sexta-feira, 1 de junho de 2012

Santander - Notícias Relevantes

Quem está escondendo informações?

Como não tenho o hábito de ler O Globo, agradeço mais uma vez aos amigos que me repassam as matérias. Desta vez, quem me alertou foi uma importante jornalista de São Paulo, além de amiga de longa data.

Vejam os detalhes das negociações entre Santander, Banco do Brasil e Bradesco.
Mais uma vez não são fornecidos por Sonia Racy, mas, pelo jornal O GLOBO.

Muita água ainda vai rolar até o final desta novela. Vejam o Globo:

Santander recusa condições do BC
e negócio com Bradesco é suspenso


Segundo executivos, banco venderia participação, mas não sairia do Brasil

O GLOBO – ECONOMIA - Publicado: 31/05/12 - 22h24 - Atualizado: 31/05/12 - 22h24 – Aguinaldo Novo

SÃO PAULO — As negociações que estavam em andamento para a fusão de Bradesco e Santander
não prosperaram depois que a instituição espanhola recusou as condições do Banco Central (BC)para aprovar o negócio.


Nesse tipo de operação, é praxe que o BC tenha conhecimento prévio dos termos de um eventual acordo.
Iniciada há cerca de dois meses, a conversa entre os dois bancos foi noticiada pelo GLOBO no domingo passado, quando havia uma expectativa de que a operação pudesse ter continuidade. A informação foi confirmada por quatro executivos diferentes, um deles com cargo no alto escalão de um dos dois bancos e outro com acesso à área de fiscalização do BC.

Segundo esses executivos, a venda de participação da unidade brasileira passou a ser imperativa para a matriz do Santander, em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência. Mas não existiria a intenção de deixar completamente o Brasil, que hoje responde por mais de 30% do resultado global do grupo.
Exigência de aporte no BB impediu negociações

Antes de conversar com o Bradesco,
executivos do Santander também se reuniram
com a direção do Banco do Brasil (BB).

Um profissional de mercado que trabalhou para o BB contou que a primeira proposta levada à mesa foi a compra de uma fatia em torno de 30%, percentual posteriormente elevado para 50%.

Pelo menos dois fatores, no entanto, teriam levado ao fim também as negociações com o BB. O principal seria a necessidade de fazer um novo aporte no BB para bancar a compra, algo que foi descartado pela equipe econômica do governo. Havia também o desejo de que o banco oficial fosse o novo controlador do Santander. Nesse caso, porém, a instituição teria de seguir também o chamado regime jurídico de empresa pública, o que engessaria a administração. Seria necessário fazer concurso, por exemplo, para a contratação de funcionários.

No caso do Bradesco, a operação se daria parte com troca de ações e parte em dinheiro.
Se confirmada, a negociação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o próprio Banco do Brasil. Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões em ativos e R$ 72,5 bilhões em patrimônio, do Itaú Unibanco. Já o BB fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos (por ora, é a única instituição latino-americana a atingir esse marca) e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido.

Procurados no fim de semana, Bradesco e Santander
divulgaram nota para negar a existência das negociações.
Na terça-feira, quando a negociação já estava suspensa, divulgaram resposta com o mesmo teor à consulta feita pela Comissão de Valores Mobiliários. No dia seguinte, em entrevista ao jornal “Valor”, o presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, disse que a única intenção da matriz seria vender uma fatia entre 1% e 2% para atingir um free float (quantidade de ações em negociações no mercado) mínimo de 25% no Brasil, exigência da BM&Bovespa. O BB também já havia negado a existência das conversas.



5 comentários:

  1. Então havia mesmo brasa nesta fogueira... não era só fumaça...

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  2. Não ficou claro quais as exigências do Bacen no caso da fusão com o Bradesco...

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  3. Por que elas não apareceram na matéria.
    O forte da matéria é que o jornal resolveu mostrar que a diretoria do Santander Brasil está omitindo informações ao dizer que o banco não está à venda. Poderiam dizer que estavam negociando "parte" do banco. Seria verdadeiro, mesmo se, com o tempo, resolvessem vender tudo, ou nada.
    Democracia também não é o forte da Espanha.

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  4. De jeito que a coisa vai na Espanha, eles ainda vão acabar vendendo. não há escapatória, a situação está ficando muito grave, e não duvido que vão acabar vendendo tudo.
    Mas fico curioso das exigências do Bacen... com certeza o Governo Dilma não quer mais concentração bancária, desejoso que está para baratear o dinheiro e fazer o país crescer... por outro lado, também não iria querer ver 55 mil pessoas com perigo de perder seus empregos (se bem que acho que isso não contou, pois nunca contou nas fusões bancárias feitas até hoje).

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  5. Não acredito em uma venda por parte do banco, pois o Santander detém 30% da sua receita no Brasil e 12% na Espanha.

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