segunda-feira, 21 de maio de 2012

Santander Brasil na mira da Moody's

Saiu mais esta na Imprensa.

Não sou eu que estou dizendo. São os jornais. Quem avisa, amigo é.
Tem gente dizendo que eu estou “fazendo terrorismo e gerando pânico no Santander”.
Eu só reproduzo notícias que saem nos jornais e revistas.

Acontece que, não sei por que, o movimento sindical está “na moita”.
Mas, toda vez que um banco compra outro, há muitas demissões...
Foi assim nas privatizações, nas intervenções dos bancos privados, como o Nacional e Comind, foi também assim com o Unibanco, etc. Só não foi assim com o caso da Nossa Caixa, que Serra vendeu ao Banco do Brasil, de Lula. Neste caso NÃO houve demissões. Há outros casos de bancos estaduais que passaram para o BB. Mas, casos privados não existem. É morte certa!

Neste final de semana, apesar das notícias ruins sobre a Espanha, eu evitei reproduzi-las para dar uma trégua ao pessoal do Santander, mas hoje a música voltou a tocar, desta vez no jornal Brasil Econômico.

Sem contar os boatos no Itaú e no Bradesco, de que realmente o clima de venda ou parceria operacional está muito forte. Vou fazer o quê? Deixar de dar notícias? Eu já passei por privatização e sei quantos colegas foram demitidos sumariamente. Foram vidas destruídas pelas privatizações de FHC.

Vamos ver quem vai salvar a Espanha e o Santander:

Santander Brasil na mira da Moodys

BRASIL ECONÔMICO - Finanças -
SÃO PAULO - SP - 21/05/2012 - Pág. 31

Os ratings do Santander Brasil podem ser rebaixados pela agência de classificação de risco Moodys nas próximas semanas.

Na sexta, a empresa avisou que a nota está sendo revista para possível rebaixamento.
O alerta se dá após o rebaixamento das notas do Santander Espanha,controlador do banco brasileiro.
A Moodys espera concluir sua revisão até meados de junho.

Na semana passada, a agência americana reduziu a classificação de risco de 16 instituições bancárias da Espanha (incluindo o Santander) por causa da fraqueza da economia do país, aumento dos empréstimos de má qualidade, renovação da recessão, acesso restrito a funding e uma habilidade reduzida do governo de sustentar mutuários à medida emque seu próprio crédito diminui.

No caso do Santander Brasil, serão revistos os ratings de curto e longo prazos, em escala global e moeda local referentes a força financeira, depósito de longo e curto prazos.
A atual revisão dos ratings do Santander Brasil considerará uma avaliação global da Moodys da correlação entre o perfil de crédito autônomo do banco e do soberano onde é domiciliado.
A revisão também incluirá as ligações entre os ratings do controlador e da subsidiária brasileira, as quais podem afetar os ratings de depósito em moeda local do Santander Brasil, afirma a agência, em comunicado.

De acordo com a Moodys,
a análise considerará a extensão à qual os negócios do banco dependem do ambiente macroeconômico e financeiro local, o grau de dependência do mercado, e portanto mais sensível à confiança, e as exposições diretas e indiretas à dívida soberana local em comparação com a base de capital do Santander Brasil.

A última avaliação da casa de rating sobre o Santander Brasil ocorreu em 24 de fevereiro. O Santander Brasil possui R$ 415,6 bilhões (US$ 228,2 bilhões) em ativos totais e patrimônio líquido de R$ 36,3 bilhões (US$ 383,1 milhões), segundo dados de 31 de março de 2012.

2 comentários:

  1. Gilmar, boa tarde! Tenho acompanhado todas as notícias em relação ao Santander e minha preocupação não é como funcionário, mas sim como correntista. Gostaria, se possível, da sua opnião, pois tenho aplicações em CDB neste banco e a transferencia destas, para outro banco, inplicariam, pra mim, em perda, sendo este o fator, que esta me segurando... vc. acha q. seria melhor transferir para uma poupança do BB? ...particularmente penso que, caso haja um efeito dominó, no banco Santander Brasil, este acabaria por ser vendido, o q. não geraria, naminha opnião, em dano ao correstista... mas honestamente, me preocupa, pois caso não ocorresse esta mudança, mas sim uma quebra, fechamente absoluto, será q. o FGC teria condições de arcar com os correntistas de uma banco deste porte? Não sei se meu raciocínio esta correto,pouco entendo deste funcionamento financeiro... mas, se for possível, agradeceria sua opnião!!!

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  2. Prezado "Nanuts",
    Já escrevi algumas vezes que, ao ser perguntado por correntistas do Santander, se devem tirar contas ou aplicações, eu respondo que não acho necessário. Primeiro por que nosso Banco Central é bom; segundo por que o Santander Brasil NÃO vai quebrar.
    Se houver corrida como na Espanha, o Banco Central pressiona para alguém comprar. Tem fila de compradores: Bradesco, BTG, Itau, BB, etc. Se tem uma coisa que devemos evitar é uma correria no Santander Brasil. Aí, só chamando Dilma, nossa presidente!

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