sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santander Brasil fala com o Estadão

E adia fala com Sindicatos

O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (8) uma entrevista de página interna com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, sob o título "A indústria financeira do Brasil vai se transformar nos próximos 2 a 3 anos". O executivo volta a negar a venda da subsidiária brasileira do banco espanhol.

Nesta entrevista ao Estado, concedida na véspera do feriado de Corpus Christi,
Portela nega que o Santander vá se desfazer da operação brasileira.

A queda da taxa básica de juros para níveis historicamente baixos veio para ficar e vai mudar completamente o negócio financeiro no Brasil. A afirmação é do presidente do Santander no País, Marcial Portela.

O interessante é que o presidente do Santander Brasil tinha reunião marcada com dirigentes sindicais também neste mesmo dia que deu a entrevista para o Estadão. O banco adiou para a próxima semana, dia 13, a reunião com os sindicalistas.

E teve tempo para gravar longa entrevista para o Estadão publicar nesta sexta-feira. O curioso é que a entrevista não foi com Sonia Racy, mas com Leandro Modé.

Neste vai-e-vém de informações
, para saber de fato o que está acontecendo, precisamos continuar acompanhando as informações publicadas nos jornais brasileiros e internacionais, já que há diferenças entre o quê o banco diz e os fatos publicados.

Vamos ver o que vai acontecer até o dia 13, quando ficou marcada a reunião com os sindicalistas.

Leiam introdução da entrevista
, publicada no Estadão de hoje,
e se quiserem ler a entrevista na íntegra, confira no site da Contrafcut:

Portela concede entrevista e volta a negar venda do Santander Brasil
www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30867

"A indústria financeira do Brasil vai se transformar nos próximos 2 a 3 anos"

Executivo descarta venda da operação brasileira, que classifica como um "objeto de desejo" para outros bancos

LEANDRO MODÉ - O Estado de S.Paulo – 08/06/2012

A queda da taxa básica de juros para níveis historicamente baixos veio para ficar e vai mudar completamente o negócio financeiro no Brasil. A afirmação é do presidente do Santander no País, Marcial Portela.

"Mudará o spread (diferença entre a taxa de juros que a instituição paga e a que cobra), mudará a estrutura de funding (captação) dos bancos, hoje muito dependentes das receitas de crédito. Amanhã, será tudo mais bem distribuído entre serviços bancários de diferentes naturezas", afirma. No bolso do cliente, a mudança a qual se refere Portela se traduz em juros mais baixos. Não só por causa da taxa básica menor. Mas também pelo provável fim do que ele chama de "subsídios cruzados".

O sotaque não impede que o espanhol de 67 anos deixe bem claro o que quer dizer com a expressão técnica: hoje, muitos clientes arcam com taxas salgadas para permitir que outros paguem menos.

Nesta entrevista ao Estado, concedida na véspera do feriado de Corpus Christi,
Portela nega que o Santander vá se desfazer da operação brasileira.

Confira:

O Santander pensa em vender a operação no Brasil?

O Santander nunca pensou em vender a operação brasileira. Ao contrário: sempre procurou fazê-la crescer. Qualquer banco mundial com situação de capital boa gostaria de ter um banco no Brasil. Mas é impensável comprar um Bradesco, um Itaú, um Banco do Brasil. O Santander acaba sendo um objeto de desejo. Mas não está à venda. Nunca esteve. O Santander seria um comprador se existisse um ativo para comprar no Brasil. Temos um princípio, como banco de varejo: é preciso ter massa crítica. Se você não consegue ter massa crítica em um prazo razoável, de cinco anos, vende a operação.

O que é essa massa crítica?
Para nós, é ter ao redor de 10% do sistema financeiro de um País. Mas é preciso ser um sistema financeiro grande. Vendemos operações em vários lugares porque não havia massa crítica. Tomemos como exemplo um país com 7 milhões de clientes bancários. Se você tiver 10% do mercado, estamos falando de 700 mil clientes. Não é possível tornar rentável uma operação séria de varejo com 700 mil clientes. É preciso 5 milhões, 7 milhões, 10 milhões.

Além disso, estrategicamente, para o Santander, o Brasil é um mercado natural. O Santander hoje não é um banco espanhol. A sede é na Espanha, mas tem acionistas no mundo todo e o maior número de clientes está no Brasil. Na matriz, querem uma operação brasileira ainda maior.

8 comentários:

  1. Aqui no Brasil eles não vendem. Podem até pulverizar as ações, mas não vão deixar o controle. O negócio é muito bom para se desfazer. Abs. Fraterno.

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  2. E la se foi o Santander... Fim do banco do juntos !!

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  3. Acordem pra vida... o banco já foi vendido !!

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  4. O que eu quero é esses espanhois sumirem do Brasil.Tomara que o BB compra e se não for que venha o Bradesco, mas sumam com esses espanois daqui.

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  5. Banco dos sangue sugas ve se volta para a Espanha

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    1. Assim o Bradesco, itau e etc. também vão pra Espanha ... Se o Santander for vendido no Brasil (muito difícil), a concentração bancaria aumenta, empregos vão sumir e a competitividade no setor diminui. não é bom.

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  6. Diretoria do Bradesco já sinalizou que o negócio está fechado....

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  7. Aonde sinalizou que o negócio está fechado?

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