sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santander - Espanha Rebaixada

Cresce a Crise na Espanha

Como ficam as empresas espanholas?
Se o país vai perdendo liquidez, suas empresas também são afetadas e há necessidade de capitalização com dinheiro emprestado de outros países ou de transferências de suas filiais no exterior.

Se o Santander é a maior empresa espanhola e o maior provedor de lucros do Santander é a filial brasileira, com certeza haverá pressão sobre a filial brasileira. O maior problema na Espanha são os Bancos!

O curioso é que a presidência do banco no Brasil tinha reunião marcada com os sindicalistas no último dia seis e adiou para o próximo dia 13.

Vamos torcer para que, até lá, apareçam boas notícias de verdade, em vez de “falsos entusiasmos”.

Vejam a matéria da Folha de hoje:

Fitch rebaixa títulos da dívida da Espanha

Papel pode deixar de ser 'grau de investimento';
Merkel diz que Europa está pronta para agir

Folha – 08junho12 - RODRIGO RUSSO - DE LONDRES

Sob intensa pressão do mercado financeiro nas últimas semanas, a Espanha recebeu ontem nova má notícia: a agência Fitch rebaixou de "A" para "BBB" a nota dos títulos do país, com perspectiva negativa - indicação de mais reduções no futuro.

A nova nota é a última considerada "grau de investimento", ou seja, de baixo risco para os investidores. Dessa forma, crescem as possibilidades de a Espanha pedir resgate às autoridades europeias para solucionar a crise de seus bancos, a exemplo do que já ocorreu com Portugal, Irlanda e Grécia. Quanto menor a nota atribuída a um país, maior a chance de que ele não honre seus compromissos.

A Fitch justificou a decisão com base no alto custo da provável reestruturação e recapitalização dos bancos, no aumento da dívida pública, na recessão e na possibilidade de contágio da crise grega à economia do país.

Logo após a divulgação do rebaixamento, a chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que a Europa está pronta para agir e garantir a estabilidade da zona do euro.
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, já havia afirmado antes da queda da nota da Espanha que a União Europeia (UE) está pronta para ajudar o país, mas que o pedido precisa partir do premiê Mariano Rajoy.

Nesta semana, a imprensa europeia noticiou que a Alemanha e a UE vêm trabalhando em planos de contingência para ajudar a Espanha. As autoridades examinam os tratados europeus para checar se há meios de o país receber recursos sem que seja submetido a um pacote de austeridade tradicional.

LEILÃO
Ontem, a Espanha promoveu com relativo sucesso um leilão de títulos da dívida pública, conseguindo captar pouco mais do que os € 2 bilhões previstos.
Em compensação, teve de pagar juros mais altos que os da venda anterior, em abril. Desta vez, o país se comprometeu com juros de 6% para os papéis de dez anos, ante 5,7% no leilão anterior.

Durante a semana, o governo havia declarado que as portas do mercado estavam se fechando para o país por conta do alto risco de seus papéis em relação aos títulos emitidos pela Alemanha, o que não se confirmou no leilão que promoveu.

Outra importante agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, disse ontem que os bancos espanhóis deverão ter perdas na casa de € 80 bilhões a € 120 bilhões daqui até 2013, por conta de empréstimos que não serão pagos, aumentando a pressão para que as instituições financeiras sejam saneadas rapidamente.

De acordo com a agência Reuters, um relatório do Fundo Monetário Internacional, a ser divulgado na semana que vem, mostrará que o país precisa de uma injeção de capital de € 40 bilhões.

O premiê Rajoy afirmou que aguarda o documento oficial da instituição e a avaliação de auditores independentes para tomar uma decisão sobre o pedido de resgate.
No mês passado, a Espanha anunciou que seus bancos chegaram a níveis recorde de empréstimos considerados de pagamento duvidoso: em março, o volume era de 8,37% do total, ou € 148 bilhões, a maior proporção desde agosto de 1994.

O país enfrenta nova recessão econômica
(dois trimestres seguidos de contração do PIB) e conta com a pior taxa de desemprego entre os países da zona do euro: 24,4%. Para jovens entre 15 e 24 anos, o índice está acima de 50%.

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