quinta-feira, 24 de maio de 2012

Santander - Dilma desautoriza o BB

De novo Sonia Racy

Embora o nome da página diária publicada no Estadão seja “Direto da Fonte”, pelo jeito, a fonte que Sonia Racy tem no Banco do Brasil, foi desautorizada por nossa presidenta da república, Dilma Rousseff, a continuar negociando com o Santander a compra dos 49% do Santander Brasil.

Vejam o que saiu no Estadão de hoje, de novo na coluna de Sonia Racy:

1 – Não é não

Dilma abortou a operação de compra, pelo BB,
de participação minoritária no Santander – o negócio incluiria, no desenho, o Banco Votorantim.

Pediu a Mantega que avisasse os envolvidos:
não quer que o BB capitaneie maior concentração no sistema financeiro brasileiro – justamente quando o governo está pregando mais competição no setor.

2 – Não 2

Indagada, a família Ermírio de Moraes atesta não ter interesse algum em adquirir qualquer participação em outras instituições financeiras. Nem intenciona vender sua parte no Votorantim.
E confirma estar preparada para capitalizar o mesmo, visando a manutenção do banco nos novos índices de Basileia.

Nota deste Blog:

1 – Se, até a presidenta da república entrou no noticiário é por que tem parte de verdade o que a jornalista está escrevendo e o jornal centenário está respaldando;

2 – Continuo achando um erro o Banco Santander Brasil silenciar-se ante tão relevantes notícias. Cabem esclarecimentos aos 55 mil funcionários, aos milhões de clientes e à sociedade brasileira;

3 – Os órgãos competentes, como Bolsa de Valores e Banco Central, além do Ministério da Fazenda, deveriam informar aos interessados se as informações procedem ou não;

4 – Se, realmente o Banco do Brasil ficou impedido de negociar, os possíveis compradores passarão a ser o Bradesco, o BTG e, em último caso, o Itaú-Unibanco;

5 – Se os leitores tiverem paciência e lerem os comentários existentes, enviados pelos bancários e pelo público em geral, o que são quase trezentos no conjunto de matérias sobre o Santander, verão que, por parte dos bancários, há uma grande preferência que fossem para o Banco do Brasil. Agora, com a desautorização do governo, o destino pode levá-los para outro banco privado, o que, em termos de emprego, não existe garantia nenhuma;

6 – Sobre os possíveis compradores:


6.1 - O Itaú ainda não se estabilizou,
depois da incorporação do Unibanco, pelo contrário, está demitindo milhares de funcionários e caindo a qualidade do atendimento;

6.2 – O Bradesco, acabou de contratar Washington Olivetto
, o pai da propaganda de massa no Brasil, para melhorar a imagem do banco. É só ler a quantidade de resistências que os funcionários do Santander-Real fazem sobre o Bradesco. Além de melhorar a imagem pública, o Bradesco precisa ganhar a classe média no atendimento e, se comprar o Santander, garantir o emprego destes funcionários, como forma de diminuir a ansiedade e as incertezas destes 55 mil brasileiros e seus familiares;

6.3 – Já o BTG, corre por fora,
mas é o que tem mais chance de apresentar uma proposta de parceria entre um grande banco de investimento com um grande banco de varejo e assim preservar o Santander no Brasil, manter a diversificação do mercado financeiro e garantir os empregos dos funcionários;

6.4 – Para quem não sabe, os cinco maiores bancos no Brasil: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa, controlam mais de 80% de todo o mercado financeiro nacional.
Já é muita concentração, na verdade é um OLIGOPÓLIO. Se acabar o Santander e ficarem somente quatro grandes bancos, a população vai ficar ainda mais reféns dos bancos. Hoje temos Dilma no governo, já pensou se os neoliberais tucanos voltarem ao governo? Vão dar mais tarifas bancárias, mais benefícios e mais demissões...

Alguns leitores recomendaram rezar muito e trabalhar para que o pior não aconteça, eu, como cristão militante, recomendo a todos “orar e vigiar”, por que, por mais que façamos nossa parte, o destino nos leva para lugares que ainda não prevemos.
Faz parte da vida. Boa sorte a todos.


2 comentários:

  1. Que coisa louca! Nós, funcionários só ficamos sabendo por boatos (serão...)! Poxa vida...

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  2. Não gosto de tucanos, mas não foi um governo neoliberal tucano que, por conta de uma crise na Europa, permitiu que um banco com décadas de história e tradição (sem falar em todo a força que tinha a marca, todos os programas de sustentabilidade e de responsabilidade social; de toda a simpatia que tinha dos clientes; de todos os empregos e negócios que gerava) fosse comprado, engolido e mal digerido; e que o setor bancário se tornase ainda mais restrito e concentrado.

    Deste banco, nada mais subsistiu a não ser a lembrança. Desapareceu como se nunca tivesse existido. Muitos dos seus funcionários hoje amargam o desemprego.

    Lógico que falo do Banco Real.

    E o desaparecimento de um grande banco vai muito além de ajudar a desempregar e a concentrar juros. Pensem em todos os negócios indiretos que um banco gera; em todos os produtos e serviços que consome; na renda e nos negócios indiretos que proporciona. O impacto é muitíssimo maior.

    Se o governo Dilma quer deixar a nefanda herança neoliberal de lado, que ajude a montar um consórcio de pequenos bancos, ou de bancos de investimento para, com financiamento do BNDES, comprar o Santander.

    Vão me criticar por defender que se use o dinheiro público, talvez; mas isso só quem não sabe a quantidade de negócios diretos e indiretos, nos mais variados setores, que um grande banco gera.

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