quinta-feira, 17 de maio de 2012

Previ e BRF-Brasil Foods

O Brasil que dá certo

Vejam partes de longa matéria que saiu no jornal Valor sobre a BRFoods,
empresa decorrente da fusão Perdigão e Sadia.
A Previ salvou a Perdigão e depois ajudou a salvar a Sadia.

É por operações como esta e pelo volume de investimentos em ações e imóveis que a Previ está sempre nos jornais. Tem muito lobby no meio, principalmente dos Bancos e das Corretoras. Mas, todos querem por a mão na grana da Previ.

Daí a importância das eleições serem as mais democráticas possíveis.
Nesta semana, começa mais uma eleição para diretor representante dos funcionários do Banco do Brasil, instituição mantenedora da Previ, juntamente com os bancários do BB.
O movimento sindical apoia a Chapa 6, a chapa de Sergio Rosa, Zé Ricardo Sasseron e muita gente boa.

Nesta fusão da Perdigão com a Sadia, todos ganharam, principalmente o Brasil.


Três anos após a fusão, valor de mercado da BRF é duas vezes maior
Valor – 17/05/2012 – Há 15 horas e 14 minutos

Três anos após o anúncio da união entre Perdigão e Sadia, a empresa de alimentos resultante, a BRF-Brasil Foods, está mostrando que entre suas especialidades está a matemática, além de carnes de aves e suínos, pratos prontos e embutidos, entre outros produtos.
A companhia que surgiu da união das duas rivais vale hoje o dobro do que eram avaliadas as empresas juntas antes da combinação. O valor de mercado do negócio está próximo de R$ 30 bilhões - o dobro dos R$ 15 bilhões marcados ao fim do primeiro pregão após a Perdigão incorporar o controle da Sadia, em 8 de julho de 2009.

Embora ainda existam desafios à gigante - cada vez mais e maiores -, a percepção do mercado sobre o negócio indica que as companhias tinham mesmo é que se juntar, desde os tempos em que o apelido dessa união era "Sadigão".
A BRF está se apropriando dos pontos positivos de cada uma: o prêmio que os investidores atribuíam na bolsa à governança da Perdigão e o prêmio que os consumidores pagavam pela marca Sadia no supermercados.

A BRF também se beneficiou de um momento positivo da economia doméstica.
O aumento da demanda interna reduziu o impacto do enfraquecimento do mercado internacional. A crise financeira deixou consequências profundas e duradouras nas economias dos países desenvolvidos.

Apesar de fruto de um cenário extremo - a quebra da Sadia após as perdas de R$ 2,55 bilhões com derivativos cambiais em 2008 -, a BRF deixou as dificuldades financeiras para a história. Já alcançou a nota de grau de investimento pelas três principais agências de classificação de risco de crédito.

Os múltiplos de negociação da BRF estão muito mais para Perdigão do que para Sadia, que mesmo antes dos derivativos sofria os descontos atribuídos pelos investidores sob argumentos de preocupação com uma gestão familiar.
Não surpreende, portanto, que os fundos de pensão que formavam o bloco com a maior posição da empresa estejam realizando alguns lucros e, por isso, com a menor participação na companhia desde a fusão: 26,55% do negócio.
Esses fundos compraram a Perdigão, em 1994, da família Brandalise e estão vendendo a Sadia duas vezes maior e profissionalizada, quase 20 anos depois.

O valor de mercado da BRF evoluiu de maneira muito mais veloz do que a receita das empresas combinadas. Quando unificadas, Perdigão e Sadia somavam receita líquida da ordem de R$ 22 bilhões. No ano passado, a receita líquida da BRF somou R$ 25,7 bilhões - pouco mais de 10% de expansão. O volume de carnes produzido subiu de 5,3 milhões de toneladas, em 2009, para 5,8 milhões em 2011 - alta também da ordem de 10%.

É pela avaliação de que o negócio caminha no rumo certo que a capitalização evoluiu e também pelas sinergias capturadas com a fusão. A expectativa é que a partir deste ano a economia anual fique em torno de R$ 1 bilhão - o dobro do inicialmente projetado. No primeiro ano, o ganho ficou em R$ 500 milhões e, no ano passado, o saldo bruto foi de R$ 700 milhões.

Os analistas acreditam que a companhia vale ainda mais.
A média dos preços-alvo dos analistas registrada pela Bloomberg indica que a empresa deveria valer mais de R$ 36 bilhões. Na prática, significa que as ações cotadas a R$ 32,99 ontem, deveriam encerrar 2012 valendo R$ 41,46, na conta média de 20 especialistas, conforme a Bloomberg.
A companhia tem hoje 45% da receita proveniente do mercado interno, 10% de produtos lácteos e 5,6% do segmento chamado de "food service" - como fornecedora para as chamadas refeições fora do lar. O restante é proveniente das exportações.

A BRF vende seus produtos em mais de 140 países,

com 19 escritórios fora do Brasil e sete unidades produtivas.
Agora, a companhia está construindo uma unidade em Abu Dhabi.

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