segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sinais dos Tempos na Imprensa

O que está acontecendo?

Meus amigos petistas e cutistas podem não gostar, mas eu estou adorando ver nossa imprensa, aquela chamada de PIG pelos militantes, publicar matérias sensatas, matérias onde reconhecem os méritos da nossa política econômica e dos nossos governos. Isto faz bem à Democracia.

A Folha fez uma entrevista de página inteira com LULA,
e não foi para falar mal!
No dia seguinte fez um EDITORIAL, elogiando Lula.
Parece mentira!
Hoje, saiu mais um EDITORIAL, desta vez ELOGIANDO Mantega!

Fui na Padaria e vi a Revista ÉPOCA muito maior do que a “veja”.
E a Capa da ÉPOCA é o amigo do bicheiro, senador Demóstenes Torres, ex-amigo da Veja, da Globo, dos Tucanos e tudo que é contra o PT e o governo Lula. Milagre?
Fiquei tão contente de ver um bom concorrente para derrubar a baixaria da veja que até comprei um exemplar da Época!
Já a Veja, nem publicando entrevista com Dilma!

No dia 23 de março fui ao Rio de Janeiro e no dia 24 fui ler o jornal O Globo e, para minha surpresa, havia várias matérias de boa qualidade denunciando Demóstenes Torres. Muito melhor do que a forma como a Folha de São Paulo abordava. Será que as Organizações Globo estão querendo disputar o mercado de São Paulo?

O Estadão vem dando boas matérias sobre o caso “do senador e o bicheiro”, ou contraventor, ou corruptor, ou araponga, ou amigo dos poderosos... Só falta reconhecer que Demóstenes Torres também é amigo de... Serra, com fotografias e tudo.

Voltando à Folha de SP de hoje, até o caderno “Ilustrada” anda melhorando. O Caderno 2 do Estadão é muito melhor.
Mas, ultimamente o Ilustrada resolveu competir com o Caderno 2.
Por exemplo, hoje tem uma página inteira
com nosso querido MILTON NASCIMENTO e o CLUBE DA ESQUINA.
Maravilhosa reportagem!!!

Quero fechar meus comentários sobre a Imprensa, mostrando o EDITORIAL da FOLHA reconhecendo os méritos do nosso Ministro da Fazenda e Professor de Economia da FGV, GUIDO MANTEGA.

Seis anos de Mantega
Folha SP – 02/04/12 - EDITORIAL DA FOLHA

Guido Mantega tem tido uma carreira excepcional no Ministério da Fazenda. São seis anos no posto. Na democracia, só não é mais longevo que Pedro Malan, que ficou os oito anos de Fernando Henrique Cardoso no cargo.
Tão raro quanto sua longevidade é o ministro ter acumulado prestígio enquanto o Brasil era abalado pela mais grave crise financeira mundial em oito décadas.

Mantega assumiu sob descrédito quase geral de economistas do setor privado e líderes empresariais, com exceção de aliados na indústria. Substituiu Antonio Palocci, que, mesmo abatido por escândalos, tinha firme apoio da elite econômica e do presidente.
Desde quando ocupara os postos de presidente do BNDES e ministro do Planejamento, Mantega deixara clara sua discordância da política econômica "paloccista", que estabilizara o país. Combatia em público a timidez estatal, dos bancos federais e do Banco Central, assim como a inércia do governo diante da valorização do real.
À frente da Fazenda, a princípio Mantega não conseguiu solapar o domínio da política econômica convencional e teve a autoridade diminuída quando Lula instituiu um conselho informal de economistas de fora do governo.

A crise das políticas e ideias econômicas dominantes nos últimos 30 anos, evidenciada com o colapso de 2008, revigorou o ministro. As providências para atenuar os efeitos da recessão mundial tiveram sucesso. Abriram-se as portas para o aumento do gasto público, as intervenções de bancos estatais, o programa de reorganização das grandes empresas nacionais com apoio do Estado, as intervenções no mercado de câmbio e crédito.

A economia brasileira voltou a crescer de modo inédito em quatro décadas,
e Mantega alcançou até mesmo prestígio mundial.

O ministro da Fazenda contou também com a sorte. As reformas iniciadas nos anos 1990 tornaram mais estável a economia brasileira. A emergência da China compensou deficiências nacionais e permitiu um crescimento maior. A acumulação de reservas nos primeiros anos de Lula deu cabo da dívida externa.
Mantega conteve, no governo de Lula, o liberalismo econômico dos anos Palocci. Deve parte de seu sucesso, aliás, à estabilidade derivada das reformas ditas liberais. Acabou por formatar uma nova síntese de política econômica, adotada de modo explícito pela nova presidente petista, Dilma Rousseff.
Sua gestão -sob o comando da presidente, cabe lembrar- concentrou-se mais em alterações de ênfase na administração de curto prazo do que por modificações de fôlego. Não propôs nem implementou reformas estruturais e, por isso, seu legado ainda é vulnerável às tormentas da economia mundial.

2 comentários:

  1. Não vai falar da revista Veja ter o Santo Sudário na capa? Um assunto tão debatido e tão conteporâneo como o Santo Sudário e apenas a Veja dá destaque....kkkk

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  2. Só mesmo em Sumpaulo pra ver revista na padaria... por falar nisso, veio ao Rio e não me avisou, canalha???

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