terça-feira, 19 de junho de 2012

Santander - Com a palavra o Banco Central do Brasil

O Bacen recebeu os Sindicalistas Brasileiros

Além do presidente da Contrafcut, participou da reunião a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, maior base sindical do Santander Brasil. Pelo Banco Central participaram Luiz Feltrim e Geraldo Magela, ambos bastante conhecidos nossos, de nossa confiança e que podemos afirmar que agora as autoridades brasileiras se posicionaram publicamente sobre a situação do Santander Brasil.

Este é um sindicalismo que temos orgulho de fazer parte. E este é o nosso Banco Central, onde, além das qualidades, tem o compromisso com a sociedade e os trabalhadores.

No entanto, as coisas na Espanha continuam fazendo água. Que não vire “cachoeira” para nosso lado.

Leiam a nota da Contrafcut, deste final de tarde:

Em reunião com a Contraf-CUT,
BC nega fusão envolvendo Santander

Contracut – 19/06/2012 – 17:59

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, reuniu-se nesta segunda-feira 18 com o secretário-executivo e futuro titular da recém-criada Diretoria de Assuntos Especiais do Banco Central, Luiz Edson Feltrim, para cobrar que o movimento sindical seja ouvido antes de qualquer processo de fusão no sistema financeiro, de forma a evitar prejuízos aos bancários e à sociedade brasileira, como ocorreu em aquisições anteriores. Feltrim disse que o BC está aberto ao diálogo e negou que esteja em andamento qualquer processo de fusão envolvendo o Santander.

Também participaram da reunião a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, e o futuro secretário-executivo do BC, Geraldo Magela. Feltrim foi indicado por Alexandre Tombini à presidenta Dilma Roussef para ocupar a nova Diretoria de Assuntos Especiais, criada com o objetivo de "fortalecer o relacionamento com o cidadão e os instrumentos de comunicação social".

A audiência foi solicitada pela Contraf-CUT para manifestar as preocupações dos bancários com o resultado de uma eventual fusão do Santander com outros bancos brasileiros e suas consequências para a sociedade, em especial para os trabalhadores.

"As últimas fusões, do próprio Santander com o ABN, do Itaú com o Unibanco e do BB com a Nossa Caixa, não geraram nenhum benefício para a sociedade. Ao contrário, os juros e o spread subiram nas alturas, as tarifas bancárias chegam a cobrir o dobro da despesa de pessoal, os lucros continuam elevados e a rentabilidade dos bancos no Brasil chega em alguns casos a ser o dobro do verificado em outros países", afirmou o presidente da Contraf-CUT.

'Precisa haver contrapartidas sociais'

"Em relação ao emprego, destacamos as demissões praticadas pelo Itaú, fruto do processo de fusão com o Unibanco", acrescentou Carlos Cordeiro. "Cobramos a necessidade de contrapartidas sociais em casos de fusão, como a garantia de redução de juros e tarifas, além da manutenção dos empregos, o que garante também uma melhoria no atendimento à população."

Os dirigentes sindicais também manifestaram a preocupação com a concentração bancária no Brasil, que em vez de favorecer a concorrência monopoliza o poder dos bancos e facilita o aumento dos juros e tarifas, como comprovam as dificuldades impostas pelos bancos privados em baixar os juros.

"Solicitamos que, se algum processo de fusão seja pautado no Banco Central, a Contraf-CUT e os sindicatos sejam chamados para discutir antes do processo finalizado, de modo a evitar que os trabalhadores e a sociedade sejam prejudicados", ressaltou Carlos Cordeiro.

Feltrim disse que no momento não há nenhum processo de fusão em curso
envolvendo o Santander, o Banco do Brasil ou o Bradesco.

O novo diretor informou que o BC soltou a Circular 3.590 (de 26/4/2012), que "dispõe sobre a análise de atos de concentração no Sistema Financeiro Nacional e sobre a remessa de informações pelas instituições financeiras", que entre outros itens exige que os bancos informem "os ganhos de eficiência esperados com o ato de concentração que possam resultar em benefício aos usuários de produtos e de serviços financeiros, explicitando aqueles derivados de economias de escala, de economias de escopo, da introdução de novas tecnologias, da geração de externalidades positivas e de sinergias, com a quantificação dos respectivos valores".

Por fim, Feltrim informou que o Banco Central está aberto ao diálogo e que sempre que solicitado receberá a Contraf-CUT e seus sindicatos.

BC além da inflação

Os dirigentes sindicais propuseram ainda ao secretário-executivo que o BC precisaria ter outras tarefas que não só olhar para a inflação, mas também se pautar por indicadores como, por exemplo, crescimento econômico e geração de emprego e renda.

Feltrim respondeu que essas outras tarefas além de cuidar da inflação não fazem parte da atribuição constitucional do Banco Central.

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