoje:

Santander tem nota de risco melhor no Brasil do que na Espanha

TONI SCIARRETTA – Folha - 12/06/2012

O banco Santander já tem uma avaliação de risco considerada melhor no Brasil do que na Espanha, país cujas instituições financeiras terão socorro de € 100 bilhões.

A agência Fitch de avaliação de risco reduziu ontem o rating (nota) do Santander espanhol de A (família de menor risco de calote) para BBB+, considerada de risco baixo de inadimplência. É exatamente a mesma nota da subsidiária brasileira em moeda estrangeira, a que melhor permite comparação. A diferença é que no Brasil a perspectiva desse rating é positiva (significa que pode ser melhorada), enquanto na Espanha a avaliação pode ser rebaixada devido à crise.

Na Moody's, o rating da subsidiária brasileira ainda é inferior ao da matriz.

SEM SOCORRO

Apesar de ter sido rebaixado na Espanha, o Santander não precisou de socorro como as caixas de depósito focadas em crédito imobiliário. Maior banco da zona do euro, o Santander atendeu com seis meses de antecedência a exigência dos reguladores europeus de capital mínimo de 9%. Até o final do ano, o banco pretende chegar a 10% após a abertura de capital da subsidiária no México, que deve movimentar US$ 3,5 bilhões.

No Brasil, o banco tem sido alvo de rumores de venda, que são sempre negados.
Independente da matriz, o Santander Brasil é hoje um dos bancos com mais dinheiro em caixa no país.

Após a abertura de capital em 2009, o Santander Brasil ficou com índice de Basileia, indicador de solidez, de 24%, enquanto a média dos rivais nacionais é de 16% e o mínimo exigido é de 11%. "Somos uma subsidiária independente, o que significa que não há fluxo de capital com a matriz a não ser pelo pagamento de dividendos. Nossos clientes podem ficar seguros de que estão nas mãos de uma instituição sólida, que não é afetada pelo que está acontecendo na Espanha ou na Grécia", disse Juan Miguel Hoyos, vice-presidente de estratégia.

O Brasil respondeu no primeiro trimestre por 27% do lucro mundial, enquanto a Espanha contribuiu com 12%. Segundo Hoyos, o banco está preparado até para uma piora da situação econômica na Espanha. Ele lembra que o banco passou por testes que simulam sua solvência em cenários piores do que o atual.

Um comentário:

  1. Para pensarmos: uma fala de Nouriel Roubini:
    Mais inquietante ainda: assistimos em abril a um nítido aumento das retiradas em alguns bancos espanhóis. O lamentável resgate do Bankia pelo governo só fez agravar a ansiedade do público. Quando de uma passada recente por Barcelona, um de nós foi diversas vezes questionado se arriscaria confiar seu dinheiro a um banco espanhol. Esse tipo de processo é explosivo. O que é apenas um “jogging bancário” poderá se transformar numa rápida fuga de capitais. E assistiríamos a um pânico bancário generalizado no seio dos PIIGs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia, Espanha), caso uma saída da Grécia gere um congelamento nos depósitos em euro e uma mudança na moeda do país. "Quem é o próximo? - se perguntará, então.

    Ao mesmo tempo, a restrição do crédito pelos bancos da zona do euro presentes nos países ditos periféricos permanece severa, apesar das denegações dos bancos – incapazes de elevar o nível de seus próprios fundos a 9%, segundo as exigências da autoridade bancária europeia pela elevação dos capitais privados – vendem ativos e contraem o crédito, agravando de uma só vez a recessão na zona do euro. Fragmentação e balcanização bancárias, mas também “nacionalização’ das dívidas públicas não cessam de ganhar terreno, o que poderá conduzir à desintegração do sistema bancário da zona do euro.

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