sábado, 2 de junho de 2012

Músicas que ficam

Concerto para Clarinete, de Mozart

Outro dia estava voltando para casa e, ao ligar o rádio do carro, ouvi o som de um clarinete e uma música conhecida. Era a Rádio Cultura FM e a música era o Concerto para Clarinete de Mozart. O trânsito era intenso, mas a música era suave.

Ouçam esta gravação:

Mozart: Clarinet Concerto: I. Allegro (Audio Only)




Eu tinha este disco em vinil. Quando doamos todos os discos de vinil, ele foi junto. Agora devo comprar um em CD. Por enquanto,tenho um cd com solo de clarinete de Brahms.

Posso ter ficado sem o disco, mas a música e o som do clarinete ficaram na minha vida.
Quando eu tinha nove a dez anos de idade, a convite de um colega de escola, entrei como aluno numa escola de música, chamada Filarmônica 30 de Junho, fundada em 1958, lá em Serrinha, no sertão da Bahia.
Com o passar do tempo, o professor e regente da Filarmônica, entregou-me um clarinete e mandou-me estudar muito. Estudei muitos anos, vi que não tinha “ouvido”, mas tinha muita vontade de aprender.

Quando mudamos para São Paulo, em 1970, voltei a estudar com meus irmãos e também com o professor Leonardo Righ, italiano muito simpático que tocava ou no municipal ou na estadual, não me lembro. Só lembro que ele morava na Avenida Francisco Morato. Este era muito bom músico!

Como “quem sabe faz e quem não sabe bate palmas”, com o tempo, eu parei de tocar o clarinete e fiz assinatura da OSESP, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, onde vamos mensalmente usufruir da qualidade das músicas e da orquestra.

Ainda tenho o clarinete francês que comprei do professor Righ. Tem um valor sentimental imenso.

Ultimamente tenho comprado livros sobre os compositores e músicos, mas a alegria principal é ir aos concertos. Quanto a ser músico, esta é minha prioridade para a próxima encarnação, se existir.

Mesmo sem saber tocar, nada impede que possamos admirar uma boa música, um bom conjunto musical e ler um bom livro. Cada um é bom em alguma coisa ou até em várias coisas.

Para que as música fiquem na nossa memória, é preciso que existam a Rádio Cultura FM, as salas de concertos, as orquestras, os músicos, os professores e os alunos.
Por exemplo, todo domingo pela manhã, quando vamos caminhar no Parque Villa Lobos, ficamos ouvindo na Rádio Cultura, o programa “Pergunte ao Maestro” de João Galindo. Ele é ótimo! Se não me engano, começa às 10 e vai até às 11 horas.
Perguntem à Cultura!

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