quarta-feira, 6 de junho de 2012

Santander - E a Reunião com DILMA?

Informações e Desinformações

Todo viu ontem a matéria da Folha de São Paulo, no PAINEL, que avisava que o presidente mundial do Santander, além de ter uma conversa particular com DILMA, durante o almoço com o Rei da Espanha, o Painel também avisava que HAVERIA reunião exclusiva para tratar da situação do Santander no mundo e, em especial, no Brasil.

Hoje, ao ler a Folha,
procurei em todas as páginas, se havia alguma informação sobre a reunião e NÃO encontrei nada. O jornal tem a obrigação de dar continuidade à informação e avisar se houve a reunião ou não. Se houve, o quê aconteceu; se não houve, o porquê da suspensão da reunião.

Que o banco jogue na desinformação é até compreensível, mas,
um jornal como a Folha não pode trabalhar com informações descontínuas.
Pega muito mal!

Ao ler a Folha de hoje, só tem a notícia de que o governo espanhol está pedindo ajuda internacional para seus bancos.

O quê a diretoria do Santander Brasil vai dizer hoje aos representantes dos funcionários?
Afinal, está programada uma reunião entre a Diretoria do Santander Brasil e os Dirigentes Sindicais.

Vejam a matéria da Folha:

Espanha faz apelo à Europa pelo resgate financeiro de seus bancos

Mariano Rajoy, premiê do país, diz que o bloco tem de "apoiar aqueles que estejam em dificuldade"
Governo espanhol descarta, porém, a possibilidade de haver um resgate que vá além do sistema bancário

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – Folha – 06/06/2012

Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, afirmou ontem durante reunião do Senado espanhol que a Europa "precisa apoiar aqueles que estejam em dificuldade".

É o primeiro sinal claro
dado por autoridades espanholas de que o país ibérico pode vir a necessitar de ajuda, a exemplo dos já salvos Irlanda, Portugal e Grécia.
A diferença é que a economia espanhola é muito maior (cerca de 12% da eurozona), e um eventual resgate representaria enorme agravamento da crise no continente.

Rajoy defendeu, também pela primeira vez em público, a criação do eurobônus e apelou a líderes europeus para que o bloco econômico tenha maior união fiscal.
Assim, a Espanha poderia obter auxílio financeiro aos bancos -analistas estimam que o setor financeiro precisa, sozinho, de € 100 bilhões (R$ 254 bilhões) de resgate.

Líderes europeus devem se reunir em 28 de junho para discutir como impedir o colapso da zona do euro, de que fazem parte hoje 17 países.
Espera-se que então a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu apresentem medidas rumo à união bancária, que tornará possível o resgate direto do setor.
Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores da França, afirmou ontem que o país "favorece" uma solução baseada na união bancária. Não por acaso -bancos franceses têm grande quantia de títulos da dívida espanhola.

Para a Espanha, um resgate que não passe pelo governo tem a vantagem de não vir com as exigências do Fundo Monetário Internacional e dos demais países do bloco econômico -por exemplo, exigência de maior austeridade, como a imposta à Grécia.

IRREVERSÍVEL


"A Europa tem de dizer para onde está indo para garantir a segurança", disse Rajoy ao Senado. "Precisa dizer que o euro é um projeto irreversível e que não está em jogo."
Cristóbal Montoro, ministro das Finanças da Espanha, havia dito mais cedo que o alto juro exigido para a rolagem dos títulos do país indica que "a porta para os mercados não está aberta para a Espanha". O valor estava ontem em 6,3%.

O número preocupa por estar próximo do nível que obrigou Grécia, Irlanda e Portugal a pedir resgate durante os dois últimos anos. Amanhã a Espanha fará mais uma dessas rolagens, e as condições serão acompanhadas de perto pelos analistas.

O governo espanhol enfatizou ontem que, a despeito de ser a favor do plano que possibilitará o resgate de seus bancos, não crê na necessidade de um resgate nacional.
"Os homens de preto não vão vir para a Espanha", afirmou o ministro Montoro, referindo-se aos inspetores internacionais que fiscalizam os países resgatados.
"As cifras [necessárias para sanear os bancos] são perfeitamente acessíveis, não são um drama", declarou Montoro.

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