sábado, 30 de junho de 2012

Folha de SP e Propaganda da Violência

UFC – Ultimate Fighting Championship

Não sei o que simboliza esta tal de UFC, mas estou muito triste com o fato de a Folha de São Paulo de ontem, 29/06/2012, ter deixado seu espaço nobre do jornal, para colocar propaganda de violência, nas páginas dois e três.

Duas páginas inteiras fazendo propaganda da tal UFC e da Gillette. Com a foto de – Vitor “The Phenom” Belfort – lutador peso médio do UFC e ex-campeão dos meio-pesados.

É uma apelação para o leitor nobre do jornal ter que ver a tal propaganda.
O curioso é que na página 5, que seria a página 3, normal, há o ótimo artigo de Maria Alice Setúbal, com o título:

“O PAPEL ESTRATÉGICO DA EDUCAÇÃO”.


Do ponto de vista comercial, a Folha pode usar seu espaço como quiser, mas, do ponto de vista de “um jornal formador de opinião, um jornal com a tradição da Folha”, não combina com este tipo de propaganda nas páginas nobres.

No plebiscito sobre o acesso às armas de fogo, a Folha, mantendo sua tradição educativa, foi contra a liberação da arma de fogo. Usei a Folha para fazer campanha contra as armas de fogo. Perdemos o plebiscito e a violência só aumentou. Agora até policiais são caçados por bandidos.

Outra questão curiosa, é o fato de esta propaganda ser logo depois da Rio + 20, quando a Folha, mais uma vez, foi muito didática e educativa. A violência entre pessoas é tão negativa ao meio ambiente, quanto à poluição e a destruição das matas.
A área comercial da Folha que nos desculpe, mas deve existir propaganda limpa e propaganda suja. Neste caso da propaganda da Gillette e da tal UFC, foi propaganda suja. Pegou mal.

Quero fazer aqui o uso das sábias palavras de Maria Alice Setúbal:

“É chegado o momento de um Grande Pacto pela EDUCAÇÃO, capitaneado pela Presidência da República, com as ações tendo foco nos professores”.
E complemento: E todos os formadores de opinião.

Como sempre disse um velho sindicalista: “Orai e Vigiai, sempre”
E ainda ontem, coloquei no blog, parafraseando Caetano Veloso:

“É preciso estar atento e forte...”

Com certeza, o Brasil e o Mundo, agradecerão se órgãos importantes como a Folha, priorizarem atividades e propagandas Educativas, em detrimento do “vale tudo pelo dinheiro”. Jesus já dizia: “Nem só de pão vive o homem”.

A Folha da “Campanha das Diretas”, foi a luz que iluminou o Brasil, naquele período.


P.S.:

Aproveito para lembrar ao pessoal da Folha que este blog é visitado por gente de todos os continentes. Ainda ontem tivemos a importante visita de Seis Pessoas dos TERRITÓRIOS PALESTINOS, o que representa o 73o. País.

Já tivemos centenas de visitas de Israel e agora tivemos visitas da Índia, China, Rússia, Suíça, Reino Unido, França, Canadá, Alemanha e Estados Unidos. Já estamos chegando aos cem mil acessos.

Vejam o quanto a Folha pode ajudar sendo Educativa...


Gal Costa dos Velhos Tempos

Trem das Onze e um pouco mais

Por que hoje é sábado, resolvi mostrar um vídeo mais longo do que o normal. São quase dez minutos com Gal Costa cantando algumas músicas e com imagens hipnotizantes. São músicas da época de setenta, quando éramos jovens e íamos com mais frequência aos shows.

Este show de Gal tocando violão nós fomos vê-lo, todos da família que vivia naquela época em São Paulo. Foi um show para não se esquecer. Ao procurar a música para o texto de ontem, também achei esta gravação de Gal.

Pare um pouco e, além de ouvir, mais do que isto, preste atenção nas imagens, nos sorrisos, nos olhares e nos balanços de Gal.

Era realmente “uma Gracinha”.

Gal Costa '' Trem das Onze '' + pout-porri Caetano Veloso + '' Olhos verdes ''



Quase dez minutos de muitas lembranças e esperanças.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Marisa Monte - Irrepreensível!

Ela chega aos 45 anos?

Para nós, ela continua uma garotinha!

Não vou publicar fotos para não dispersar a leitura
do texto de João Luiz Vieira, para o Estadão.

Marisa Monte: tecnicamente irrepreensível em show

Estadao.com - por João Luiz Vieira – 29/06/2012

Muita gente acha que chegar aos 40 anos é atingir a plenitude pessoal e profissional, o auge. Chegar aos 45 seria o que para Marisa Monte? Ela acabou de estrear a turnê de Verdade Uma Ilusão no HSBC, em São Paulo, confirmando que está muito bem, obrigada, e isso fica nítido em cena.

Não necessariamente nessa ordem de realização ela é dona do próprio negócio (e estamos falando de música), está milionária e magra, é mãe de duas crianças lindas, namora e trabalha com quem quiser, tem uma legião de pessoas que ama tudo o que ela canta e uma outra que passa a vida tentando imitá-la. Que tal?

Só que ela ainda é mais que isso, e se você for assistir ao show que recomeça nesta quinta-feira (28) vai entender que ela está dois patamares acima de suas colegas. Parecer flutuar, puxada por fios invisíveis que a conectam com o tecnicamente perfeito. Ela entra no palco e nada sai do lugar.

A voz é das mais cristalinas e afinadas, e a direção de cena consegue superar o show anterior (que já era excelente, com a histórica execução de Infinito Particular na penumbra), com intervenções visuais de bater palmas a cada ponto final. Com direção de Leonardo Netto e Claudio Torres, curadoria de Luisa Duarte, direção de arte de Batman Zavarese e cenografia de Marcelo Lipiani, o show tem projeções de artistas como Tunga, Luiz Zerbini, Alexandre Brandão, Marcos Chaves, Cao Guimarães e José Damasceno. Isso não é pouca coisa.

O mais impressionante, porém, nem é isso. Marisa enaltece qualquer letra que se dispõe a defender, o que uma multidão de jovens cantoras até tenta, mas não chega lá. Quando ela surgiu, nos já longínquos anos 1980, provocou comoção por ser uma moça discreta e, ousadia das ousadias, eclética como poucas na escolha de repertório: resgatou sambas antigos, reinventou os Titãs e Carmen Miranda.

O tempo passou, ela continuou a remexer no baú e a customizar melodias, só que foi se soltando mais em cena e nas composições. Ornamentou, assim, seu próprio santuário. E na lacuna de cantoras de técnica irrepreensível como Elis Regina, por exemplo, foi se firmando e provocando admiração e inveja.

O show desta temporada mostra uma cantora com absoluto domínio de sua garganta, que faz milagre com canções que se estivessem na boca de outras poderiam soar um tanto bregas.

O novo disco, O Que Você Quer Saber de Verdade, dividiu a crítica que, dentre outras coisas, a chamou de "acomodada", comparando-a com Gal Costa, que lançou disco radicalmente transgressor no fim do ano passado. Marisa Monte, convenhamos, é melhor cantora que compositora (ainda, ao menos), mas ela merece todos os aplausos por mostrar no palco, como toda canceriana, que sabe defender bem suas crias.

Bancos - quem dá mais?

Agora é o BTG que quer comprar o BMG

As mulheres andam bem informadas. Ontem foi Sonia Racy, do Estadão, dizendo que era o Bradesco quem estava comprando o BMG, agora é Vanessa Adachi, do Valor, que está avisando que as conversas entre o BTG e o BMG já estavam acontecendo há meses... “Tudo em muito segredo”.

Parece que o Mercado Financeiro está “Em Leilão”. Quem dá mais?


Vejam a matéria do Valor de hoje, assinada por Vanessa Adachi.

BTG negocia a compra do BMG


Consolidação Conversas ganharam forças nas últimas semana, mas não há acordo

Valor - Vanessa Adachi – 29/06/2012


Depois de ver frustrada sua tentativa de comprar o Banco Cruzeiro do Sul, o BTG Pactual está determinado a adquirir o controle do mineiro BMG, também especializado em crédito consignado, como o Cruzeiro. As duas instituições começaram a conversar antes mesmo da intervenção no Cruzeiro, no início do mês, mas a negociação ganhou força nas últimas semanas, conforme piorou a condição de funding para as instituições de médio porte.

A decretação do Regime de Administração Especial Temporária (Raet) no Cruzeiro do Sul apertou o quadro de liquidez já restrita para os bancos de menor porte. Até o momento não se chegou a um acordo e uma nova rodada de conversas deve ocorrer na próxima semana.

A família Pentagna Guimarães, controladora do BMG, sempre indicou que não queria se desfazer de fatia majoritária do banco. Mas agora estaria avaliando essa possibilidade, a única que interessa ao BTG. A ideia em discussão é que o banco de André Esteves assuma o controle, mas que a família mineira permaneça como acionista relevante do banco.

Antes de engatar as conversas com o BTG, os Pentagna Guimarães conversaram com ao menos dois outros investidores, mas as negociações não progrediram. Um deles, apurou o Valor, é o banco chinês ICBC (Industrial and Commercial Bank of China).

A intenção do BTG é fundir as operações do BMG com o PanAmericano, assumido há um ano e meio. Até hoje o BTG ainda não conseguiu engrenar a operação do PanAmericano como gostaria. O BMG é uma instituição com forte capacidade de originação de operações de crédito, o que encaixaria com o PanAmericano, que detém farto acesso a funding e tem gerado pequeno volume de negócios.

Por outro lado, o funding do PanAmericano interessa e muito ao BMG. Pelo acordo em que o BTG assumiu o banco que pertencia ao empresário Silvio Santos, fechado no ano passado, ficou acertado que a Caixa Econômica Federal, sócia do PanAmericano, abriria uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões para o banco. A maior parte dessa linha não tem sido usada e tem um custo bem inferior ao que o BMG paga para captar. Estima-se que a linha da Caixa tenha um custo de 107% do CDI (pouco mais de 9% ao ano), enquanto o BMG paga CDI mais 2% a 3% para captar via venda de carteiras de crédito a grandes bancos (algo entre 10,5% e 11,5% ao ano).

Segundo o Valor apurou, o BMG está em busca de uma injeção de capital da ordem de R$ 1 bilhão, o que poderia ser obtido na transação com o BTG. A cifra leva em conta a necessidade atual e as novas regras de capitalização dos bancos de Basileia 3, que começarão a ser implementadas em 2013 e exigirão mais capital dos bancos de forma geral. Nova norma contábil implementada em janeiro deste ano pelo Banco Central já está demandando mais força financeira dos bancos menores.

A partir deste ano, quando um banco cede operações de crédito a outras instituições e, pelo contrato, continua responsável por parcela substancial dos riscos (coobrigação), não pode mais se apropriar da receita dessa venda no ato da operação. Tem que diferir essa receita ao longo do prazo de duração da carteira de crédito. Isso estancou uma receita importante que os bancos menores tinham e que engordava seus resultados e seu patrimônio.

Ontem, a Comissão de Fiscalização Controle (CFC) da Câmara aprovou a proposta de auditoria na compra do Banco Schahin pelo BMG. Os parlamentares querem apurar se houve irregularidades na operação de aquisição do banco, que aconteceu depois de um empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

DICAS DO DIA

É preciso estar atento e forte

Como são muitos os assuntos que aparecem no noticiário do dia-a-dia e são muitos os pedidos para eu comentá-los, pensei e pensei como resolver o problema e cheguei a seguinte conclusão: Além de fazer matérias de análise e de divulgar as boas matérias de amigos como Joel Bueno e Sérgio Vianna, vou publicar, principalmente de segunda à sexta, o primeiro texto do dia como DICAS DO DIA.

Assim, além de divertir as pessoas com pequenos comentários, serve de pauta para leituras das pessoas. Outro dia um velho amigo e sindicalista contou-me que, quando chega no trabalho, a primeira coisa que faz é ir procurar os meus comentários no blog, principalmente quando falo de bancos, de flores e de música.

Coisas que faço a vida toda, ser bancário, gostar de flores e de música. Hoje mesmo tem a Missa de Beethoven na Sala São Paulo. Coisa dos Deuses com o Coral da OSESP e a japonesa como regente.

Vamos à Primeira Edição

DICAS DO DIA


1 – Novo Herói Corinthiano

O assunto da semana é o novo herói corinthiano, nosso Romarinho. Pequei o caderno de Esporte da Folha e trouxe para o trabalho para ler com calma. Gostei da pauta e da cobertura. Quando chego ao Estacionamento, todo animado, mostro o caderno para os manobristas:
- Vejam que interessante, o Romarinho foi rejeitado pelo São Paulo e pelo Santos!
A resposta vem de bate-pronto.
- O primeiro diz: Ele não ficou no São Paulo por que não quis ir para a Escola, e no São Paulo só joga quem estuda!
- O segundo reforça: Ele não ficou no Santos por que ele é igual a “Pastel de Beira de Estrada de Santos, quando o carro passa correndo, o pastel voa!” A fama vai passar logo! Repetiu o santista.
E assim vamos vivendo nosso sofrimento e nossa alegria de ser corinthiano.
Mesmo que Romarinho não faça mais gols, já valeu por tudo que fez contra o Boca!

2 – Notícias na Internet e Notícias nos Jornais Escritos

Os grandes jornais criaram seus sites e assim tudo que vai sair publicado no dia seguinte, sai antes nos sites. Muitas vezes estes jornais repetem nas capas as fotos e as manchetes. O site do Estadão de ontem deu a noticia de Sonia Racy sobre o Bradesco e o BMG, eu a coloquei no meu blog e correu mundo com centenas de visitas no meu site. Hoje a notinha saiu no jornal escrito. Virou notícia velha e sem impacto. Ironia da modernidade.

3 – Eleições no México e Golpe de Mão no Paraguai

Leiam boa matéria na Folha de hoje onde mostra que todos os candidatos mexicanos citam o Brasil como modelo de sucesso. Tanto os de esquerda como os de direita. Só nossa imprensa nega e esconde o nosso sucesso.
Já sobre o “Golpe de Mão” no Paraguai, que nossa imprensa está apoiando, ainda na Folha de hoje, tem uma boa entrevista do embaixador brasileiro no Mercosul. O curioso na entrevista é que ele retoma “a participação americana na preparação e reconhecimento do golpe”. Mudam os partidos e as pessoas no governo americano, mas não muda a mania imperialista americana.

4 – Por falar em Latino Americanos, depois de tantas visitas internacionais a este blog, ontem, tivemos a visita do 72º. País: Foi a vez de alguém da BOLÍVIA. Tão perto do Brasil e tão longe da modernidade. Alguns antigos visitantes que andavam sumidos também apareceram: Emirados Árabes, Letônia, Angola e Portugal.

5 – Fechando com música
tocada na rádio USP e ouvida na Consolação, enquanto olhava para as flores dos Ipês do Cemitério.

É preciso estar atento e forte!

Com Daniela Mercury – Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso, e preliminar de João Bosco.





quinta-feira, 28 de junho de 2012

Itália dá aula de Futebol

Mesmo tendo pouco dinheiro

Engraçado, não vi nenhuma foto de Angela Merkel torcendo para a Alemanha, neste jogo contra a Itália. Só achei fotos de Balotelli!

Depois os europeus ficam falando mal dos imigrantes. Embora o nome seja italiano, Balotelli, de loirinho não tem nada! E aí? Agora pode? Para a França, para a Inglaterra, para a Holanda e para a Itália? Mais uma vez a História dá aula para todos nós.
Humildade não faz mal a ninguém, principalmente para pessoas como Sarkozy.

Mas, nosso comentarista esportivo, Joel Bueno,
não pode fazer a análise do jogo do Corinthians por que não assistiu ao jogo, mas ele viu todos os jogos da Eurocopa e ficou impressionado com o desempenho da Itália no jogo de hoje.

Se a Itália jogou fingindo de morta contra a Inglaterra, já contra a Alemanha, resolveu “comer a bola”.

Domingo, vai ser um jogão: Itália x Espanha. Estes latinos são imprevisíveis!!!

Vejam a análise de Joel Bueno.

Itália dá aula de Futebol

Joel Bueno – direto do Rio de Janeiro – 28/06/2012 – 17:46

O treinador da Itália desfez o 3-5-2, que é como eu tinha visto o time jogar, no início da Eurocopa. O De Rossi voltou à sua posição de volante. O Pirlo ficou mais liberado. Dois meias avançados e o Cassano e o Balotelli na frente.

A Alemanha era aquela: quatro zagueiros, dois volantes que sabem avançar, uma linha de três meias avançados e o Mario Gomez na área inimiga. Não sei por que, entrou o Kroos ao invés do Müller. O Kroos é bom jogador, mas muito mais lento.

O jogo já começou aberto. O Buffon garantiu algumas vezes. Mas era dia da Itália. Já no primeiro tempo, o Balotelli fez dois - o segundo, num lançamento primoroso do Montolivo, que o botou sozinho na cara do Neuer.

A Alemanha tinha que partir para cima. Mas a Itália não quis saber. Tomava conta do meio campo. Não ficava acuada na defesa. Saiu o Montolivo para entrar o Thiago Motta, reforçando a marcação. Nem por isso virou uma retranca. E o contra-ataque era sempre perigoso.

Nos descontos, na tradicional "operação abafa", o juiz achou um pênalti para a Alemanha. O Özil converteu. Mas foi só para dar emoção no finzinho.

Diz que o futebol é cobertor curto. Cobre a cabeça, descobre os pés. Cobre os pés, deixa a cabeça no frio. Hoje o cobertor italiano era comprido.
O time defendeu e atacou com eficácia.
Aula de futebol.

Bradesco negocia compra do BMG

Quem não tem Cão, caça com Gato

Quem começou toda a história de que o Banco do Brasil e o Bradesco estavam negociando a compra do Santander Brasil, foi Sonia Racy, do Estadão. O jornal sempre respaldou as informações de Sonia Racy, portanto, foram consideradas pertinentes, por este blog.

Depois os outros meios de comunicação, principalmente a Rede Globo, também informaram. O Santander Brasil sempre negou, mas o Banco Central do Brasil e a própria Dilma também se posicionaram sobre o assunto.

Agora é a vez do BMG.

É um banco médio, mas é um dos maiores em Consignados. Este banco também ficou famoso na época do mensalão.

O Banco Central deve ficar cada vez mais esperto, principalmente com estas Agências de Rating (Risco) e estas Auditorias Internacionais que avalizam bancos como Noroeste, Nacional, Cruzeiro do Sul, Panamericano e tantos outros.

Se o sistema financeiro brasileiro perder a credibilidade, ou for contaminado pelos políticos, estaremos todos perdidos e teremos que começar tudo de novo. Com um Novo Brasil.

Vejam a notinha de Sonia Racy, no site estadao.com.br de Hoje:


Sonia Racy, "again".
28.junho.2012 | 12:23 – estadao.com.br

E o Bradesco está negociando a compra do BMG.

Consultado, o Bradesco preferiu não comentar.
Já o BMG, que não tem ações na bolsa de valores, diz que a informação não procede.

Nota do Blog:
E dizem que o segredo é a alma do negócio. Quanto segredo!

Bancos Brasileiros Rebaixados

Inclusive o SANTANDER Brasil

Estas Agências de Classificação de Risco estão pegando no pé dos bancos mais do que os governos. Se o problema da Crise Mundial está nos bancos, os governos em vez de sacrificar o povo, deveriam “sacrificar os bancos” e começar tudo de novo.

O pessoal do Santander Brasil diz que é o melhor do mundo, mas, além de rebaixarem o Santander na Espanha, agora também rebaixam aqui no Brasil.

Lembram da frase “Este Bamerindus...”?

O futuro a Deus pertence, e a nós também.
Temos nossas responsabilidades.
Vejam a nota do Globo:

Moodys rebaixa nota de crédito de oito bancos brasileiros


Globo - 28 de junho de 2012

Agência de classificação vem revisando rating de todos os bancos.

Bancos são BB, Safra, Santander, HSBC, Bradesco, Itaú, BBA e Votorantim.

A agência de classificação de risco Moody's informou nesta quarta-feira (27) que rebaixou a nota de crédito de oito instituições financeiras brasileiras entre um e três graus, como parte de sua revisão global de todos os bancos com ratings mais elevados do que o rating soberano de seu país de origem.

"Nossa análise indicou que há poucas razões para acreditar que esses bancos estariam isolados a partir de uma crise da dívida do governo", justificou a Moody's, em comunicado. "Mais especificamente, nós notamos uma significativa exposição direta desses bancos para os títulos do governo brasileiro, equivalente a 167% do capital de nível 1, em média".

A Moody's rebaixou Banco do Brasil, Safra, Santander e HSBC Bank Brasil - Banco Múltiplo ao nível do rating de crédito soberano do Brasil, ou seja, o grau de investimento Baa2.

Bradesco, Itaú Unibanco e o banco de investimentos do Banco Itaú BBA foram rebaixados em um grau acima do rating soberano, porque possuem fatores que ajudam a mitigar os riscos, incluindo níveis moderados de diversificação transfronteira e altos níveis de negócios e diversificação de resultados, apesar de, em geral, possuírem altos níveis de participação na dívida soberana.

Banco Votorantim foi rebaixado em um grau abaixo do nível do rating da dívida soberana brasileira para refletir o mau desempenho financeiro do banco, incluindo a fraca qualidade e rentabilidade dos ativos e as perspectivas de desafios constantes para a sua solidez financeira. As informações são da Dow Jones.

Corinthians - Chegou o NOVO

Novo Goleador para o Novo Campeão

Nada melhor do que ter um bom comentarista esportivo. Na verdade temos dois bons comentaristas. Só que Sergio Vianna, que não é parente de Mário Viana (do falou tá falado!) faz o comentário logo após o jogo. Veja que ele enviou a mensagem às 00:34 H de hoje. Isto é, a meia noite!!!! Já Joel, escreve na parte da manhã. Depois mostro os comentários de Joel Bueno, diretamente do Rio de Janeiro. Sergio Vianna é diretamente de Juiz de Fora.

Sangue novo no Corinthians, um Romarinho de apenas 21 anos dá vida nova ao Timão. São Paulo também vai precisar de sangue novo e vida nova para humanizar e organizar melhor nossa cidade. E o pior é que Serra é palmeirense... Meu vizinho, também palmeirense, torceu para o Boca. Imaginem o que eu pensei dele.

Tomou dois de Romarinho no domingo e agora tomou outro gol de Romarinho. Agora temos centroavante!

E dias 4 e 5 o Brasil vai parar para assistir
e comemorar o Novo Título do Corinthians!

Tudo com muita Calma e Firmeza, como diz Míriam Leitão.

O Brasil agora é Corinthiano!!!


Com a palavra, o comentarista on-line, Sérgio Vianna:

Terminada a primeira batalha
da final da Libertadores de América.


Sérgio Vianna 28 de junho de 2012 00:34

O Corinthians conseguiu sair do jogo com um empate em um gol, numa Bombonera lotada.

Convenhamos que o técnico Tite orientou seu time para uma organização tática que permitisse a equipe suportar a natural e conhecida pressão dos argentinos do Boca. Afinal, ele é quem escala os jogadores e faz as substituições que julga conveniente.

Mas fiquemos com essa homenagem ao técnico e vamos ao time.

Os jogadores corintianos deram uma aula tática e foram brilhantes no conjunto da obra.
Uma disciplina de fazer inveja aos demais times brasileiros que prezam muito um cai-cai ou um número excessivo de faltas tolas. Aos 23 minutos do segundo tempo o comentarista da TV, ex-árbitro, ressaltou que o time paulista não havia feito nenhuma falta.

Outro aspecto que se percebe na maioria dos times brasileiros é a ausência da determinação necessária para um esporte cada vez mais físico, atlético, cujos jogadores deixam de jogar no segundo tempo por falta de preparação adequada.

Pois o Corinthians foi determinado, persistente, disciplinado, jogou coletivamente, durante toda a partida.
Um escanteio do Boca resultou no único gol argentino numa jogada única em que a defesa não se desfez da bola cruzada. O Boca até teve outras duas ou três razoáveis possibilidades. Mas não se estabeleceu como dono do campo.

E de novo o técnico mostra sua iluminada escolha, ao colocar Romarinho em campo no lugar de Danilo já bastante cansado.
E não é que o menino, recém chegado no Parque São Jorge, recebe uma bola açucarada do Emerson e não se intimidou, colocando suavemente a pelota na rede, empatando o jogo e levando a decisão para o Pacaembu?

O Corinthians campeão será invicto, isto está certo. E somente faltam-lhe 90 minutos, podendo ser 120 com a prorrogação no caso de novo empate no tempo normal. E vamos torcer para que não seja necessária a cobrança de pênaltis.

De qualquer forma, os corintianos terão uma semana de suspense e apreensão até o final do jogo da próxima semana. Mas já está bem perto de ser mais um clube paulista campeão da Libertadores de América.

Foi um grande jogo!

Parabéns Corinthians!



Esta música eu escolhi ontem, quando vim trabalhar.
Já na certeza do bom resultado.

GAL COSTA - BLOCO DO PRAZER



Para o próximo jogo será FESTA DO INTERIOR!


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Se é amigo de Fernanda Takai

É nosso amigo. Conheça Dudu Tsuda

Faz tempo que o Caderno Ilustrada da Folha não vem tão bom como veio hoje. Muitas matérias boas, bem diagramadas e com novidades. Acabei atrasando a saída de casa para poder olhar todas as matérias.

Tinha pensado em divulgar o Balé da Holanda, mas achei mais interessante mostrar a matéria sobre Dudu Tsuda. Parece com nossas coisas. Japonês, com disco com título em francês, adaptado de Paul McCartney e outras coisas. Já tocou com todo mundo e ainda é amigo de Fernanda Takai que é uma das novidades mais interessantes dos últimos anos.

Para completar, fui procurar uma música com charme e achei uma sobre o aniversário de Dudu. Como eu ia dar parabéns pelo esforço musical, não sei quando foi o aniversário, mas ficam os parabéns do mesmo jeito.

Que floresçam milhares de músicos e de jovens cantores por este Brasil a fora. Estamos precisando DO NOVO em quase tudo.

Parabéns ao pessoal da Ilustrada da Folha.
Vejam a boa matéria sobre o disco de Dudu.

Parte de diversas bandas, Dudu Tsuda lança seu primeiro disco

'Le Son par Lui Même' traz canções autorais e de Paul McCartney

MARCUS PRETO – Folha – 27/06/2012

Figura onipresente na cena independente paulistana desde a segunda metade dos anos 2000, Dudu Tsuda chegou a integrar, ao mesmo tempo, uma dúzia de bandas.
Há dois anos, estava em dez: Jumbo Elektro, Cérebro Eletrônico, Trash Pour 4, Cabaret Duar Tsu & Tie Bireaux (com Tiê e Zé Pi), Zero Um (com Tatá Aeroplano e Paulo Beto), Freak Plazma e Elétrons Medievais (com Peri Pane).

Tsuda tocou ainda no Pato Fu e nas bandas solo de Fernanda Takai e Junio Barreto.

O que, no meio disso tudo, era de fato Dudu Tsuda? Decidiu que estava na hora de descobrir. Foi abandonando, uma a uma, todas as bandas. E planejou shows individuais, em que mostrava basicamente repertório autoral.

"As pessoas levam tempo para deixar aflorar sua potencialidade criativa e liderar um projeto. Quando comecei a tocar minhas próprias músicas, a escolher meus arranjos, senti que estava rumando para outro estágio de maturidade artística", diz.

O produto desse "outro estágio" se materializa agora em "Le Son par Lui Même", primeiro álbum de Tsuda.

O título em francês não é charme. Não há canções em português - a única exceção é "Música pra Videogame Brasileiro". De resto, tudo é cantando em inglês e francês. E rende grandes momentos como "Le Jour où Erik Satie a Rencontré Stereo Lab" e "Music to Fade Away".

RECOMEÇOS
Além do repertório cantado, Tsuda incluiu números instrumentais, como as quatro faixas de "Sinfonia para Espaços Abertos", que, ele diz, foi influenciada por compositores de trilhas de filmes, como Ennio Morricone, além dos maestros Heitor Villa-Lobos e Rogério Duprat.

Única faixa não autoral, "Let'em In" é composição de Paul McCartney com a banda Wings. Tsuda conta que gravou a canção sem saber se poderia utilizá-la no disco.
"Um belo dia, me ligaram dizendo que ia custar '200'. Logo perguntei: 'US$ 200?', já achando barato. E eles: 'Não, R$ 200!'. Dá para acreditar? Basta Paul aprovar. Estando bom para ele, está feito. Quando conto isso, acham que estou fantasiando."

As referências estéticas unem ainda bandas eletrônicas como Kraftwerk e Stereolab -o que o torna um estranho no ninho da geração paulistana de que ele faz parte.

Isso é um problema?
"As pessoas me associam ao Jumbo, ao Cérebro, a músicas alegres, de pista. E este disco é mais intenso, com mais nuances de sonoridades. É um recomeço."

LE SON PAR LUI MÊME

ARTISTA Dudu Tsuda
GRAVADORA YB
QUANTO não informado

Esta música não é do disco novo, mas é muito interessante. Quem estuda música já fez muito este tipo de brincadeira musical. Parabéns!

Show Tulipa Ruiz + Aniversário Dudu Tsuda


Bancos Fortes e Bancos Fracos

My Way – pode ser música e Banco

Recebi esta matéria publicada no site do Banking My Way, não sei se o conteúdo é totalmente correto ou não, mas achei válido compartilhar com vocês. Se alguém tiver mais informações sobre o assunto, por favor nos enviem.

O curioso é que o Santander está entre os bancos mais fracos, vão achar que é birra minha. Parece que o mundo está ficando de “cabeça para baixo”. Os asiáticos estão chegando...

Vejam a matéria sobre os Bancos:

Where the World's Strongest Banks Are: Not the U.S., Not Europe


NEW YORK (BankingMyWay) -- Want to know where the world's strongest banks are located? Don't look to the U.S. or Europe.

Not even one U.S. bank made the cut of the world's strongest financial institutions in an analysis conducted by Jupiter, Fla.-based Weiss Ratings.

Latin America is home to the strongest banks overall, according to the Weiss ranking, while Europe and Asia, along with one embattled U.S. financial giant, dominated a ranking of the world's weakest banks.

It’s Europe that really worries Weiss researchers, as well as just about every other person following the global markets.

"Our analysis underscores just how severe Europe's financial crisis is despite imposed austerity measures, while financial institutions in emerging markets have largely bypassed the recurring debt crises of recent years,” notes Weiss Ratings' senior banking analyst Gene Kirsch. “And, with fears over a euro breakup mounting, European banks could easily face a new and more tumultuous round of financial troubles."

The company says that five European countries in particular -- Portugal, Ireland, Italy, Greece and Spain -- are home to a large number of the worst-performing banks in the world. According to Weiss, 75 of 206 major banks surveyed -- about 42% -- call one of the so-called “PIIGS” countries home, along with France and Germany. Each of those 75 banks receives a bottom scraping D+ rating from Weiss.

Japan shares the ignominy of highlighting the globe's underperforming banks. Half of its 32 big banks also received a D+ ranking or worse.

As for the U.S., 17 banks appeared on the Weiss global banking list, but only one made a "top" list, and it was for the bottom rung of banks. Bank of America (Stock Quote: BAC), received a D+ rating, right between Credit Agricole of France and Mizuho Financial of Japan among the world's weakest banks.

Bank of America reported return on equity of -1.5 percent for 2011, which is well below the industry average of 10 percent, according to the Weiss report. Reduced profitability due to prior bad loans and restructuring of nonperforming businesses was the primary factor in determining the bank's D+ rating.


Here are the Weakest Global Banks:

1. Deutsche Bank (Germany)
2. Barclays (U.K.)
3. Royal Bank of Scotland (U.K.)
4. Credit Agricole (France)
5. Bank of America (U.S.)
6. Mizuho Financial (Japan)
7. Banco Santander (Spain)
8. Societe Generale (France)
9. Lloyds Banking (U.K.)
10. UniCredit (Italy)


Here are the Strongest Global Banks:


1. Banco do Brasil (Brazil)
2. Hang Seng Bank (Hong Kong)
3. Turkiye Garanti (Turkey)
4. Qatar National Bank (Qatar)
5. AKBank (Turkey)
6. Bank Mandiri (Indonesia)
7. Al Rajhi Bank (Saudi Arabia)
8. Grupo Financiero Santander (Mexico)
9. Samba Bank (Saudi Arabia)

Latin America and the Middle East had the strongest showing, thanks in part to a smaller scale of banking operations.

With a more focused lending and investing strategy, smaller banks in nations undergoing rapid growth and industrialization were able to remain stable and prosper despite the global economic crises that began in 2008, according to the Weiss analysis.

With most of the world's banking weakness comign from the huge economic forces of Europe and Asia, it's no surprrise that the global economy has been on the skids.

—For more ways to save, spend, invest and borrow, visit MainStreet.com.


http://www.bankingmyway.com/credit-center/where-worlds-strongest-banks-are-not-us-not-europe

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dedo-duro e torturador. Não pode

Financiador, Mandante, Chefe da Repressão, pode?

Gosto muito de Juca Kfouri, mas acho esta discussão muito delicada. Fui preso várias vezes, fui cassado, anistiado, mas, mesmo assim, acho que esta discussão sobre quem deve e quem não deve ser punido, a esta altura do campeonato, muito delicada.

Acho imprescindível que todos saibam a verdade.
Mesmo sabendo que o conceito de “Verdade” pode ser questionado. Historicamente a “verdade que vale” é a dos vencedores. A História dos vencidos raramente é registrada.

A verdade de um Palestino é diferente da verdade de um Judeu, e vice-versa. Daí a importância do direito de existir várias maneiras de se relatar os fatos históricos. A diversidade possibilita que “a verdade mais perto da verdade verdadeira” seja identificada.

Como já registrei neste blog, comprei e estou lendo o livro “O Cerco de Leningrado”. Sobre este fato histórico inquestionável há mais mentiras escritas do que verdades. São versões dos nazistas, dos americanos,dos stalinistas e dos contra-stalinistas.
E onde fica a verdade?

Podem me acusar de cristão e conciliador, mas, a conjuntura internacional, e mesmo a nacional, não nos estimula a sair identificando quem fez o quê.
Mesmo por que tem gente que é acusada de emprestar carros e jornais para a operação OBAN. E nunca gostei de ver estas acusações serem colocadas de qualquer jeito. Mesmo por que, a grande maioria que é contra Lula e o PT, também apoiou o golpe de 64. Todos podem mudar, tanto os conservadores de direita, como os radicais de esquerda.

Sempre achei que a Democracia é o melhor mecanismo de pacificação.
Mas é importante que todos respeitem as regras democráticas, sem casuísmo e oportunismo.

Peço desculpas a Juca por abrir este debate, mas, é de quem se gosta que temos que melhor defende-los. Eu gosto de Juca Kfouri, um bom corintiano e um ótimo jornalista.

Vejam o texto de chamada da UOL e o texto de Juca Kfouri.

Por que Dilma não recebe Marin

Dilma não recebe presidente da CBF por ele ter sido “dedo-duro” da ditadura.

Juca Kfouri – UOL - 26.06.2012 - 13:03

A presidenta Dilma Rousseff fez questão de não receber o ex-presidente da CBF e do COL, Ricardo Teixeira que, diante do clima pesado acabou por fugir para Boca Raton.
E ela também não está nada disposta a receber o novo presidente das duas entidades, José Maria Marin.

E não é porque ele foi servil serviçal da ditadura, porque outros também foram, como José Sarney e Paulo Maluf, todos até homenageados.
Mas Marin fez mais.

Com seus discursos na Assembléia Legislativa de São Paulo, em 1975, Marin foi fartamente responsável pela prisão que acabou no assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

O então deputado Marin se desfazia em elogios ao torturador Sérgio Paranhos Fleury e ao seu bando, assim como engrossava “denúncias” sobre a existência de comunistas na TV Cultura, cujo jornalismo era dirigido por Vlado.

Um desses discursos, no dia 9 de outubro de 1975, aconteceu 16 dias antes de Herzog ser torturado e morto nas dependências da Operação Bandeirantes (OBAN), na rua Tutóia, em São Paulo, por agentes do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

E Dilma, com razão, disso, não esquece.
Porque servir a ditadura é uma coisa, mancha indelével, sem dúvida.
Mas a dedo-duragem desperta asco invencível.

O Ipê e o Semeador

Quem planta os pés de Ipê?

Hoje cedo, ao passar pelo Viaduto da Av. Dr. Arnaldo sobre a Sumaré, do lado esquerdo vi que o pé de Ipê Rosa começou a florir, iluminando o viaduto. Eles florescem em grande quantidade, de uma hora para outra, e forram o chão de flores rosas. Como não percebê-las?

Neste mês de Junho tirei mais de cem fotos de flores variadas, mas a grande maioria são fotos de Ipês floridos.

Vou mostrar três fotos de Ipês Rosas, bem emblemáticas.

1 - Esta primeira foto de Ipê, não é da Vila Madalena, é da cidade de Botucatu, no interior de São Paulo. Lá, mora um pedaço da gente. Lá está parte importante da nossa vida. E, além de Botucatu ter nossa filha estudando lá, tem também muitas flores. Tirei muitas fotos, que ficarão para uma seção especial de Botucatu.

Agora vejam o Ipê de Botucatu:





2 – Do coração da Vila Madalena, em plena Rua Harmonia, em frente de prédios que dificultam as fotos, perto do Dely Paris, onde compro o pão de cada dia.

Um pé de Ipê já floriu. Os outros estão na fila, para florir.




3 – Este pé de Ipê Rosa,
está num local estratégico da Vila Madalena.
Uma combinação da Rua Fradique Coutinho com a Rua Natingui. Tirei muitas fotos para fazer uma seção especial sobre esta esquina da Vila e da Vida. É um cruzamento muito perigoso, onde já houve muitos acidentes.

Ainda bem que lá também existem flores, principalmente flores do Ipê.




São flores de Ipê Rosa que embelezam a Vila Madalena,
a Cidade de São Paulo e o Estado de São Paulo.


Sei que em Brasília e Minas Gerais também tem pés de Ipê. Mas não sei se as pessoas de lá escrevem sobre estas belezas, que ninguém sabe quem as plantou, só sabemos que são lindas e que “a modernidade urbana estão destruindo”.

Mas em Minas Gerais, especialmente em Juiz de Fora, lá na divisa com o Rio de Janeiro, nós temos vários amigos. Pessoas que trabalhavam nos bancos e, inclusive no Banespa de Juiz de Flora, tivemos bons militantes e bons amigos.

Esta semana recebi uma mensagem de Carlos Augusto Barão, banespiano bem mineiro, simpático, sô. Mineiro maneiro e muito inteligente.

Agora não existe mais Banespa, mais os banespianos continuam sendo gente boa, como os pés de Ipê. São sementes de um mundo melhor. Um mundo que eles ajudaram a semear e que está florindo pelas ruas de São Paulo e do Brasil.

Ainda bem que as novas tecnologias estão possibilitando estes amigos se reencontrarem. As flores também estão sendo redescobertas, ganhando importância e se sobrepondo a especulação imobiliária.

E assim a humanidade vai reaprendendo a valorizar a Natureza e as Flores.

Rede Globo reconhece méritos de Lula

'PIB do Nordeste já é maior que o da Argentina'

Como “Deus escreve certo por linhas tortas”, a Rede Globo, por outras vias, reconheceu a “melhoria do poder econômico do Nordeste, inclusive que o PIB do Nordeste já é maior do que da Argentina”. Quem distribuiu a renda nacional? Quem melhorou o Salário Mínimo? Quem fez a “Bolsa Família”? Quem deu dignidade aos nordestinos de todo Brasil?

Da mesma forma que os ricos ficam “enojados” quando veem tanta gente nos aeroportos, os argentinos, ao lerem esta matéria da Folha, ficarão ainda mais indignados com a perda de competitividade econômica no mercado internacional.

Agora eu entendi por que quando fomos passar as férias em Salvador, tinha tantos argentinos. Estamos ficando todos iguais. Somos todos LATINO AMERICANOS...

Obrigado à Globo por ter reconhecido os méritos de Lula.

Nunca é tarde para ser feliz!

Leiam a matéria da Folha de São Paulo de hoje:

Futuro do consumo está no NE, diz Globo

Após prestar atenção à classe C, diretor-geral da rede de TV diz que publicidade precisa levar em conta consumo regional.

'PIB do Nordeste já é maior que o da Argentina', afirma diretor-geral da Rede Globo em evento em SP .

NELSON DE SÁ - ARTICULISTA DA FOLHA – 26/06/2012

Octávio Florisbal, diretor-geral da Rede Globo, afirmou ontem no Encontro de Mídias, em São Paulo, que a publicidade brasileira deve se preparar para o aumento do consumo "em todo o país", o que exigirá "não atuar de forma tão genérica como hoje".

Destacando o Nordeste, mas também citando outras regiões, como o Centro-Oeste, diz que os profissionais da área, mas também os anunciantes e os próprios veículos, precisarão "entender cada vez mais os consumidores novos nessas regiões".
Precisarão "não olhar mais o Brasil de forma monolítica", disse ele à Folha, encerrada sua palestra.

Defendeu recorrer a "pesquisas sociológicas e antropológicas", como a Globo vem fazendo para conhecer os "ascendentes" da chamada classe C. Exemplifica com uma pesquisa que acabou de analisar, mostrando que no próprio Nordeste as divergências de comportamento já começam a se mostrar significativas para a publicidade, com "hábitos e objetivos distintos".

"Pernambuco e Bahia têm diferenças de comportamento em vestuário", diz Florisbal. "O pernambucano é mais como o paulista" e se veste com roupas escuras, para ocasiões de maior rigor, enquanto o baiano é "mais colorido" em toda situação.

"O PIB do Nordeste já é maior que o da Argentina", diz o diretor-geral da Globo.

Acrescenta que as empresas brasileiras hoje já desenvolvem "marcas regionais", mas isso não é imprescindível. Diz que o "conceito" de uma campanha pode continuar sendo geral, com a criatividade publicitária realizando a "adequação regional".


Santander Rebaixado. DE NOVO?

O Brasil está salvando a Espanha

Igual a Dom João VI em 1808, nas Guerras Napoleônicas. Agora é a Guerra da Alemanha, credora dos bancos espanhóis, querendo Garantias dos bancos devedores. Pegaram dinheiro barato para financiar imóveis a longo prazo e agora não têm como garantir os pagamentos inadimplentes.

Miriam Leitão, na CBN, hoje, realçou que Santander bom, é o do Brasil
, que provê 30% dos lucros do Santander no mundo. Bem maior do que o lucro na Espanha. É a estória do “rabo balançando a cabeça do cachorro.” O Brasil está salvando a Espanha.A Matriz do Santander mudou para o Brasil. Estamos parecendo Estado Unidos com Inglaterra no início do século passado.

Vejam a notícia do Estadão de hoje:

Moody's rebaixa 28 bancos espanhóis


No dia em que o governo do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy,
oficializa o pedido de ajuda à União Europeia...

Atualizado: 26/06/2012 03:04
| Por NOVA YORK, estadao.com.br

No dia em que o governo do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, oficializa o pedido de ajuda à União Europeia para seus bancos, a agência de classificação de risco Moody's anunciou o rebaixamento da dívida de longo prazo de 28 instituições financeiras em um a quatro graus.

Segundo a agência, a decisão resulta da redução de qualidade de crédito da Espanha e da expectativa de que a exposição dos bancos espanhóis a créditos "poderes" do setor de imóveis comerciais provocará perdas ainda maiores.

Entre os bancos rebaixados, estão o Santander e o Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).


Na sexta-feira, a Moody's já havia cortado as notas de 15 dos maiores bancos do mundo. O movimento faz parte de ampla revisão de notas e pode prejudicar a obtenção de recursos por essas instituições e afetar os mercados financeiros.

Na lista estavam os americanos Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley, Royal Bank of Canada, dos Estados Unidos e do Canadá. Do lado europeu, estavam Royal Bank of Scotland, Barclays, HSBC, Credit Suisse, UBS, BNP Paribas, Credit Agricole, Societé Generale e Deutsche Bank.

Em fevereiro, a Moody's anunciou que faria a revisão, dizendo que a classificação desses bancos globais "não captura os desafios crescentes de condições de financiamento mais frágeis, maiores spreads para obter crédito, aumento dos encargos regulatórios e condições de operação mais difíceis".

A revisão de notas pela Moody's faz parte de um amplo esforço para fazer uma análise mais rigorosa. A crise financeira manchou a reputação das agências de risco. Elas haviam dado notas altas para títulos lastreados em hipotecas que mais tarde sofreram grandes perdas na crise imobiliária de 2008.

No dia 13 deste mês, a agência ainda cortou em três graus o rating da Espanha, deixando-o muito próximo do grau especulativo. A nota de crédito do país caiu de e A3 para Baa3, apenas um grau acima do nível considerado "junk". Ao mesmo tempo, a agência informou que a dívida espanhola continuava em revisão para possível rebaixamento.

No início do mês passado, a Standard & Poor's rebaixou a nota de 16 bancos espanhóis, dentre eles o Santander e o BBVA, na esteira do rebaixamento da dívida soberana do país uma semana antes.

Ainda ontem, antes do anúncio da Moody's, o diretor operacional do BBVA, Angel Cano, disse que a Europa precisa de um regulador único para os bancos da região, um fundo de seguro de depósito comum e um mecanismo comum para reestruturar bancos em dificuldades.

"O futuro da Europa é mais Europa"
, afirmou Cano, em uma conferência na cidade de Santander, na Espanha. Ele disse que os formuladores de políticas devem mostrar vontade política para encerrar a crise, definindo, urgentemente, um roteiro e um calendário para a criação de uma união bancária, política e fiscal.

Formuladores de políticas europeus recentemente levantaram a ideia de formar uma união bancária para fortalecer o sistema financeiro da zona do euro, proteger contribuintes e depositantes e ajudar a quebrar a ligação entre dívidas soberanas e bancárias.

A eventual união beneficiaria a Espanha, que ontem requereu ajuda da UE para seus bancos em dificuldades da ordem de 100 bilhões (ler mais ao lado). Cano disse que o BBVA não vai precisar desse socorro. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Daniel e as Flores no Campo

A vida é assim

Joel vai para Ouro Preto em Minas Gerais e deve voltar
com muitas fotografias desta Cidade Histórica e cheia de flores.

Já Daniel, tem um belo sítio no interior de São Paulo,
onde a família, entre outras coisas, cultiva flores belíssimas.
Neste final de semana ele enviou algumas fotos.

Vejam o contraste de cores, entre as flores e o verde da mata.



Agora veja outro perfil da mesma flor.



E agora vejam estas orquídeas.




E pensar que, além de cuidar de flores, sítio e família,
Daniel também é sindicalista...

Eu não consigo ir para Ouro Preto nem para o sítio,
mas consigo tirar dezenas de fotos das ruas e jardins da Vila Madalena.
Depois eu vou mostrá-las para vocês.

Os Ipês estão deixando a cidade de São Paulo como um Jardim de Luz.
Quando vocês descerem a Rua da Consolação, olhem para o lado esquerdo e vejam a quantidade de pés de Ipê Rosa que estão floridos dentro do Cemitério.

Qualquer hora eu vou parar o carro e sair tirando fotos dos Ipês
de dentro do Cemitério da Consolação e da Dr. Arnaldo.

Ainda bem que São Paulo tem muitos cemitérios.
Eles estão sempre floridos...

Santander vendido, na Colômbia?

É a conjuntura ou é a Economia, estúpido?

Neste caso, é a economia que está impondo a dinâmica da conjuntura política. Mas todo mundo está dizendo que o Santander não está à venda, e ele continua vendendo suas filiais? E nós, no Brasil, somos o que? Matriz ou Filial?

O interessante desta notícia é que eu a vi primeiro no site da Contrafcut, sendo que eu leio o El País, jornal espanhol, eu o leio no site de manhã, à tarde e à noite. Este é o melhor jornal de todos. Os jornais brasileiros copiam, resumem ou omitem notícias já publicadas no El País. Estes chilenos estão ficando imperialistas! Compraram a TAM, depois uma Rede de Supermercados no Brasil, e agora compram até o Santander?

Por mais que as pessoas não queiram acreditar em “bruxas”, elas estão em toda parte.

Santander conclui venda do banco na Colômbia por 983 milhões de euros

O Santander colombiano foi vendido ao grupo chileno Corpbanca

O jornal espanhol "El País" informou em seu site na manhã desta segunda-feira 25 que o Santander concluiu a venda do banco na Colômbia ao grupo chileno Corpbanca por 983 milhões de euros, alcançando com isso um aumento no valor de 620 milhões de euros.

Ao mesmo tempo, segundo o site do jornal Valor Econômico, o governo da Espanha pediu formalmente à União Europeia ajuda para a recapitalização do setor bancário do país, informou o Ministério de Finanças em comunicado. O documento, de apenas quatro parágrafos, não detalha quanto dos 100 bilhões de euros que já haviam sido acordados o governo de fato pretende usar.

Não há tampouco pistas sobre as condições do resgate, que serão discutidas durante reunião do Eurogrupo, em 9 de julho.

Leia abaixo a notícia da venda do Santander colombiano publicada no "El País", em espanhol.

El Banco Santander ha cerrado la venta de su negocio en Colombia al grupo chileno Corpbanca por un total de unos 983 millones de euros. La operación permitirá a la entidad cántabra lograr unas plusvalías de 620 millones de euros.

Santander utilizará estas plusvalías para realizar dotaciones por aproximadamente 900 millones de euros que se destinarán a cubrir parcialmente los saneamientos sobre activos inmobiliarios impuestos por el Gobierno y que deben cumplirse antes del final del ejercicio.

El pasado mes de mayo, el grupo CorpBanca asumió el control de Banco Santander Colombia, tras hacer con el 51% de la entidad por un importe total de unos 497 millones de euros. La venta fue acordada a finales del año pasado, con una primera operación de venta que ingresó en las arcas del Santander 1.225 millones de dólares, unos 910 millones de euros, lo que implica unas plusvalías de 615 millones de euros.

Los negocios afectados por la transacción (Banco Santander Colombia y las restantes filiales del Grupo en dicho país) obtuvieron en 2010 un beneficio de 54 millones de dólares, lo que supuso el 0,5% del beneficio del conjunto del Grupo Santander.

Banco Santander Colombia tiene una cuota de mercado del 2,7% en crédito y recursos, con importes de 2.100 millones de euros y 3.200 millones de euros, respectivamente. La entidad financiera cuenta con una plantilla de alrededor de 1.400 trabajadores y una red de 78 oficinas.


Fonte: Contraf-CUT – 25/06/2012 e EL País

Com Calma e Firmeza

É a conjuntura, estúpido!

Na eleição de Clinton, a frase que ficou célebre foi “É a economia, estúpido!” para mostrar o porquê Clinton estava ganhando as eleições, apesar dos seus desvios sexuais. Atualmente, mesmo a economia “andando de lado”, tanto nos Estados Unidos, como no mundo, há outros fatores que estão pesando muito. “É a conjuntura, Estúpido!”

E o que é a Conjuntura? É a soma de tudo, ou, mais do que a soma de tudo, é o segredo dos marqueteiros, que fazem pesquisas de mercado para identificar o que o eleitorado está “dizendo”.

Nas eleições presidenciais de 2010, Serra tentou ganhar se aliando à extrema direita no combate ao aborto e ao ateísmo de Dilma. Ganhou votos de fiéis ortodoxos, mas perdeu votos na classe média e perdeu a eleição. Tudo isto para fugir da Economia.

Tivemos um fim-de-semana cheio de informações importantes para compor a Conjuntura.

Hoje, vindo para o Centro de São Paulo, ouvi um bom comentário de Miriam Leitão, na CBN, onde ela destacava que “estava concordando 100% como o governo Dilma está lidando com o Golpe no Paraguai. E completou: Com “Calma e Firmeza”.

Fiquei pensando sobre estas palavras de Miriam Leitão. Até por que eu comprei o livro “O Cerco de Leningrado” e estou com dificuldade de entender a “Calma e Firmeza” das partes naquela guerra.

Calma e Firmeza podem nos ajudar em muitas coisas, como:

1 – No primeiro jogo do Corinthians contra o Boca, lá na Bombonera. Se o Corinthians tiver a calma e a firmeza que teve no jogo na Vila Belmiro, pode sair com um empate ou uma vitória. É preciso ter fé, esperança e amor à camisa. São 60 anos de espera. Pode valer a espera!

2 – No domingo tirei muitas fotos dos Ipês da Vila Madalena, até convidei Marisa Monte para tomar um café no Dely Paris e visitar as lojas. Confesso que fiquei com medo dos bandidos e dos arrastões. Mas ontem, a Polícia prendeu alguns bandidos. Bastou ter “calma e firmeza”.

3 – Os partidos realizaram suas convenções e o PT ainda não definiu seu “novo/nova” vice. Com Maluf embolando o meio de campo, ficou tudo confuso e Chalita declarou que ele é o novo. Novo? Novo, nós precisamos é de um “Programa Mínimo de Governo”, com pessoas que tenham o compromisso de cumprir. Isto está muito difícil de achar.

4 – Com o Golpe no Paraguai e o resultado das eleições no Egito
, ficamos vendo o quanto a Democracia ainda é frágil. Instrumento de conveniência das pessoas e países. Se a ONU funcionasse, o mundo sofreria menos. Enquanto a ONU não funciona, continua valendo o “BIG STICK”. O Brasil tem contribuído para o diálogo ser mais democrático e plural, mas não é fácil.

5 – Enquanto a Crise Europeia continua, mesmo faltando pão, o povo se diverte com o circo. E, já que na Economia todos estão perdendo para a Alemanha, quem sabe no Futebol da Eurocopa, Espanha, Portugal ou Itália consiga ganhar da Alemanha e ser campeão da Eurocopa?

6 – Como já está tarde e ainda não tive tempo de “revelar as fotos”, vou mostrar música.
Ultimamente os programas de rádio estão melhorando. Além de música clássica na Cultura FM, temos a Eldorado Conecta, a Rádio USP com Milton Parron, e mesmo a Rádio Estadão-ESPN tem melhorado o noticiário e os comentários. O noticiário está melhor do que os políticos e a imprensa escrita.

Hoje estava tocando na Eldorado Conecta, Mr. Robinson, mas a que vou mostrar é uma homenagem a Milton Parron, que tocou Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara. Tocou uma versão de “Tico Tico no Fubá” muito bonita. Não achei no youtube, mas achei esta versão maravilhosa de Villa Lobos.

Raridade!

Bachiana Brasileira Nº 5 - Orquestra Tabajara



Se, além de ter Calma e Firmeza, também aprendermos a gostar das flores e das músicas, o mundo e nossas cidades podem ficar melhor.

domingo, 24 de junho de 2012

Um Muçulmano - Primeiro Presidente Democrático no Egito

5.000 anos de História

O Ocidente não pode achar que pode apagar a História. O Oriente Médio e a Ásia têm muita história para contar e a Democracia Ocidental não pode ser o único caminho da Liberdade e da Qualidade de Vida.

O modelo de colonialismo ocidental está se esgotando. Mesmo os Estados Unidos já não conseguem manter as “suas colônias” no Oriente Médio. Pregar democracia sem respeitar o voto universal da maioria da população é conversa fiada, enganação.

A “Teoria do Dominó” deixou de ser Comunista para ser Islâmica.

Sinais dos Tempos!

Como nossa imprensa é lerda ou mal intencionada,
leia a boa matéria do jornal EL PAIS.

El islamista Mohamed Morsi gana las elecciones presidenciales de Egipto

La multitud recibe el resultado congregada en la revolucionaria plaza de Tahrir

El País - Ana Carbajosa El Cairo 24 JUN 2012 - 15:53 CET38

Mohamed Morsi es el primer presidente elegido libremente de la historia de Egipto. Así lo ha comunicado la Comisión electoral en medio de una tremenda expectación, generada por el retraso del anuncio electoral, esperado desde hace días. Mohamed Morsi sucederá al dictador Hosni Mubarak, destronado por la revuelta popular egipcia que emocionó al mundo árabe y que demostró que “la gente sí puede acabar con el régimen”, como reza el grito de guerra de las revoluciones árabes, que aún recorre la región.

Ambos candidatos, un militar y un islamista habían cantado victoria por adelantado, al tiempo que los resultados, que debían haberse conocido el pasado jueves se fueron retrasando día tras día. Los militares, desplegados en varios puntos del país, han advertido que no tolerarán desmanes en las calles.

La incertidumbre ha disparado la tensión en un país que se polariza por momentos. Las huestes de los Hermanos Musulmanes, que hace días que consideran a su candidato, Mohamed Morsi, el ganador, han ocupado la revolucionaria plaza Tahrir desde el pasado martes. Dicen que no se moverán hasta que la Junta militar que gobierna el país retire una serie de medidas con las que pretende recortar el margen de maniobra del presidente entrante. El domingo, la plaza ha vuelto a vibrar.

Hoy Tahrir está abarrotada. Hace un calor abrasador, pero los seguidores de Morsi parecen haber olvidado el termómetro corporal en casa. La masa humana desprende a su vez toneladas de energía. Minutos antes del anuncio se palpaba un tremendo nerviosismo en el ambiente. Da la impresión de que la mínima chispa puede incendiar la plaza. Las inmediaciones están sembradas de ambulancias.

Miles de egipcios procedentes de todo el país acampan desde el martes en Tahrir.
Los tenderetes que protegen a los manifestantes del sol han ido proliferando a medida que avanzaba la semana. Algunos duermen, otros pasean y siempre hay un grupo que mantiene los cánticos en contra de la Junta Militar y a favor de Morsi vivos.

Cuando la cae la tarde, la plaza alcanza su punto álgido.
Abarrotada durante cinco noches consecutiva, los islamistas mantienen la fiesta en pie hasta las primeras horas de la mañana. Se trata de seguidores de la Hermandad y de salafistas, también secundan la convocatoria. “¡Allahu Akbar!” , Dios es el más grande en árabe, se ha convertido en la banda sonora de Tahrir. La presencia de grupos revolucionarios laicos es muy minoritaria estos días en la plaza.

Los egipcios votaron el fin de semana en segunda vuelta a su presidente. Las elecciones han sido relativamente limpias, o al menos nadie ha dicho lo contrario, más allá de las alegaciones de ambos partidos, que hablan de un pequeño número de irregularidades. Pero la participación fue baja y muchos egipcios votaron con la nariz tapada porque ni el candidato militar ni el islamista les convencían.

Solo las maquinarias bien engrasadas durante el antiguo régimen –la del Ejército y la de los Hermanos Musulmanes- consiguieron llegar a la segunda y definitiva vuelta de las presidenciales. Los que aquí llaman liberales, es decir los laicos que no apoyan al Ejército, no consiguieron poner en pie un candidato capaz de competir con poderes mucho más consolidados. Lo cierto es que al final, islamistas y militares se van a repartir el poder. Y lo cierto es sobre todo, que al margen de interpretaciones, Morsi será el primer presidente de la transición democrática egipcia.

Mohamed Morsi sucederá a Hosni Mubarak, el rais que gobernó Egipto con puño de hierro durante tres décadas y que ahora se supone que agoniza en un hospital de las afueras de El Cairo. Los rumores difundidos esta semana por la televisión estatal sobre una muerte inminente de Mubarak desorientaron y confundieron aún más a los egipcios, que ya no sabe a quién creer. Mubarak fue trasladado al hospital desde la cárcel de Torá, donde cumple cadena perpetua por no haber impedido la muerte de cerca de 900 manifestantes durante la revolución que le destronó el año pasado.

La victoria llega plagada de interrogantes.
El principal es cómo se repartirá el poder el nuevo presidente con los militares. La Junta militar que gobierna el país tras la caída de Mubarak emitió hace una semana, justo cuando los egipcios terminaban de depositar su voto, un texto constitucional, por el que recortan drásticamente los poderes del presidente entrante.

El poder legislativo queda así en manos de los militares, después de que disolvieran el Parlamento echando mano de una amplia interpretación de una sentencia del Constitucional que anulaba parte de los escaños por la supuesta violación de un tecnicismo electoral.

Lo relativo a la defensa del país y su presupuesto también compete ahora plenamente a los militares que además ostentan un poder de veto de facto sobre la redacción de la futura constitución. Los militares o el llamado “estado profundo”, que maneja la política, pero también buena parte de la economía del país, se han resistido con estas medidas y en el último momento a ceder el testigo del poder.

La Junta militar se ha comprometido a entregar el poder a las autoridades civiles antes del 1 de julio. Más allá de actos más o menos simbólicos, los actores políticos de esta tortuosa transición son conscientes de que desprenderse de la tutela del ejército va a llevar años.

sábado, 23 de junho de 2012

O Cerco a Leningrado não pode ser esquecido

Não podem apagar a História

Podem mudar o nome da cidade, mas não podem apagar a História.

O holocausto precisa ser lembrado todos os dias, para não ser repetido.
As barbaridades nazistas mataram mais russos do que judeus.
E foi na Rússia que os nazistas começaram a perder a guerra.

Com o fim da União Soviética virou moda mudar nome de cidades, hinos, bandeiras e as pessoas voltarem a ser religiosas.
Tudo isto faz sentido, como forma de se superar o stalinismo, mas, junto com o “apagar o stalinismo”, não devemos “apagar a boa História”.

E, na História da Humanidade, talvez só a “Libertação dos Judeus da escravidão no Egito” seja tão importante quanto a Resistência Heróica do povo de Leningrado, na Segunda Guerra Mundial.

Leiam esta boa matéria e comprem o livro:

Sobre o flagelo de uma cidade sitiada


23 de junho de 2012 | 3h 10- Elias Thomé Saliba - O Estado de S.Paulo

Todos os rastros documentais de eventos bélicos que envolvem crimes contra populações civis acabam apagados ou distorcidos. De todos os inúmeros episódios obscuros da extensa história da 2.ª Guerra Mundial, o cerco de Leningrado ocupa o topo da lista. Iniciado em junho de 1941, logo após o começo da inesperada invasão da URSS por Hitler, foi mantido como segredo militar, só revelado oficialmente quase um ano depois, por um telegrama impresso no Pravda.

Mesmo as fontes soviéticas, liberadas nos últimos 20 anos, não ajudam muito na reconstituição, já que aquelas escritas durante o regime estalinista são omissas e exageram o papel do "Guia Supremo", enquanto as do tempo de Khruchev aumentam a dose do heroísmo militar e diabolizam Stalin. Já os relatos testemunhais, por causa da vigilância crônica da censura, só são confiáveis quando não registram a atmosfera política.

Documentos do lado ocidental também não constituem nenhum mar de rosas para os historiadores: as poucas fontes militares, que se referem ao episódio, foram compiladas por oficiais alemães, os quais, no contexto da Guerra Fria e sob inspiração norte-americana, encarregaram-se de "limpar sujeiras" da Wehrmacht, tornando seus quadros mais aceitáveis para formar o exército da futura RFA.

Lendo nas entrelinhas e equilibrando-se na intrincada balança das omissões e as distorções das fontes, Pierre Vallaud, experiente historiador da 2.ª Guerra, constrói em O Cerco de Leningrado, uma narrativa detalhada e, tanto quanto possível, bastante próxima daquela objetividade mínima, nascida da boa-fé historiográfica. Por que os alemães não ocuparam Leningrado em setembro de 1941, quando dominavam todas as posições-chave em torno da cidade?

Muito se falou sobre tal decisão e Vallaud explora todos os motivos, incluindo as estratégias militares: o receio do desgaste das tropas pela falta de abastecimento; a disputa interna entre os oficiais alemães e a concentração do foco na tomada de Moscou, tornando incerta a logística da guerra e, por fim, a perversa política de Hitler de riscar do mapa a "bela cidade de Lenin" pelo aniquilamento total. A bela São Petersburgo, que trocara seu nome para Leningrado após a revolução de 1917 e contava, na época, com quase 3 milhões de habitantes -, era importante tanto como eixo estratégico no Báltico quanto pelo seu significado simbólico de antiga capital dos czares.

"Decidi apagar São Petersburgo da superfície da terra. O problema da sobrevivência da população e de seu abastecimento não cabe a nós e não deve ser resolvido por nós", declara Hitler em setembro de 1941. Do lado soviético, foi espantosa e inacreditável a indiferença de Stalin e a negligência em relação aos suprimentos da cidade e à organização de sua resistência.

Ainda assim, mesmo sem entrar numa Leningrado desguarnecida, os alemães bombardearam seus pontos estratégicos. Os dirigentes soviéticos improvisaram, reagindo apenas com medidas draconianas contra os possíveis espiões: todos os telefones são desligados, confiscam-se mapas, guias de viagem, aparelhos fotográficos, bicicletas e aparelhos de rádio. Estes últimos são devolvidos, mas devidamente acoplados com um botão enorme, chamado de "pires", que travava o dial e só permitia sintonizar a emissora oficial.

O resultado foi um bloqueio completo da cidade, que durou quase três anos, abatendo-se como um flagelo sobre a população e resultando em cerca de 1 milhão de mortos, entre os quais, quase 800 mil pela fome. "É tão simples morrer hoje em dia. Começa-se por desinteressar-se de tudo, depois se deita em seu leito e não se levanta nunca mais", registrou em seu diário, a jovem Elena Skjarbina.

O abastecimento se desorganiza e a cidade tem carência de todos os alimentos. A farinha de trigo é substituída por qualquer cereal suscetível de ser transformado e, na sua ausência, recorre-se aos resíduos de feno ou de palha. Gatos, cachorros, pássaros e outros animais desaparecem das ruas. A multidão acaba por recorrer aos alimentos mais inverossímeis, como cola de tapeçaria, gesso e capim. Nos seis meses seguintes ao fim de 1941, nos quais a situação de penúria chega ao limite, a polícia chegou a prender cerca de 2 mil pessoas por terem consumido carne humana.

"Distrofia" acaba virando um vocábulo que permanecerá ligado para sempre a Leningrado, mas cujo significado é simples: os efeitos devastadores da fome sobre o corpo humano. "Media-se a passagem do tempo pelo intervalo que separava um suicídio de outro", registra Olga Berghotz, uma das raras sobreviventes desse genocídio lento.
Apesar da transformação de Leningrado numa estranha espécie de prisão-hospital-matadouro, alguns abnegados, arriscando suas vidas, conseguiram salvar grande parte do museu símbolo da cidade, o Hermitage. Graças ao idealismo do seu diretor Iosif Orbeli - descendente de uma velha família armênia -, milhares de obras de arte são embaladas e embarcadas em 22 vagões e transferidas para outras cidades.

A partir daí, aproveitando a temperatura de -20°C e o congelamento de lagos e rios, uma pequena brecha temporária, apelidada de "estrada da vida", é aberta no bloqueio alemão - e centenas de crianças são compulsoriamente transferidas e transformadas nas futuras legiões de "órfãos de Leningrado". Bem antes delas, retiram-se intelectuais e artistas próximos ao regime, entre eles, o compositor Dimitri Shostakovich, que irá concluir fora dali sua Sinfonia n.º 7, que receberá na posteridade o nome de Sinfonia de Leningrado.

Contra a obscuridade, a distorção de julgamento e o apagamento de rastros, Vallaud mobiliza o que há de melhor do métier do historiador, mostrando - para além das taras do regime estalinista e da crueldade genocida dos nazistas - quanto o cerco de Leningrado virou um monumento da mais pura e simples luta pela sobrevivência humana.
ELIAS THOMÉ SALIBA É HISTORIADOR, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

On the Road e o Novo Mundo

Até Ignácio de Loyola Brandão comenta

Não sei bem por que, mas sempre gostei das ideias que aparecem quando se escreve sobre On the Road. Gostei mais ainda quando vi Walter Salles dirigir o filme. Sou fã de carteirinha de Walter Salles.

Hoje, ao ver o texto de página inteira do caderno Sabático do Estadão, sobre o livro, o filme e a exposição no Museu de Paris, onde está sendo exibido o mítico ROLO em que Jack Kerouac escreveu o livro. Fiquei curioso tanto com o conteúdo, como pelo fato de ter sido escrito por Loyola Brandão. Estou lendo o livro publicado pela L&PM Pocket, onde aparece a foto do “rolo”.

Vou reproduzir somente a introdução, o texto completo vocês podem ler no Estadão aqui .

O que há depois do além?

Museu de Paris exibe o mítico rolo em que Jack Kerouac escreveu 'On The Road', o ícone beat que acenava para um horizonte a ser descoberto; filme de Walter Salles sobre o livro já estreou lá

22 de junho de 2012 | 21h 30
Ignácio de Loyola Brandão - O Estado de S.Paulo – 23 de Junho de 2012 - sábado

Um livro inteiro escrito em um rolo de papel.
Foi espantoso saber disso. Jack Kerouac sentou-se entre 2 e 22 de abril de 1951, e datilografou sem parar e sem precisar tirar o papel da máquina em nenhum momento. Mais de 60 anos atrás, aquele jovem de 29 anos não sabia que tinha inventado o formulário contínuo que só entraria em cena mais de 40 anos depois. Como seria esse rolo?

Estávamos acostumados a usar o papel sulfite A-4, cuja largura era a mesma do rolo das máquinas de escrever comuns. Escrevia-se cerca de 20 a 30 linhas, em espaço duplo e acabava a lauda, era preciso trocá-la. O gesto se repetia em casa, nas redações, escritórios, faculdades, escolas, por toda a parte. Puxada a lauda, colocava-se outra, girava-se o rolo e recomeçava.

Nunca imaginei que precisasse explicar este processo banal, a fim de que as novas gerações crescidas com o computador, entendessem a questão. Por esta razão, ter escrito de uma vez só, em um rolo de papel, se tornou um fato mítico, único na literatura. Vinha em seguida o que o livro significou, o impacto que provocou, o espanto que ocasionou.

As notícias, naqueles anos 1950, diziam que o livro On The Road, que abalaria o mundo, teria sido escrito em um rolo de papel para teletipo, o que também poucos das novas gerações sabem o que é. Um aparelho existente em redações, escritórios, bolsas de valores, que recebia informações, notícias, cotações, vivia ligado 24 horas, parecia funcionar sozinho, uma vez que era acionado a distância. De uma cidade para outra, de um Estado, de um país. Funcionava o tempo todo, portanto necessitava ser alimentado por um rolo de papel que devia durar horas.

Em seguida, divulgou-se que On The Road não tinha sido datilografado em rolo de teletipo. Como seria então? Passaram anos até vermos a primeira foto de Jack Kerouac, o escritor, segurando o rolo na mão. Eu vi pela primeira vez na contracapa da edição integral de On The Road publicada pela L&PM, em 2008.

Mas que rolo seria esse?

Pão de Açúcar - O Jogo do Poder

O olhar da Imprensa

No dia 22 de Junho, o Dia “D” do Pão de Açúcar e de Abílio Dinis, quem deu a melhor matéria jornalística foi o jornal VALOR. Fez uma boa matéria de capa, complementada no interior do jornal. Como eu já falei antes, a Folha foi burocrática e o Estadão fez boa matéria, com chamada na capa do Caderno de Economia.

Hoje, um dia depois da passagem do poder, o Estadão fez uma boa chamada na capa do jornal “ADEUS AO PODER”.

Já a Folha, foi mais burocrática ainda. A impressão é que a Folha está articulada com as dezenas de assessorias que o Casino contratou no Brasil. Os próprios “Conselheiros” indicados pelo Casino, são brasileiros vinculados aos Tucanos e à Folha. Gente que apoiou o neoliberalismo de FHC.

O mais irônico da Folha, foi que ela pôs a matéria no Caderno B, página 12, lado esquerdo, com o título “Comando do Grupo Pão de Açúcar passa, enfim, para o Casino”. E na página 13, do lado direito, a manchete é: “LARANJAS APODERECEM NO PÉ EM POMARES DE SÃO PAULO”. Ao lado uma foto grande com a legenda “Agricultor mostra LARANJAS QUE CAÍRAM DO PÉ”>

A Folha é assim: A forma vale mais do que o conteúdo.

Em homenagem à boa matéria do VALOR,
a matéria utilizada do dia será a da Capa do dia 22.

Vale a pena ler:

Valor – Primeira página de 22 de junho de 2012 – Dia “D” no Pão de Açúcar
22/06/2012 às 00h00

Em ambiente de discórdia, Abilio passa poder ao Casino

O Pão de Açúcar, maior rede varejista do país, cumpre hoje, às 14h, o destino que começou a ser traçado em 2005, quando Abilio Diniz buscou recursos no grupo francês Casino e aceitou os termos de um contrato que o força hoje a entregar o controle da rede de supermercados. A troca de bastão se dá ao lado de onde tudo começou: a sede social do grupo na capital paulista é vizinha da loja número 1, onde ficava a doceria criada por Valentim dos Santos Diniz, em 1948. Abilio passa a ser apenas um sócio relevante, com a presidência do Conselho de Administração.

O Casino assumirá a maioria do capital votante do Pão de Açúcar desembolsando apenas US$ 10,5 milhões, depois de ter socorrido o grupo por duas vezes frente a dificuldades financeiras, em 1999 e 2005, quando o atual acordo foi selado e o grupo francês entrou no grupo de controle, pagando US$ 900 milhões.

A transição do comando em uma companhia avaliada em R$ 19,2 bilhões e com receita líquida de R$ 46,6 bilhões ocorre em um ambiente conflagrado. Desde que Abilio desenhou um projeto de compra do Carrefour que o colocaria, por meio de nova estrutura societária, em pé de igualdade de poderes com o Casino, o clima azedou. Até hoje há arbitragem internacional a respeito da disputa.

A empresa ainda enfrenta discussões societárias com a família Klein, arrependida de ter vendido a Casas Bahia, e com Lily Safra, antiga controladora do Ponto Frio. Essas aquisições multiplicaram por dois o tamanho do Pão de Açúcar e aumentaram a frustração de Abilio em ter de deixar o negócio.

Nota do Blog:


Tenho recebido algumas mensagens alertando de que Abílio Dinis também é predador e que já deu muito tranco em muita gente. Quero esclarecer que jamais polarizei entre um predador e outro. Minha questão central neste debate é o fato de o Brasil, mais uma vez, estar entregando suas riquezas aos estrangeiros. É o fato de o Brasil ser um país sem auto-estima.

As quatro maiores redes varejistas no Brasil, hoje, pertencem a estrangeiros, incluindo um empresário chileno. Estes compraram uma rede de varejo e acabaram de assumir o controle da TAM.

As quatro redes estrangeiras são:
Pão de Açúcar/Casino, Carrefour, Walmart e a chilena Cencolsud – dono da Rede GBarbosa.

Os empresários brasileiros usam e abusam de subsídios e proteções de governos, ficam ricos e depois vendem seus negócios para estrangeiros e o Brasil fica em segunda plano.

Por que a Índia, a China e a Coréia do Sul têm industria automobilística própria e o Brasil não tem? Por que sempre foi “quintal” americano? Quando mudaremos esta história.

Nos meus e-mails eu sempre escrevo embaixo do meu nome:

“Brasil – O Futuro é Agora”

Está na hora de todos os brasileiros tomarem consciência
e criarem um Projeto Nacional de Desenvolvimento e de Inclusão Social.

Dilma é a minha esperança!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pão de Açúcar - Ritual de Passagem

A imprensa tem muito assunto para o final de semana

Hoje, dos jornais que olhei, tanto a Folha quanto o Estadão, estão fazendo matérias de página inteira sobre o Fatídico Dia do Pão de Açúcar. O Estadão com mais destaque.

Ouvi na Bandeirantes, a Mônica Bergamo falando sobre o jogo de bastidores e li a notinha de Sonia Racy dizendo que “vai ser tudo bem”. Só se for para o pessoal do Casino e seus assessores brasileiros. Para o Abílio vai ser um martírio. E para nós “uma grande expectativa”.

O momento agora é de tirar o peixe da água, sem agitações,
mas o jogo ainda não acabou.

Estou com reuniões tanto no período da manhã como da tarde, por isto estou apresentando esta matéria do Estadão e no fim de semana apresentarei mais notícias.

Leiam um das matérias do Estadão de hoje:

‘Não vou rasgar contrato, vou cumprir o que foi combinado’,
afirma Abilio


Um dia antes de o grupo francês Casino assumir o controle do Pão de Açúcar, Abilio Diniz diz esperar apenas ‘que as coisas acabem logo’

22 de junho de 2012 | 3h 05 - David Friedlander, de O Estado de S.Paulo

"Vou cumprir o contrato. Vou mostrar a todas as pessoas que duvidaram de mim - e não foi só o Casino, não, tem gente que me conhece e achou que eu ia rasgar contrato, que eu ia para o Judiciário, estavam apavorados. Vou mostrar a todos quem sou, cumprindo com elegância o que foi combinado."

Veja também:
Ritual de passagem de controle ao Casino pode levar até 60 dias

Com esse desabafo feito ontem, véspera da transferência do controle do Pão de Açúcar para a rede francesa Casino, Abilio Diniz procurou afastar os rumores de que nesta sexta-feira poderia tirar alguma carta escondida na manga para não cumprir o acordo assinado em 2005 com o grupo francês.

Para o empresário, o momento é difícil. A partir de hoje, o Casino assume o comando no Pão de Açúcar e ele passa a ser acionista minoritário do grupo fundado por seu pai mais de 60 anos atrás. "Mas o que vai acontecer amanhã (nesta sexta-feira) não combina com colocar mágoas para fora, nem lamentar nada. Aprendi isso com meu pai: combinou, cumpre", disse Abilio.

Mas e depois de amanhã ou na semana que vem, pode haver alguma surpresa? "Não vou fazer uma coisa no dia 22 e outra no dia 25. Foi um ano duro, muito pesado. Espero que essas coisas acabem logo."

As dúvidas são resultado do clima de ressentimento e desconfiança que marcou a relação entre Abilio e Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, desde que o brasileiro negociou a fusão do Pão de Açúcar com a operação brasileira do também francês Carrefour, sem consultar Naouri, no ano passado.

Naouri encarou a tentativa como uma traição, Abilio respondeu que havia má vontade do sócio francês, e desde então os dois passaram a trocar acusações em público, por meio de assessores e aliados.

O empresário sabe que a tentativa de fusão com o Carrefour foi vista por muita gente como uma manobra para refazer o acordo feito lá atrás com o Casino. Aborrecido com essa interpretação, nos últimos tempos ele procurou amigos para dizer que queria apenas fazer um bom negócio, mas não foi entendido pelo sócio francês.

Abilio não confirma, mas o Estado apurou que ele foi contar sua história, entre outros, a membros da família Ermírio de Moraes e com os empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira maiores acionistas da cervejaria AB Inbev e da rede Burger King.

Abilio diz que hoje estará presente a todas as assembleias e encontros marcados no ritual de transferência de controle do Pão de Açúcar. A grande dúvida passa a ser, então, o destino de Abilio depois que o Casino assumir o controle da rede.

Disso ele não quer falar neste momento. Pessoas próximas ao empresário dizem que, na verdade, ele ainda não decidiu o que fará. O empresário continua como presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, embora com menos poder do que antes, e pessoas ligadas a ele dizem que vai exercer o papel de "acionista minoritário exigente, que acompanha tudo no detalhe".

Ao lado disso, negociadores das duas partes discutem eventuais portas de saída do Pão de Açúcar, caso Abilio queira deixar o negócio.

Até agora nada de acordo, só mais ressentimento.

Pão de Açúcar - O Fatídico Dia

O que irá dizer nossa Imprensa?

O dia em que o “predador vencedor” irá assumir o controle do Conselho de Administração do Pão de Açúcar. A joia do varejo brasileiro.

Para muitos, tem menos importância do que a partida de futebol do Corinthians com o Boca Juniors, da Argentina, pelo título da Taça “Libertadores de América”. Para outros tem menos importância do que o encontro do Rio + 20.

Mas, para nós que gostamos de Economia e de História, uma parte da História do Brasil estará se definindo hoje.

Não serão apenas Abílio Dinis e seus próximos que estarão perdendo. Perderemos, no primeiro momento, todos nós. O Brasil principalmente.

Como estaremos todos em vigília, escolhi uma música serena, erudita, que tocou outro dia na Rádio Cultura, no programa de Julio Medaglia. Quem toca é o famosíssimo GLENN GOULD. Que é canadense, não é francês.

A música é uma Sonata de Beethoven, a no. 8, e escolhi o segundo movimento, que normalmente trás boas lembranças. O fato de a Sonata ser chamada de Patética serve para todos nós.

Estou editando esta matéria na quinta-feira, se aparecer boas matérias, eu as publicarei durante o dia.

Devemos saber lidar com a razão e com as emoções. Vamos ouvir Glenn Gould e a música de Beethoven:

Glenn Gould - Pathetique pt. II (Beethoven)

Sonata No 8 In C Minor Op 13 'Pathetique' - II
Played by Glenn Gould
Written by Ludwig van Beethoven



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pão de Açúcar - Amanhã vai ser outro dia

O dia que não deveria chegar

Estou desde domingo, dia 17, com esta matéria do Estadão para divulgar no Blog, mas as emoções não me deixavam publicá-la. Prometi que todos os dias desta semana abordaria algo sobre o Pão de Açúcar e, como o dia fatídico é amanhã, por coerência de comunicação, sou obrigado a divulgar, a boa matéria do Estadão, nesta quinta-feira, dia 21 de junho.

Amanhã vai ser outro dia, como diz nosso “guia espiritual” Chico Buarque.
Como estou triste com o fato de o Brasil perder um dos maiores negócios estratégicos de sua história, não anexarei a música de Chico.
Estou de luto! Estou triste e acabrunhado.

Deus queira que, até o apito final, surja algo novo para impedir esta derrota brasileira. Ou, como acredito que “Deus sabe o que faz”, esta derrota sirva de exemplo para nossos empresários e nossos governantes, e, como os chineses, aprendamos a ter autoestima e saibamos defender o Brasil.

Enfim, leiam a boa matéria que o Estadão publicou domingo:

Desconfiança e ressentimento


A quatro dias da mudança no controle no Pão de Açúcar,
nada de acordo entre Abilio e Naouri,
e a insatisfação dos Klein só aumenta  

17 de Junho de 2012, 22h30
Cátia Luz e David Friedlander, O Estado de S. Paulo


A quatro dias da data marcada para que Abilio Diniz passe o controle do Grupo Pão de Açúcar aos franceses do Casino, na próxima sexta-feira, o maior grupo de varejo do País está mergulhado numa rede de intrigas, desconfianças e ressentimentos. A briga entre Abilio e Jean-Charles Naouri, o sócio-presidente do Casino, hoje é apenas a parte mais visível de um conflito generalizado.

A família Klein, que vendeu a Casas Bahia ao Pão de Açúcar há quase três anos, também está incomodada e avalia caminhos para desfazer a sociedade. Assessores de Abilio e de Naouri passam o dia tentando descobrir o próximo passo do adversário e fazendo força para emplacar suas versões dos fatos. Procuradas, nenhuma das partes quis se pronunciar oficialmente.

Na semana passada, para colocar mais lenha na fogueira, apareceu na história a bilionária Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, morto num incêndio criminoso em 1999 em sua casa em Mônaco. Lily iniciou um processo de arbitragem na Câmara de Comércio Internacional para brigar com o Pão de Açúcar por causa do valor pago pela rede de lojas Ponto Frio, que vendeu três anos atrás por R$ 824,5 milhões. A viúva acha que o pagamento não foi justo e pede mais R$ 200 milhões.

Apesar do clima belicoso entre os vários sócios, até agora o corpo de executivos conseguiu blindar os negócios do grupo. Tanto que, desde maio do ano passado, quando vieram a público os conflitos societários, os papéis do Pão de Açúcar subiram mais de 13%, enquanto o Ibovespa caiu 10% no mesmo período.

Sócios de Abilio desde 1999, os franceses foram aumentando sua participação e, sete anos atrás, garantiram o direito de assumir o controle do grupo no dia 22 de junho de 2012.

Agora, o capítulo mais aguardado desse enredo é mesmo o destino de Abilio depois de sexta-feira. Ele fica como sócio minoritário do Casino ou vai embora? Vai transferir as ações sem alarde ou buscar outra saída?

No lado francês, o fato de o empresário ter marcado a assembleia que vai transferir o controle do grupo ao Casino e dar posse aos novos conselheiros teria causado um certo alívio. Como isso precisa ser feito pelo presidente do Conselho - o próprio Abilio -, se estivesse disposto a atrapalhar o ritual, ele poderia não convocar a reunião.
Há três semanas, os dois lados até tentaram, novamente, chegar a uma reconciliação. Pela segunda vez desde que a briga começou, ensaiaram um acordo para que Abilio deixasse a sociedade levando o Viavarejo, que reúne as lojas Casas Bahia e Ponto Frio. Mas as conversas não avançaram porque os assessores de Naouri e Abilio não conseguiram se entender nem sobre a ordem em que os assuntos seriam tratados.

Na quarta-feira 30 de maio, as equipes dos empresários marcaram uma reunião para as 10 horas do dia seguinte. Só que se desentenderam por telefone e nem chegaram a se encontrar. A turma do Casino queria que, antes de falar em preço, fossem definidos os termos do acordo, como cláusula de não-competição e as condições de cisão da Viavarejo. O pessoal de Abilio exigia o contrário. Sem acordo sobre a ordem da pauta de discussão, a reunião foi cancelada.

"Nunca sentaram a sério para negociar. Se não estavam dispostos a falar em preço, como querem dizer que estavam negociando", diz uma fonte próxima a Abilio. "Quem quer fazer acordo tira tudo da mesa e deixa o valor para o final. Essa é a forma clássica de negociar, só que eles não sabem o que querem", diz uma pessoa ligada ao Casino.

O humor de Abilio também tem variado muito ao longo do processo. Tempos atrás, ele queria estar longe do Brasil no dia de passar o bastão para Naouri e marcou uma palestra para executivos num evento da McKinsey em Istambul, na Turquia. De repente mudou de ideia e desmarcou o compromisso internacional. "Ele vai ser aquele presidente de conselho briguento, vigilante, que cobra e quer saber tudo no detalhe. Ao menos é o que ele está pensando nesse momento", disse, na semana passada, uma pessoa próxima ao empresário.

Mais briga
Além da disputa entre Abilio e Naouri, há um outro foco de incêndio se alastrando dentro do grupo. Ele está queimando o relacionamento entre a família Klein e o Pão de Açúcar dentro da Viavarejo, a rede de eletrodomésticos do grupo.

A temperatura subiu com a aproximação do fim do mês, quando termina o direito dos Klein de escolher o presidente da Viavarejo. A exclusividade na indicação foi assegurada na venda da Casas Bahia para o Pão de Açúcar. Valia por dois anos e o escolhido foi Raphael, neto de Samuel, o patriarca da família.

Com a mudança, toda direção da Viavarejo passará a ser escolhida pelo conselho da empresa, onde o Pão de Açúcar leva vantagem por ter um representante a mais. Se quiser, portanto, o Pão de Açúcar poderá trocar Raphael - mas, para os Klein, isso só poderia ser feito a partir de novembro, quando termina o mandato de Raphael.
O novo cenário piorou o relacionamento entre os dois lados, que não deu certo desde o começo e levou a uma primeira briga em 2010. Profissionais ligados ao Pão de Açúcar reclamam que os Klein não estariam entregando os ganhos de sinergia potenciais com a integração das duas empresas e sugerem que poderia haver conflito de interesses entre a empresa e a família.

Os Klein alugam seus imóveis para a Viavarejo, assim como Abilio aluga os seus para abrigar lojas do Pão de Açúcar. Só que fontes do Pão de Açúcar têm dito que no plano de abertura de novas lojas da rede vão cobrar mais transparência nos casos em que os Klein ofereçam seus pontos.

Para responder os questionamentos que partem do lado do Pão de Açúcar, pessoas ligadas aos Klein afirmam que boa parte da integração de Casas Bahia com Ponto Frio já foi realizada, mas que há limites para o processo - já que o Pão de Açúcar tem os hipermercados Extra, que concorrem diretamente com a Viavarejo. Sobre os imóveis, o tema já estaria sendo discutido há três reuniões do Conselho.

O clima de desconfiança explica os movimentos de Michael Klein, presidente do conselho da Viavarejo, nas últimas semanas. Ele contratou o Citibank para assessorá-lo e procurou o Bradesco para pedir R$ 3 bilhões emprestados, caso sua família perca a gestão da rede e resolva tentar a recompra da Casas Bahia. A resposta do Bradesco está guardada a sete chaves. / COLABOROU NAIANA OSCAR

MKT - O melhor do Brasil

Tão bom em Propaganda e tão ruim na Política

A propaganda e o marketing brasileiros são as áreas que o Brasil tem dado banho na concorrência. Somos realmente muito bons. Já quando lemos sobre os políticos e sobre a política, tanto quando se trata de políticos profissionais, como comentários dos jornalistas que escrevem e falam sobre o assunto, como do próprio judiciário quando “julga” políticos, o resultado é sempre com a predominância da Mediocridade e do Oportunismo.

Devemos aproveitar nossa capacidade de criação para a propaganda e marketing para envolver todos os brasileiros na melhoria da institucionalidade nacional. Fazer um “Programa Mínimo” para todos os níveis e instituições nacionais, fazer campanhas educativas para as empresas, as escolas, as ruas e religiões:

Todos unidos por um Brasil melhor!

O Brasil merece este salto de qualidade!

Da mesma forma que existe o Conselhão que assessora o governo federal, Dilma poderia convidar as grandes agências de publicidades para ajudarem a fazer a campanha.
Poderia até servir como contrapartida para as empresas que prestam serviços públicos e que têm contas publicitárias com órgãos do governo.

Vejam os prêmios dos nossos “criadores”:


Brasil leva Grand Prix e soma 67 Leões

Trabalho da Talent para o rádio leva o prêmio máximo da categoria no Festival de Cannes; desempenho do País já iguala recorde de 2011.

21 de junho de 2012 | 3h 09 - Fernando Scheller, Enviado Especial / CANNES - O Estado de S.Paulo

O Brasil recebeu ontem um inédito Grand Prix na categoria Rádio no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, evento que tem o "Estado" como representante oficial no Brasil. A premiação foi para a campanha "Rádio Repelente", da Talent, para a revista "Go Outside", voltada para praticantes de esportes como pescaria e trekking. Além do grande prêmio, o trabalho levou ainda um Leão de ouro.

Ontem, as agências brasileiras conquistaram 31 Leões. No total, já foram 67 prêmios no festival deste ano, igualando o recorde obtido no ano passado (o País, porém, perdeu dois prêmios em 2011 por irregularidade na inscrição de peças).

A ação que levou o Grand Prix em rádio consistia no patrocínio de duas horas de programação da Rádio Bandeirantes com uma frequência sonora que espanta mosquitos. O criador da campanha, Philippe Degen, conta que a estratégia foi veicular o programa entre 17h e 19h, justamente a hora em que os mosquitos costumam picar com mais frequência os esportistas que estão à beira do rio ou na montanha.

"Nós tivemos a ideia por causa dos aparelhos de frequência sonora e dos aplicativos que já são usados com essa finalidade. E resolvemos prestar um serviço relevante para o público da revista", disse Degen. Como se trata de uma publicação de nicho, com circulação mais restrita a São Paulo, a campanha foi veiculada apenas no Estado.

Segundo o diretor-geral da Talent, João Livi, o produto foi criado na agência e depois oferecido ao cliente. "Acho que as decisões que envolvem briefing e criação em conselho funcionam cada vez menos. Nem precisamos de briefing do cliente, pois acompanhamos suas necessidades", diz. "A campanha trouxe inovação. E a mídia não importa - há muita coisa careta sendo feita em digital. Dá para fazer algo novo também num veículo tradicional."

Ao todo, foram cinco Leões na área de Rádio. As outras três premiações foram para campanhas da Colgate Palmolive (Leão de prata para a Young & Rubicam), Nestlé (prata para a Publicis) e Follow Magazine (bronze para a DM9DDB).

A presença em Radio Lions do jurado Roberto Fernandez, diretor executivo de criação da JWT, ajudou no trabalho de "traduzir" uma campanha brasileira para o gosto de um grupo internacional. O Brasil disputou voto a voto o Grand Prix com uma campanha em inglês feita para a Mercedes-Benz.

Impresso
O resultado do Brasil foi novamente forte na categoria Press, a que recebeu o maior número de inscrições de agências nacionais. Foram 18 Leões ao todo, incluindo ouro para a campanha das letras da operadora Claro, da Ogilvy, agência que levou também dois de prata por peças para a revista Forbes e mais um bronze pela Claro.

Outros Leões de prata foram para trabalhos para Audi (AlmapBBDO), FF English School (Dim & Canzian), para uma campanha institucional de lixo reciclável da Lew'Lara\TBWA e Kiss FM (Lua). Os bronzes em Press ficaram com Young & Rubicam (clientes Brasil Foods, Café Bonogrão, LG e Goodyear), Dentsu (L'Univers de Chocolat), AlmapBBDO (Volkswagen Caminhões), Giovanni+DraftFcb (JVC), DM9DDB (Tok&Stok), JWT (Alcoólicos Anônimos) e Lew'Lara\TBWA (campanha de reciclagem de lixo).

Membro no júri de trabalhos impressos, Munir Fadel, da Lew'Lara\TBWA, disse que o País conseguiu um novo patamar na área (a média histórica é de cerca de dez por ano). "A campanha da Claro é visualmente muito interessante", diz. Com o título "Basta uma Letra", o trabalho alertou para os perigos de se dirigir e escrever mensagens de texto.

Em Design, foram cinco bronzes: Age Isobar (Adidas), Publicis (salão L'Officiel), Ogilvy (Coca-Cola), F/Nazca Saatchi & Saatchi (Leica) e Greco Design Brasil (Dauro Oliveira Ortodontia). Em Cyber, o País levou mais três bronzes: AlmapBBDO (Getty Images e VW) e Loducca (Easy Way).