segunda-feira, 21 de maio de 2012

De Elizeth para Dilma

A vida não é só isso que se vê

Élio Gaspari, jornalista e escritor, costuma dá uma de espírita, e psicografa umas mensagens sobre a História Americana para ilustrar os descalabros dos nossos políticos e juízes. Como sou espírita eclético, achei interessante colocar o título como uma "mensagem de Elizeth Cardoso para Dilma." Não deixa de ser...

Como Dilma conseguiu baixar os juros bancários, fazer o dólar chegar a dois reais e dar posse à Comissão da Verdade. Agora vamos fazer campanha para baixar os preços dos produtos. O custo de vida no Brasil anda muito caro. Remédios, serviços, comida, habitação, educação, transporte. Está tudo pela hora da morte.

Neste fim de semana, quando fui à Livraria Cultura ver se tinha chegado o CD de Bach que tinha encomendado, descobri um disco de Elizeth Cardoso, bem baratinho. Comprei na hora. Quando fui pagar no caixa, também vi o livro “On the Road” em português e também bem baratinho. Edição de Bolso.

Isto mostra que, quando se quer, os preços baixam.
De posse do disco e do livro, e sabendo que Walter Salles estará lançando o filme Na Estrada – On the Road, no Brasil agora em junho, fiquei pensando o quanto este livro foi importante para tanta gente.

Já o disco, vim de casa até o Centro de São Paulo, ouvindo a mesma música, “Sei lá, Mangueira”.
Tão bonita, tão bem cantada, um ritmo tão gostoso. A versão do disco está mais bonita do que a versão abaixo. Hoje descobri que a composição é de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho. Tutti bona gente!

Prestem atenção no detalhe desta parte da letra:
“A vida não é só isso que se vê, é um pouco mais, Que os olhos não conseguem perceber, E as mãos não ousam tocar, E os pés recusam a pisar”

A Mangueira mudou para melhor, o Brasil também mudou para melhor, e a vida que a gente tinha quando apareceram as músicas cantadas por Elizeth, embora saudosa, era bem mais simples do que a de hoje. Mas, ao ouvir as músicas, nossos olhos e nosso coração se transformam.

E Dilma está transformando o Brasil.

Vamos baixar os preços para que todos tenham uma vida melhor.

Sei lá, Mangueira



Prestem atenção na letra, é poesia e uma magnífica cantora.

Sei lá, Mangueira
Elizeth Cardoso
Composição: Paulinho da Viola / Hermínio Bello de Carvalho

Mangueira
Teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou...

Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei

Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Em Mangueira a poesia
Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar e sonhar, de sofrer
Sei lá não sei
Sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe inspiração

Duvido que Dilma conheça esta versão de Manhã de Carnaval, cantada por Elizeth. Gravada em um show no Japão. Estes japoneses cuidam mais dos nossos sucessos musicais do que muitos brasileiros.




Um comentário:

  1. Paulinho da Viola, portelense de raiz, emplacou um dos seus primeiros sucessos com "Sei lá, Mangueira". Deu problema. O pessoal da Portela ficou indignado. E a turma da Mangueira torceu o nariz.

    Depois ele fez "Foi um Rio que Passou em Minha Vida" e limpou a sua barra.

    No Congresso Mundial dos Bancários eu usei a música para falar da Mangueira, onde ia ter uma confraternização (lembra, Gilmar?). Mas tive o cuidado de distribuir a letra, na véspera, para os intérpretes.

    Assim mesmo, sei lá, não sei, sei lá, não sei não como eles traduziram a poesia carioca para sete ou oito línguas estrangeiras.

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