quinta-feira, 31 de maio de 2012

Santander, Celso Ming e a Espanha

O problema dos bancos espanhóis

Confesso que depois que divulguei a matéria do jornal Valor, onde o presidente do Santander Brasil foi tão enfático ao dizer que o banco não estava à venda, fiquei bastante otimista e acreditando na “palavra do presidente”.

Mas, ao ler esta matéria de Celso Ming no Estadão de hoje, fiquei pensando:
Será que a situação da Espanha é tão grave que pode afetar o Santander no Brasil?

Mas a matéria está muito bem fundamentada. Será que Celso Ming está errado?
Será que não é melhor esperar a reunião do presidente do Santander Brasil com os Sindicatos brasileiros para falar sobre a situação do Banco?

Por vias das dúvidas, reproduzo abaixo a matéria de Celso Ming.


A Espanha sob pressão
31 de maio de 2012 | 21h15 – Estadão - Celso Ming

O problema dos bancos da Espanha exige soluções até agora não admitidas, que podem mudar o rumo e a qualidade das intervenções.
Enquanto a busca de uma saída para a Grécia fica adiada para depois das eleições de 17 de junho, a Espanha afunda na areia movediça. Esta quarta-feira foi mais um dia de agonia, de perda de depósitos nos bancos e de queda do valor dos títulos soberanos.
O presidente do governo, Mariano Rajoy, parece vacilar. É que todas as soluções que poderia propor esbarram em fortes obstáculos.

A encrenca original da Espanha não tem a ver com o excesso de despesas públicas – casos de Grécia e Portugal. Tem a ver, sim, com a enorme fragilidade dos bancos, que se atiraram ao financiamento imobiliário no início da primeira década deste século – para aproveitar a abundância de recursos que veio com a derrubada dos juros logo após a emissão do euro. O boom hipotecário gerou procura artificial de mão de obra e elevou o consumo. Com a eclosão da crise, a bolha imobiliária explodiu e os preços dos imóveis caíram abaixo do valor das hipotecas (saldo do financiamento). A economia entrou em recessão, veio o desemprego (24% da força de trabalho, hoje), a arrecadação caiu e, como o Tesouro teve de bancar o seguro-desemprego, as despesas saltaram. E isso levou a dívida para níveis perigosos.

A Espanha está na mesma situação da Irlanda há três anos.

Tem de salvar os bancos, atolados em encrencas mais sérias do que simples colapsos de caixa. Assumiram riscos de crédito maiores do que poderiam suportar. Seus problemas são de insuficiência patrimonial. Têm de ser urgentemente capitalizados. A conta, avaliada entre 60 bilhões e 70 bilhões de euros, pode ser muito mais alta.

Não se fala mais em deixar algum banco quebrar.
Seria o início de uma catástrofe perfeita. O tombo da primeira peça do dominó derrubaria as demais.
Também não há mais a hipótese de obrigar os atuais acionistas a subscrever capital novo. Alguns bancos precisam de mais capital do que seu atual valor de mercado (caso do Bankia).

Não se pode obrigar o já sangrado Tesouro da Espanha a fazer maciças transfusões de capital.
Esticaria a corda do déficit público para além do suportável. Rajoy sugeriu que a recapitalização dos bancos fosse feita por meio de emissão de títulos públicos, proposta que teria duas consequências. Primeira, puxaria o endividamento para níveis perigosos. Segunda, como os bancos não precisam de mais títulos (de mais ativos), mas de mais dinheiro vivo, o despejo desses bônus no mercado implicaria sua desvalorização e novo esticamento dos juros. Se o Banco Central Europeu (BCE) recomprasse esses títulos, estaria financiando despesas do Tesouro da Espanha – algo inadmissível. Esse precedente obrigaria o BCE a recomprar títulos públicos a cada operação de resgate de banco.

Outra opção que parece contar com o apoio da Comissão Europeia seria levar um fundo europeu a subscrever a elevação de capital dos bancos, o que esbarra no veto da Alemanha. Mas pode ser a saída inevitável, com efeitos importantes.

Grandes bancos espanhóis seriam controlados pelo bloco. Seriam bancos públicos, mas com controle partilhado pelos sócios do euro e, obviamente, com supervisão também da área do euro. Mas não seria este um novo passo decisivo rumo à integração, desta vez financeira?

BTG vai comprar mais um Banco

Desta vez é o Cruzeiro do Sul

Quem avisa não é Sonia Racy, do Estadão, é o jornal Valor que, nesta matéria abaixo, apresenta um quadro delicado do Banco Cruzeiro do Sul.

Pelo jeito, o BTG, desistiu ou não pôde comprar um banco grande e,
voltou a comprar bancos pequenos, além de redes varejistas.
“O tempo não para...”

Leiam com atenção a matéria do Valor de hoje:

BTG Pactual negocia compra do Cruzeiro do Sul
Valor – 31/05/2012

Começou a ser arquitetada nos últimos dias uma operação de compra do Banco Cruzeiro do Sul pelo BTG Pactual.
As conversas existentes não são conclusivas e não se pode afirmar que caminharão para uma aquisição, já que as dificuldades são grandes. Segundo pessoas a par do tema ouvidas pelo Valor, as tratativas são preliminares, mas podem evoluir rapidamente.

As conversas começaram entre o BTG, de André Esteves, e autoridades em Brasília, preocupadas com a evolução recente da liquidez e do capital do banco da família Indio da Costa. O caso vem sendo intensamente discutido nos últimos dias pelo Banco Central e pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que buscam uma saída negociada para o problema.

A aquisição poderia envolver o banco inteiro ou uma parte relevante do ativo, segundo uma fonte. BC e FGC já haviam buscado antes um interessado em assumir o Cruzeiro do Sul, até então sem sucesso.

O BTG foi também o banco que assumiu no ano passado o PanAmericano, então pertencente ao empresário Sílvio Santos, depois da descoberta de fraudes que levaram a instituição a um rombo patrimonial de R$ 4 bilhões. A operação foi costurada pelo Banco Central e pelo Fundo Garantidor de Créditos para evitar a liquidação do PanAmericano, sob o argumento de se evitar um problema sistêmico, com contágio de outras instituições de menor porte.

A aquisição ocorreu em condições bastante vantajosas para o BTG. As perdas patrimoniais foram cobertas pelo FGC, e o BTG assumiu o banco limpo das fraudes e com acesso a funding fornecido pela Caixa Econômica Federal, que já era sócia do PanAmericano.

Se as negociações para assumir o Cruzeiro prosperarem, o mais provável é que o BTG opte por fundir suas operações com as do PanAmericano.
A taxa de retorno dos bônus emitidos pelo Cruzeiro do Sul disparou desde o início de maio, indicando que os investidores passaram a enxergar maior risco na instituição. Embora o recrudescimento da crise na Europa tenha feito subir os retornos dos papéis de dívida de outros bancos brasileiros no exterior, a alta é bem mais acentuada no caso do Cruzeiro, cujos títulos se descolaram dos de seus pares, como o BMG (ver página C7).

Banco especializado em crédito consignado, aquele com desconto em folha de pagamento, o Cruzeiro do Sul vem sofrendo com dificuldade de funding desde a crise de 2008. A venda de carteira para grandes bancos, uma das principais fontes de financiamento das instituições pequenas e médias, praticamente estancou, principalmente depois da quebra do PanAmericano, do Schahin e do Morada, no ano passado. Em novembro de 2011, diante de evidente dificuldade do Cruzeiro do Sul de se financiar no mercado, o Fundo Garantidor de Créditos estruturou um fundo de direitos creditórios (FIDC) bilionário para comprar ativos do banco e, assim, dar funding à instituição, conforme revelou o Valor na época.
Esse fundo já absorveu carteiras de crédito de R$ 4,2 bilhões do banco. Até agora, o FGC já adquiriu cotas do fundo no valor de R$ 651 milhões. O restante está nas mãos do próprio banco por enquanto. Está previsto que o FGC comprará mais R$ 851 milhões no segundo semestre e outros R$ 1,4 bilhão em 2013.

A venda dessas carteiras ao FIDC tem ajudado o resultado do banco, mas não foi suficiente para equacionar a situação.
O Cruzeiro do Sul levou ao limite o modelo de negócios estabelecido entre as instituições de menor porte de gerar créditos e vendê-los, como forma de obter funding para continuar girando a operação e liberar espaço em seus balanços. Quase a totalidade da carteira de créditos de R$ 7 bilhões está fora de seu balanço, vendida a fundos de direitos creditórios cujo cotista é a própria instituição. Sob marcação cerrada do Banco Central, que tem exigido que os bancos tratem da mesma maneira as carteiras que carregam em balanço e aquelas colocadas dentro de fundos de direitos creditórios, o Cruzeiro passou a constituir provisões para empréstimos em atraso também para as carteiras vendidas a esses fundos, o que pesou sobre seu resultado.

Há mais de dois anos o Cruzeiro do Sul está sob investigação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários por conta das operações de venda de créditos para os fundos dos quais é cotista. O BC abriu um procedimento administrativo em janeiro de 2010 porque considerou que as taxas de desconto aplicadas nas cessões de carteira do banco aos fundos ficaram abaixo das praticadas no mercado. Isso quer dizer que as operações davam ganho adicional ao banco, que obtinha um preço melhor na venda dos ativos. Ainda em 2010, a CVM intimou a Cruzeiro do Sul DTVM a prestar informações sobre o mesmo assunto, na qualidade de administradora dos FIDCs. O processo envolve o banco da família Indio da Costa e também seus administradores.

O balanço do primeiro trimestre do banco recebeu ressalvas dos auditores independentes, da Ernst & Young, que consideraram que o prejuízo registrado, de R$ 57,8 milhões, ficou aquém do devido.
Depois da quebra do PanAmericano, o Banco Central deflagrou um pente fino nos bancos pequenos e médios. A inspeção resultou, por exemplo, na intervenção e posterior liquidação do Banco Morada, onde foram encontradas fraudes. Além disso, o BC apertou as exigências de constituição de provisões sobre a carteira de crédito e de classificação de risco das mesmas. (Colaboraram Carolina Mandl e Fernando Travaglini)


CPI - Identificado o "Quarto Elemento"

Gilmar Mendes, Nelson Jobim, Lula e...

O intelectual da operação que serviu para abafar o depoimento de Demóstenes na CPI.
A imprensa também participou da articulação. Foi pauta planejada.
Deu tudo certo e a imprensa jogou o depoimento para as páginas secundárias, ficando as páginas principais para “Lula e a bandidagem”, conforme declarações do Jurista, Juiz e representante supremo do poder na terra, Gilmar Mendes. Este usou e abusou do fato de estar como juiz do Supremo Tribunal Federal.

O quarto elemento
, em comum acordo com o quarto poder (a imprensa), ficou escondido e rindo do sofrimento de Lula e dos petistas. Para completar, mandou distribuir no metrô de São Paulo uma revista chamada de “Free”, bem ao seu gosto, só falando mal do PT. E pensar que este “quarto elemento” foi presidente da UNE?

Vejam a nota de Monica Bérgamo e a matéria na UOL. Tudo da Folha de São Paulo:

Monica Bergamo – Folha – 31/05/2012

QUARTO ELEMENTO


Há alguns dias, José Serra ligou para o ex-ministro Nelson Jobim.
Pediu a ele que falasse com a revista "Veja".
Jobim atendeu ao pedido do amigo - e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes.
Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.
Serra pediu a Jobim que falasse sobre encontro entre Lula e Mendes

UOL - DE SÃO PAULO – 31/05/2012 – 08h42

O ex-governador José Serra ligou há alguns dias para o ex-ministro Nelson Jobim e pediu a ele que falasse com a revista "Veja". Jobim atendeu ao pedido do amigo --e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo
, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.

No polêmico encontro, o petista teria pedido ao ministro para tentar adiar o julgamento do mensalão, segundo a versão de Mendes. Lula nega. Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

Flores e Violência na Consolação

Carros e pessoas em nossa cidade

Ontem eu vinha pela Rua Consolação
ouvindo música e prestando atenção nas flores.
Encantado com a quantidade de verde nos canteiros centrais da rua, a quantidade de árvores no Cemitério da Consolação, e também, admirando as flores dos pés de Ipê, que estão aparecendo em abundância.

Ao passar em frente às revendedoras de automóveis, do lado esquerdo de quem desce a rua da Consolação, observei que, apesar de serem três imóveis bem largos, não existe uma árvore. Portanto, não existe nenhuma flor. Existem somente automóveis...

Na media que o trânsito fluiu, fui chegando à Praça Roosevelt e nesta região vários pés de Ipê já estão florindo. Mas, ao chegar ao final da Rua Consolação, bem em frente de onde era o jornal O Estado de São Paulo, nosso conhecido “Estadão”, como sempre, lá tinha “um corpo estendido no chão”, coberto de ponta à ponta por panos e papelões. Era uma pessoa dormindo. Um morador de rua...

Raramente mostro foto de pessoas, usualmente mostro flores.
Mas, neste caso, a pessoa está “invisível”. Isto é, não dá para saber se é homem ou se é mulher. Se é jovem ou velho. Como diz a história das Aventuras de Hércules. “Seu nome é Ninguém”. Este é um tipo de violência que marca a gente. Chama-se “omissão”!

Tomei coragem e, aproveitando que o sinal fechou, tirei o celular, abri a janela do carro e bati a foto. Uma foto só, para não ficar com a consciência ainda mais pesada.

Vejam a foto de “Ninguém”:


Fiquei muito triste, fechei a janela do carro e guardei o telefone. Continuei dirigindo e ouvindo música. Passei ao lado do Teatro Municipal, peguei o Largo Paiçandu e quando cheguei no Anhangabaú, vi de longe o pé de Ipê Rosa totalmente florido.

Voltei a ficar alegre, fui até a passarela tirar várias fotos e comecei a andar para nossa Rua São Bento.

Vejam as fotos do Ipê do Anhangabaú:


Vejam as flores mais de perto:



Ainda no Anhangabaú, perto do estacionamento e também do pé de Ipê, num ponto de ônibus, várias pessoas estavam em pé, esperando condução para o trabalho. Eram várias pessoas e ninguém olhava ou percebia um jovem de, mais ou menos 25 a 30 anos, dormindo no chão, perto do muro e do ponto de ônibus. Era outro “Ninguém”.

Desta vez não tirei foto. E perdi a alegria de ter encontrado o Ipê Rosa cheio de flores. Continuei caminhando e pensando:
- O que faz uma cidade se preocupar mais com os carros do que com as pessoas?
– Por que, os poderes públicos não fazem nada para acolher estas pessoas que dormem nas ruas?
- Estas pessoas, chamadas aqui de Ninguém?
- E, pensei também, por que tem tanta gente indiferente e eu preciso me envolver com isto?

A vida inteira priorizando as pessoas, mas, ao mesmo tempo, já com a idade avançada e vendo tanta disputa pela prefeitura de São Paulo, a miséria humana ainda está presente em nossa cidade.
Será que vamos conseguir melhorar nossa cidade?
Será que um dia vamos acolher as pessoas necessitadas?
Não sei se terei tempo para ver.
Mas sei que tive tempo para descobrir as flores da nossa cidade.

Ainda bem que temos os pés de Ipê
e tantas outras flores.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Previ e BB - Praticando Democracia

Previ, BB e as Mulheres

A Previ é o maior fundo de pensão da América Latina e, no Brasil, participa de tudo que envolve negócios e dinheiro. É também um braço político e financeiro do Banco do Brasil e, por tabela, do governo federal.

Só isto? Não, a Previ é fundamental para manter a complementação das aposentadorias dos funcionários do Banco do Brasil. Esta é a sua principal missão.

Por gerir os recursos das aposentadorias dos funcionários do BB, com contribuições do banco e também dos funcionários, sua administração é conjunta, composta por representantes indicados pelo banco e representantes eleitos por todos os associados aposentados e da ativa, isto é, os que ainda estão trabalhando no banco.

Com a redemocratização do Brasil
, os movimentos sociais, representados nas diversas associações de funcionários do banco e sindicatos de bancários começaram, cada vez mais, a se interessarem em acompanhar e participar da gestão da Previ e também da Cassi – Caixa de Assistência Médica. Assim, além de defenderem os interesses dos funcionários do BB, estes representantes eleitos, ganham prestígios e poder. Dentro e fora do banco.

A Previ é tão importante, que a imprensa passou meses anunciando uma disputa entre o presidente do banco e seu indicado para presidência da Previ. E a contenda só foi resolvida com a intervenção da presidência da república. Era uma disputa entre pessoas indicadas pelo próprio governo. Não eram representantes indicados pelos funcionários.
Para representar os funcionários, houve eleições, que se encerrou neste dia 29, com a vitória da Chapa 6. Seis chapas? Sim, tinham seis chapas concorrendo. E quem eram estas seis chapas?

Vamos tentar fazer uma síntese de cada chapa:

Chapa 1 – gente da antiga ANABB (do grupo de Valmir Camilo), comissionados e parcela de aposentados.
Chapa 2 – parcela de aposentados (parte da direção da AAFBB), gente do banco e Intesindical (PSOL)
Chapa 3 – chapa apoiada pelo banco, composta por ex-superintendentes regionais e gerentes.
Chapa 4 – Convergência Socialista/Conlutas – PSTU
Chapa 5 – Sem identificação com movimento sindical ou movimento organizado.
Chapa 6 – CUT-PT, CTB-PCdoB, e importantes Associações de Aposentados.

Qual foi a votação:
1 – 24.280 – 21,9%
2 – 15.380 – 13,9%
3 – 9.471 – 8,5%
4 – 8.957 – 8,1%
5 – 9.787 – 8,8%
6 – 24.935 – 22,5%
Brancos – 7.112 – 6,4%
Nulos – 10.938 – 9,9%
Votantes = 110.860 – 57,4% do Colégio Eleitoral.

Se a democracia for praticada nas empresas, nas escolas, no judiciário, no orçamento público, na definição de prioridades no planejamento urbano e no parlamento como um todo, todos aprenderão mais, conhecerão mais a vida das instituições e o resultado pode ser melhor para todos. É o famoso ganha-ganha.

Agora que as coisas se acalmaram na Previ,
quem sabe a Diretoria do Banco do Brasil escolhe algumas mulheres para fazer parte da diretoria do banco.

Na diretoria do Banco do Brasil, são 65 (sessenta e cinco) cargos e atualmente todos são homens.

O detalhe é que existem atualmente no banco mais de 40 mil mulheres trabalhando.
Será que nenhuma mulher preenche os requisitos para ser Diretora do Banco?

Ah, quando Dilma descobrir isto...

Dilma acertou mais uma

Estão armando mais um circo

Não podemos esquecer que este ano tem eleições.
E, toda vez que tem eleições, a direita recupera noticiários sobre tragédias com o PT. Isto vale para a morte de Celso Daniel e tantas outras histórias. O principal trunfo da direita é o “mensalão”. A direita não quer encerrar o caso, quer que ele fique assim, vai-e-vem, ano sim, ano não, sempre coincidindo com eleições. O PT deu motivo? Deu. Agora aguenta!

Não gosto de falar da “CPI do fim do mundo”
.
Não levo muito a sério esta vontade dos políticos de apurar os fatos.
Afinal, quem é o chefe de quem? Os políticos operam para Cachoeira, ou Cachoeira opera para os políticos? Se for apurar tudo, quem fica fora?

Também não gosto de falar sobre reuniões entre personalidades.
Mas, sempre levo a sério velhos ditados. Por exemplo, “Diz-me com quem andas, que te direi quem és”.
Quando Lula se reúne com Gilmar Mendes em ambiente privado, mesmo com a presença de Jobim, ele estará sempre correndo risco. Ou de uma coisa, ou de outra. Entenderam?

Mas, por trás disto tudo, mais do quê a CPI do fim do mundo, estão as eleições para prefeito de São Paulo.
Vejam as pesquisas eleitorais mais recentes, vejam as informações sobre coligações e vejam as pessoas envolvidas e, se vocês ligarem os pontinhos, vão perceber as impressões digitais de uma figura famosa, que tem ideia fixa em algo e adora sair candidato a tudo. Os profissionais dizem que “ele” tem “compulsão para espionagem e armação”.

Ainda bem que temos Dilma, como presidenta da república.

Vejam que boa matéria do Estadão de hoje:

Para Dilma, há risco de crise institucional


O ESTADO DE S. PAULO - Nacional - SÃO PAULO - SP - 30/05/2012 - Pág. A7
Vera Rosa , Tânia Monteiro / Brasília - O Estado de S.Paulo

Preocupada com o acirramento dos ânimos às vésperas do julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo não entrará na briga entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Dilma avalia que a situação é perigosa, tem potencial de estrago que beira a crise institucional nas relações entre Executivo e Judiciário, e transmitiu esse recado na conversa mantida ontem com o presidente do STF, Ayres Britto. O encontro durou uma hora e dez minutos, no Planalto.

Embora petistas estejam fazendo desagravos públicos a Lula, a presidente ordenou silêncio aos auxiliares após falar com ele por telefone. A ordem é blindar o Planalto dos torpedos vindos da CPI do Cachoeira e dos ataques de Mendes.

Lula chegou ontem à noite em Brasília, onde fará hoje uma palestra no 5.º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, e vai se encontrar com Dilma. Pela estratégia definida até agora, o governo fará de tudo para se desviar da polêmica e repassará a tarefa das respostas políticas ao PT.

O ministro do STF jogou ontem mais combustível na crise, ao responsabilizar Lula por uma central de divulgação de intrigas contra ele.

Embora dirigentes do PT saiam em defesa de Lula, a cúpula do partido avalia que é preciso calibrar o contra-ataque, porque qualquer reação intempestiva contra o Judiciário prejudicaria os réus do mensalão.

Fora do foco.
Não acreditamos que Mendes nem nenhum integrante do Supremo esteja ligado ao crime organizado de Carlinhos Cachoeira, disse o deputado Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara. A CPI não foi instalada para apurar possíveis desvios de conduta de ministros do Supremo, mas, sim, para desbaratar o crime organizado de Cachoeira. Quem alimenta esse tipo de polêmica quer desviar o foco da CPI e vamos dar um basta nisso.

Mesmo ressalvando que não baterá boca com Mendes, o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT, achou estranha a versão do magistrado sobre o encontro. Por que Lula iria falar com um ministro que foi indicado pelo PSDB e não com os oito que ele indicou?, questionou. E por que Mendes só divulgou essa conversa um mês depois, às vésperas do depoimento de Demóstenes Torres no Conselho de Ética?

GOVERNO FEDERAL SOLTA NOTA SOBRE MATÉRIA ACIMA:


Estadão silencia. Tudo tem seus motivos...

Leia a íntegra da nota de Dilma

"Nota à Imprensa

A Presidência da República informa que são no todo falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título "Para Dilma, há risco de crise institucional", publicada hoje no diário O Estado de S. Paulo. Em especial, a audiência de ontem da presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, tratou do convite ao presidente do STF para participar da Rio+20 e de assuntos administrativos dos dois poderes. Reiteramos que o conjunto da matéria e, em especial, os comentários atribuídos à presidenta da República citados na reportagem são inteiramente falsos.

Contrariando a prática do bom jornalismo, o Estadão não procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência para confirmar as informações inverídicas publicadas na edição de hoje. Procurada a respeito da audiência, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou ao jornal Estado de S. Paulo e à toda a imprensa que, no encontro, foram tratados temas administrativos e o convite à Rio+20."

Santander - O mundo quer saber

INFORMAR É PRECISO, Viver?

Como dizia Fernando Pessoa, "Navegar é preciso".
Hoje, mais do que nunca, INFORMAR É PRECISO.

Nos últimos dias tem aumentado a quantidade de países que acessam este blog querendo saber notícias sobre o Santander.
O mais novo foi CABO VERDE, representando o número 71.

Em apenas 15 dias, tivemos visitas de trinta países diferentes,
todos querendo saber a verdade sobre o Santander.

Por isto que “informar é preciso”!

Vejam a lista:

1 – Cabo Verde, 2 – Bulgária, 3 – Suíça, 4 – Bélgica, 5 – Canadá, 6 – Reino Unido, 7 – Espanha, 8 – Portugal, 9 – Rússia, 10 – China, 11 – Índia, 12 – Japão, 13 – Alemanha, 14 – USA, 15 – Uruguai, 16 – Argentina, 17 – Paraguai, 18 – Indonésia, 19 – Guatemala, 20 – Bahamas, 21 – Omã, 22 – França, 23 – Chile, 24 – Colômbia, 25 – Coréia do Sul, 26 – Irlanda, 27 – Israel, 28 – Hong Kong, 29 – Angola e 30 – Dinamarca.

Viram como o Santander é importante?

Esta quantidade de países, em apenas quinze dias,
só reforça que a globalização, através da internet, facilitou a vida de todos,
principalmente os que lutam por liberdade de informação.

Cada vez mais podemos afirmar: A Terra é nossa Pátria!
Temos o encontro do Rio + 20, que é muito importante.
Mas,o mundo precisa se mobilizar contra as chacinas na Síria e na África.
Isto é mais importante do que salvar o euro.
Devemos salvar a União Europeia, desde que esteja a serviço do povo.

Santander - Presidente do Banco diz que não está à venda

Finalmente o Santander falou! - Viva Dilma!

Tem hora que “o silêncio é o pior remédio”.
Se Chaves, presidente da Venezuela, deveria “calar-se” como disse o rei da Espanha,
o Santander Brasil, ante as notícias na grande imprensa de que estaria sendo vendido, ou estava realmente negociando, ou jamais deveria ter ficado calado.

Se fala agora, ou é por que as negociações não deram certo,
ou por que o impacto das notícias estavam afetando os negócios do Banco.

O interessante é que, das matérias anteriores que divulguei, os únicos que ainda não tinham se posicionados, eram a Bolsa de Valores e a CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Como vocês podem ler no final desta matéria do jornal Valor, tanto o Santander Brasil, quanto o Bradesco, tiveram que dar declaração pública por cobrança da CVM e da Bolsa.

Democracia é isto.
Transparência para os acionistas, para os clientes e, principalmente, para os funcionários, que são 55 mil em todo Brasil.

Espero que estas declarações sejam tão verdadeiras quanto às declarações de nossos políticos, dos nossos juízes e desembargadores, dos nossos empresários e da nossa imprensa. Já que, aqui no Brasil a palavra tem uma importância muito grande e todos gostam de falar a verdade.

Tudo que publiquei sobre o Santander foi a partir de matérias de jornais e na internet.Nada foi inventado.
Tudo foi documentado. Informação faz parte do processo educativo e formativo.
A omissão, com medo de criar pânico, enquanto a imprensa divulga, pode levar à alienação e a erros graves. Informação é poder, e em relação ao Santander, o futuro irá mostrar a verdade.
Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Vejam a matéria do jornal Valor, que é um bom jornal.

Santander Brasil não está à venda, afirma Marcial Portela

Jornal Valor – 30/05/2012

O presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, é taxativo ao dizer que o banco não está à venda. "Não existe qualquer negociação para venda do banco e a matriz não quer vender", afirmou ao Valor, em referência a especulações recentes sobre negociações para venda do controle ou parte do banco no país. O Santander é o terceiro maior banco privado do país.

Em conversa na sede do banco, em São Paulo, o executivo descartou também uma venda de participação minoritária relevante. Portela chegou ontem de Madri, onde esteve reunido com Emilio Botín, o presidente do conselho do grupo, e Alfredo Sáenz, o executivo-chefe.

"O grupo não precisa de capital", argumentou o executivo. Além de ter atingido antecipadamente o novo patamar de índice de capital de melhor qualidade exigido pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), de 9%, o grupo deve ultrapassar o índice de 10% com a planejada abertura de capital do Santander no México, argumentou.
Da mesma forma, Portela disse que já está equacionada a necessidade de fazer provisões adicionais para a carteira de crédito imobiliário de € 5 bilhões, uma exigência do Banco de Espanha. "Não é pouco, mas já está resolvido." Parte dos recursos já está reservada e outra será coberta com os resultados gerados neste ano, segundo explicou.

Agora, o banco aguarda a condução da auditoria que o governo espanhol fará em todos as instituições do país para diagnosticar a necessidade de novas provisões para as carteiras imobiliárias. Portela disse acreditar que não haverá problema para atender a eventuais novas exigências das autoridades.

Poucas horas depois de chegar a São Paulo, ontem, onde está morando desde o ano passado quando assumiu a presidência da subsidiária brasileira, Portela afirmou que a única intenção da matriz é vender uma pequena fatia de 1% a pouco mais de 2% do banco para atender à exigência da BM&FBovespa de que o banco atinja um "free float" mínimo de 25%, aplicável a companhias listadas no Nível 2 de governança da bolsa.
O grupo Santander tem hoje 75,61% das ações do Santander Brasil e, a rigor, precisaria vender fatia de 0,61% até outubro, quando termina o prazo para se adequar à regra. Segundo ele, no entanto, a fatia a ser vendida deve ultrapassar um pouco o mínimo necessário, para que o banco não volte a ficar desenquadrado em caso de uma recompra de ações.

Pelo tamanho do negócio, que pode atingir US$ 600 milhões se forem considerados fatia de 2% e o atual valor de mercado do banco, Portela explicou que o mais provável é uma colocação privada e não uma oferta pública. "Nosso desejo é fazer isso antes de outubro, se as condições de mercado forem favoráveis", disse. A instituição já solicitou à BM&FBovespa uma prorrogação do prazo, mas, segundo o executivo, não gostaria de recorrer à possibilidade.

Na mesma linha de argumentação, em Madri
, fonte da diretoria do grupo Santander insiste que o objetivo no Brasil "é crescer, não vender" o negócio local. Diz que não tem sentido abrir mão de um negócio que dá certo e é fundamental na diversificação geográfica do grupo.

O Brasil representa 27% do lucro total do Santander, comparado a menos de 10% na Espanha. No total, a América Latina faz 52% do lucro do banco. A diversificação é vista como um "colchão de proteção" para ciclos econômicos diferentes, como a crise agora na Europa, enquanto nos emergentes a situação é bem mais confortável. A direção espanhola insiste que não precisa vender ativos e, se precisasse, não venderia no Brasil, onde tem 10% do mercado e as condições para fazer o banco de varejo que deseja.

A direção também chama a atenção para uma diferenciação dentro do sistema bancário espanhol. Várias caixas estão afetadas duramente pelos ativos imobiliários tóxicos. Já o Santander nota que no ano passado gerou € 24 bilhões de lucros antes de provisões e impostos, resultando em € 6,4 bilhões de lucro líquido.

Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
ontem no fim da tarde Bradesco e Santander divulgaram comunicados ao mercado em que negam o teor de reportagem publicada no domingo pelo jornal "O Globo",
sobre supostas negociações para venda do Santander ao Bradesco.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dilma, BACEN e Fazenda de olho na Espanha e no Santander

Informação Relevante:

Embora todos imaginassem, é a primeira vez que sai na imprensa que o governo brasileiro vem acompanhando detalhadamente os acontecimentos na Espanha e, em especial, no Santander Brasil.

Só faltam a Bolsa de Valores e a CVM – Comissão de Valores Mobiliários, que monitoram as empresas que têm ações na Bolsa de Valores, se posicionarem. Ante os boatos, as ações do Santander até já subiram.

Realmente, Dilma, mais uma vez, mostra que é uma presidenta competente e que cuida efetivamente do Brasil.

“O Palácio do Planalto está monitorando a crise na zona do euro diariamente, com base em informações do Banco Central e do Ministério da Fazenda, além dos meios de comunicação e, em especial as dificuldades crescentes da Espanha.
Acompanha com atenção, ainda, as notícias de uma suposta operação de compra, por bancos nacionais, do Santander no país.”

Leiam a matéria que saiu no Jornal Valor de hoje:

Dilma teme que crise na Espanha prejudique investimentos no Brasil
Valor – 29/05/2012 – 15h29.

A presidente Dilma Rousseff está muito preocupada com o desenrolar da crise na Espanha e teme que o agravamento da situação acabe por comprometer os investimentos das companhias espanholas no Brasil. A Espanha é o terceiro maior investidor no Brasil, com um saldo de US$ 79,5 bilhões, precedida dos Países Baixos (US$ 169,5 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 125,4 bilhões), conforme dados do Banco Central relativos ao censo de 2011.

No primeiro quadrimestre deste ano os investimentos daquele país somaram apenas US$ 739 milhões, uma queda brutal se confrontado com os US$ 4,7 bilhões de investimentos diretos em igual período de 2011. As empresas espanholas têm diversas concessões nas áreas de energia (Iberdrola, controladora da NeoEnergia), telecomunicações (Telefónica) e rodovias (OHL) e o Santander é um dos cinco maiores bancos em atividade no país.

Na segunda-feira Dilma terá um encontro com o rei Juan Carlos, cuja visita ao Brasil será seguida da vinda do primeiro-ministro Mariano Rajoy, para a conferência Rio+20. A presidente deverá externar suas preocupações na conversa com o monarca, com quem almoça no Itamaraty, não só em relação ao futuro dos investimentos das companhias multinacionais espanholas no Brasil, mas também com o que pode ocorrer com as remessas de lucros dessas empresas para suas matrizes, disse um assessor.

O Palácio do Planalto está monitorando a crise na zona do euro diariamente, com base em informações do Banco Central e do Ministério da Fazenda, além dos meios de comunicação e, em especial as dificuldades crescentes da Espanha.
Acompanha com atenção, ainda, as notícias de uma suposta operação de compra, por bancos nacionais, do Santander no país.

Ontem as ações do Bankia - terceira maior instituição financeira daquele país em ativos e que deve ser recapitalizada em € 19 bilhões pelo governo espanhol - caíram 13,38%, as do Santander tiveram perda de 3%, e as do Bankinter, de 4,26%.

Na avaliação de assessores da presidente,
na medida que a crise europeia se aprofunda, cabe à área econômica do governo brasileiro diminuir seu ativismo e acumular munição para uma futura reação aos fatos. Se a Grécia sair do euro ou se houver problemas mais graves com os bancos espanhóis, por exemplo, o governo sabe que haverá muita tensão nos mercados e que muito provavelmente ocorrerá uma parada abrupta nos fluxos do crédito externo para o país.

O Brasil dispõe de US$ 372,27 bilhões em reservas cambiais para enfrentar a escassez temporária de crédito externo e de R$ 393 bilhões em depósitos compulsórios para irrigar o sistema bancário doméstico, caso necessário.

Em situação extrema poderá, ainda, lançar mão de medidas de relaxamento fiscal, reduzindo a meta de superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A hipótese de redução da meta, porém, não está sob consideração no momento e o debate sobre essa alternativa não chegou à presidência da República. Em valores absolutos, o governo se comprometeu com um superávit consolidado de todo o setor público de R$ 139,9 bilhões, sem descontar os investimentos de cerca de R$ 40 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se for preciso, basta optar pelo desconto do PAC.A disposição, porém, é concentrar o foco da reação na redução da taxa básica de juros (Selic).

Santander - O Segredo do Negócio

Acordo de Confidencialidade

Se acontecer a assinatura do Acordo de Compra e Venda entre o Santander e qualquer outro Banco Comprador, até este fatídico momento, ninguém ficará sabendo oficialmente. Até por medidas legais, todos os lados envolvidos estarão dando declarações de que “não estão à venda” e que “não estão comprando”.

Isto em função de que, quando qualquer empresa séria está negociando compra ou venda de outra, o primeiro ato que se faz é assinar um Acordo de Confidencialidade, para evitar especulação de preço, seja na Bolsa de Valores, seja entre a concorrência ou mesmo entre interesses internos na empresa que está sendo vendida e na compradora. Nos casos de bancos, o sigilo é mais importante ainda, em função dos milhões de clientes.

Vejam o caso da Diageo, empresa que acabou de comprar a cachaça Ypióca, eles negociaram por um ano e meio. Mas, o jornal O Estado de SP, apurou que o presidente da Ypióca, Everardo Telles, tinha assinado acordos de confidencialidade e estava negociando com os três grupos.

A mesma coisa aconteceu entre as empresas aéreas, AZUL e TRIP.
Negociaram por mais de seis meses e sempre negaram que estavam negociando.

Isto faz parte da regra do jogo.
A TAM fez a mesma coisa quando negociou com a LAN do Chile.
E o Itaú fez a mesma coisa com o Unibanco, deu um baile em todo mundo.

Para quem sabe ler, na matéria do jornal O Globo de domingo passado, aparece que o Banco Central do Brasil não se oporia a venda do Santander Brasil, em função do receio de a crise na Espanha afetar o banco no Brasil. Quem conhece bem o Santander de lá e o Santander de cá, sabe muito bem que os lucros no Brasil ajudaram muito a evitar a antecipação da crise de lá e que ela reflete aqui.

O jornal Folha de SP sempre fica com a versão das empresas e no caso Santander não foi diferente. Isto é normal. O jornal tem tradição de evitar especulação. Daí minha surpresa quando este jornal ficou antecipando notícias sobre o Pão de Açúcar e a vontade do comprador francês em assumir o controle o quanto antes.

Só o tempo esclarecerá se o Santander Brasil vai ser vendido ou não.
Como os fatos têm desmentidos as versões, tanto em relação ao Santander, como nas empresas acima,convém que “todos botem as barbas de molho” e se preparem para o futuro.

Só não podem é fingir que não estão sabendo de nada.

Apoio a Marcio Thomaz Bastos

O Estado de Direito Para Todos

Sou um dos que ficaram indignados em ver o ilustríssimo doutor Márcio Thomaz Bastos defender Cachoeira. Ouvi de muitos amigos a mesma reclamação e sempre respondi que “ser criminalista” é estar sempre perto de bandidos. Isto não significa, necessariamente, compactuar com a bandidagem.

Tem muito profissional que, embora trabalhe para empresa inidônea, não se corrompe. Gostaria muito que nossa Imprensa, nossa Justiça e nossos Políticos, fossem iguais ao Dr. Márcio Thomaz Bastos.

Ao ler a mensagem dele, na Folha de São Paulo de hoje, fiquei tão impressionado que, embora não seja necessário, resolvi publicar meu apoio e minha solidariedade.
O Brasil precisa de pessoas como o cidadão e advogado, Marcio Thomaz Bastos.

Leiam e meditem sobre suas palavras.

Em defesa do direito de defesa

Márcio Thomaz Bastos
Folha – 29maio12 – página 3.

Fora canibais da honra, gente bem-intencionada me indaga por Cachoeira.
Na advocacia, o desafio fascina: pelos direitos do acusado, enfrentar o Estado

Em 1956, solicitador acadêmico -o equivalente de então de estagiário-, comecei a advogar.
Exerci a atividade ininterruptamente, de forma intensa, conquanto modesta, até 2002. Parei em 2002 e assumi, extremamente honrado, o Ministério da Justiça, no governo Lula, onde fiquei por 50 meses.
Fiz uma quarentena, que não me era obrigatória, até final de 2007, quando voltei a me dedicar ao meu verdadeiro ofício, a prática legal. Ou seja, para terminar esta exposição cheia de datas, de 1956 a 2012 (56 anos) fui ministro por quatro anos. Os outros 52, devotei-os à advocacia.
Também servi à profissão como dirigente da OAB-SP e da OAB nacional. Na vida profissional, alguns momentos me orgulharam muito: as Diretas Já, a Constituinte, o julgamento dos assassinos de Chico Mendes, a fundação do Instituto de Defesa do Direito de Defesa e muitas centenas de defesas que assumi, tanto no júri como no juiz singular.

No Ministério da Justiça, a reestruturação da Polícia Federal, a construção do Sistema Penitenciário Federal, a reforma do Judiciário, a campanha do desarmamento, a reformulação da Secretaria de Direito Econômico, a implantação do Sistema Único de Segurança Pública, o pioneiro Programa de Transparência, a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol e a fundação da Força Nacional de Segurança Pública.

Foram duas fases bem distintas e demarcadas. Numa, o serviço público, trabalho balizado sob o signo de duas lealdades que nunca colidiram: às instituições e à Presidência.
Noutra (advocacia e OAB), primeiro a luta pelo estabelecimento de um Estado de Direito; depois, a prática profissional, que procurei marcar pelo respeito à ética, ao estatuto da OAB, às leis e, principalmente, à Constituição brasileira, entre cujos dogmas fundamentais estão assegurados o direito de ampla defesa, o devido processo legal, o contraditório, a licitude das provas, a presunção de inocência e, de forma geral, a proibição dos abusos.

Durante essa longa trajetória de advogado que vota no PT - não de petista que advoga -, tive muitas oportunidades de representar clientes vistos como inimigos figadais do partido. (Não cito nomes, para preservá-los.) Nenhum foi recusado por isso.
Desse modo, salvei minha independência como defensor, nunca a alienando a quem quer que fosse. A liberdade do advogado é condição necessária da defesa da liberdade.
Assim como representei centenas de clientes dos quais nunca recebi honorários, trabalhei para muitos que puderam pagar, alguns ricos, entre pessoas físicas e empresas.

Agora que aceitei representar, no campo criminal,
o senhor Carlos Augusto Ramos, apelidado de Cachoeira, surgem comentários sobre a minha atuação, estritamente técnica.
Fora os costumeiros canibais da honra alheia - aos quais não dou atenção nem resposta-, pessoas que parecem bem-intencionadas questionam se eu poderia (ou deveria) ter me incumbido dessa defesa, ou porque fui Ministro da Justiça, ou então porque sou ligado ao PT e ao ex-presidente Lula, ou, ainda, "porque não tenho necessidade de fazer isso".

A todas essas dúvidas, a resposta é negativa. Nada me proíbe, nesta altura da vida -como nunca antes, à exceção do tempo do serviço público- de assumir a defesa de alguém com quem não me sinto impedido, legal, moral ou psicologicamente, cobrando ou não honorários.
Entre tantos casos importantes em que venho trabalhando, dois chamaram muito a atenção pública: esse e o das cotas na UnB. No primeiro, estou recebendo honorários; no segundo, trabalhei "pro honorem", ou seja, sem nenhuma remuneração.

Em matéria criminal, aumenta a responsabilidade do advogado, nos termos do nosso código de ética: "É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar a sua própria opinião sobre a culpa do acusado". Porque, como diz Rui Barbosa, indo nas raízes da questão:

"Quando quer e como quer que se cometa um atentado, a ordem legal se manifesta necessariamente por duas exigências, a acusação e a defesa, das quais a segunda, por mais execrando que seja o delito, não é menos especial à satisfação da moralidade pública do que a primeira. A defesa não quer o panegírico da culpa ou do culpado. Sua função consiste em ser, ao lado do acusado, inocente ou criminoso, a voz dos seus direitos legais."
O fascinante da profissão é o seu desafio. Enfrentar o Estado -tão provido de armas, meios e modos de atingir o acusado- e ser, ao lado deste, a voz de seus direitos legais.

Há 12 anos, escrevi neste mesmo espaço um texto com o mesmo título:
"Em defesa do direito de defesa". Não esperava ser convidado a escrever outro, sobre o mesmo tema, depois de tantos avanços institucionais que o Brasil viveu de lá pra cá.

São Paulo – Violência, Medo e Pânico

A quem interessa?

Estou desde ontem com a notícia na cabeça e sem coragem de publicar.

Fizeram ARRASTÃO na Pizzaria Braz, em plena Rua Sergipe,
em frente ao prédio da nossa dentista, ao lado do antigo prédio da Sociedade Brasileira de Psicanálise, bairro residencial de muitos juízes, desembargadores, professores ilustres, profissionais liberais e muita gente boa.

UMA VERDADEIRA VERGONHA!


O pior é que é ao lado do Batalhão da Polícia Militar!
E o Senhor Governador, diz o quê?
E o eterno candidato, diz o quê?

E pensar que eu levei dois empresários europeus para jantar nesta pizzaria,
para mostrar a qualidade da pizza de São Paulo.
A cidade que mais produz pizza no mundo, mais do que Roma ou Milão!

Só reproduzo a parte da matéria da Folha que aborda a violência, o medo e o pânico.

O importante é o assalto à MÃO ARMADA!

Lembram que a Revista Veja foi a favor da liberação da ARMA DE FOGO?
Todo mundo pode andar armado? E a nossa polícia não controla nada.
Dizem até que tem conluio com o PCC ou fazem “greve branca”.
E o nosso governador? Se fosse do PT a imprensa estaria dizendo que São Paulo virou Rio de Janeiro ou “Terra sob o controle dos Bandidos”.

Quanto aos menores, apliquem a lei. Dura Lex, Sed Lex!

A quem interessa tamanha omissão?
Vejam partes da matéria da Folha de hoje:

Arrastão na Pizzaria Braz da Rua Sergipe, bairro nobre de São Paulo.

Dois homens adultos e outros quatro adolescentes, segundo a polícia, fizeram um arrastão num restaurante de Higienópolis, bairro nobre do centro paulistano, anteontem.
As vítimas da vez foram cerca de 30 clientes que jantavam por volta das 23h30, na pizzaria Bráz.

Afonso Benites - Folha – 29maio2012

O arrastão de domingo durou entre cinco e dez minutos. A pizzaria em que os clientes foram assaltados fica a 160 passos de distância, ou dois minutos caminhando, do batalhão da Polícia Militar da avenida Angélica.

O arrastão de domingo durou entre cinco e dez minutos.
A pizzaria em que os clientes foram assaltados fica a 160 passos de distância, ou dois minutos caminhando, do batalhão da Polícia Militar da Avenida Angélica.

Segundo três vítimas ouvidas pela Folha, enquanto dois homens apontavam as armas para os quase 30 clientes, quatro jovens recolhiam seus pertences: joias, relógios e R$ 3.480 em dinheiro, celulares, entre outros itens.

Um homem negro foi xingado, levou chutes e uma coronhada
porque os ladrões acharam que ele era policial.

A polícia foi acionada por um cliente que estava no banheiro e percebeu que estava acontecendo um arrastão. O restaurante não possui seguranças nem circuito de vigilância. Agora, investigadores buscam imagens de câmeras de prédios vizinhos para identificar os criminosos e os dois carros usados na fuga.

Sobre o crime ter ocorrido a poucos metros de um quartel da PM, o capitão Genivaldo Antônio argumentou que a localização de uma base "não inibe os criminosos".
"Eles estudaram a região. Aqui do quartel não dá para ver o restaurante", disse.



Brasil à Venda

Um país sem auto-estima

Cada vez que vejo um brasileiro vender sua empresa para um estrangeiro, morro de vergonha e de tristeza. Lembra-me um fazendeiro no interior da Bahia que vendeu suas terras produtivas para viver de poupança, por que a inflação era alta e sobrava mais dinheiro no banco do que plantando. Quando a inflação baixou o ex-fazendeiro passou a viver do apoio dos filhos.

Nós somos um país de vira-latas.
Não sabemos ser grande em personalidade como é grande territorialmente nosso país. Não foi por acaso que ouvi histórias ridicularizando os empresários brasileiros, tanto na Alemanha como na Holanda.

Além de venderem o Fogo de Chão, venderam também a YPIOCA.

Nem cachaça os empresários brasileiros se preocupam em preservar.
Já venderam as usinas de cana-de-açúcar, vendem até a alma.
Não quero nem falar do Pão de Açúcar.

Vergonha, vergonha e mais vergonha!
Só falta venderem os produtores de PAMONHA!


Oh, Dilma, já que os homens não tem auto-estima,
use a sua liderança para melhorar a auto-estima de nossos empresários e empreendedores.
Vamos fazer uma campanha nacional!

GP vende rede de churrascarias Fogo de Chão por US$ 400 mi

UOL DE SÃO PAULO - 29/05/2012 - 07h59

O fundo de investimentos GP Investments anunciou nesta terça-feira que vendeu a FC Holdings, empresa que é dona da rede de churrascarias Fogo de Chão, por US$ 400 milhões. O novo dono da rede é o fundo de investimentos americano Thomas H Lee Partners.
A GP informou que pretende concluir a operação no terceiro trimestre deste ano, após a implementação de algumas condições do negócio que não foram informadas.

Fundada em 1979, a rede Fogo de Chão tem 18 restaurantes nos Estados Unidos e sete no Brasil. Eram nove unidades quando a GP adquiriu sua primeira participação na rede, de 35%, em agosto de 2006.
Em agosto do ano passado, o fundo de investimentos passou a deter 100% de participação.
"A GP Investments teve um papel fundamental no processo de institucionalização da companhia, permitindo à Fogo de Chão implementar uma estratégia agressiva de expansão. A companhia mais do que dobrou seu número de restaurantes passando de nove para vinte e cinco durante o período de investimento, sendo atualmente dezoito unidades nos Estados Unidos e sete no Brasil, e está bem preparada para dar continuidade ao seu ciclo de crescimento", informou a GP em nota.


Dona da Smirnoff compra cachaça Ypióca

Gigante britânica Diageo paga R$ 900 mi por empresa cearense, fundada em 1846 e a terceira em vendas no Brasil
Nordeste passa a ser a região de maiores vendas do grupo, que também é dono do uísque Johhnie Walker

GABRIEL BALDOCCHI – Folha – 29maio2012.

De olho em fortalecer sua operação no Brasil para reduzir a exposição aos debilitados mercados maduros,
a britânica Diageo comprou sua segunda marca de cachaça.
O grupo dono da vodca Smirnoff e do uísque Johnnie Walker pagou

R$ 900 milhões pela cearense Ypióca, a terceira em volume no país e fundada em 1846.
A Diageo já vende a artesanal Nega Fulô.

O negócio fortalece a operação do grupo no Nordeste -região responsável por 80% das vendas da Ypióca- e amplia a rede de distribuição.
A cachaça cearense chega hoje a cerca de 250 mil pontos de venda,
ante os 160 mil das outras marcas da Diageo.

A ideia é otimizar as duas direções: a cachaça para o resto do país, e vodca, uísque e os outros para o Nordeste.
"Vemos grande oportunidade de complementariedade", diz o presidente do grupo no país, Otto von Sothen.
A compra inclui duas fábricas no Nordeste e um centro de distribuição em Guarulhos. A família Telles, antiga proprietária, mantém outras quatro unidades que também produzirão para a Ypióca.
Para o presidente do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça), Vicente Bastos, o preço da aquisição se justifica pelas altas margens alcançadas pela companhia.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sua rua tem um pé de Ipê?

Os japoneses têm os sakurás

Neste final de semana, onde eu passava eu olhava atento para ver se os pés de Ipês já estavam florindo. Fiquei impressionado com a quantidade de ruas onde os Ipês já florescem.

Avenida Pedroso, Avenida Funchal, Marginal de Pinheiros (na Hebraica), Rua Ourânia, Rua Livi, Rua da Consolação, Rua Purpurina, além das ruas que já relacionei na semana passada.

O interessante é que os primeiros Ipês a florir são os cor-de-rosa, os amarelos ficam para depois. Fotografei os pés de Ipê amarelos perto de casa e todos eles estão esperando chegar a hora certa. Quando começarem a florir eu mostro as fotos a vocês.

Lembram-se daquele pé de Ipê que eu chamei de “Herói da Resistência’?
Coitado, continua firme e forte, mas, onde era uma casa, agora vai subindo um prédio.
Mais um prédio para destruir a imagem histórica da Vila Madalena.

O curioso é que os pés mais bonitos, são os grandes, árvores altas e cheias de flores. Mas eu observei que estas árvores grandes foram plantadas quando ainda eram casas e não prédios.
Isto significa que, a medida que vão diminuindo as casas e aumentando os prédios, irão diminuindo também os pés de Ipê. Não gosto nem de pensar...

Aproveitando a semana do “Rio + 20”,
e a campanha de “plante uma árvore”, pensei:
E se em cada rua de São Paulo tivesse ao menos um pé de Ipê?
Teremos uma cidade tão bonita quanto Kioto, no Japão.
Kioto é uma das cidades mais bonitas do mundo.

Vejam como ficaria sua rua:


Não precisa esperar o governo ou a prefeitura.
Pense nisto e participe da campanha por um Ipê na sua rua.
Vamos contribuir por uma São Paulo melhor.

Santander - Sindicatos contra Demissões

Fusões e Aquisições = Demissões

Esta matemática é bem simples.
Toda vez que duas empresas que atuam no mesmo segmento de mercado se juntam, o resultado não é a soma simples de tudo das duas empresas. O número de funcionários sempre diminui, com demissões em todos os níveis.

Vejam o caso do Itaú com o Unibanco, está havendo milhares de demissões.
Portanto, em fusões e aquisições, um mais um não é igual a dois, sempre é igual a menos que dois.

Vejam abaixo as preocupações do Sindicato de São Paulo e da Confederação Nacional.


Sindicato dos Bancários e Contraf
apontam riscos e repudiam
concentração dos bancos brasileiros

Venda do Santander não pode gerar mais concentração;
nota de repúdio será entregue ao CADE e ao Governo Federal

Após matérias veiculadas na imprensa sobre a possível compra do Banco Santander Brasil por outra instituição financeira nacional o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) vêm a público declarar que a possível venda seria prejudicial à sociedade brasileira por elevar ainda mais a concentração do mercado bancário.

A prática de mercado nos mostra que quanto mais concentrado um setor maior sua capacidade de determinação de preços abusivos. O preço cobrado pelos bancos do consumidor é o juro, portanto qualquer processo que intensifique a concentração no setor certamente estaria na contramão das recentes medidas do governo brasileiro de redução das taxas de juros praticadas no país, condição fundamental para a continuidade do processo de desenvolvimento econômico.

É importante ressaltar que a questão de fusões e aquisições de empresas financeiras vem se acentuando nas duas últimas décadas.

No ano de 1999, por exemplo, segundo os dados do Banco Central, os seis maiores bancos (BB, CEF, Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa) concentravam 59% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro.
Já em 2011, os seis maiores bancos (BB, Itaú-Unibanco, Bradesco, CEF, Santander e HSBC) passaram a concentrar 81% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro. Com relação às operações de crédito observa-se a mesma tendência: enquanto em 1999 os seis maiores bancos possuíam pouco mais de 60% do total de operações de crédito do setor, em 2011 essa participação chega a 83%.

Tais números são suficientes para caracterizar o setor bancário brasileiro como um oligopólio.
Em 2008, por exemplo, na ocasião da fusão entre Itau e Unibanco, o impacto direto foi o fechamento de 6.818 postos de trabalho no ano seguinte. Em 2007, com a compra do Banco Real pelo Santander o impacto direto foi de 2.969 postos de trabalho ao final de 2008.

A crise financeira internacional não deve ser pretexto para incentivar concentrações setoriais que prejudiquem os consumidores, empresas e trabalhadores. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não pode permitir um processo de fusão/aquisição que gere tamanhos danos para a sociedade brasileira, principalmente no momento em que existe enorme necessidade de que o setor financeiro contribua definitivamente para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda e justiça social.

Juvandia Moreira
, presidenta do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, Osasco e Região

Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf)

As Primaveras Brasileiras

Nassif apresenta três, mas são muito mais

Na verdade, há muito mais Primaveras. Além das mentiras e manipulações na Imprensa, temos casos denunciados, inclusive pela Imprensa, como os salários e benefícios dos desembargadores, as falcatruas dos políticos, as obras superfaturadas, os policiais orientando os bandidos, o apagão no transporte público, os hospitais vergonhosos, a degradação no futebol e nos esportes. E tantas outras coisas que o Brasil vai conhecendo graças à redemocratização. Queremos mais liberdade de imprensa e de comunicação.

Apesar das viúvas da ditadura,
nossa Primavera é ampla, geral e irrestrita...


A primavera brasileira

Luis Nassif - Coluna Econômica - 28/05/2012


O conceito da “primavera” foi adotado para descrever países ou comunidades em que a Internet entrou quebrando barreiras de silêncio.

Nos países de regime ditatorial, a “primavera” significou romper o controle estatal sobre a informação. Mas em muitos países democráticos, significou romper cortinas de silêncio impostas pela chamada velha mídia – os grandes meios de comunicação nacionais.
Nos Estados Unidos, a blogosfera ajudou a romper o sigilo em torno das guerras do Iraque e Afeganistão.
Na Espanha, antes mesmo da explosão da Internet, os sistemas de SMS (torpedos) telefônicos ajudaram a desarmar a tentativa de grandes grupos midiáticos de atribuir um atentado à oposição.
No momento, passeatas tomam as ruas da cidade do México, contra a imprensa local.

No Brasil, em pelo menos três episódios exemplares a blogosfera foi fundamental para romper barreiras de silêncio.

O primeiro foi na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Capitaneados pela revista Veja, a chamada grande mídia se esmerou em demonizar os agentes públicos, vitimizar o banqueiro Daniel Dantas e transformar Gilmar Mendes no maior presidente da história do STF (Supremo Tribunal Federal).
Apenas a blogosfera preocupou-se em mostrar o outro lado, o das investigações.
O episódio terminou com o Opportunity se safando junto à Justiça. Mas, no campo da opinião pública, poder judiciário, Ministros que se aliaram ao banqueiro, o próprio banqueiro e Gilmar Mendes saíram amplamente derrotados. O episódio mostrou os limites da grande mídia para construir ou destruir reputações.
Várias armações foram denunciadas pela blogosfera, como o caso do falso grampo no STF, o grampo sem áudio da suposta conversa entre Demóstenes Torres e Gilmar Mendes, a lista falsa de equipamentos da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) brandida pelo então Ministro da Justiça Nelson Jobim.

O segundo episódio
relevante foi a promoção do livro “A Privataria Tucana”, com indícios de enriquecimento pessoal do ex-governador José Serra. Apesar de totalmente ignorado pela velha mídia, o livro bateu todos os recordes de vendas do ano.

Agora, tem-se o caso do envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Foram quase dez anos de parceria, que transformaram o bicheiro no mais poderoso contraventor da república.
Graças às reportagens de Veja, o senador Demóstenes Torres tornou-se símbolo da retidão na política. Com o poder conquistado, participou de inúmeros lobbies em favor de Cachoeira e de avalista das denúncias mais extravagantes da revista.Veja sempre soube das ligações de Demóstenes com Cachoeira. Mas por quase dez anos enganou seus leitores, não só escondendo essa relação, como difundindo a ideia de que Demóstenes era político inatacável.

Na velha mídia, não há uma linha sobre essas manobras, nada sobre as 47 conversas gravadas entre o diretor da revista em Brasília e Cachoeira, as quase 200 dele com todos os membros da quadrilha.

Assim como no Egito, Estados Unidos, Espanha, México, França,
é a Internet que está explodindo cortinas de silêncio.


Esta Primavera não tem preço, tem muita beleza...



domingo, 27 de maio de 2012

Santander - Agora é a REDE GLOBO

Bradesco está próximo a fechar a compra

Oh Deus, onde estás que não respondes?
Em que céu, em que mar, Tu te escondes?
Já dizia o poeta Castro Alves.

Se a presidente Dilma Rousseff desautoriza o Banco do Brasil

e até a REDE GLOBO informa que o BRADESCO ESTÁ PROXIMO A FECHAR A COMPRA do Santander no Brasil,

quem sou eu, mero ex-sindicalista, que gosta de fazer análise de conjuntura e de se preocupar com as pessoas, para dizer que não é verdade?

Jamais quis “jogar praga” no pessoal do Santander,
quis apenas que eles soubessem o quê andam dizendo sobre o banco e sobre a Espanha.

Hoje, é domingo, acabei de tirar dezenas de fotos de flores “divinas e maravilhosas”,
e quando vou postar uma matéria sobre os investimentos do governo federal no transporte de São Paulo,
os espíritos ou os anjos me mandam olhar novos comentários que os amigos do blog colocam nas matérias.

Eu raramente olho o site de O Globo, mas, alguém colocou o endereço e eu copiei e aí está a matéria.
Para o bem ou para o mal. Precisamos enfrentar a realidade.
Coloco-me à disposição e continuo desejando boa sorte para todos.

Vejam a matéria de O GLOBO:

Bradesco negocia compra do Santander no Brasil


Operação levaria instituição ao primeiro lugar do ranking de bancos do Brasil
O GLOBO – ECONOMIA - Aguinaldo Novo

Publicado: 26/05/12 - 23h26 - Atualizado: 27/05/12 - 1h22

SÃO PAULO — O Bradesco está próximo de fechar a compra das operações do Santander no Brasil.
O negócio para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, passou a ser imperativo em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência.
Procurado pelo GLOBO, o Bradesco não quis comentar a informação, e nenhum representante do Santander foi encontrado. Se confirmada, a operação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil (BB).

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco. Já o BB fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos (por ora, é a única instituição latino-americana a atingir essa marca) e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido.

Negócio ajudaria a capitalizar matriz

A princípio, os controladores do Santander dizem não ter a intenção de deixar completamente suas operações no Brasil, que hoje responde por mais de 30% do resultado global do grupo. A primeira informação que circulou no mercado dava conta do interesse do Santander de abrir mão de uma fatia entre 30% e 40% do seu capital no Brasil. Considerando as estimativas feitas por alguns executivos sobre o valor do banco (entre R$ 100 bilhões e R$ 160 bilhões, neste caso incluindo o ágio pago na aquisição do antigo ABN Amro/Real), a transação poderia chegar a R$ 64 bilhões.

O Banco do Brasil estava entre os principais interessados e vinha negociando com a instituição espanhola. Mas as conversas esbarraram na falta de acordo sobre preço. Não se descarta no mercado a hipótese de o Bradesco, que é apontado até agora como a instituição com mais chances de fechar a negociação, abocanhar o controle total.
— Não vejo o Bradesco como minoritário no negócio. Antes de ser vendido para o Itaú, o Unibanco chegou a negociar com o Bradesco e a proposta colocada na mesa era uma administração compartilhada. O Bradesco não aceitou na época — disse um desses executivos a par das conversas.

Bradesco e Santander iniciaram negociações há pouco menos de oito meses, mas as conversas ganharam velocidade nos últimos dois meses. Uma das propostas é a troca de ações entre os bancos, que asseguraria ao Santander a liquidez almejada para capitalizar sua operação na matriz.

Se confirmado, o negócio ainda terá que ser aprovado pelo governo. Comunicado sobre as negociações, o governo manifestou de início preocupação com o aumento de concentração de mercado. Mas o Banco Central já manifestou a alguns interlocutores o receio de que as dificuldades enfrentadas pelo Santander na Espanha possam contaminar as operações no Brasil. Por isso, não colocaria obstáculos a um eventual acordo.

Esta semana, as ações do BB caíram após rumores de que o banco estaria interessado em adquirir a participação no Santander. O interesse pela aquisição de 49% do banco espanhol, no entanto, teria sido vetada pela presidente Dilma Rousseff, segundo o jornal “Estado de S.Paulo”. Segundo o jornal, Dilma teria determinado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que suspendesse as conversações. A presidente teria visto no negócio o aumento da concentração do setor, num momento em que o governo, em sua cruzada pela redução dos juros bancários, busca uma maior concorrência entre os bancos.

Santander fez várias aquisições no país

Desde sua entrada no mercado brasileiro, em 1957, o Santander fez aquisições de bancos de médio porte. Em 1997, o Grupo Santander comprou o Banco Geral do Comércio, mudando o nome da instituição para Banco Santander Brasil. No ano seguinte, adquiriu o Banco Noroeste e, em 2000, o Meridional, com a subsidiária Banco Bozano, Simonsen.
Em 2007, o Santander Espanha participou de um consórcio com Royal Bank of Scotland e Fortis para comprar o controle do capital do ABN Amro, que controlava o Banco Real. A operação foi aprovada com ressalvas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No ano seguinte, um acordo com o Fortis deu ao Santander a administração do ABN Amro no Brasil. O Santander Espanha também assumiu o controle do Banco Real, quarto maior banco privado do país em ativos. E, em 2009, o Real foi incorporado ao Santander Brasil e extinto como pessoa jurídica. Segundo o site do Santander, a incorporação está pendente da aprovação do Banco Central do Brasil.

Flores de Maio

Cada mês com suas flores

Tirei muitas fotos das flores de maio.
Não sei os nomes delas.
Para mim, os nomes pouco importam.
O quê importa é a beleza.


Vejam estas flores, de uma árvore de mais de dois metros de altura:



Agora, vejam estas flores vermelhas, fortes como o mês de Maio.



Agora estão chegando as flores do Ipê.
Todos os meses estão presentes as mariazinhas.
Em breve chegarão as flores do Jasmim.
Mais tarde, chegarão as flores da Primavera.


E as flores azuis?
Podem virar música?
Os cubanos pensaram nisto
Vejam Caetano cantando “Rumba Azul”



sábado, 26 de maio de 2012

Ipês e Flores nas ruas de Sampa

Flores e Trânsito

Ontem cedo fui para São Bernardo do Campo, mais uma vez visitar as fábricas dos velhos tempos. Acordei cedo por causa do trânsito e fui dirigindo com calma. Ouvindo o disco Fina Estampa, de Caetano Veloso e olhando para as árvores e flores.

Depois de pegar o trânsito da Praça Panamericana, peguei a Marginal Pinheiros e quando peguei a Av. dos Bandeirantes, vários pés de Ipê já estavam florindo.

Fizemos boa reunião e na volta, passei pela Av. Jabaquara com a Rua Luis Góis, e lá tem um grande pé de Ipê totalmente florido.

Na Praça Ana Rosa também já tem pé de Ipê em flores. Finalmente cheguei no Anhangabaú e de longe o Ipê florido aparece.

Até final de julho e parte de agosto vai ser assim, muitos pés de Ipê em flores.

Vejam este pé de Ipê, que beleza!



Agora imaginem,
olhar estas flores e ouvir estas duas músicas latinas,
cantadas por Caetano Veloso.





Uma é peruana e a outra é cubana.
Fina Estampa e Maria la O.
Somos todos “hermanos”!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Santander e Contraf - Conf. Nac. Bancarios

Vejam carta ao presidente do Santander, enviada pela Confederação Nacional dos Bancários, filiada à CUT:

Ao
Banco Santander (Brasil) S/A

Presidência
Att. Do Sr. Marcial Portela
Nesta

Prezado Senhor:

Na qualidade de representação nacional dos trabalhadores do ramo financeiro, vimos manifestar a Vossa Senhoria a enorme preocupação dos funcionários do Santander sobre as notícias da imprensa acerca da tentativa de venda de fatia de 30% a 40% do capital do banco no Brasil.

Desta forma, solicitamos a marcação de uma reunião, dentro da maior brevidade possível, para que possamos tomar conhecimento das negociações em andamento, uma vez que envolvem o presente e o futuro do emprego e dos direitos de 54 mil funcionários do banco, bem como dos milhares de aposentados da instituição.

Trata-se de uma oportunidade para esclarecer aos trabalhadores a real situação financeira do banco, sobretudo diante das recentes informações sobre a crise na Espanha.

No aguardo de sua resposta, reiteramos as nossas


Cordiais Saudações,

Carlos Alberto Cordeiro da Silva
Presidente

Ivone da Silva
Secretária-geral

Santander - Sindicatos cobram informações

Sindicato de São Paulo e Confederação Nacional cobram informações

Vejam a matéria divulgada no site do Sindicato dos Bancários de São Paulo informando que a Diretoria enviou carta ONTEM, dia 24, ao presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, solicitando reunião para esclarecer as notícias sobre a venda de parte do banco.

Considerando que são 55 mil funcionários em todo Brasil, a Contraf – Confederação dos Bancários do Brasil – filiada a CUT, também está enviando pedido de audiência para esclarecimentos.

Vejam a noticia no Site: Sindicato dos Bancários de São Paulo pede reunião com Santander Brasil

Sindicato pede reunião com presidente do Santander

Em carta a Marcial Portela, entidade solicita esclarecimentos do banco diante da crise que afeta a empresa espanhola em seu país sede

São Paulo – O Sindicato solicitou formalmente audiência com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, em carta enviada nesta quinta-feira 24.

O pedido justifica-se pela necessidade de se discutir possíveis desdobramentos da crise financeira mundial nas operações do banco espanhol no país.

“O Sindicato está atento ao que vem acontecendo na Espanha, agora oficialmente em recessão, e às possíveis consequências disso para o grupo que emprega milhares de trabalhadores brasileiros”, explica a secretária de Finanças do Sindicato e funcionária do Santander, Rita Berlofa.

No documento, a entidade ressalta a importância de o Santander Brasil dar satisfação a seus funcionários diante da crise que vem afetando a instituição na Espanha. A carta lembra que o banco foi recentemente rebaixado pela agência de classificação de risco Moody’s, “devido às preocupações acerca da saúde do setor financeiro e da Espanha”; destaca também que a mesma agência está analisando os ratings do Santander Brasil para um possível rebaixamento; e cita a gravidade desse cenário que, “caso se concretize, poderá impactar a vida dos bancários brasileiros”.

“Sabemos que a filial brasileira do banco está entre as mais lucrativas do grupo, tendo sido inclusive considerada pela revista Bloomberg Markets como o 11º banco mais sólido do mundo. Mas não podemos ficar alheios ao que vem ocorrendo no país de origem da empresa”, reforça Rita.

O banco entrou em contato com o Sindicato
informando que o presidente Marcial Portela está de viagem marcada para Madri, mas que agendará a reunião assim que retornar da Espanha.


Redação - 24/5/2012

Santander - Estadão com mais notícias

Agora não é mais Sonia Racy

Vejam a matéria que saiu no Estadão de hoje:

Santander tenta venda de fatia no Brasil

O ESTADO DE S. PAULO - Negócios - SÃO PAULO - SP - 25/05/2012 - Pág. B15

O grupo espanhol Santander negocia a venda de uma fatia do banco no Brasil, segundo executivos de alto escalão a par das negociações. Conforme as fontes, a proposta envolve a venda de uma participação de 30% a 40% da operação brasileira.

Os potenciais compradores seriam Banco do Brasil e Bradesco.
Procurados pela Agência Estado, Bradesco e Santander não comentaram o assunto.
O BB negou que esteja negociando.
As conversas entre os bancos já haviam sido noticiadas pela coluna de Sonia Racy.

Segundo cálculos de três analistas, feitos a pedido da Agência Estado,
o Santander Brasil pode valer hoje entre R$ 100 bilhões e R$ 160 bilhões.
O primeiro valor exclui o ágio pago na aquisição do ABN Amro/Banco Real pelo banco espanhol.
Os analistas entendem ser mais provável que as negociações sejam feitas com base no preço com o ágio.

Levando em conta os R$ 160 bilhões, a operação movimentaria de R$ 48 bilhões a R$ 64 bilhões.
Considerando a posição de caixa livre dos bancos brasileiros potenciais compradores,
o Bradesco tem R$ 104 bilhões e o Banco do Brasil, R$ 56 bilhões.
O Itaú, com R$ 105 bilhões, seria o menos provável, segundo especialistas,
porque ainda digere a fusão com o Unibanco.

Uma fonte próxima ao banco espanhol diz que a intenção não é deixar o Brasil,mercado mais lucrativo para o grupo e responsável por 30% dos resultados mundiais.

O objetivo da venda é levantar capital para fazer face às novas exigências do governo espanhol, que quer A 30 bilhões a mais de provisão dos bancos, em meio ao agravamento da crise naquele país.

Além disso, o Santander Espanha tem em sua carteira de crédito participação importante de empréstimos imobiliários. Os analistas observam que, com a recessão e as altas taxas de desemprego naquele país, há o risco da inadimplência aumentar, a bolha imobiliária estourar e o banco precisar ainda mais de capital.

Os Ipês voltaram a florir

Um ano depois

Como as estações do ano, como o dia e a noite, como as chuvas e as secas, as plantas também têm seus tempos de secar as folhas, invernar, voltar a ter folhas, botões e flores.

Esta semana, quando fui guardar o carro no estacionamento do Anhangabaú, como estava cheio, tive tempo de olhar em volta e perceber que aquela árvore solitária, em pleno Anhangabaú, no meio do trânsito infernal e da poluição de São Paulo, aquela árvore era um Ipê Rosa. E estava florindo.

No outro dia, voltei a olhar, descer do carro e ir olhar de perto para ver se era o mesmo Ipê Rosa do ano passado, quando eu mostrei, ainda no início do blog, que São Paulo ainda tinha flores. E tinha pés de Ipês.

As fotos ficaram com flores escuras, não aparece o cor-de-rosa bonito das flores. Aparece mais o contraste entre a árvore em flores e os prédios.


Daqui para a frente, em cada praça e rua arborizada de São Paulo, os Ipês estarão florindo. Quem passar na Avenida Dr. Arnaldo e na Rua Consolação, irá ver vários Ipês floridos.


Com mais calma e tempo, eu conseguirei tirar fotos das flores. É que a luz do céu faz as flores ficarem escuras. O fotógrafo é amador e não entende da tecnologia do I-phone.

Apesar da violência dos assaltos e arrastões, ainda é possível amar
São Paulo. Nesta semana fizeram mais um arrastão na Vila Madalena.

Mas as flores da Rua Fradique Coutinho são bonitas o suficiente para nos dar coragem para continuar morando no bairro e tendo esperança em dias melhores.

Nós queremos voltar a sorrir,
mesmo que seja em função das flores.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Santander - Dilma desautoriza o BB

De novo Sonia Racy

Embora o nome da página diária publicada no Estadão seja “Direto da Fonte”, pelo jeito, a fonte que Sonia Racy tem no Banco do Brasil, foi desautorizada por nossa presidenta da república, Dilma Rousseff, a continuar negociando com o Santander a compra dos 49% do Santander Brasil.

Vejam o que saiu no Estadão de hoje, de novo na coluna de Sonia Racy:

1 – Não é não

Dilma abortou a operação de compra, pelo BB,
de participação minoritária no Santander – o negócio incluiria, no desenho, o Banco Votorantim.

Pediu a Mantega que avisasse os envolvidos:
não quer que o BB capitaneie maior concentração no sistema financeiro brasileiro – justamente quando o governo está pregando mais competição no setor.

2 – Não 2

Indagada, a família Ermírio de Moraes atesta não ter interesse algum em adquirir qualquer participação em outras instituições financeiras. Nem intenciona vender sua parte no Votorantim.
E confirma estar preparada para capitalizar o mesmo, visando a manutenção do banco nos novos índices de Basileia.

Nota deste Blog:

1 – Se, até a presidenta da república entrou no noticiário é por que tem parte de verdade o que a jornalista está escrevendo e o jornal centenário está respaldando;

2 – Continuo achando um erro o Banco Santander Brasil silenciar-se ante tão relevantes notícias. Cabem esclarecimentos aos 55 mil funcionários, aos milhões de clientes e à sociedade brasileira;

3 – Os órgãos competentes, como Bolsa de Valores e Banco Central, além do Ministério da Fazenda, deveriam informar aos interessados se as informações procedem ou não;

4 – Se, realmente o Banco do Brasil ficou impedido de negociar, os possíveis compradores passarão a ser o Bradesco, o BTG e, em último caso, o Itaú-Unibanco;

5 – Se os leitores tiverem paciência e lerem os comentários existentes, enviados pelos bancários e pelo público em geral, o que são quase trezentos no conjunto de matérias sobre o Santander, verão que, por parte dos bancários, há uma grande preferência que fossem para o Banco do Brasil. Agora, com a desautorização do governo, o destino pode levá-los para outro banco privado, o que, em termos de emprego, não existe garantia nenhuma;

6 – Sobre os possíveis compradores:


6.1 - O Itaú ainda não se estabilizou,
depois da incorporação do Unibanco, pelo contrário, está demitindo milhares de funcionários e caindo a qualidade do atendimento;

6.2 – O Bradesco, acabou de contratar Washington Olivetto
, o pai da propaganda de massa no Brasil, para melhorar a imagem do banco. É só ler a quantidade de resistências que os funcionários do Santander-Real fazem sobre o Bradesco. Além de melhorar a imagem pública, o Bradesco precisa ganhar a classe média no atendimento e, se comprar o Santander, garantir o emprego destes funcionários, como forma de diminuir a ansiedade e as incertezas destes 55 mil brasileiros e seus familiares;

6.3 – Já o BTG, corre por fora,
mas é o que tem mais chance de apresentar uma proposta de parceria entre um grande banco de investimento com um grande banco de varejo e assim preservar o Santander no Brasil, manter a diversificação do mercado financeiro e garantir os empregos dos funcionários;

6.4 – Para quem não sabe, os cinco maiores bancos no Brasil: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa, controlam mais de 80% de todo o mercado financeiro nacional.
Já é muita concentração, na verdade é um OLIGOPÓLIO. Se acabar o Santander e ficarem somente quatro grandes bancos, a população vai ficar ainda mais reféns dos bancos. Hoje temos Dilma no governo, já pensou se os neoliberais tucanos voltarem ao governo? Vão dar mais tarifas bancárias, mais benefícios e mais demissões...

Alguns leitores recomendaram rezar muito e trabalhar para que o pior não aconteça, eu, como cristão militante, recomendo a todos “orar e vigiar”, por que, por mais que façamos nossa parte, o destino nos leva para lugares que ainda não prevemos.
Faz parte da vida. Boa sorte a todos.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Santander 70 países querem notícias

Todo mundo quer saber

Chegamos a 70 países consultando nosso Blog.

Nestes dias foram pessoas de BAHAMAS, da INDONÉSIA, de OMÃ.
Novos países e novas curiosidades, talvez, novas esperanças.

Gente da Ucrânia, de Angola, da Dinamarca, da Índia, do Uruguai, da Suíça, de Israel, de Hong Kong, do Japão, da China e da Rússia. Gente de todos os continentes se preocupa com a Europa, com a Espanha, a Itália e a Grécia.

Será que o Euro está “desmanchando-se”?

Ou será que os Bancos estão estrangulando as democracias para reduzir o Estado de Bem Estar Social?
Só sabemos que há uma angústia coletiva e um grande sofrimento na Europa.

Quando hoje sai, num grande jornal do Brasil, como o Estadão, que o Banco do Brasil pode comprar até 49% do Banco Santander Brasil, milhares de pessoas de vários países acessam o blog.
O Banco se cala, o Banco Central do Brasil se cala.
E o silêncio não é o melhor remédio...

Este blog não quer fazer sucesso em função do sofrimento do Santander Brasil.
Este blog pretende falar mais das flores e das músicas do que da violência em São Paulo, do apagão no transporte ou da CPI de Cachoeira.

Ao completar 70 países acessando este blog, ouvi no som do carro pela manhã,
uma música argentina, cantada por Caetano Veloso, em espanhol.
Esta música Caetano já cantou na Espanha, num show e foi muito aplaudido.

Vejam que delicadeza:

Vete de mi – Caetano Veloso



Se a Terra é nossa Pátria, sofremos com a Espanha
Nos angustiamos com os 55 mil funcionários do Santander no Brasil
E olhamos as flores
Na esperança de dias melhores
Cantando com os latinos

Como dizem os compositores de “Vete de mi”:


No te detengas a mirar
Las ramas muertas del rosal
Que se marchitan sin dar flor
Mira el paisaje del amor
Que es la razón para sonar y amar.

Folha falha com a Verdade

Guerra Eleitoral e Metrô

A Folha continua sua “Guerra Eleitoral” em campanha para Serra e os tucanos.
Como já aconteceu outras vezes, a Folha de hoje, mostra no Painel que pediu auxílio ao governador de São Paulo sobre os investimentos em trens e metrô de São Paulo.

Pelo jeito a Folha não conseguiu sistematizar os números de forma que protegesse os governos tucanos e aí pediu ajuda ao governador.

Mantenho o pedido para a Folha contestar os números apresentados pelo Deputado Estadual Luiz Claudio Marcolino ou reconhê-los. Marcolino apresentou os números antes da matéria-propaganda que a Folha publicou no último dia 20.

Vejam as notas do Painel de hoje e meu desafio publicado no dia 20:

Painel da Folha SP – 23/05/2012 - Vera Magalhães


Dobradinha 1
O PT reunirá Fernando Haddad e Marta Suplicy em novo evento eivado de apelo eleitoral. Ambos participarão na próxima segunda de seminário de deputados estaduais sobre mobilidade urbana, tema que virou prioridade no QG petista.

Dobradinha 2
Geraldo Alckmin pediu a assessores mapa pormenorizado de investimentos em trens e metrô desde 1994.
O tucano insistirá em números para se defender e municiar José Serra.

Agora vejam a abordagem do dia 20:

Folha - Mentiras e Verdades

Guerra Eleitoral e no Metrô

Blog Gilmar Carneiro – 20 de maio de 2012.

O que leva uma pessoa ou uma empresa a repetir no erro, mesmo quando isto gera prejuízo?

A Folha de São Paulo teve papel relevante na redemocratização do Brasil, foi importante na campanha pelas Diretas Já! Com a redemocratização, este jornal fez a opção pelo neoliberalismo na economia e pela manipulação da informação na política. Publicando mais versões do que fatos.

Para nós, que somos leitores assíduos, dá uma dor no coração. É como se um parente nosso descambasse para a marginalidade. Ser neoliberal não é crime, mas manipular sistematicamente as informações é uma “esperteza” quase que criminosa.

Os militantes mais duros, sempre riem de mim por que continuo assinante da Folha e do Estadão. Dizem que sou masoquista. Mas, com a criação do blog, creio que acabo contribuindo para democratizar o debate sobre a imprensa no Brasil.

Sou um petista covista e montorista, sou defensor da Igreja e tive participação ativa com os militantes das Comunidades de Base e das Pastorais da Igreja Católica na época da Teologia da Libertação. Quando fui eleito presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, fiz questão de convidar Mario Covas para nossa posse e ele compareceu e fez uso do microfone, saudando nossa vitória.

Sou contra os neoliberais, sejam eles do PSDB ou do DEM. Não sou contra os tucanos verdadeiramente sociais-democratas. Portanto, a guerra eleitoral não é entre petistas e tucanos.
A disputa eleitoral em São Paulo é entre um projeto inclusivo para toda a população, contra um projeto elitista, que acha que “os pobres sabem qual é seu lugar”.

Mas a Folha, que é serrista, voltou a apelar depois do acidente com o Metrô de São Paulo.
Na edição deste Domingo, dia 20, na página A14, o jornal apresenta uma pagina inteira sobre a “Guerra nos Transportes”, onde é evidente a cobertura pró-Serra/Alckmin. Nos textos, no tamanho dos retângulos, nas citações, etc.

O jornal, quando quer, é o maior investigador do Brasil,
mas, quando não quer, faz de conta que não sabe.

Quero ver a Folha MOSTRAR se são verdadeiros ou não, os números que a assessoria do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo apresentou. Tanto o deputado federal Zaratini, como o Deputado Estadual, Luis Claudio Marcolino, apresentaram os números como eu divulguei estes números no dia 18 de maio, passado.

A Folha, além de ignorá-los conscientemente, ainda destacou a declaração de Alckmin: “Lamento profundamente que a política venha para essa baixeza eleitoral, de tirar casquinha de quem NÃO CONTRIBUI. Não tem UM CENTAVO do PT no metrô e em trem em São Paulo”.

Declaração mentirosa, vergonhosa e mais vergonhoso ainda é a Folha reproduzi-la a exaustão.

Não há dinheiro do PT, mas há muito dinheiro da ADMINISTRAÇÃO PETISTA no Governo Federal. Muito mais dinheiro do que FHC e Malan repassaram para o Metrô.

Volto a reproduzir a matéria enviada pelo Deputado Estadual Marcolino,
inclusive dando os parabéns pelo aniversário hoje, deste parlamentar que está fazendo um mandato bem acima da média dos políticos brasileiros. Já foi um ótimo sindicalista e está sendo um ótimo parlamentar.
Quem sabe, a Folha devesse ouvi-lo mais vezes.

Mentiras e Verdades sobre o Metrô
Blog de 18 de Maio de 2012.
Deputado Marcolino mostra os números

SP e a Violência Diária

Três casos graves

Assaltaram um grande empresário, em pleno Jockey Clube,
mataram e roubaram um engenheiro e presidente do PSDB do Jardim Saúde-SP, e mataram e feriram estudantes emigrantes angolanos.

O governador Alckmin, mesmo prometendo esforços nas investigações, até agora, ninguém foi preso...

E aí, governador? De quem é a culpa?

O povo aceita sacrifícios materiais, mas não aceita falta de segurança.
Este é um princípio fundamental para qualquer político ou gestor público. Se a cidade de São Paulo está sem segurança, refém do PCC, logo, logo, a população começará a pagar para Milícias legalizadas, como a Haganá,outras empresas pertencentes a militares, e milicias não legalizadas. E aí ninguém sabe como acaba...

Vejam as três notícias da nossa insegurança,
que atinge todas as classes sociais:

1 – Assaltaram o presidente do Jockey Clube, no próprio Jockey

Mônica Bergamo – Folha SP
– 23/05/2012 - MÃOS AO ALTO

Um assalto à mão armada em plena luz do dia assustou os frequentadores do Jockey Club de SP, em Cidade Jardim, uma das regiões nobres da capital.

A vítima foi o próprio presidente da entidade, Eduardo da Rocha Azevedo.
Ele estava no último lance da escada principal quando um homem que subia ao seu lado tirou um revólver da cintura e pediu seu Rolex.

CRACHÁ - Azevedo diz que, como a entrada do Jockey serve de acesso aos restaurantes do lugar, qualquer um entra por ela sem se identificar - o que dificultaria o trabalho dos seguranças. "E os restaurantes de São Paulo estão visados."


2 – Mataram o presidente do diretório do PSDB
do bairro Jardim da Saúde


Engenheiro é morto em assalto na porta de casa na zona sul da capital paulista
Não se sabe ainda se a vítima reagiu; dupla fugiu com o carro do agrônomo José Sidnei Gonçalves

22 de maio de 2012 | 6h 24 - Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Um técnico do Ministério da Agricultura foi morto a tiros, na noite de segunda-feira, 21, no Jardim da Saúde, zona sul da capital paulista, por dois assaltantes na porta de casa, localizada na Rua Vitor Costa.

O engenheiro agrônomo José Sidnei Gonçalves, de 55 anos, foi atacado quando chegava à residência, momento em que foi surpreendido pela dupla, que exibiu as armas, exigindo que ele entregasse as chaves do carro, um Chevrolet Astra.
Não se sabe se houve reação por parte do técnico, que foi baleado no tórax e morreu quando era atendido no pronto-socorro do Hospital São Paulo. Os criminosos fugiram, levando o carro da vítima, e ainda não foram identificados.
O latrocínio foi registrado no plantão do 16º Distrito Policial, da Vila Clementino, e deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O Estadão de hoje complementa a notícia, na página C4, Cidades:


José Sidnei Gonçalves é presidente do diretório do PSDB na Saúde. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), compareceu ao velório na tarde de ontem e prometeu esforços na investigação.
Gonçalves era um dos mais respeitados analistas do agronegócio paulista. O pesquisador deixa mulher e três filhas.


3 – Mataram angolana, estudante de engenharia, e feriram seus amigos, inclusive uma grávida de oito meses.


Discussão de bar no Brás
deixa universitária morta e angolanos feridos
Após ofender africanos, chamando-os de 'macacos',
desconhecido voltou de carro e atirou

Quarta, 23 de Maio de 2012, 05h11 - Pedro da Rocha, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Uma discussão de bar na Rua Cavalheiro, no Brás, região central de São Paulo, terminou com uma universitária angolana morta e três outros angolanos feridos na noite de terça-feira, 22. Até as 3h30 ninguém havia sido preso.
Segundo testemunhas contaram à polícia, os angolanos estavam bebendo em um bar, no número 80 da rua, quando dois outros clientes, brasileiros, teriam xingado o grupo, com termos como "macacos". Houve uma discussão e os brasileiros foram embora.

Cerca de 20 minutos depois, um dos brasileiros voltou, em um Golf prata, desceu do veículo e atirou contra o grupo de angolanos.
Zumira de Souza Borges Cardoso, de 26 anos, estudante de engenharia na Uninove, foi atingida e morreu no local. Celina Bento Mendonça, de 34, grávida de cerca de oito meses, acabou ferida por pelo menos dois tiros, um deles na barriga. Gaspar Armando Mateus, de 27, foi baleado na perna.
Renovaldo Manoel Capenda, de 32, também foi atingido. Celina e Gaspar foram socorridos no Hospital João XXIII, na Barra Funda, e Renovaldo no Hospital Vergueiro, região centro-sul. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (DP), do Brás/Belém.

O atirador ainda não foi identificado pela polícia.