terça-feira, 29 de maio de 2012

Santander - O Segredo do Negócio

Acordo de Confidencialidade

Se acontecer a assinatura do Acordo de Compra e Venda entre o Santander e qualquer outro Banco Comprador, até este fatídico momento, ninguém ficará sabendo oficialmente. Até por medidas legais, todos os lados envolvidos estarão dando declarações de que “não estão à venda” e que “não estão comprando”.

Isto em função de que, quando qualquer empresa séria está negociando compra ou venda de outra, o primeiro ato que se faz é assinar um Acordo de Confidencialidade, para evitar especulação de preço, seja na Bolsa de Valores, seja entre a concorrência ou mesmo entre interesses internos na empresa que está sendo vendida e na compradora. Nos casos de bancos, o sigilo é mais importante ainda, em função dos milhões de clientes.

Vejam o caso da Diageo, empresa que acabou de comprar a cachaça Ypióca, eles negociaram por um ano e meio. Mas, o jornal O Estado de SP, apurou que o presidente da Ypióca, Everardo Telles, tinha assinado acordos de confidencialidade e estava negociando com os três grupos.

A mesma coisa aconteceu entre as empresas aéreas, AZUL e TRIP.
Negociaram por mais de seis meses e sempre negaram que estavam negociando.

Isto faz parte da regra do jogo.
A TAM fez a mesma coisa quando negociou com a LAN do Chile.
E o Itaú fez a mesma coisa com o Unibanco, deu um baile em todo mundo.

Para quem sabe ler, na matéria do jornal O Globo de domingo passado, aparece que o Banco Central do Brasil não se oporia a venda do Santander Brasil, em função do receio de a crise na Espanha afetar o banco no Brasil. Quem conhece bem o Santander de lá e o Santander de cá, sabe muito bem que os lucros no Brasil ajudaram muito a evitar a antecipação da crise de lá e que ela reflete aqui.

O jornal Folha de SP sempre fica com a versão das empresas e no caso Santander não foi diferente. Isto é normal. O jornal tem tradição de evitar especulação. Daí minha surpresa quando este jornal ficou antecipando notícias sobre o Pão de Açúcar e a vontade do comprador francês em assumir o controle o quanto antes.

Só o tempo esclarecerá se o Santander Brasil vai ser vendido ou não.
Como os fatos têm desmentidos as versões, tanto em relação ao Santander, como nas empresas acima,convém que “todos botem as barbas de molho” e se preparem para o futuro.

Só não podem é fingir que não estão sabendo de nada.

4 comentários:

  1. O difícil é ficar explicando isso aos clientes.

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  2. FONTES LIGADAS A AUDITORIA BRADESCO, INFORMAM QUE
    HÁ APENAS UM PONTO NÃO DEFINIDO PARA O FECHAMENTO
    DO NEGOCIO: O DESEJO DO SANTANDER BRASIL É NEGOCIAR
    ATE 40% DO CONTROLE. O BRADESCO NÃO ABRE MÃO DE NO MINIMO 51% ! ACERTANDO ESTE PONTO, NEGOCIO FECHADO!

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  3. Se não esta havendo negociações, então que os responsavéis pelos boatos sejam processados judicialmente.....Quem acredita nestes executivos??? Só otario mesmo

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  4. EU DIRIA QUE SE O CONTROLE DO SANTANDER PASSAR PARA O BRADESCO, TODOS O CLIENTES DO SANTANDER SO TEM A PERDER.

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